Dybbuk

Uma pintura que retrata a comunidade judaica, da autoria do artista Ephraim Moshe Lilien (1874-1925)

No folclore judeu, um dybbuk ou dibbuk (plural: dybbukim) é um espírito humano que, devido aos seus pecados pregressos, vagueia incansavelmente até que encontre refúgio no corpo de uma pessoa viva. "dybbuk" ou "dibbuk" se apodera de corpos de pessoas.

Histórico

A crença nos dybbukim foi bastante comum nas comunidades do leste europeu dos séculos XVI e XVII: naquela época, pessoas acometidas por desordens mentais ou nervosas eram levadas à presença de um rabino responsável por operar milagres (baʿal shem). De acordo com a crença da época, esse rabino era capaz de expulsar o dybbuk por intermédio de um ritual de exorcismo.

O místico Isaac Luria (1534–1572) foi o responsável por introduzir a doutrina da transmigração de almas (gilgul) na comunidade judaica. Ele acreditava ser a transmigração o mecanismo pelo qual as almas poderiam dar continuidade ao seu propósito de auto-aperfeiçoamento. Essa doutrina eventualmente evoluiu para a concepção de que uma pessoa poderia ser possuída por um dybbuk. O estudioso e folclorista judeu S. Ansky ajudou a despertar o interesse internacional pelos dybbukim quando seu drama iídiche Der Dybbuk (aprox. 1916) foi traduzido para várias outras línguas.

Dybbuks na ficção

Ver também

Notas

  1. ↑ Em português: o (ou aquele) que se adere (ou que se apega).

Referências

  1. ↑ «Dybbuk: A glimpse of the supernatural in Jewish tradition» (em inglês). Judaica Press. Consultado em 29 de outubro de 2014
  2. 1 2 3 «Dybbuk» (em inglês). Enciclopédia Britânica. Consultado em 29 de outubro de 2014

Bibliografia

Ligações externas