Grigori Perelman

Grigori Perelman
Conhecido(a) porprovar a conjectura de Poincaré
Nascimento
13 de junho de 1966 (60 anos)

Nacionalidaderusso
Alma materUniversidade Estatal de São Petersburgo
PrêmiosSaint Petersburg Mathematical Society Prize (1991), aceito
EMS Prize (1996), recusado
Medalha Fields (2006), recusado
Millennium Prize (2010), recusado
Carreira científica
Orientador(es)(as)Aleksandr Danilovich Aleksandrov e Yuri Burago
Campo(s)matemática
Tese1990: Saddle Surfaces in Euclidean Spaces

Grigori Yakovlevich Perelman (em russo: Григорий Яковлевич; Перельман, transliteração Grigori Iakovlevič Perel'man; Leningrado, 13 de junho de 1966) é um matemático russo, conhecido por ter apresentado uma demonstração da conjectura da Geometrização de Thurston, que tem como um caso particular a Conjectura de Poincaré, que era um dos sete maiores problemas da Matemática. Como esta foi apresentada quando tinha menos de 40 anos, Perelman tornou-se um forte candidato a receber uma Medalha Fields. Para além disso, sua demonstração foi confirmada e lhe valeu um dos Prémios Clay.

Em 22 de Agosto de 2006, no Congresso Internacional de Matemáticos, realizado em Madri, Perelman foi contemplado com a Medalha Fields, tendo-a no entanto recusado.

Infância e educação

Grigori Perelman nasceu em Leningrado, União Soviética (agora São Petersburgo, Rússia) em 13 de junho de 1966, de pais judeus, Yakov (que agora vive em Israel) e Lubov. O talento matemático de Grigori tornou-se aparente aos dez anos, e sua mãe o matriculou no programa de treinamento matemático pós-escolar de Sergei Rukshin.

Sua educação matemática teve prosseguimento na Escola Secundária de Leningrado, uma escola especializada em programas avançados de matemática e física. Grigori se destacou em todas as disciplinas, com exceção de educação física. Em 1982, como membro do time da União Soviética na Olimpíada Internacional de Matemática, uma competição internacional para estudantes do ensino médio, ele ganhou uma medalha de ouro, conseguindo pontuação máxima. No final dos anos 1980, Perelman recebeu o título "Candidate of Sciences" (o equivalente, no Brasil, para doutorado) na Escola de Matemática e Mecânica da Universidade Estadual de Leningrado, uma das principais universidades da antiga União Soviética. O título de sua dissertação é "Superfícies de sela em espaços euclidianos".

Após a graduação, Perelman começou a trabalhar no renomado Leningrad Department of Steklov Institute of Mathematics da Academia de Ciências da União Soviética, onde seus orientadores foram Aleksandr Aleksandrov e Yuri Burago. No início dos anos 1980 e início dos 1990, Perelman deteve cargos de pesquisa em várias universidades dos Estados Unidos. Em 1991 Perelman ganhou o Young Mathematician Prize da Sociedade Matemática de São Petersburgo pelo seu trabalho nos espaços de Aleksandrov de curvaturas limitadas por baixo. Em 1992, ele foi convidado para trabalhar no Instituto Courant de Ciências Matemáticas e Universidade Estadual de Nova Iorque (Stony Brook) onde começou a trabalhar com curvaturas de Ricci. Após provar a conjectura de Soul em 1994, ele foi convidado para fazer parte de muitas universidades prestigiadas dos Estados Unidos, incluindo Princeton e Stanford, mas rejeitou os pedidos e voltou para o Instituto de Steklov em São Petersburgo no verão de 1995 para um cargo de pesquisa.

Conjectura de Poincaré

Grigori Perelman, no mês de março de 2010, foi reconhecido por resolver um dos sete desafios do milênio. O desafio criado pelo matemático francês Jules Henri Poincaré (1854-1912) estimou que, de forma simplificada, qualquer espaço tridimensional sem furos seria equivalente a uma esfera esticada.

Poincaré e os matemáticos que vieram depois acreditavam que a proposta estaria correta, mas não conseguiram uma prova algébrica sólida para elevar a conjectura à categoria de teorema.

A complexidade do assunto levou o Instituto de Matemática de Clay a incluir o problema entre os sete desafios do milênio. Para cada desafio que fosse solucionado, o instituto prometeu pagar um prêmio de 1 milhão de dólares.

Desde que foram divulgadas na internet em publicações especializadas, as demonstrações de Perelman nunca foram refutadas. Em 24 de março de 2010 Grigori Perelman se recusou, pela segunda vez, a receber o prêmio de 1 milhão de dólares. Em certa ocasião teria dito:

Vida pessoal

Perelman tem uma irmã mais nova, Elena, que também é uma cientista. Ela recebeu seu doutorado pelo Instituto de Ciência Weizmann em Israel e é uma bioestatística do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.

Lista de publicações completa

Dissertação

Artigos de pesquisa

Trabalho não publicado

Referências

  1. ↑ Grigori Perelman (em inglês) no Mathematics Genealogy Project
  2. 1 2 «Gênio russo esnoba prêmio de US$ 1 milhão após solucionar problema clássico». UOL
  3. ↑ «IMU Prizes 2006» (em inglês). Arquivado do original em 17 de junho de 2013
  4. ↑ Osborn, Andrew (27 de março de 2010). «Russian maths genius may turn down $1m prize». The Daily Telegraph. Consultado em 2 de julho de 2010. He has suffered anti-Semitism (he is Jewish)... Grigory is pure Jewish and I never minded that but my bosses did.
  5. ↑ «International Mathematical Olympiad». Imo-official.org. Consultado em 25 de dezembro de 2012
  6. ↑ Matemático russo recusa prêmio de US$ 1 milhão
  7. ↑ «Grigori Perelman, o gênio que resolveu um dos maiores problemas matemáticos do milênio e 'sumiu do mapa'». 2019. Consultado em 10 de junho de 2019

Ligações externas

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Precedido por
Laurent Lafforgue e Vladimir Voevodsky
Medalha Fields
2006
com Andrei Okounkov, Terence Tao e Wendelin Werner
Sucedido por
Elon Lindenstrauss, Ngô Bảo Châu, Stanislav Smirnov e Cédric Villani
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