| NDM Oiapoque | |
|---|---|
| Nome | HMS Bulwark |
| Operador | Marinha Real Britânica |
| Fabricante | BAE Systems Marine |
| Batimento de quilha | 27 de janeiro de 2000 |
| Lançamento | 15 de novembro de 2001 |
| Comissionamento | 28 de abril de 2005 |
| Descomissionamento | março de 2025 |
| Identificação | L15 |
| Estado | Vendido para o Brasil |
| Nome | NDM Oiapoque |
| Operador | Marinha do Brasil |
| Homônimo | Rio Oiapoque |
| Aquisição | 10 de setembro de 2025 |
| Identificação | G-350 |
| Estado | Aguardando comissionamento |
| Características gerais | |
| Tipo de navio | Navio de desembarque de doca |
| Classe | Albion |
| Deslocamento | 19 560 t (carregado) |
| Maquinário | 4 geradores a diesel 2 motores elétricos |
| Comprimento | 175,8 m |
| Boca | 28,9 m |
| Calado | 7,1 m |
| Propulsão | 2 hélices 1 propulsor de proa |
| Velocidade | 18 nós (33 km/h) |
| Autonomia | 7 000 milhas náuticas (13 000 km) |
| Armamento | 2 CIWS de 20 mm 2 canhões 20 mm 6 metralhadoras de 7,62 mm |
| Tripulação | 325 |
O NDM Oiapoque, é um navio de desembarque de doca que será operado pela Marinha do Brasil. Originalmente construído e operado pela a Marinha Real Britânica como HMS Bulwark, é o segundo e último da classe Albion. Foi feito pela BAE Systems Marine em Barrow-in-Furness, embora lançado em 2001, atrasos fizeram com que a data de entrega fosse adiada, e o navio entrou em serviço em 28 de abril de 2005.
Devido a cortes de custos na Marinha Real, a Revisão Estratégica de Defesa e Segurança de 2010 determinou que um dos dois LPDs da classe Albion, deveria ser colocado em prontidão estendida, ou reserva não tripulada, enquanto o outro permaneceria em alta prontidão para operações. Os navios deveriam alternar entre esses estados ao longo de suas vidas úteis.Foi decidido que o HMS Albion seria o primeiro a ser colocado em prontidão estendida, com um custo de £ 2,5 milhões, uma vez que o HMS Bulwark havia recentemente concluído uma grande reforma. Os custos operacionais durante a prontidão estendida foram estimados em £ 300.000 por ano, para garantir que o navio estivesse disponível para reativação em curto prazo. O HMS Albion retornou à alta prontidão quando o HMS Bulwark foi colocado em prontidão estendida. Em 2014, Albion passou por uma reforma de regeneração e se juntou novamente à frota ativa em 2016. Os custos operacionais de um dos navios da classe Albion em alta prontidão,variaram entre £ 17,7 milhões e £ 38,6 milhões por ano, de 2007 a 2011. No final de 2018, o HMS Albion estava em serviço ativo, enquanto o HMS Bulwark continuava em prontidão estendida.
Conforme anunciado em 2011, o Bulwark entrou em prontidão estendida (reserva não tripulada) no início de 2017 e transferiu sua função como navio-almirante anfíbio da frota para seu navio irmão Albion ao sair da reforma.
De acordo com o Ministério da Defesa Britânico, a data prevista para a saída de serviço do Bulwark é 2034. No entanto, em outubro de 2017, o Newsnight da BBC informou que o Ministério da Defesa estava considerando a desativação dos navios da classe Albion como parte de um pacote de medidas de redução de custos destinadas a mitigar as despesas dos dois novos porta-aviões da Marinha Real. Esta ação foi revertida pelo então Secretário de Estado da Defesa, Gavin Williamson, em setembro de 2018.
No final de 2020, o Bulwark foi atracado em doca seca para a fase dois de seu período de suporte otimizado. O navio deveria permanecer em doca seca antes de realizar um "pacote de recertificação" da fase 3 antes de seu retorno planejado à frota em 2023. Em meados de 2023, foi relatado que o navio não estaria pronto para operações ativas até algum momento em 2024. Então, em março de 2024, James Cartlidge, Ministro de Estado do Ministério da Defesa, declarou que o navio de fato só retornaria às operações "se necessário", sugerindo que ele permaneceria na reserva sem tripulação após concluir sua reforma. No entanto, esta decisão foi revertida pelo recém-eleito Governo Trabalhista em novembro de 2024, que indicou que o HMS Bulwark deveria ser retirado de serviço, apesar do fato de que £ 72,1 milhões já haviam sido gastos em sua reforma.
A desativação dos navios pela Marinha Real está programada para março de 2025. Em 20 de dezembro de 2024, surgiram notícias sobre negociações entre a Marinha do Brasil e a Marinha Real para a compra do HMS Bulwark. No dia 26 de janeiro de 2025, o Daily Mail informou que ambos os navios da classe, HMS Albion e HMS Bulwark, estavam em negociação para venda ao Brasil por £ 20 milhões (equivalente a R$ 145 milhões), embora essa transação ainda precisasse ser confirmada pelas duas marinhas.
Em março de 2025, o Bulwark completou sua reforma de £ 72,1 milhões e deixou o dique e está preparado para o serviço ativo, possivelmente na Marinha do Brasil.
No dia 2 de abril de 2025, os Ministérios da Defesa do Brasil e do Reino Unido assinaram uma carta de intenções para estabelecer as bases das negociações formais, que incluiriam avaliações técnicas detalhadas e discussões sobre os termos financeiros e logísticos, com o objetivo de integrar as unidades da classe Albion à frota da Marinha do Brasil. Finalmente, em 4 de abril, o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou que as negociações para a transferência estavam em andamento.
Em agosto de 2025 foi divulgado que a Marinha do Brasil selecionou a tripulação para buscar o navio de assalto anfíbio ex-HMS Bulwark (L15), da classe Albion, que atualmente está em processo de transferência da Marinha Real Britânica. Em setembro deste ano, os militares irão ao Reino Unido — mais especificamente a Plymouth — para assumir o navio e iniciar a transição para a Esquadra Brasileira. A tripulação acompanhará o período de manutenção do ex-Bulwark e, depois, realizará os treinamentos para receber de fato o navio. A previsão de retorno ao Brasil com o navio é outubro de 2026. A Marinha do Brasil deve assinar o contrato de compra do navio de assalto anfíbio ex-HMS Bulwark da Royal Navy em setembro. Foi relatado que Pernambuco pode ser um dos nomes cotados para batizar o ex-Bulwark, pois é o estado natal do atual ministro da Defesa, José Múcio.
A embarcação está em Plymouth, Inglaterra, passando por revitalização até o próximo ano. Cerca de 48 militares brasileiros vão a Inglaterra em setembro para treinamento e recebimento do navio; em novembro, 44 serão capacitados para operar a embarcação. O restante da tripulação viajará no próximo ano para o comissionamento e translado ao Brasil, previsto para 2026.