| Eletronuclear | |
|---|---|
| Razão social | Eletronuclear S.A. |
| Sociedade de economia mista | |
| Atividade | Energia elétrica |
| Fundação | 1 de agosto de 1997 |
| Sede | Rio de Janeiro, |
| Proprietário(s) | ENBPar (64,10% das ações ordinárias) Axia Energia (35,90% das ações ordinárias) |
| Pessoas-chave | Raphael Ehlers dos Santos, diretor-presidente interino |
| Empregados | 1 717 (2025) |
| Produtos | Energia nuclear |
| Website | https://www.eletronuclear.gov.br/ |
A Eletronuclear é uma sociedade de economia mista brasileira que opera as usinas Angra 1 e Angra 2, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. A empresa foi constituída em 1997 e é controlada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). O complexo também abriga a usina Angra 3, cuja construção ainda não foi concluída.
A empresa nasceu da reunião da área nuclear de Furnas, que operava Angra 1 e construía Angra 2, com a Nuclen, responsável pelos projetos de engenharia. Foi constituída em 1.º de agosto de 1997 como subsidiária da Eletrobras.
Em 31 de dezembro de 2008, a Eletrobras detinha 99,81% do capital social da Eletronuclear, então estimado em R$ 3,3 bilhões. Cerca de 78% das ações eram ordinárias e 22% preferenciais. A empresa tinha 2 243 empregados naquela data.
A Lei n.º 14.182, de 2021, determinou que as atividades nucleares permanecessem sob controle federal após a capitalização da Eletrobras. A ENBPar foi criada para assumir esse controle e tornou-se acionista controladora da Eletronuclear em junho de 2022. Na reorganização societária, a ENBPar aportou R$ 3,5 bilhões na Eletronuclear e passou a deter 64,10% das ações ordinárias. A Eletrobras permaneceu como acionista, com 35,90% das ações ordinárias.
Em outubro de 2025, a Eletrobras, então denominada Axia Energia, assinou contrato para vender sua participação à J&F Investimentos por R$ 535 milhões. O negócio incluiu obrigações de aporte para a Eletronuclear, mas sua conclusão dependia de condições contratuais e aprovações. O relatório anual da companhia referente a 2025 ainda apresentava a Axia como acionista. Um levantamento do Tribunal de Contas da União realizado em 2026 também a registrou nessa posição.
A Eletronuclear projeta, constrói e opera usinas nucleares para geração de eletricidade. Angra 1 entrou em operação comercial em 1985 e tem 640 MW de potência. Angra 2 iniciou a operação comercial em 2001 e tem 1 350 MW. Ambas utilizam reatores de água pressurizada.
Em 2008, as duas usinas geraram 14 003 774,8 MWh brutos de eletricidade. O valor constava dos relatórios de gestão da época e não deve ser confundido com a geração líquida de anos posteriores. O Plano Nacional de Energia 2030, elaborado na década de 2000, examinava a construção de outras quatro usinas até 2030. Essa era uma previsão de planejamento, não um conjunto de unidades em operação.
Suas duas usinas em operação somam 1 990 megawatts de capacidade instalada e produziram 14,5 milhões de megawatts-hora de eletricidade em 2025.
Angra 1 e Angra 2 integram a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Praia de Itaorna. Em 2025, produziram, respectivamente, 3,6 milhões e 10,9 milhões de MWh líquidos. A geração conjunta foi de 14,5 milhões de MWh, com capacidade instalada de 1 990 MW.
Em 2013, a Eletronuclear previa o início da operação de Angra 3 em maio de 2018. Em 2025, a conclusão da obra ainda dependia de decisões de política energética e de financiamento, e a empresa não fixava uma nova data de entrada em operação.