Etoposido | |||||||||||||||||||
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| Nomes | |||||||||||||||||||
| Nome IUPAC | 4'-demethyl-epipodophyllotoxin 9-[4,6-O-(R)-ethylidene-beta-D-glucopyranoside], 4' -(dihydrogen phosphate) | ||||||||||||||||||
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| Página de dados suplementares | |||||||||||||||||||
| Estrutura e propriedades | n, εr, etc. | ||||||||||||||||||
| Dados termodinâmicos | Phase behaviour Solid, liquid, gas | ||||||||||||||||||
| Dados espectrais | UV, IV, RMN, EM | ||||||||||||||||||
| Exceto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições normais de temperatura e pressão. Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. | |||||||||||||||||||
Fosfato de etoposido, etoposida ou etoposídeo (último conforme DCB ) é usado para retardar tumores. É um inibidor da enzima topoisomerase II.
É usado como forma de quimioterapia para doenças malignas como o sarcoma de Ewing, câncer de pulmão, câncer testicular, linfoma, leucemia não-linfocítica e glioblastoma multiforme. É geralmente administrado em combinação com outros medicamentos (como a Bleomicina, no tratamento de câncer de testículo). Também é usado às vezes em um regime preparatório antes de um transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH).
O fármaco é administrado, tanto por via intravenosa (IV), como oralmente através de capsulas ou comprimidos. Caso o fármaco seja aplicado por IV, o procedimento deve ser feito de forma lenta, durante 30 a 60 minutos, visto que o composto é capaz de reduzir a pressão sanguínea enquanto administrado. Durante a infusão, a pressão sanguínea deve ser monitorada e a velocidade da aplicação, ajustada de acordo.
Efeitos colaterais mais comuns durante o tratamento com Etoposido são:
Os efeitos menos comuns são:
Quando administrado concomitantemente à varfarina, pode causar sangramentos.
O etoposido forma um complexo ternário com o DNA e a enzima topoisomerase II, a qual auxilia no relaxamento do DNA superenrolado (positivo ou negativo). A topoisomerase II normalmente quebra as ligações em um mesmo ponto das duas fitas do DNA, permitindo que outra dupla-hélice passe pela abertura, reduzindo a tensão e torção da molécula. Uma vez atravessada a dupla-fita, a enzima restaura as ligações rompidas. A ligação com o etoposido, no entanto, impede que a enzima seja capaz de religar as fitas do DNA, fazendo com que a ruptura criada permaneça aberta e impedindo que a topoisomerase II saia do local e atue em outra região. Dessa forma, a atuação do fármaco resulta em quebras na dupla-fita de DNA (podendo ocasionar diversos efeitos deletérios na célula) e no esgotamento de topoisomerase II disponível no organismo.
Células cancerígenas possuem maior dependência sobre a topoisomerase II do que células saudáveis, já que se aquelas se dividem muito mais rapidamente do que estas. Assim, há a ocorrência de mais erros na síntese de DNA, promovendo a apoptose da célula cancerígena.
O etoposido é um semissintético derivado da podofilotoxina, extraída a partir do rizoma da mandrágora-americana (Podophyllum peltatum). Mais especificamente, é um glicosídeo formado por podofilotoxina e um derivado da D-glicose. É um composto similar ao teniposido (ou teniposídeo), sendo distinguíveis apenas por um grupo metila, substituído no teniposídeo por um grupo tienil. Ambos os compostos foram desenvolvidos com o objetivo de criar derivados menos tóxicos da podofilotoxina.
A substância é um pó cristalino, entre o branco e um amarelo-amarronzado. É solúvel em solventes orgânicos.
Geralmente, é utilizado em sua forma salina, o fosfato de etoposido.