| BAE Systems | |
|---|---|
| Razão social | BAE Systems plc |
| Nome(s) anterior(es) | British Aerospace Limited, 1979–1981 British Aerospace Public Limited Company, 1981–2000 |
| Empresa de capital aberto | |
| Cotação | LSE: BA. Componente do FTSE 100 |
| Atividade | Indústria aeroespacial, indústria bélica e segurança da informação |
| Fundação | 30 de novembro de 1999 |
| Sede | Londres, Inglaterra, Reino Unido |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Presidente | Cressida Hogg |
| Pessoas-chave | Charles Woodburn, diretor executivo |
| Empregados | 110.000, 2026 |
| Subsidiárias | BAE Systems Inc. BAE Systems Australia BAE Systems Digital Intelligence |
| Ativos | |
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| Lucro | |
| Renda líquida | |
| Antecessora(s) | British Aerospace Marconi Electronic Systems |
| Website | baesystems.com |
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BAE Systems plc é uma empresa multinacional britânica dos setores aeroespacial, bélico e de segurança da informação, com sede em Londres. Em 2017, era a maior fabricante da Grã-Bretanha. É a maior empresa de defesa da Europa e ocupava a sexta posição mundial com base nas receitas correspondentes de 2024. Suas maiores operações ficam no Reino Unido e nos Estados Unidos, onde a subsidiária BAE Systems Inc. está entre as seis maiores fornecedoras do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Os mercados seguintes em tamanho são a Arábia Saudita e a Austrália. A empresa também atua no Canadá, Japão, Índia, Turquia, Catar, Omã e Suécia. A BAE Systems surgiu em 30 de novembro de 1999, quando a British Aerospace, fabricante de aeronaves, munições e sistemas navais, comprou por £ 7,7 bilhões e incorporou a Marconi Electronic Systems, divisão de eletrônica de defesa e construção naval da General Electric Company plc.
A empresa sucedeu fabricantes de aeronaves, navios, veículos blindados, armamentos e eletrônica de defesa. Entre eles estavam a Marconi Company, primeira empresa comercial dedicada ao desenvolvimento e uso do rádio, e a A.V. Roe and Company, uma das primeiras fabricantes de aviões do mundo. A De Havilland produziu o Comet, primeiro avião comercial a jato. A Hawker Siddeley fabricou o Harrier, primeiro avião de ataque com decolagem e pouso verticais. A British Aircraft Corporation participou da fabricação do transporte supersônico Concorde. A Supermarine fez o Spitfire. A Yarrow Shipbuilders construiu os primeiros contratorpedeiros da Marinha Real Britânica, a Fairfield Shipbuilding and Engineering Company fez o primeiro cruzador de batalha do mundo e a Vickers Shipbuilding and Engineering construiu os primeiros submarinos da Marinha Real.
Desde 1999, a BAE Systems comprou empresas como Ball Aerospace, United Defense e Armor Holdings, dos Estados Unidos. Também vendeu suas participações na Airbus, na Astrium, na AMS e na Atlas Elektronik. Participa de projetos de defesa como o Lockheed Martin F-35 Lightning II, o Eurofighter Typhoon e os submarinos das classes Astute e Dreadnought, além do SSN-AUKUS. Suas ações integram o índice FTSE 100 da Bolsa de Valores de Londres.

Em 30 de novembro de 1999, a British Aerospace comprou a Marconi Electronic Systems por £ 7,7 bilhões e as duas empresas se fundiram para formar a BAE Systems. Suas antecessoras estiveram entre as fabricantes britânicas de aeronaves, eletrônica de defesa e navios de guerra mais conhecidas. Elas construíram o Comet, primeiro avião comercial a jato, e o Harrier, primeiro avião operacional de decolagem e pouso vertical ou curto. Também produziram o radar Blue Vixen, chamado de "inovador" e instalado no Sea Harrier FA2, que deu origem ao radar CAPTOR do Eurofighter, e fabricaram o avião supersônico Concorde com a Aérospatiale.
A British Aerospace fabricava aviões civis e militares, além de fornecer sistemas terrestres para as forças armadas. Ela nasceu da concentração das fabricantes de aeronaves do Reino Unido depois da Segunda Guerra Mundial. Foi criada em 29 de abril de 1977, com a nacionalização e fusão da British Aircraft Corporation, do grupo Hawker Siddeley e da Scottish Aviation. A BAC e a Hawker Siddeley também haviam resultado de fusões e aquisições.
A Marconi Electronic Systems era a divisão de defesa da companhia britânica de engenharia General Electric Company, a GEC. Trabalhava sobretudo com integração de sistemas militares e com sistemas navais e terrestres. Suas origens chegavam à Wireless Telegraph & Signal Company de Guglielmo Marconi, fundada em 1897. A GEC comprou a English Electric, que reunia os negócios de Marconi, em 1968. Passou então a usar a marca Marconi em suas atividades de defesa, primeiro como GEC-Marconi e depois como Marconi Electronic Systems. A própria GEC já fornecia rádios e lâmpadas na Primeira Guerra Mundial. Na Segunda Guerra Mundial, participou de avanços tecnológicos como o magnetron de cavidade usado em radares. Entre 1945 e 1999, GEC-Marconi e Marconi Electronic Systems tornaram-se grandes fornecedoras militares. A GEC comprou a Associated Electrical Industries em 1967, a Yarrow Shipbuilders em 1985, as empresas Plessey em 1989 e partes da área de defesa da Ferranti em 1990. Adquiriu o restante da Ferranti quando a empresa entrou em recuperação judicial em 1993 e 1994, a Vickers Shipbuilding and Engineering em 1995 e a Kværner Govan em 1999. Em junho de 1998, a MES pagou £ 830 milhões, cerca de US$ 1,4 bilhão, pela empresa norte-americana de defesa Tracor.
A fusão das companhias norte-americanas Boeing e McDonnell Douglas em 1997, após a criação da Lockheed Martin em 1995, aumentou a pressão para que as empresas europeias de defesa se unissem. Em junho de 1997, John Weston, diretor-geral da British Aerospace Defence, disse que "a Europa mantém três vezes o número de fornecedores com menos da metade do orçamento dos Estados Unidos". Governos europeus queriam reunir suas fabricantes de defesa em uma só entidade, uma "Empresa Europeia de Defesa e Aeroespacial".
