Campeonato brasileiro de Fórmula 3 | |
|---|---|
| Categoria | Monoposto |
| País ou região | |
| Temporada inaugural | 2014 |
| Temporada final | 2017 |
| Equipes | |
| Fornecedor(es) dos motores | |
| Fornecedor(es) dos pneus | |
| Último piloto campeão | |
| Última equipe campeã | |
A Fórmula 3 Brasil é uma categoria monopostos disputada no Brasil. É uma das várias series de Fórmula 3 pelo mundo, assim como a F3 Inglesa e F3 Europeia.
O campeonato foi disputado entre 1989 e 1995 até ser extinto. Em 2014 a categoria voltou a ser disputada no país com o nome de F-3 Brasil até 2017.
A Cesário é a equipe com mais triunfos na segunda fase do certame, desde a volta da disputa da categoria em 2014, conquistou 4 títulos, com Pedro Piquet em 2014 e 2015, Matheus Iorio em 2016 e Guilherme Samaia em 2017.
Sua proposta era criar um campeonato de F3 mais barato e acessível aos pilotos do que sua antecessora, a Fórmula 3 Sul-Americana, e suas semelhantes no exterior.
Uma temporada na F3 Light, com oito rodadas duplas, uma junto com o Circuito Nova Schin Stock Car e as outras sete ao lado do Campeonato Brasileiro de Marcas, e todos os treinos, custa R$ 195 mil, preço bem abaixo das similares na Europa e nos Estados Unidos. Na Fórmula 3 Brasil principal o preço é de R$ 450 mil, também mais barata do que as semelhantes ao redor do mundo. A categoria foi promovida pela Vicar, empresa promotora e organizadora também do Circuito Nova Schin Stock Car, da Copa Petrobras de Marcas e do Mercedes-Benz Challenge.
A F3 Brasil teve sua estreia em 5 de abril de 2014, no Autódromo Internacional de Tarumã. Pedro Piquet, da Cesário F3, foi o vencedor inaugural. O filho do tricampeão de F1 Nelson Piquet seguiu dominando pelo resto do ano, vencendo doze das dezesseis corridas e sendo o primeiro campeão da categoria. A Cesário também prevaleceu na Light, através de Vitor Baptista. Em 2015, sete das oito etapas serviram de apoio à Stock Car, e Piquet foi bicampeão com ainda mais dominância, engatando catorze vitórias, com 13 destas sendo consecutivas. No total, Pedro conquistou catorze poles em dezesseis possíveis, e venceu 26 das 32 provas que disputou em seus dois anos na categoria, estabelecendo um recorde absoluto na F3 Brasil.
A temporada de 2016 enfrentou um processo de decadência, que se mostrou no grid: começou com dezessete carros e terminou com menos de dez, com a etapa de Goiânia se destacando por ter apenas cinco carros. Segundo Augusto Cesário, proprietário da equipe que viria a ser tricampeã naquele mesmo ano, isso era reflexo da crise no automobilismo brasileiro, e que os principais problemas eram a falta de apoio, de organização, de patrocínio e de nomes competitivos. Além desses fatores, o campeonato seguia marcado pela desigualdade, com a Cesário sendo a equipe dominante e monopolizando vitórias, o que levou pilotos como Pedro Cardoso, da Hitech GP, a deixar a competição antes do fim. Apesar das expectativas dos chefes de equipe de que os pilotos brasileiros recém-saídos do kart disputassem ao menos duas temporadas da F3 Brasil antes de ir para o exterior, os pais e os pilotos priorizavam competições europeias, por conta dos equipamentos atualizados e em conformidade com as normas da FIA.
Em 2017, a F3 saiu do guarda-chuva da Vicar, e não deu suporte a Stock Car Brasil, mas sim à Porsche GT3 Cup Brasil. Visando combater o esvaziamento do grid, a CBA e a Associação Nacional das Equipes de Fórmula (Anef) criaram a F3 Academy para substituir a F3 Light como categoria secundária, servindo como formação para pilotos recém-saídos do kart. O carro continuava sendo o Dallara 301, mas sua potência foi equalizada entre 210 e 220 cv, para amenizar o impacto que os pilotos vindos do kart sentiriam ao subir para os monopostos. A nova classe era voltada para pilotos de 15 e 16 anos e garantiria uma vaga no grid da F3 Brasil de 2018. A potência dos carros da classe A também foi reduzida para 240 cv. Waldner Bernando, então presidente da CBA, ainda tinha pretensões de promover um intercâmbio do campeão e do vice da F3 para categorias europeias, almejando também atrair pilotos europeus para a F3 Brasil por meio da redução de custos.
Apesar ter iniciado 2017 com um grid de 13 carros, no final da temporada, a quantidade voltou a cair para 6 ou 7 pilotos largando. Na última etapa do ano, a F3 Brasil voltou para a Vicar, mas estava nítido que a categoria tinha perdido fôlego e que as mudanças não causaram o efeito desejado.
Para 2018, foi previsto que a F3 Brasil mudaria de nome para Super Fórmula Brasil. Um calendário foi divulgado, com seis das oito rodadas duplas servindo de apoio à Stock Car, e alguns pilotos da Prop Car Racing chegaram a participar de sessões de testes no Velopark no início de abril. Contudo, a nova categoria foi cancelada a cinco dias da estreia, prevista para ocorrer no Velopark em 22 de abril de 2018, por vários fatores, como ausência de patrocínio, que dificultou o preenchimento do grid e tornou inviável a realização da etapa em conjunto com a Stock Car e o Brasileiro de Marcas. A Anef tentou adiar o início do campeonato para maio, com Londrina sendo a etapa de abertura. Mas a nova categoria só estreou a partir de julho, sob o nome de Fórmula Academy Sul-Americana, e utilizou os mesmos carros da Fórmula Futuro e da Fórmula 4 Sul-Americana. A categoria seguiu até 2020, com o Brasil ficando sem uma grande divisão de monopostos até 2022, quando a Vicar organizou o Campeonato Brasileiro de Fórmula 4, sob a tutela da FIA.
Fonte: F3 Brasil.
| Temporada | Piloto campeão | Equipe campeã | Chassis/motor | Campeão F3 Light |
|---|---|---|---|---|
| 1989 | Reynard-Alfa Romeo | — | ||
| 1990 | Ralt-Volkswagen | |||
| 1991 | Ralt-Mugen Honda | |||
| 1992 | Ralt-Mugen Honda | |||
| 1993 | Ralt-Mugen Honda | |||
| 1994 | Dallara-Mugen Honda | |||
| 1995 | Dallara-Mugen Honda | |||
| 1996 – 2013 |
Não houve campeonato | |||
| 2014 | ||||
| 2015 | ||||
| 2016 | ||||
| 2017 | ||||