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| Fascismo |
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Falangismo é a ideologia política da Falange Española de las JONS mais tarde Falange Española Tradicionalista y de las Juntas de Ofensiva Nacional Sindicalista (ambas conhecidas simplesmente por "Falange"), bem como os derivados da mesma noutros países. Em sua forma original, o Falangismo é amplamente considerado uma ideologia fascista. Sob a liderança de Francisco Franco, muitos dos elementos radicais do Falangismo considerados como fascistas foram diluídos e em grande parte tornou-se uma ideologia autoritária e conservadora ligada à Espanha franquista. Os oponentes das mudanças franquistas no partido incluem o ex-líder da Falange Manuel Hedilla. O Falangismo coloca uma forte ênfase na identidade religiosa católica, embora tenha mantido alguns pontos de vista seculares sobre influência direta da Igreja na sociedade, uma vez que acreditava que o Estado deveria ter a autoridade suprema sobre a nação. O Falangismo enfatiza a necessidade de autoridade, hierarquia e ordem na sociedade. O Falangismo é anticapitalista, antidemocrático e antiliberal.
O manifesto original da Falange, os "Vinte e Sete Pontos", declaram que o Falangismo apoia: a unidade da Espanha e a eliminação do separatismo regional; estabelecimento de uma ditadura liderada pela Falange; utilização da violência para regenerar a Espanha; promoção da revitalização e desenvolvimento do Império Espanhol; uma revolução social para criar: uma economia sindicalista nacional, que cria sindicatos nacionais tanto dos empregados e empregadores para organizar mutuamente e controlar a atividade econômica, reforma agrária, expansão industrial, respeito à propriedade privada com exceção de nacionalizar os mecanismos de crédito para evitar a usura capitalista. Apoia criminalização de greves por funcionários e locautes por empregadores como atos ilegais. O Falangismo suporta que o estado deve ter jurisdição de fixação de salários. Sob Franco, a Falange abandonou suas tendências anticapitalistas originais, declarando a ideologia como sendo totalmente compatível com o capitalismo. No entanto, a Falange da Era Franco apoiou o desenvolvimento de cooperativas não capitalistas, como a Corporação Mondragon, pois reforçava a reivindicação franquista da não existência de classes sociais na Espanha durante seu regime.
A Falange espanhola e de suas afiliadas nos estados hispânicos em todo o mundo promoveram uma forma de pan-hispanismo conhecida como Hispanidad que promovia tanto a união cultural como econômica das sociedades hispânicas em todo o mundo.
O Falangismo atacava tanto a esquerda como a direita política como seus "inimigos", declarando não ser nem de esquerda nem de direita, mas uma terceira posição sincrética. No entanto, fontes acadêmicas analisam o Falangismo colocando-o na direita política.
O Falangismo defende uma sociedade nacional, autárquica e transclasse, ao mesmo tempo que rejeita sociedades baseadas em classes individuais, como a burguesa ou a proletária. O Falangismo se opõe ao conflito de classes. José Antonio Primo de Rivera declarou que “o Estado se fundamenta em dois princípios: o serviço à nação unida e a cooperação entre as classes”.
A Falange Espanhola defendia ideias conservadoras sobre as mulheres e apoiava papéis de gênero rígidos, que estabeleciam que as principais obrigações da mulher na vida eram ser mãe amorosa e esposa submissa. Essa orientação contrastava diretamente com a da Segunda República Espanhola, que havia concedido o voto universal às mulheres. Sua Sección Femenina (“Seção Feminina”) ensinava as mulheres a serem boas esposas e mães, oferecendo cursos de Economia doméstica e promovendo as danças folclóricas espanholas por meio dos grupos Coros y Danzas(“Coros e Danças”). A Seção Feminina permitiu que algumas de suas líderes, como Pilar Primo de Rivera, irmã de José Antonio, que nunca se casou, ocupassem cargos públicos de relevância, mesmo enquanto promoviam o ideal da vida familiar tradicional.