Em 1995, a British Aerospace e a alemã DaimlerChrysler Aerospace, a DASA, já queriam criar uma companhia transnacional nos dois setores. As duas planejavam acrescentar a Aérospatiale depois que ela fosse privatizada. A primeira etapa seria transformar a Airbus, até então um consórcio da British Aerospace, DASA, Aérospatiale e Construcciones Aeronáuticas SA, em uma companhia integrada. British Aerospace e DASA se alinharam diante das objeções da Aérospatiale. As duas também eram parceiras nos projetos de aeronaves Panavia Tornado e Eurofighter Typhoon. As conversas sobre uma fusão começaram em julho de 1998, quando a participação francesa ficou mais provável com o anúncio da união entre Aérospatiale e Matra e da redução da parcela do governo francês na nova empresa. Richard Evans, presidente da British Aerospace, e Jürgen Schrempp, diretor executivo da DASA, chegaram a um acordo.
A GEC também sofria pressão para participar desse movimento. Ao comentar a nomeação de George Simpson como diretor-geral da GEC em 1996, The Independent escreveu que "alguns analistas acreditam que o conhecimento interno de Simpson sobre a BAe, alvo havia muito cogitado pela GEC, foi decisivo para sua nomeação. A GEC prefere formar com a BAe uma campeã nacional de defesa para competir com as gigantes norte-americanas". A GEC colocou a MES à venda em 22 de dezembro de 1998. A British Aerospace abandonou a fusão com a DASA e resolveu comprar a concorrente britânica. A união da British Aerospace com a MES foi anunciada em 19 de janeiro de 1999. Evans disse em 2004 que temia a compra da MES por uma empresa norte-americana de defesa que passasse a enfrentar a British Aerospace e a DASA. A fusão criou uma companhia verticalmente integrada. The Scotsman definiu a combinação como "as habilidades da British Aerospace em contratos e construção de plataformas com a cobiçada capacidade da Marconi em sistemas eletrônicos". O fabricante do Eurofighter, por exemplo, se uniu à empresa que fornecia muitos dos sistemas eletrônicos do avião. A British Aerospace era a maior cliente da MES. A DASA, depois do fim das negociações, se fundiu com a Aérospatiale para criar a European Aeronautic Defence and Space Company, a EADS, por meio de uma integração horizontal.
A BAE Systems assumiu dezessete compromissos com o Departamento de Comércio e Indústria, o que evitou o envio da fusão à Comissão de Monopólios e Fusões. A maior parte exigia que a empresa integrada oferecesse subcontratos a companhias externas nas mesmas condições dadas às subsidiárias. Outra condição foi a separação das antigas equipes da British Aerospace e da MES em projetos de defesa como o Joint Strike Fighter. Em 2007, o governo liberou a BAE Systems de dez compromissos por causa de uma "mudança nas circunstâncias".
A BAE Systems herdou a ação de ouro do governo britânico, criada quando a British Aerospace foi privatizada. Essa ação impede mudanças em partes do estatuto social da empresa sem a autorização do secretário de Estado. O estatuto não permite que uma pessoa estrangeira, nem um grupo de estrangeiros agindo em conjunto, possua mais de 15% das ações.
O primeiro relatório anual da BAE Systems apontou a Airbus, os serviços de apoio a forças armadas e os sistemas integrados para uso aéreo, terrestre e naval como áreas de crescimento. Também registrou a intenção de ampliar os negócios nos Estados Unidos e participar de novas uniões empresariais na Europa. A companhia chamou 2001 de "ano decisivo" para suas empresas conjuntas europeias, que foram amplamente reorganizadas. A expansão norte-americana se apoiava no tamanho do mercado de defesa dos Estados Unidos, que gastava quase o dobro do total dos países da Europa Ocidental. O investimento norte-americano em pesquisa e desenvolvimento também era bem maior. Ao assumir a presidência em julho de 2004, Dick Olver mandou reexaminar os negócios. A análise descartou novas aquisições e empresas conjuntas na Europa e confirmou a preferência estratégica por expansão e investimentos nos Estados Unidos. Também confirmou o interesse pelo setor de sistemas terrestres. Duas compras, em 2004 e 2005, levaram a BAE da posição de pequena fornecedora nesse setor à segunda colocação mundial. O Financial Times chamou a mudança de estratégia de "extraordinária". Entre 2008 e o começo de 2011, a BAE comprou cinco empresas de cibersegurança para responder à queda nos gastos governamentais com "itens tradicionais de defesa, como navios de guerra e tanques".
Em 2000, a Matra Marconi Space, empresa conjunta da BAE Systems e da Matra, se uniu à divisão espacial da DASA para formar a Astrium. A BAE vendeu seus 25% da Astrium por £ 84 milhões em 16 de junho de 2003. Como a Astrium operava com prejuízo, a BAE Systems investiu o mesmo valor em sua "reestruturação". A empresa vendeu sua participação majoritária de 54% na BAE Systems Canada, uma companhia de eletrônica, por 310 milhões de dólares canadenses, cerca de £ 197 milhões em valores de dezembro de 2010. Em novembro de 2001, anunciou o fechamento da linha do Avro Regional Jet, o Avro RJ, em Woodford, e o cancelamento do Avro RJX, uma versão mais avançada da família, porque o negócio "já não era viável". O último Avro RJ foi o último avião civil britânico. Ainda em novembro, a BAE vendeu à Thales seus 49,9% da Thomson Marconi Sonar por £ 85 milhões. Em dezembro, a parcela da BAE na Matra BAe Dynamics se juntou à divisão de mísseis da Alenia Marconi Systems para formar a MBDA. A nova empresa tornou-se a segunda maior fabricante de mísseis do mundo. Anos depois, surgiram relatos de que a EADS, atual Airbus, queria assumir o controle integral da MBDA. A BAE respondeu que a MBDA fazia parte do núcleo de seus negócios, ao contrário da Airbus.

