| Gabinete Scheidemann | |
|---|---|
República de Weimar | |
| 1919 | |
| Início | 13 de fevereiro de 1919 |
| Fim | 20 de junho de 1919 |
| Duração | 4 meses |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Ministro-presidente | Philipp Scheidemann |
| Presidente da Alemanha | Friedrich Ebert |
| Coligação | Coalizão de Weimar - Partido Social-Democrata da Alemanha, Partido do Centro Alemão e Partido Democrático Alemão |
O Gabinete Scheidemann foi o ministério formado pela Coalizão de Weimar, sob a liderança de Philipp Scheidemann, entre 13 de fevereiro e 20 de junho de 1919. Foi o 1º gabinete da República de Weimar, sendo antecedido pelo Conselho dos Deputados do Povo e sucedido pelo Gabinete Bauer.
O gabinete, liderado por Philipp Scheidemann do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), foi o primeiro governo nacional da Alemanha eleito democraticamente. Ele assumiu o cargo em 13 de fevereiro de 1919, três meses após o colapso do Império Alemão, decorrente da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Embora a Constituição de Weimar ainda não estivesse em vigor, esse governo é geralmente considerado o primeiro da República de Weimar.
O gabinete foi formado por membros eleitos em janeiro de 1919 para a Assembleia Nacional de Weimar, que deveria atuar como o parlamento provisório da Alemanha e adotar uma constituição para a nova república. O governo baseava-se na "Coalizão de Weimar", composta por três partidos de centro-esquerda: o SPD, o Partido do Centro Alemão (Zentrum) e o Partido Democrático Alemão (DDP).
Durante seu mandato, o gabinete começou a preparar reformas financeiras de transição para a paz e a codificação de todas as leis trabalhistas. Teve também de lidar com levantes de esquerda — notadamente em Berlim, no Vale do Ruhr e na Baviera, e com movimentos separatistas na Renânia ocupada e nas províncias orientais da Prússia, como Posen e Silésia. No entanto, seu maior desafio foi, de longe, a resposta ao Armistício de 1918 e à Conferência de Paz de Paris. A tensão entre a indignação com os termos do Tratado de Versalhes e as possíveis repercussões de sua rejeição levou à dissolução do gabinete. Scheidemann, que havia classificado o tratado como "intolerável", renunciou em protesto contra ele em 20 de junho de 1919.
Gustav Bauer, também do SPD, liderou o novo gabinete.