| General Atlantic | |
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O edifício Park Avenue Plaza, em Nova Iorque, onde fica a sede da empresa. | |
| Razão social | General Atlantic Service Company, L.P. |
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Private equity |
| Fundação | 1980 |
| Fundador(es) | Charles Feeney |
| Sede | Nova Iorque, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Locais | 29 escritórios (2026) |
| Pessoas-chave | William E. Ford (presidente do conselho e diretor-executivo) Gabriel Caillaux (copresidente) Martín Escobari (copresidente) |
| Empregados | Mais de 900 (2026) |
| Produtos | Capital de crescimento |
| Ativos | US$ 125,3 bilhões sob gestão (março de 2026) |
| Website | generalatlantic.com |
A General Atlantic, formalmente General Atlantic Service Company, L.P. e também chamada de GA, é uma empresa estadunidense de investimentos em capital de crescimento, sediada em Nova Iorque. Fornece recursos financeiros e assessoria estratégica a empresas em expansão. Foi fundada em 1980 pelo empresário Charles Feeney, um dos criadores da rede Duty Free Shoppers, para administrar seus investimentos, que também financiariam as atividades filantrópicas desenvolvidas por ele.
Em setembro de 2025, a General Atlantic administrava mais de US$ 118 bilhões em ativos. Seus investimentos se concentravam em cinco setores: tecnologia, bens e serviços de consumo, serviços financeiros, assistência à saúde e ciências da vida. A empresa empregava mais de 900 profissionais, distribuídos por 20 países em cinco regiões. Em março de 2026, o patrimônio sob gestão havia alcançado aproximadamente US$ 125,3 bilhões.
Em junho de 2026, a General Atlantic ocupava o oitavo lugar no ranking PEI 300, da publicação Private Equity International, que classifica as maiores gestoras de private equity do mundo. No levantamento anterior, ocupava a 13.ª posição.
Charles Feeney criou a General Atlantic em 1980 para investir parte dos recursos provenientes de seus negócios. A empresa começou como uma estrutura de investimentos ligada ao patrimônio de Feeney, que, em 1982, estabeleceu com sua família a organização filantrópica Atlantic Philanthropies. Os resultados dos investimentos ajudariam a financiar as doações realizadas por essa organização. Os empresários Bill Gates e Warren Buffett citaram Feeney como inspiração para suas iniciativas filantrópicas, entre elas a Fundação Bill e Melinda Gates, cuja dotação era estimada em US$ 30 bilhões na época, e o compromisso de doação The Giving Pledge, que em 2012 já havia reunido mais de 90 grandes fortunas dispostas a doar pelo menos metade de seu patrimônio.
O primeiro diretor-executivo da General Atlantic foi Edwin Cohen, que havia trabalhado como sócio da consultoria McKinsey & Company. Steven A. Denning, também vindo da McKinsey, integrou a equipe fundadora, dirigiu a empresa de 1995 a 2006 e tornou-se presidente emérito do conselho. William E. Ford, conhecido como Bill Ford, ingressou na General Atlantic em 1991 e assumiu a direção executiva em 2007. Em novembro de 2019, Gabriel Caillaux, Martín Escobari e Anton Levy foram nomeados copresidentes, em cargos criados para ampliar a direção da empresa. Em dezembro daquele ano, Paul Stamas, um dos responsáveis globais pela área de serviços financeiros, foi incluído na seleção Top 40 Under 40 Growth Investors of 2019, publicada pela GrowthCap.
Os primeiros investimentos concentraram-se em programas de computador, exploração de petróleo e gás, imóveis e comércio varejista. Entre as primeiras operações esteve um aporte na United Health Services, empresa de serviços de saúde cujo valor triplicou em três anos para a General Atlantic. No fim da década de 1980, a gestora começou a receber capital de outros escritórios de gestão de patrimônio familiar, fundações e fundos patrimoniais.
A diversificação dos investidores levou a empresa a procurar oportunidades fora dos Estados Unidos. Em 1999, passou a abrir escritórios na Europa e na Ásia. Sua rede chegou a contar com 16 escritórios em uma fase anterior da expansão e o cadastro regulatório de 2026 informava 29 escritórios. Em 2018, a General Atlantic investiu US$ 250 milhões na empresa britânica de financiamento Greensill Capital, que pretendia disputar espaço com os bancos tradicionais no mercado de crédito. Em 2019, adquiriu o controle da plataforma tcheca de viagens Kiwi.com, ampliando seus investimentos na região que reúne Europa, Oriente Médio e África.
Em abril de 2022, a General Atlantic inaugurou seu primeiro escritório no Oriente Médio, em Tel Aviv, Israel.
Em outubro de 2023, a empresa comprou uma participação minoritária na TBO, plataforma indiana de tecnologia para o setor de viagens, por um valor não divulgado. Em novembro, adquiriu uma participação majoritária na rede dinamarquesa de cafeterias Joe & The Juice, em uma transação que avaliou a rede em cerca de US$ 641 milhões. O preço pago pela participação adquirida não foi divulgado.
Em janeiro de 2024, a General Atlantic anunciou um acordo para comprar a gestora britânica Actis Capital. A operação foi concluída em outubro do mesmo ano, quando a Actis passou a integrar a área de investimentos em infraestrutura sustentável da General Atlantic.
A General Atlantic investiu na empresa Royalty Pharma antes de sua oferta pública inicial de ações, realizada em 2020. A estreia esteve entre as maiores ofertas públicas do mercado estadunidense naquele ano e foi a segunda maior já realizada por uma empresa do setor farmacêutico. Em maio de 2020, também anunciou um investimento de US$ 870 milhões na Jio Platforms, empresa indiana de serviços digitais.
Em 2018, a General Atlantic constituiu a empresa de comércio eletrônico NuCom, em parceria com o grupo alemão de comunicação ProSiebenSat.1 Media. Ainda naquele ano, a NuCom comprou o site de relacionamento estadunidense eHarmony.
A aquisição da Actis, concluída em outubro de 2024, reuniu as operações das duas gestoras em uma plataforma com aproximadamente US$ 97 bilhões em ativos sob gestão naquela data.
Em dezembro de 2025, a General Atlantic e a empresa mexicana Ollamani anunciaram uma parceria pela qual a gestora passaria a deter 49% do Grupo Águilas, sociedade que reúne o clube de futebol Club América, o Estádio Banorte e terrenos próximos ao estádio. A Ollamani manteria os outros 51% e o controle da sociedade. O valor de US$ 490 milhões divulgado na operação correspondia à avaliação empresarial do Grupo Águilas, e não ao preço pago pela participação de 49%.