Em junho de 2002, a BAE Systems confirmou que negociava a compra da TRW, uma companhia norte-americana dos setores aeroespacial, automotivo e de defesa. As conversas começaram depois que a Northrop Grumman fez uma oferta hostil de £ 4,1 bilhões, cerca de US$ 6 bilhões, pela TRW em fevereiro. A disputa entre BAE Systems, Northrop e General Dynamics terminou em 1 de junho, quando foi aceita a proposta ampliada da Northrop, de £ 5,1 bilhões. Em 11 de dezembro, a BAE Systems lançou um alerta inesperado sobre os lucros por causa dos custos acima do previsto nos projetos do avião de reconhecimento e ataque marítimo Nimrod MRA4 e dos submarinos da classe Astute. Em 19 de fevereiro de 2003, a empresa reconheceu uma perda de £ 750 milhões com os dois projetos, e o Ministério da Defesa britânico concordou em pagar outros £ 700 milhões. Ela já havia lançado em 2000 uma provisão de £ 300 milhões para cobrir "todos os custos da conclusão do contrato atual" do Nimrod. O projeto foi cancelado na Revisão Estratégica de Defesa e Segurança de 2010.
Depois de uma briga ministerial, chamada de "uma das disputas mais amargas do gabinete sobre contratos de defesa desde o caso dos helicópteros Westland em 1985", o governo britânico encomendou em julho de 2003 vinte aviões de treinamento BAE Hawk, com opção para mais 24, por £ 800 milhões. O acordo pesou na decisão da Índia de concluir, em março de 2004, uma encomenda de £ 1 bilhão por 66 Hawks. Em julho de 2003, BAE Systems e Finmeccanica também anunciaram a criação de três empresas conjuntas sob o nome coletivo Eurosystems. Elas reuniriam os negócios de aviônica, C4ISTAR e comunicações das duas companhias. As dificuldades de integração levaram a uma revisão da proposta. O relatório anual de 2004 da BAE Systems afirmou que, diante da dificuldade da transação planejada com a Finmeccanica, as empresas haviam adotado um modelo mais simples. O acordo dissolveu a AMS e criou a SELEX Sensors and Airborne Systems. A BAE Systems vendeu à Finmeccanica seus 25% da nova empresa por € 400 milhões, cerca de £ 270 milhões em valores de 2007, em março daquele ano.
Em maio de 2004, a BAE Systems estudava vender as divisões de construção naval BAE Systems Naval Ships e BAE Systems Submarines. A General Dynamics queria as instalações de submarinos em Barrow-in-Furness, e a VT Group teria interesse nos estaleiros do Clyde. A venda não ocorreu. Em 2008, a BAE uniu sua divisão Surface Fleet às atividades navais da VT Group para formar a BVT Surface Fleet, uma das metas da Estratégia Industrial de Defesa adotada pelo governo britânico em 2005.

Em 4 de junho de 2004, a BAE Systems superou a oferta da General Dynamics pela Alvis Vickers, principal fabricante de veículos blindados do Reino Unido. A Alvis Vickers foi reunida à RO Defence para formar a BAE Systems Land Systems. Como esse negócio ainda era pequeno diante da General Dynamics, os dirigentes da BAE logo escolheram a United Defense Industries, concorrente norte-americana da General Dynamics, como alvo de compra. A aquisição foi anunciada em 7 de março de 2005 por £ 2,25 bilhões, cerca de US$ 4,2 bilhões. A antiga UDI, incorporada à BAE Systems Land and Armaments, fabrica veículos de combate, sistemas de artilharia, canhões navais, lançadores de mísseis e munição guiada de precisão.
Em dezembro de 2005, a BAE Systems anunciou a venda da subsidiária alemã de sistemas navais Atlas Elektronik à ThyssenKrupp e à EADS. O Financial Times chamou o negócio de uma "venda a preço baixo". A francesa Thales oferecera € 300 milhões, mas o governo alemão impediu a compra por motivos de segurança nacional. Em 31 de janeiro de 2006, a companhia anunciou a venda da BAE Systems Aerostructures à Spirit AeroSystems. Desde 2002, pretendia se desfazer de atividades que não via como parte do núcleo de seus negócios.
Em 18 de agosto de 2006, a Arábia Saudita assinou um contrato de £ 6 bilhões a £ 10 bilhões por 72 Eurofighter Typhoon a serem entregues pela BAE Systems. Em 10 de setembro, a BAE recebeu outro contrato, de £ 2,5 bilhões, para modernizar oitenta Tornado IDS da Força Aérea Real Saudita. O relatório anual de 2005 trazia como uma das metas da empresa a ampliação da transferência de tecnologia entre o Reino Unido e os Estados Unidos. O esforço se concentrou no programa F-35. Integrantes do governo britânico, como o ministro de compras de defesa Paul Drayson, afirmaram que o Reino Unido poderia deixar o projeto se não recebesse a tecnologia necessária para operar e manter os F-35 de forma independente. Drayson assinou em 12 de dezembro um acordo que permitia "uma cadeia de comando britânica ininterrupta" na operação dos aviões. Em 22 de dezembro, a BAE recebeu um contrato de £ 947 milhões para manter a disponibilidade dos Tornado da Força Aérea Real.
Em maio de 2007, a BAE anunciou que a subsidiária BAE Systems Inc. compraria a Armor Holdings por £ 2,3 bilhões, cerca de US$ 4,5 bilhões. A transação foi concluída em 31 de julho. A Armor fabricava veículos táticos sobre rodas e fornecia blindagem individual e veicular, além de tecnologias de proteção. A BAE Systems, e antes dela a British Aerospace, manteve uma parceria tecnológica com a equipe McLaren de Fórmula 1 entre 1996 e dezembro de 2007. A colaboração começou com a aerodinâmica dos carros da McLaren e chegou a técnicas de fibra de carbono, sistemas sem fio e gestão de combustível. A BAE queria aprender com os processos rápidos de fabricação e operação da equipe. Em janeiro de 2008, a companhia anunciou a compra da Tenix Defence, uma grande fornecedora militar australiana. O negócio foi concluído em 27 de junho por 775 milhões de dólares australianos, ou £ 373 milhões, e transformou a BAE Systems Australia na maior empresa de defesa do país. Em agosto, o Ministério da Defesa assinou com a BAE Systems o contrato Munition Acquisition Supply Solution, de até £ 3 bilhões e duração de quinze anos. O contrato garantia 80% do abastecimento de munição das Forças Armadas britânicas e exigia a modernização das fábricas da BAE. A BAE Systems ampliou suas atividades de inteligência e segurança em julho de 2008, quando comprou o Detica Group por £ 531 milhões. Seguiu a mesma estratégia ao comprar a dinamarquesa de cibersegurança e inteligência ETI por cerca de US$ 210 milhões em dezembro de 2010 e a Norkom Group por € 217 milhões no mês seguinte. A Norkom fornecia sistemas contra fraudes e lavagem de dinheiro para instituições financeiras, ajudando-as a cumprir regras de inteligência e monitoramento financeiro.
