| Flor do Mal | ||||
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| Álbum de estúdio de | ||||
| Lançamento | 1978 | |||
| Gênero | MPB | |||
| Gravadora | Philips · Phonogram | |||
| Produção | Luiz Roberto | |||
| Cronologia de Zizi Possi | ||||
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Flor do Mal é o álbum de estreia da cantora brasileira Zizi Possi, lançado em 1978, pela gravadora Philips/Phonogram. O fonograma traz canções cujas gravações aconteceram entre 1977 e 1978 – época na qual a cantora morava no Rio de Janeiro –, após suas experiências com trilhas sonoras, jingles, aulas de educação artística e participação em especiais da TV Aratu, em Salvador.
Sob a coordenação de produção de Roberto de Santana, o repertório foi selecionado sem critérios rígidos, buscando se aproximar da imagem artística de Zizi. O álbum apresenta tanto composições inéditas quanto regravações de artistas renomados, tais como Caetano Veloso e Ivan Lins, com uma abordagem musical diferenciada.
A recepção dos críticos de música foi mista. Algumas análises elogiaram a voz e a performance vocal, enquanto outras destacaram a falta de coesão entre as faixas incluídas.
As gravações ocorreram entre 1977 e 1978, nessa época, tinha 21 anos e era uma recém chegada no Rio de Janeiro, após viver em Salvador por quatro anos, onde desenvolveu vários trabalhos, como: trilhas sonoras, jingles, aulas de educação artística para filhos de prostitutas, num projeto de recuperação social do governo da Bahia e participação em especiais da TV Aratu. Os trabalhos tornaram-na conhecida e chamaram a atenção de Roberto Menescal que a convidou para lançar seu primeiro LP.
A coordenação de produção ficou aos cuidados de Roberto de Santana. Cinco pessoas pesquisaram o repertório entre outubro e janeiro, sem nenhum critério rígido para a seleção. Segundo Possi: "Pesquisamos muito. Cada vez mais a gente estava se aproximando de uma linha que vinha de encontro a minha imagem".
Em entrevistas, Possi ressaltou a importância de uma "consciência nova", por esse motivo foram incluídas quatro canções inéditas e outras regravações (de artistas como Caetano Veloso, Ivan Lins, João Bosco e Paulo Cesar Pinheiro) com uma "roupagem" totalmente diferente.
A música disco que estava em voga na época, faz-se presente em uma faixa que difere-se das demais. Possi revelou que não impuseram-na a gravar no estilo e disse ser importante ter uma visão comercial: "No esquema em que a gente vive atualmente é importante tirar o lado comercial da coisa. Se você não se preocupa com isso não está se importando com o progresso do trabalho". Ela também afirmou que: "é preciso que se enfrente a realidade tirando proveito dela". Em entrevistas mais recentes, ela demonstra não apreciar o trabalho, afirmando: "Cinco pessoas me disseram o que eu teria de gravar e eu só obedeci. Pediram um tango, eu cantei. Um rock, eu cantei. Mas, na real, o que tinha da Zizi ali? Apenas a função". A cantora também alegou que: "O disco não pintava o retrato da minha personalidade até porque, àquela altura, nem eu mesma sabia o que era. Estava lá a serviço de cantar".
A cantora chegou a se apresentar no programa de televisão Som 4, da TV Aratu, apresentado por Carlos Nunes. Na ocasião, cedeu entrevista ao apresentador e cantou algumas canções do álbum: "Sim, foi você", "Até Não Mais" e "Flor do mal".
O álbum foi relançado no formato compact disc (CD) em 2002, na série Tudo, da Universal Music, junto com outros treze álbuns de Possi, incluindo as capas e encartes originais.
| Críticas profissionais | |
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| Avaliações da crítica | |
| Fonte | Avaliação |
| Jornal do Commercio | Favorável |
| O Pasquim | Mista |
| Correio Braziliense | Mista |
A recepção da crítica especializada foi, em maioria, mista. Raoul Saint, do Jornal do Commercio, o qualificou como excelente e elegeu "Flor do Mal", Demônio de Guarda" e Magia" como seus destaques.
Roberto Moura, do seminário alternativo O Pasquim, chamou os músicos de "competentes", os "arranjos triviais mas corretos" e o repertório de "previsível para as pretensões do disco". Sobre essa última afirmação, ele pontuou que o álbum parecia ter sido feito para agradar a classe A, em detrimento da capa que se assemelhava as da revista Vogue. Ele finda sua resenha pontuando que deveria se levar em conta o talento e gostos da artista ao invés de priorizar o lado comercial.
Outros veículos, como o jornal Correio Braziliense, disseram que faltava unidade entre as faixas mas elogiaram a voz e a performance da intérprete.
A respeito das críticas, a cantora considerou que os comentários foram: "sem grandes pesos positivos, mas com grandes esperanças positivas".
Comercialmente, não obteve popularidade significativa junto ao público.
| Lado A | ||||
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| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
| 1. | "Demônio de Guarda" | Ivan Lins, Vitor Martins | 2:44 | |
| 2. | "Flor do Mal" | Aécio Flávio, Tibério Gaspar | 2:05 | |
| 3. | "Até Não Mais" | Kledir Ramil | 3:05 | |
| 4. | "Jura Secreta" | Abel Silva, Sueli Costa | 4:37 | |
| 5. | "Irmão Sol, Irmã Lua" | Aécio Flávio, Léo Vitor | 3:07 | |
| 6. | "Vida Noturna" | Aldir Blanc, João Bosco | 2:58 | |
| Lado B | ||||
|---|---|---|---|---|
| N.º | Título | Compositor(es) | Duração | |
| 1. | "Um Toque de Amor" | Guilherme Lamounier | 2:50 | |
| 2. | "Magia" | Livi, Roberto Menescal | 3:20 | |
| 3. | "Sim Foi Você" | Caetano Veloso | 3:56 | |
| 4. | "Memórias" | Aécio Flávio, Tibério Gaspar | 2:24 | |
| 5. | "Meu Pobre Blues=" | Sergio Sampaio | 3:02 | |
| 6. | "Cão Sem Dono" | Paulo César Pinheiro, Sueli Costa | 2:51 | |
Fonte:
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