| Fogos Caramuru | |
|---|---|
| Razão social | Fogos Sabiá Indústria, Comércio e Exportação Ltda |
| Nome(s) anterior(es) | Chieffi & Companhia Companhia de Fogos Biagino Chieffi S/A |
| sociedade limitada | |
| Atividade | fogos de artifício |
| Fundação | 10 de outubro de 1913 (113 anos) |
| Fundador(es) | Antonio Biagino Chieffi |
| Sede | Jacareí, SP (matriz) Santo Antônio do Monte, MG (fábrica) |
| Proprietário(s) | Valter Jeremias |
| Pessoas-chave | Biagino Chieffi |
| Website | http://www.fogoscaramuru.com.br/ |
A Fogos Caramuru é uma fabricante de fogos de artifício brasileira sediada em Jacareí, região do Vale do Paraíba, no interior do estado de São Paulo. Sua fábrica fica localizada na cidade de Santo Antônio do Monte, no estado de Minas Gerais.
É uma das indústrias de fogos de artifício mais antigas do Brasil com mais de cem anos de atividade.
O imigrante italiano Antonio Biagino Chieffi, oriundo da região da Palermo, se estabeleceu na cidade de São Paulo no início do século XX, e assim como muitos imigrantes italianos da mesma época, estabeleceu-se no bairro do Brás.
O registro mais antigo de atividades pirotécnicas envolvendo a família Chieffi foi em uma festa patronal em homenagem a São José, ocorrida na cidade de Ribeirão Pires no ano de 1907.
Em 10 de outubro de 1913, Antonio funda a Chieffi & Companhia, fabricante de fogos de artifício que viria a se tornar a Fogos Caramuru anos mais tarde. As primeiras fábricas da empresa ficavam localizadas nos bairros do Pari e do Parque São Jorge.
Antonio Biagino Chieffi faleceu em 19 de setembro de 1956. Com a sua morte, o filho Biagino Chieffi assumiu a gestão da empresa.

Devido a sua relevância na produção de fogos de artifício e realização de grandes shows pirotécnicos, a Fogos Caramuru se tornou uma das mais importantes empresas do ramo de pirotecnia no mundo.
Nos tempos áureos, chegou a exportar fogos de artifício para toda a America Latina, Estados Unidos, Canadá e alguns países da Europa.
Alguns dos shows pirotécnicos mais importantes já realizados pela empresa foram os das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, da inauguração da Disneylândia, nos Estados Unidos em 1955, além de ser a responsável pelo primeiro show de fogos no réveillon da praia de Copacabana, da inauguração da cidade de Brasília em 1960, e da inauguração da Basílica de Nossa Senhora Aparecida em 1980.

Durante as décadas de 60 e 70, seu dono Biagino Chieffi diversificou e fundou junto com o designer projetista Miguel Raspa, a FAM - Fábrica de Armas Modernas, para produção de uma linha de armas de fogo com a marca Caramuru. Também fundou a fábrica Índios Pirotecnia que produz material pirotécnico para sinalização marítima e usos militares.
A empresa ainda possuia fábricas no Brasil em Santa Branca e Jacareí, e no exterior em países como Argentina, Uruguai, Colômbia e Paraguai, além de escritórios em São Paulo e uma grande quantidade de lojas revendendo seus produtos sob o nome "Bazar Caramuru". Em 1982, empregava 410 funcionários.
Também era conhecida por seus slogans que se tornaram famosos como "Os únicos que não dão chabu" e "Se não tem a cabeça do índio, não é Caramuru".
Em 1984, com o falecimento de Biagino Chieffi, a empresa foi vendida para o empresário Valter Jeremias.
Em 1986, a empresa exportava cerca de 1 milhão de dólares em fogos de artifício por ano para outros países. No ano de 1995, produziu cerca de 750 toneladas de fogos de artifício.
Ainda durante a década de 1990, com a queda das exportações brasileiras, muitas empresas do ramo passaram a perder espaço no mercado externo para produtos pirotécnicos fabricados na China, principalmente em países desenvolvidos.
Em meados dos anos 2000, a Caramuru passou a fabricar e comercializar produtos exclusivamente para o mercado brasileiro.
O nome da empresa é uma homenagem a Diogo Álvares Correia, um explorador português que era conhecido como Caramuru, nome em tupi que poderia significar "homem trovão" ou "pau que cospe fogo", visto que na história do náufrago ele supostamente teria disparado para o alto com a sua garrucha para afastar os índios que o cercavam.
Apesar de ter sido um náufrago português e o nome "caramuru" ser originário do tupi-guarani, o logotipo da fabricante é o desenho de um índio em estilo norte-americano.