A BAE Systems herdou a participação da British Aerospace na Airbus Industrie, formada por duas fábricas em Broughton e Filton. As instalações produziam asas para a família de aviões Airbus. A Airbus foi constituída em 2001 como Airbus SAS, uma sociedade anônima. A BAE Systems transferiu à nova empresa suas fábricas da Airbus, conhecidas como Airbus UK, em troca de 20% das ações.
Desde 2000, circulavam propostas de que a BAE Systems queria vender sua parcela de 20% na Airbus, mas a empresa negava essa possibilidade. Em 6 de abril de 2006, surgiram informações de que ela de fato venderia a participação, então avaliada de forma conservadora em £ 2,4 bilhões. Como as conversas informais avançavam lentamente, a BAE Systems exerceu sua opção de venda. O banco de investimentos Rothschild foi encarregado de fazer uma avaliação independente. Seis dias depois do começo do processo, a Airbus anunciou atrasos no A380, que reduziram o valor das ações. Em 2 de junho de 2006, o Rothschild avaliou a parcela da BAE em £ 1,87 bilhão, bem abaixo das expectativas dos próprios analistas da companhia e da EADS. O conselho da BAE Systems recomendou a venda, que foi aprovada pelos acionistas e concluída em 13 de outubro. A transação encerrou a participação de empresas britânicas na fabricação de aviões comerciais. A Airbus Operations Ltd, antiga Airbus UK, permaneceu como o "Centro de Excelência" da Airbus na produção de asas e tinha mais de 9.500 empregados em 2007.
Em fevereiro de 2010, a BAE Systems anunciou uma baixa contábil de £ 592 milhões nos antigos negócios da Armor Holdings depois de perder, em 2009, o contrato da Família de Veículos Táticos Médios. A Oshkosh Corporation venceu a disputa pelo contrato de £ 2,3 bilhões, ou US$ 3,7 bilhões. A Land and Armaments havia sido o negócio de melhor desempenho entre as subsidiárias da BAE Systems, com vendas que passaram de £ 482 milhões em 2004 para £ 6,7 bilhões em 2009. A BAE Systems também herdou os 35% que a British Aerospace possuía na Saab AB, com a qual produzia e vendia o caça Gripen. Reduziu a parcela para 20,5% em 2005 e anunciou em março de 2010 que venderia o restante. The Times escreveu que a decisão encerrava a "relação controversa com o caça Gripen". Campanhas de exportação do avião foram alvo de acusações de suborno e corrupção. A compra da empresa de apoio marítimo Atlantic Marine por US$ 352 milhões, em maio de 2010, aprofundou a passagem da BAE para serviços de apoio. Em setembro, a empresa anunciou que venderia a divisão Platform Solutions da BAE Systems Inc. O Financial Times estimou que a operação poderia render até £ 1,3 bilhão. A venda foi abandonada em janeiro de 2011, apesar das "muitas manifestações de interesse". A Revisão Estratégica de Defesa e Segurança de 2010 confirmou as compras dos porta-aviões da Classe Queen Elizabeth, dos submarinos da classe Astute e das fragatas Type 26. Uma nova geração de submarinos nucleares lançadores de mísseis, a classe Dreadnought, foi encomendada em 2016.
Em maio de 2011, a BAE Systems vendeu a área de arrendamento e gestão de ativos da Regional Aircraft. A unidade arrendava aviões da família BAe 146 e Avro RJ, além de BAe ATP, Jetstream e BAe 748. A empresa conservou os serviços de apoio e engenharia. Em setembro, começou a consultar sindicatos e trabalhadores sobre o corte de quase 3.000 empregos, a maior parte na divisão de aviões militares.
O relatório semestral de 2012 mostrou uma queda de 10% na receita dos seis meses encerrados em 30 de junho, causada pela menor demanda por armamentos. Em maio, os governos do Reino Unido e da Arábia Saudita acertaram um pacote de armas que rendeu à BAE um contrato de £ 1,6 bilhão para entregar 55 Pilatus PC-21 e 22 BAE Systems Hawk. Em dezembro, o sultanato de Omã encomendou Typhoon e Hawk no valor de £ 2,5 bilhões.
Em setembro de 2012, BAE Systems e EADS negociavam uma fusão que deixaria 40% da nova organização nas mãos dos acionistas da BAE. As companhias encerraram as conversas em 10 de outubro. O governo alemão temia "o possível tamanho da participação francesa na empresa combinada", e havia divergências sobre a cidade onde ficaria a sede do grupo.
Em novembro de 2013, a BAE Systems anunciou que deixaria de construir navios em Portsmouth no ano seguinte, com a perda de 940 empregos. Outros 835 postos seriam cortados em Filton, perto de Bristol, e nos estaleiros escoceses de Govan, Rosyth e Scotstoun. Em 9 de outubro de 2014, anunciou o corte de 440 cargos de gestão em todo o país, 286 deles em Lancashire.
Em julho de 2014, a BAE anunciou a compra da norte-americana Signal Innovations Group para ampliar a tecnologia de análise de imagens e dados de seu negócio de inteligência e segurança. Em agosto, o governo britânico concedeu à companhia um contrato de £ 248 milhões para construir três navios-patrulha oceânicos. Em outubro, recebeu do Ministério da Defesa £ 600 milhões para manter a base naval de Portsmouth por cinco anos. Também em 2014, comprou a empresa norte-americana de cibersegurança SilverSky por US$ 232,5 milhões.
Durante a visita da primeira-ministra Theresa May à Turquia em janeiro de 2017, dirigentes da BAE e da Turkish Aerospace Industries assinaram um acordo de cerca de £ 100 milhões. A BAE ajudaria a desenvolver o caça TAI Kaan. Em 10 de outubro daquele ano, a empresa anunciou a demissão de quase 2.000 dos cerca de 35.000 empregados que tinha na Grã-Bretanha, sobretudo pela falta de encomendas do caça Typhoon.
Em 2018, a BAE assinou com o governo do Catar um contrato de £ 5 bilhões por 24 Eurofighter Typhoon.
Em 2019, a BAE Systems vendeu à Rheinmetall 55% de seu negócio de sistemas terrestres no Reino Unido. A empresa conjunta resultante, Rheinmetall BAE Systems Land, foi criada em julho, depois da aprovação dos órgãos reguladores, e ficou instalada na unidade já existente em Telford, Shropshire.
