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| Grupo EBX | |
|---|---|
| Razão social | EBX Holding Ltda. |
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Infraestrutura/Recursos Naturais |
| Gênero | Holding |
| Fundação | 1983 (43 anos) |
| Fundador(es) | Eike Batista |
| Sede | Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Área(s) servida(s) | |
| Presidente | Eike Batista |
| Pessoas-chave | Eike Batista (fundador, presidente e CEO) |
| Significado da sigla | E de Eike, B de Batista e X um símbolo de multiplicação |
| Website | ebx.com.br |
Grupo EBX é uma holding brasileira de propriedade do empreendedor Eike Batista, sediada na cidade do Rio de Janeiro. O Grupo EBX foi um dos principais conglomerados empresariais do Brasil, tendo entre os seus concorrentes diretos a Vale S.A., a Petrobras, a Organização Odebrecht (atual Novonor), o Grupo Camargo Corrêa (atual Mover Participações), o Grupo Andrade Gutierrez e o Grupo Votorantim.
A trajetória do Grupo EBX começou no início da década de 80, com um empreendimento concebido e executado por Eike Batista: a Novo Planeta, primeira planta aurífera aluvial mecanizada da Amazônia. Ao longo dos anos 80, Eike se tornou presidente do Conselho de Administração e o principal executivo da TVX Gold. Foi a partir dessa empresa, listada na Bolsa de Valores de Toronto, no Canadá, que o empreendedor iniciou ao seu relacionamento com o mercado de capitais global.
O empreendedor criou US$ 20 bilhões em valor entre 1980 e 2000 com a implantação e operação de nove minas de ouro e prata no Brasil e no Canadá (Amapari, Casa Berardi, Crixás, Musselwhite, New Britania, Novo Astro, Novo Planeta e Paracatu), além de uma mina no Chile (La Coipa). Nos anos 2000, começou a operar três minas de ferro no Brasil (Mina 63, Tico Tico e Ipê). Eike estruturou e abriu o capital de seis companhias no período entre 2004 e 2012: OGX, MPX, LLX, MMX, OSX e CCX .
Entre os anos de 2011 e 2012 foram US$ 15,7 bilhões em investimentos, com geração de 20 mil postos de trabalho na operação e construção de seus empreendimentos. A EBX destinou cerca de R$ 20 milhões para financiamentos de projetos e parcerias com universidades no Brasil, no Chile, na Colômbia e na China. O apoio abrange mais de dez universidades e instituições de ensino. Dentre as beneficiadas estão a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a universidade chinesa de Tsinghua, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e a universidade chilena de Valparaíso.
O grupo conta com parceiros estratégicos e desenvolve empreendimentos estruturantes, com foco em tecnologia estado da arte e geração de riqueza. A EBX investe, principalmente, nos setores de infraestrutura e recursos naturais. Também lidera iniciativas nos setores imobiliário, de tecnologia, entretenimento, esporte, mineração de ouro e catering aéreo e ferroviário. Arbitra ineficiências no País e atua na eliminação de gargalos para estimular o crescimento econômico nacional. O Grupo EBX está presente em nove estados brasileiros, no Chile e na Colômbia e tem escritório em Nova York (EUA).
Atualmente a EBX não controla mais as companhias listadas no Novo Mercado da BOVESPA: OGX (petróleo) , MMX (mineração), OSX (indústria naval offshore) e CCX (mineração de carvão) As outras duas grandes empresas que pertenciam ao grupo, a MPX (energia) e a LLX (logística) foram vendidas para outros grupos em função da queda de ativos do ano de 2013.
O Grupo EBX atua com foco prioritário em infraestrutura e recursos naturais. As empresas atualmente pertencentes à holding:
Grupo EBX captura as muitas Sinergias existentes entre os seus negócios. O minério de ferro da MMX será transportado para o Superporto Sudeste, de onde será exportado para todo o mundo. As chapas de aço produzidas pelas siderúrgicas instaladas no complexo industrial do superporto da LLX serão utilizadas pela OSX na produção de equipamentos offshore , afretados para a OGX para a sua produção de óleo e gás. O carvão das minas da CCX na Colômbia será transportado até as termelétricas da MPX localizadas ao longo da costa brasileira e no superporto da LLX, e a energia gerada será fornecida para as indústrias localizadas no complexo industrial. O gás natural produzido pela OGX pode suprir as térmicas da MPX localizadas no complexo industrial do superporto da LLX . O superporto da LLX poderá servir de base terrestre para a produção de óleo e gás da OGX. A MPX vai fornecer energia para a principal unidade operacional da MMX em Minas Gerais.
EBX e suas companhias apoiam mais de 170 iniciativas socioambientais no País , dentre elas a conservação de três parques nacionais (Lençóis Maranhenses, Fernando de Noronha e Pantanal). Além disso, cria e mantém três reservas próprias: Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Engenheiro Eliezer Batista (pantanal), Quebrada del Morel (Deserto do Atacama) e Caruara (restinga); apoia a gestão de quatro RPPNs no Pantanal (Dorochê, Acurizal, Penha e Rumo ao Oeste) e a criação de outras dez no Ceará. O Grupo EBX apoia ainda o Corredor Ecológico do Muriqui, um dos maiores projetos de restauração da Mata Atlântica já desenvolvidos no Brasil, e a preservação da Reserva Manancial de Cañaverales, na Colômbia.
Na área social, os programas de realocação de famílias Vila Nova Canaã, no Maranhão, e Vila da Terra, em São João da Barra (RJ); o apoio à construção do Centro Pediátrico do Câncer (CPC), no Ceará; e o apoio ao Hospital Pro Criança, no Rio de Janeiro, são alguns exemplos de ações realizadas pelo grupo nos últimos anos.
No Rio de Janeiro, o Grupo EBX destinará R$ 20 milhões por ano, até 2014, ao projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), novo modelo de segurança pública e policiamento. Os recursos serão usados pela Secretaria Estadual de Segurança para a compra de equipamentos e obras de infraestrutura e logística das unidades.
O Grupo EBX investe na preservação da história e da cultura. Em Belo Horizonte, implantou e mantém o Museu das Minas e do Metal (MMM), concebido para destacar a relação da história e das expressões culturais de Minas Gerais, por meio de duas das principais atividades econômicas do estado: a mineração e a metalurgia. Em 18 salas, estão instaladas 44 atrações, sendo 11 instalações dedicadas às principais minas do estado, numa área de quase 6.000 metros quadrados. Em ambientes virtuais, os visitantes podem interagir com os espaços criados para permitir intensa vivência pelo mundo dos metais e minerais.As atrações são humanizadas por meio de personagens históricos e fictícios do MMM como D. Pedro II, o Barão de Eschwege, Xica da Silva e outros, que apresentam o museu aos visitantes de forma lúdica e interativa.