| Locomotiva EMAQ MX620 N° 6157, em operação ainda nas cores da extinta RFFSA em Andrelândia, MG. | |
| Descrição | |
| Propulsão | Diesel-Elétrica |
| Fabricante | EMAQ ( CAF( |
| Número de série | M6108 |
| Modelo | MX620 |
| Ano de fabricação | 1980-1983 |
| Locomotivas fabricadas | 74 - Brasil |
| Classificação AAR | C-C |
| Tipo de serviço | Carga |
| Características | |
| Bitola | 1,000 m (Brasil) |
| Tipo de truques | Flexicoil-C |
| Peso da locomotiva | 96 toneladas, mais tarde modificada para 120 toneladas |
| Peso aderente | 96.000 kg |
| Tipo de combustível | diesel |
| Capacidade de combustível | 6500 litros |
| Fabricante do motor | Bombardier |
| Motor primário | ALCO 12-251-CE |
| Tipo de motor | Motor V12 |
| Alternador | GT 581 PJ1 |
| Gerador | General Electric |
| Motores de tração | 6 × GE-761 |
| Tamanho dos cilindros | 228,6 mm |
| Tipo de transmissão | 93:18 |
| Tração múltipla | Sim |
| Performance | |
| Velocidade máxima | 103 km/h |
| Potência total | 2200 hp |
| Potência disponível para tração | 2000 hp |
| Raio mínimo de inscrição | 70 metros |
| Freios da locomotiva | 26L Wabco |
| Operação | |
| Ferrovias Originais | RFFSA |
| Ferrovias que operou | RFFSA e FCA(2702) |
| Numeração SIGO | 6101-6174 |
| Número de matrícula | 1901-1974 |
| Apelidos | MX |
| Local de operação | Rio de Janeiro e Minas Gerais |
| Data de entrega | 1980/83 |
| Ano da entrada em serviço | 1980/83 |
| Proprietário atual | Ferroeste |
| Situação | 7 unidades operacionais na Ferroeste. Demais unidades baixadas e cortadas |
A EMAQ MX620 é uma locomotiva diesel-elétrica produzida no Brasil entre o final da década de 70 e início da década de 80. É fruto de uma parceria entre a brasileira EMAQ e a espanhola CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles) sob licença das empresas canadenses Bombardier e MLW-ALCo.
Em 1975 foi criada pelo governo federal a CCPCL - Comissão Coordenadora da Política de Compra de Locomotivas, visando capacitar o Brasil com mais duas fábricas de locomotivas. Foi apontado por esta comissão que, a partir de 1980, o Brasil necessitaria de 300 locomotivas e 8 mil vagões por ano. Até aquele momento, o único fabricante era a General Electric, em Campinas,com capacidade de 120 locomotivas por ano.
Surgem então:
As primeiras MX620
Em 17 de março de 1980 a EMAQ entrega as duas primeiras MX620, com os números 1901 e 1902 para a Superintendência Regional 2 (SR-2) da RFFSA (antiga RMV), de uma encomenda inicial de 74 unidades. O índice de nacionalização nas primeiras locomotivas foi de 12% e nas últimas de mais de 50%, com o preço de cada unidade girando em torno de US$ 1,3 milhões. Devido a saldos na balança comercial com a Espanha, algumas locomotivas vieram pré-montadas pela CAF - Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles, recebendo na EMAQ peças e componentes produzidos no Brasil. O mesmo não ocorreu com as locomotivas EMD SD40-2, da qual vieram da Espanha (Macosa) 36 unidades prontas para entrar em serviço na Superintendência Regional 3 (SR-3) da RFFSA. Elas foram adquiridas para reforçar o transporte de minério na Rota do Calcário (Arcos - Lavras), e para se tornar uma opção a mais para a tração dos trens, junto com as EMD G8, EMD G12 e GE U20C. Originalmente elas eram numeradas pela RFFSA como 1901 a 1974. Em 1984 com o novo sistema SIGO da RFFSA elas passaram a ser numeradas de 6101 a 6174. Todas as antigas Superintendências Regionais (SR) da RFFSA sofreram essa alteração após a implantação do SIGO. Operaram com tração tripla em trens de combustível, trens de cimento e trens graneleiros na rota Belo Horizonte - Brasília, recebendo auxílio de mais 1 locomotiva extra entre Tigre e Campos Altos, para vencer o trecho pesado e sinuoso da Serra do Tigre com 30 vagões carregados. Na rota de Arcos (MG) a Volta Redonda (RJ) operavam em tração dupla substituindo 4 locomotivas G12 antes empregadas para rebocar o trem de 22 a 24 vagões gôndola de calcário para a CSN.
Quando havia sobra de G12's no trecho, as mesmas eram acopladas às MX para vencer as rampas pesadíssimas da Serra da Mantiqueira entre Lavras e Augusto Pestana, com 1.260 metros de altitude. Estudos feitos pela própria RFFSA apontaram o peso ideal para as MX620 em 120 toneladas, e não 96 toneladas, como foram construídas originalmente. Com esse peso a locomotiva tem sua capacidade (esforço de tração) aumentada e pode movimentar um trem mais pesado. Em 1996, começou o processo de privatização da RFFSA. As superintendências regionais SR-2, SR-7 e SR-8 ficaram para a recém-criada Ferrovia Centro-Atlântica, que nem esquema de pintura tinha na época. Muitas foram as tentativas de se desenvolver uma pintura satisfatória, mas não deram resultado e acabaram sendo suplantadas.

Anos depois porém, surge o belo esquema de pintura nas cores azul escuro e laranja, sinônimo de Ferrovia Centro-Atlântica até os dias de hoje. Houve tentativas de passar duas locomotivas MX para o trem de passageiros da Vale, na CVRD. Receberam pintura diferenciada as locomotivas Nº 6169 e novamente a locomotiva Nº 6113.
Em 2008, a FCA lançou uma nova logomarca e consequentemente nova pintura para seu material, dessa vez com a locomotiva totalmente em laranja com o logotipo da FCA totalmente branco. Hoje, a VLI Logística revisou e pintou algumas locomotivas da frota de MX620 em sua pintura atual, sendo prateada com uma faixa laranja e a traseira da locomotiva pintada de cinza escuro. Apesar disso, ainda é possível ver algumas MX620 em operação na Rota do Calcário rodando com o primeiro padrão de pintura da FCA, inclusive várias delas estão com o primeiro padrão de pintura da RFFSA aparecendo aos poucos.
Na atual rota do Calcário, as BB36-7 chegaram com a missão de substituir as MX, por volta de 2014. Hoje poucas unidades ainda existem, sendo que muitas já foram baixadas e cortadas, com algumas relegadas a manobreiras no trecho. Existem 7 operacionais na Ferroeste, com suas recentes aquisições.