Em agosto de 2020, a BAE Systems concluiu a compra dos negócios militares de GPS da United Technologies por US$ 1,9 bilhão e da área de rádios aerotransportados militares da Raytheon por US$ 275 milhões. A venda dos dois negócios foi uma condição para aprovar a fusão de suas controladoras na Raytheon Technologies.
Em novembro de 2020, o Ministério da Defesa concedeu à BAE um contrato de £ 2,4 bilhões, com duração de vinte anos, para fabricar 39 tipos de munição para as Forças Armadas britânicas. O novo acordo substituiu o contrato MASS de 2008. Em julho de 2023, a empresa recebeu uma encomenda relacionada de £ 280 milhões para enfrentar a falta de munições causada pelo envio de projéteis à Ucrânia.
Em 2022, na invasão russa da Ucrânia, fabricantes de armas como a BAE Systems tiveram forte crescimento nas vendas e nos lucros semestrais.
Em dezembro de 2022, Reino Unido, Itália e Japão anunciaram uma colaboração trilateral chamada Programa Aéreo de Combate Global, ou GCAP. BAE Systems, Leonardo e Mitsubishi Heavy Industries seriam as principais parceiras industriais. O GCAP desenvolveria um caça de sexta geração com inteligência artificial e tecnologia furtiva para reduzir a dependência de aviões militares norte-americanos.
O arranjo foi formalizado em 2024. BAE Systems, Leonardo e Japan Aircraft Industrial Enhancement Co, financiada em parte pela Mitsubishi Heavy Industries, concordaram em abrir uma empresa conjunta. Cada sócia teria 33,3% das ações e o mesmo peso no projeto. Em junho de 2026, o governo britânico anunciou que destinaria mais £ 8,6 bilhões ao GCAP ao longo de quatro anos como parte do Plano de Investimento em Defesa.
Em agosto de 2023, a BAE concordou em pagar US$ 5,6 bilhões à vista, cerca de £ 4,5 bilhões, pela divisão aeroespacial da norte-americana Ball Corporation. Foi a maior compra já feita pela BAE, concluída em 16 de fevereiro de 2024. Em outubro de 2023, recebeu um contrato de £ 3,95 bilhões para trabalhar até 2028 no desenvolvimento dos submarinos da classe AUKUS.
Em outubro de 2025, a empresa comprou da Sandoz uma área industrial de 39 hectares em Ulverston, Cúmbria. A farmacêutica havia adquirido o terreno da GSK em 2021. A BAE ainda não havia divulgado o que faria no local.

A fabricação de material militar responde pela maior parte dos negócios da BAE Systems. Em 2017, 98% das vendas da empresa estavam ligadas ao setor militar.
A empresa participa da produção de aviões militares. O caça Typhoon é um dos principais aviões de linha de frente da Força Aérea Real. A BAE é uma das parceiras do programa Lockheed Martin F-35 Lightning II e faz parte da cadeia internacional de fornecedores do avião. Em 2025, o Reino Unido fornecia cerca de 15% do valor de cada F-35, sobretudo por meio da BAE Systems. Quando suspendeu em 2024 algumas licenças de exportação de armas ligadas a Israel, o governo manteve uma exceção para os componentes do F-35. Em junho de 2025, o Tribunal Superior decidiu que a continuidade dessas exportações era legal. Os juízes entenderam que a decisão cabia ao Executivo e ao Parlamento, não aos tribunais. O avião de treinamento avançado Hawk foi exportado para muitos países. Em julho de 2006, o governo britânico retirou o sigilo do HERTI, sigla em inglês para Inserção Rápida de Tecnologia de Longa Autonomia, um veículo aéreo não tripulado capaz de navegar de forma autônoma. A BAE desenvolve com o Ministério da Defesa, Rolls-Royce, Leonardo e MBDA um caça de sexta geração vendido sob o nome Tempest. A entrada em serviço está prevista para 2035, em substituição aos Typhoon da Força Aérea Real.
A BAE Systems Land and Armaments fabrica os veículos de combate da família M2/M3 Bradley, o canhão naval Advanced Gun System, o M113, o M109 Paladin, o Archer e o M777. Também produz o Challenger 2, o veículo blindado Warrior, o Panther Command and Liaison Vehicle e o fuzil SA80 para o Exército Britânico.
Entre os projetos navais estão os submarinos da classe Astute, as fragatas Type 26 e os submarinos da classe Dreadnought.
A BAE Systems participa indiretamente da produção de armas nucleares. Sua parcela na MBDA a envolve na fabricação e manutenção do míssil ASMP, lançado de aviões e integrante da força de dissuasão nuclear francesa. É também a única fabricante britânica de submarinos nucleares e produz, com isso, uma peça da capacidade nuclear do Reino Unido.
A BAE opera a fábrica de munições do Exército em Holston, no Tennessee, desde 1999, e a unidade de Radford, na Virgínia, desde 2012.
Em 2022, os maiores mercados da BAE Systems eram os Estados Unidos, com 44% das vendas, o Reino Unido, com 20%, a Arábia Saudita, com 11%, e a Austrália, com 4%.
A BAE Systems é a principal fornecedora do Ministério da Defesa britânico. No exercício de 2009 e 2010, as empresas do grupo que estavam entre as cem maiores fornecedoras do ministério receberam contratos que somavam £ 3,98 bilhões. A receita total foi maior quando incluídos os ganhos de outras subsidiárias. A segunda colocada era a Babcock International e suas subsidiárias, que faturaram £ 1,1 bilhão com o ministério. Em 2002, os negócios britânicos da BAE empregavam 111.578 pessoas, tinham £ 3 bilhões em vendas externas e pagavam £ 2,6 bilhões em impostos. Os números não incluíam a Airbus UK.
A relação inicial da BAE Systems com o Ministério da Defesa foi difícil. A causa era a má gestão de projetos na empresa e problemas nos termos dos contratos de preço fixo. O diretor executivo Mike Turner disse em 2006 que "assinamos contratos pelas antigas regras de concorrência que, francamente, não deveríamos ter aceitado". Peter Levene introduzira essas regras na década de 1980 para transferir o risco ao fornecedor. Elas se opunham aos contratos de custo mais margem, nos quais o fornecedor recebia o valor do produto e um lucro acertado.
