| Eletropar | |
|---|---|
| Razão social | Eletrobras Participações S/A |
| Empresa de capital fechado | |
| Fundação | 29 de janeiro de 1996 (30 anos) |
| Destino | Incorporação |
| Encerramento | 2025 |
| Sede | |
| Proprietário(s) | Eletrobras (83,71%) |
| Presidente | Oscar Alfredo Salomão Filho |
| Produtos | Investimentos em empresas de energia elétrica |
| Valor de mercado | |
| Lucro | |
| Faturamento | |
| Website | www.eletrobraspar.com/ |
A Eletrobras Participações, Eletrobras Eletropar ou Eletropar, foi uma subsidiária da Eletrobras, responsável pela gestão de participações da Eletrobras em diferentes companhias, especialmente as do setor elétrico.
Em 20 de março de 1981, o Governo do Estado de São Paulo, durante a gestão de Paulo Maluf, constituiu a Eletropaulo, com a finalidade básica de assumir a operação dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, nos municípios de concessão da Light no estado de São Paulo.
Em 26 de março de 1981, foi assinado convênio destinado a estabelecer as condições de operação de compra e venda dos bens, firmado entre a Light e Eletropaulo, com a interveniência do Ministério das Minas e Energia, do Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) e da Eletrobrás, tendo sido ratificado em 31 de março os termos do Convênio, do Instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda entre as duas empresas.
Estima-se que o controle da Light pelo governo paulista tenha custado cerca de US$ 1 bilhão, embora boa parte do pagamento tenha sido feito em debêntures e ações preferenciais da própria Eletropaulo, além de absorção e dívidas e uma parcela em moeda corrente. No acordo estabelecido, a Light se tornou acionista preferencialista da Eletropaulo. A Light detinha 47,6% do capital da concessionária paulista.
No entanto, a Eletropaulo acumulou débitos junto à Light, não tendo repassado integralmente os dividendos no período.
A Eletropar foi criada em 29 de janeiro de 1996 por meio da Lei n° 9.163/1995, sob a denominação Light Participações (LIGHTPAR), em meio ao processo de desestatização das concessionárias estaduais de energia dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Tinha como objeto social principal a participação no capital social da Eletropaulo e de outras sociedades.
Em janeiro de 1996, a Light, subsidiária da Eletrobras, foi dividida em duas companhias: LightRio, com base no Rio de Janeiro, e LightPar, com base em São Paulo. O objetivo era tornar a privatização da porção fluminense mais atrativa, pois esta estaria então livre da obrigação de uma dívida de US$ 1.240 milhões devida pela Eletropaulo. A Light distribuía cerca de 77% da energia elétrica no Estado do Rio de Janeiro.
Em 02 de setembro de 2008, teve seu nome alterado para Eletrobras Participações.
Em 29 de abril de 2025, a Assembleia Geral da Eletrobras aprovou a incorporação da Eletropar pela Eletrobras.
Em 14 de junho de 2022, foram vendidas 802,1 milhões de ações da Eletrobras, com um preço base de R$ 42, em uma operação que movimentou R$ 33,7 bilhões. Com isso, a participação da União no capital votante da estatal foi reduzida de 68,6% para 40,3%.
Entre os principais acionistas estão o GIC, fundo soberano de Singapura, o veículo de investimentos de fundo de pensão canadense CPPIB e a gestora brasileira 3G Radar, ligada ao 3G Capital.