| Gabinete Wirth II | |
|---|---|
República de Weimar | |
| 1921-1922 | |
| Início | 26 de outubro de 1921 |
| Fim | 22 de novembro de 1922 |
| Duração | 1 ano e 27 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Chanceler da Alemanha | Joseph Wirth |
| Presidente da Alemanha | Friedrich Ebert |
| Coligação | Coalizão de Weimar - Partido do Centro Alemão, Partido Social-Democrata da Alemanha e Partido Democrático Alemão |
O Gabinete Wirth II foi o ministério formado pela Coalizão de Weimar, sob a liderança de Joseph Wirth, entre 26 de outubro de 1921 e 22 de novembro de 1922. Foi o 6º gabinete da República de Weimar, sendo antecedido pelo Gabinete Wirth I e sucedido pelo Gabinete Cuno.
O segundo governo Wirth, liderado por Joseph Wirth, do Partido do Centro Alemão (Zentrum), assumiu em 26 de outubro de 1921, sucedendo ao primeiro Gabinete Wirth, que havia renunciado em protesto após a parte oriental da Alta Silésia — uma região de grande importância industrial — ter sido adjudicada à Polônia, apesar de a maioria de seus habitantes ter votado, em plebiscito, pela permanência na Alemanha.
Inicialmente, o gabinete baseava-se em uma coalizão entre o Partido do Centro e o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), à qual se juntou posteriormente o Partido Democrático Alemão (DDP), cuja aliança ficou conhecida como a "Coalizão de Weimar". O governo Wirth obteve uma importante moratória no pagamento das as reparações de guerra junto às potências Aliadas. Em julho de 1922, o Ministro das Relações Exteriores, Walther Rathenau, foi assassinado por extremistas de direita logo após assinar o Tratado de Rapallo, que normalizava as relações com a Rússia Soviética. O assassinato chocou a nação e levou à aprovação de uma lei que proibia organizações contrárias à forma republicana de governo.
O segundo gabinete Wirth renunciou em 14 de novembro de 1922, após perder uma votação decisiva no Reichstag e fracassar na tentativa de reestruturar a coalizão. Em 22 de novembro, foi substituído pelo Gabinete Cuno, liderado por Wilhelm Cuno, um político independente.