A BAE Systems trabalhava no "único mercado de defesa realmente aberto". Concorria com empresas norte-americanas e europeias por projetos britânicos, enquanto elas eram protegidas em seus países. O mercado de defesa dos Estados Unidos também tinha concorrência, mas quase toda entre empresas norte-americanas, com a exclusão de grupos estrangeiros. Em dezembro de 2005, o ministério publicou a Estratégia Industrial de Defesa, que colocou a BAE Systems na posição de "campeã nacional" do Reino Unido. O governo disse que a estratégia promoveria "uma base industrial sustentável que conserve no Reino Unido as capacidades industriais necessárias à segurança nacional".
Depois da publicação, Turner afirmou que, sem a estratégia, se a rentabilidade e as condições comerciais permanecessem como estavam, "teria de haver uma dúvida sobre nosso futuro no Reino Unido". Levene disse que, na busca de equilíbrio entre o custo para o contribuinte e a manutenção de uma base industrial viável, a estratégia "tenta seguir pelo meio e conseguir o máximo nas duas direções. Nunca teremos uma solução perfeita".
A BAE Systems mantém unidades em Cowes, Samlesbury, Warton, Barrow-in-Furness, Glascoed, Dorchester, Filton, Bristol, Gloucester, Christchurch, Yeovil, Govan, Scotstoun, Brough, Humberside, Towcester, Leeds, Alton, Frimley, Guildford, Rochester, Stirling Square, Broad Oak e Portsmouth.
Grande parte do interesse da British Aerospace pela MES estava na posse da Tracor, empresa norte-americana de defesa.
A BAE Systems Inc. vende mais ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos do que ao Ministério da Defesa britânico. A empresa recebeu autorização para comprar fornecedoras militares norte-americanas, mas suas subsidiárias no país precisam ser dirigidas por executivos dos Estados Unidos sob acordos especiais de segurança. Enfrenta menos obstáculos do que seus concorrentes europeus devido à integração entre as estruturas de defesa dos dois países. Em novembro de 2000, a BAE Systems comprou a Lockheed Martin Aerospace Electronic Systems, que lidava com produtos avançados e sigilosos. John Hamre, diretor executivo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e ex-subsecretário de Defesa, chamou a operação de "abertura de precedente".
Há muitos anos surgem notícias sobre uma possível fusão da BAE Systems Inc. com grandes fabricantes norte-americanas, entre elas Boeing, General Dynamics, Lockheed Martin e Raytheon.
A BAE Systems Australia está entre as maiores empresas de defesa da Austrália e mais que dobrou de tamanho com a compra da Tenix Defence em 2008.
Os acordos Al Yamamah entre o Reino Unido e a Arábia Saudita exigem "o fornecimento de um pacote completo de defesa ao Reino da Arábia Saudita". Em março de 2022, a BAE Systems tinha mais de 7.000 empregados no país, e 75% deles eram sauditas. Os negócios na Suécia vieram das compras da Alvis Vickers e da UDI, proprietárias da Hägglunds e da Bofors. As empresas passaram à BAE Systems AB.
Em 6 de abril de 2022, a BAE Systems anunciou a criação da BAE Systems Japan, instalada em Akasaka, Tóquio. A subsidiária cooperaria com a indústria japonesa e estreitaria as relações com o Ministério da Defesa e com as Forças de Autodefesa do Japão.
No fim de agosto de 2023, a BAE Systems abriu um escritório na Ucrânia e assinou um acordo para consertar, fornecer peças e fabricar obuses L119 no país.
Em 4 de janeiro de 2024, a BAE Systems anunciou um acordo inicial de até US$ 50 milhões para retomar a produção de estruturas de titânio do obus M777 para o Exército dos Estados Unidos. As primeiras entregas eram esperadas para 2025.
O relatório anual de 2022 enumerou cinco acionistas com participações expressivas: Barclays, com 3,98%, BlackRock, com 9,90%, Capital Group Companies, com 14,18%, Invesco, com 4,97%, e Silchester International Investors, com 3,01%.

A sede administrativa e a sede registrada da BAE Systems ficam na Cidade de Westminster, em Londres. A empresa também mantém em Farnborough, Hampshire, um escritório para especialistas e funções de apoio.
Cressida Hogg preside a BAE Systems. Em julho de 2025, os diretores executivos eram Charles Woodburn, Brad Greve e Tom Arsenault. Woodburn era o diretor executivo principal. Os diretores não executivos eram Crystal E. Ashby, Elizabeth Corley, Angus Cockburn, Ewan Kirk, Ian Tyler, Nicole Piasecki, Stephen Pearce, Jane Griffiths e Nick Anderson.
O primeiro diretor executivo da companhia, John Weston, foi obrigado a renunciar durante um "golpe" no conselho em 2002 e deu lugar a Mike Turner. Diretores não executivos disseram ao presidente que já não confiavam em Weston. Pelo menos um deles teria sido incentivado pelo Ministério da Defesa, pois a relação da empresa com o governo piorava. Além de discordar sobre o contrato do Nimrod, Weston rejeitara a exigência do ministério de que um dos três primeiros contratorpedeiros Type 45 fosse construído pela VT Group. Para ele, aquilo era "política de concorrência enlouquecida".
Turner mantinha uma relação ruim com dirigentes do Ministério da Defesa, entre eles o ex-secretário de Defesa Geoff Hoon. O primeiro encontro de Hoon com o novo presidente da BAE, Dick Olver, em 2004, teria corrido bem. Um funcionário do ministério disse que Olver era "um homem com quem podemos fazer negócios". A relação de Turner com Olver também era tensa. Em 16 de outubro de 2007, a empresa anunciou que ele se aposentaria em agosto de 2008. The Times chamou a saída de "abrupta" e "surpreendente", pois Turner dissera que queria se aposentar em 2013, aos 65 anos. Houve sugestões de que a BAE preferia um diretor norte-americano, pois os Estados Unidos ganhavam peso nos negócios e um nome novo permitiria afastar a direção das acusações e inquéritos sobre os contratos Al Yamamah. A companhia escolheu, porém, o diretor de operações Ian King em 27 de junho de 2008. Ele sucedeu Turner em 1 de setembro. O Financial Times observou que a carreira de King na Marconi o afastava do projeto Al Yamamah, conduzido pela British Aerospace.
Charles Woodburn sucedeu Ian King em 1 de julho de 2017. Ele entrara na BAE Systems em maio de 2016 como diretor de operações e integrante do conselho executivo, depois de mais de vinte anos em cargos internacionais de direção na indústria de petróleo e gás.
Ex-presidentes
Ex-diretores executivos
As informações financeiras da empresa são:
| Exercício encerrado em | Receita, em milhões de libras | Lucro ou prejuízo antes dos impostos, em milhões de libras | Lucro ou prejuízo líquido, em milhões de libras | Lucro por ação, em pence |
|---|---|---|---|---|
| 31 de dezembro de 2025 | 28.336 | 2.572 | 2.151 | 68,8 |
| 31 de dezembro de 2024 | 26.312 | 2.332 | 2.041 | 64,9 |
| 31 de dezembro de 2023 | 23.078 | 2.326 | 1.940 | 61,3 |
| 31 de dezembro de 2022 | 21.258 | 1.989 | 1.674 | 51,1 |
| 31 de dezembro de 2021 | 19.521 | 2.110 | 1.912 | 55,2 |
| 31 de dezembro de 2020 | 19.277 | 1.596 | 1.371 | 40,7 |
| 31 de dezembro de 2019 | 18.305 | 1.626 | 1.532 | 46,4 |
| 31 de dezembro de 2018 | 16.821 | 1.224 | 1.033 | 31,3 |
| 31 de dezembro de 2017 | 18.322 | 1.134 | 884 | 26,8 |
| 31 de dezembro de 2016 | 17.790 | 1.151 | 938 | 28,8 |
| 31 de dezembro de 2015 | 17.904 | 1.090 | 943 | 29,0 |
| 31 de dezembro de 2014 | 16.637 | 882 | 752 | 23,4 |
| 31 de dezembro de 2013 | 18.180 | 422 | 176 | 5,2 |
| 31 de dezembro de 2012 | 17.834 | 1.369 | 1.079 | 33,0 |
| 31 de dezembro de 2011 | 19.154 | 1.466 | 1.256 | 36,9 |
| 31 de dezembro de 2010 | 22.392 | 1.444 | 1.081 | 30,5 |
| 31 de dezembro de 2009 | 22.415 | 282 | (45) | (1,9) |
| 31 de dezembro de 2008 | 18.543 | 2.371 | 1.768 | 49,6 |
| 31 de dezembro de 2007 | 15.710 | 1.477 | 1.177 | 26,0 |
| 31 de dezembro de 2006 | 13.765 | 1.207 | 1.054 | 19,9 |
| 31 de dezembro de 2005 | 12.581 | 909 | 761 | 13,9 |
| 31 de dezembro de 2005 | 15.411 | 845 | 555 | 22,5 |
| 31 de dezembro de 2004 | 13.222 | 730 | 3 | 17,4 |
| 31 de dezembro de 2003 | 15.572 | 233 | 8 | 16,6 |
| 31 de dezembro de 2002 | 12.145 | (616) | (686) | 17,3 |
| 31 de dezembro de 2001 | 13.138 | 70 | (128) | 23,4 |
| 31 de dezembro de 2000 | 12.185 | 179 | (19) | 18,8 |
| 31 de dezembro de 1999 | 8.929 | 459 | 328 | 29,4 |
A BAE Systems foi investigada pelo Serious Fraud Office, o SFO, por possível uso de corrupção na venda de armas ao Chile, à República Checa, à Romênia, à Arábia Saudita, à África do Sul, à Tanzânia e ao Catar. A empresa respondeu em seu relatório de responsabilidade corporativa de 2006 que continuava a rejeitar as acusações e que levaria a sério as obrigações legais em todos os países onde atuava. Em junho de 2007, Lord Woolf assumiu uma análise independente da maneira como a companhia conduzia seus negócios de armamentos. O relatório Ethical business conduct in BAE Systems plc: the way forward apresentou 23 recomendações, que a BAE prometeu adotar. O texto concluiu que a empresa não dera atenção suficiente às normas éticas no passado. A BBC chamou a conclusão de uma "admissão constrangedora".
Em setembro de 2009, o SFO anunciou que pretendia processar a BAE Systems por delitos ligados a corrupção no exterior. The Guardian afirmou que uma multa superior a 500 milhões de libras poderia fazer parte de um acordo. Em 5 de fevereiro de 2010, a BAE Systems aceitou pagar multas criminais de 257 milhões de libras, equivalentes a 400 milhões de dólares, nos Estados Unidos e de 30 milhões de libras no Reino Unido. A multa norte-americana nasceu de um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no qual a empresa se declarou culpada por conspiração para fraudar o governo federal. Foi uma das maiores multas da história do departamento. O juiz John D. Bates disse que a conduta envolvera "engano, duplicidade e violações conscientes da lei" em escala enorme. A BAE não admitiu diretamente ter pago propina e, por isso, não foi impedida de disputar contratos internacionais. Parte da multa britânica de 30 milhões de libras seria entregue voluntariamente em benefício da população da Tanzânia. Em 2 de março de 2010, a Campaign Against Arms Trade, CAAT, e a Corner House Research conseguiram uma liminar contra o acordo entre o SFO e a BAE. As duas organizações retiraram em abril o pedido de revisão judicial.

A BAE Systems e sua antecessora, a BAe, são alvo de acusações de corrupção em seus negócios na Arábia Saudita há décadas. Em 1985, o governo britânico firmou com o país o acordo de armas Al Yamamah, no valor de bilhões de libras. O contrato, sem prazo definido, garantia manutenção, treinamento e rearmamento britânicos para aeronaves vendidas aos sauditas, entre elas os caças Typhoon da BAE. O National Audit Office britânico investigou os contratos, mas não publicou suas conclusões. Foi o único relatório do órgão mantido em sigilo. O Ministério da Defesa alegou que a divulgação prejudicaria as relações internacionais e os interesses comerciais do Reino Unido.
A empresa foi acusada de manter um fundo secreto saudita de 60 milhões de libras. Em novembro de 2006, a Arábia Saudita pressionou o governo britânico a encerrar a investigação do SFO e suspendeu as negociações de uma encomenda de 72 caças Typhoon. Em 14 de dezembro, o SFO anunciou o fim do inquérito. O órgão disse que manifestações dirigidas a seu diretor e ao procurador-geral, Peter Goldsmith, o levaram a concluir que a proteção da segurança nacional e internacional pesava mais que os possíveis benefícios de prosseguir. A decisão gerou críticas. Em junho de 2007, o programa Panorama, da BBC, afirmou que a BAE pagara centenas de milhões de libras ao príncipe Bandar bin Sultan, antigo embaixador saudita nos Estados Unidos, por seu trabalho nos acordos Al Yamamah. No fim daquele mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação formal sobre o cumprimento das leis anticorrupção pela empresa. Em 19 de maio de 2008, a BAE confirmou que o diretor executivo Mike Turner e o conselheiro Nigel Rudd haviam sido retidos por cerca de vinte minutos em dois aeroportos norte-americanos na semana anterior. O departamento também intimara funcionários da BAE Systems plc e da BAE Systems Inc. The Times considerou o procedimento incomum para uma companhia que dizia cooperar por inteiro.
A Justiça autorizou em 9 de novembro de 2007 uma revisão da decisão do SFO. Em 10 de abril de 2008, a Alta Corte concluiu que o órgão agira ilegalmente ao abandonar o inquérito. The Times chamou a sentença de um dos ataques judiciais mais duros a uma ação governamental. Os juízes disseram que ministros haviam cedido a ameaças sauditas de suspender a cooperação antiterrorismo caso a investigação prosseguisse. Em 24 de abril, o SFO recebeu permissão para recorrer à Câmara dos Lordes. O recurso foi examinado em 7 e 8 de julho. Em 30 de julho, a Câmara dos Lordes reverteu a decisão por unanimidade e julgou legal o encerramento da investigação.

Em setembro de 2005, The Guardian publicou que extratos bancários apontavam um pagamento de 1 milhão de libras da BAE Systems a Augusto Pinochet, antigo ditador chileno. O jornal também noticiou que negociações clandestinas de armamentos eram investigadas no Chile e no Reino Unido desde 2003, e que a British Aerospace e a BAE haviam feito pagamentos a assessores de Pinochet.
A BAE Systems foi acusada de pagar mais de 7 milhões de libras em comissões secretas no exterior para garantir a venda das fragatas HMS London e HMS Coventry à Marinha da Romênia. A companhia recebeu um contrato de 116 milhões de libras para reformar os navios antes da entrega. O governo britânico recebera pela venda apenas o valor de sucata de 100 mil libras por embarcação.
A BAE Systems enfrentou críticas em 2002 pelo preço elevado de um sistema de radar vendido à Tanzânia. Parlamentares da oposição e o Banco Mundial contestaram o negócio. A então secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Clare Short, disse que a empresa explorara países em desenvolvimento.
Em janeiro de 2007, vieram a público detalhes de uma investigação do SFO sobre a atuação comercial da BAE Systems na África do Sul. O acordo de 2,3 bilhões de libras para fornecer aviões de treinamento Hawk e caças Gripen estava sob suspeita. As acusações de propina na compra sul-africana do Gripen prosseguiram em 2011. A Saab AB, parceira da BAE, negou pagamentos ilícitos em maio, mas revelou no mês seguinte que a BAE entregara cerca de 3,5 milhões de dólares sem prestação de contas a um consultor. Partidos de oposição sul-africanos pediram a reabertura do inquérito. A aquisição do Gripen pela República Checa também era investigada pelo SFO em 2006 por suspeita de corrupção.
Em setembro de 2003, The Sunday Times noticiou que a BAE Systems contratara uma empresa de segurança privada para reunir informações sobre integrantes da CAAT e suas atividades. Em fevereiro de 2007, surgiram novas denúncias de que a companhia obtivera dados particulares e confidenciais da organização.
Em 2012, a empresa teria sido alvo de ciberespionagem chinesa, com possível roubo de segredos do F-35 Lightning II.
Em 2020, o ex-funcionário Simon Finch foi condenado por violar a Lei de Segredos Oficiais depois de registrar de memória dados sigilosos de um sistema de mísseis britânico. Finch se afastara da empresa após considerar inadequada a apuração de ataques homofóbicos que denunciara em 2013. Em novembro de 2020, recebeu pena de quatro anos e seis meses de prisão.
Em 2003, a BAE Systems recebeu críticas por fabricar bombas de fragmentação, que mantêm o risco de ferir ou matar civis muito depois de lançadas. Depois da Convenção sobre Munições de Fragmentação, assinada em Oslo em 2008, a BAE esteve entre as primeiras fabricantes de armas a encerrar essa produção. A maior parte do estoque britânico havia sido destruída até 2012.
A Arábia Saudita é o terceiro maior mercado da BAE. Na intervenção liderada pelos sauditas no Iêmen, armas britânicas causaram grande parte das mortes no país, em meio ao que The Guardian chamou de pior crise humanitária do mundo. The Independent noticiou o uso de aeronaves fornecidas pela BAE em bombardeios a hospitais da Cruz Vermelha e dos Médicos sem Fronteiras. A ONU acusou a coalizão de atingir civis de modo deliberado. Roger Carr rejeitou as críticas aos negócios da empresa com a Arábia Saudita. Ele disse que as vendas cessariam quando o governo britânico assim determinasse e defendeu que a capacidade de fazer a guerra mantinha a paz.
A BAE Systems vendeu 17,6 bilhões de libras em armamentos à Arábia Saudita durante a guerra no Iêmen. A companhia também forneceu manutenção e engenheiros porque as forças sauditas não tinham a experiência necessária. Cerca de 6,3 mil prestadores de serviço britânicos ficaram em bases no país, onde treinavam pilotos sauditas, faziam manutenção e supervisionavam o carregamento de bombas nas aeronaves.
Em dezembro de 2019, a BAE esteve entre dez empresas citadas em um relatório de organizações não governamentais ao gabinete do procurador do Tribunal Penal Internacional. O documento pediu que o tribunal investigasse dirigentes de fabricantes europeias de armas, entre elas a BAE, e autoridades responsáveis por licenças. As suspeitas envolviam violações do direito internacional humanitário que poderiam configurar crimes de guerra no Iêmen.
Grupos de ação direta protestaram contra fabricantes de armas do Reino Unido, entre elas a BAE Systems, por fornecerem material militar a Israel durante a guerra na Faixa de Gaza. Em 10 de novembro de 2023, sindicalistas bloquearam as entradas de uma fábrica da BAE em Rochester, no condado de Kent. Eles afirmaram que a unidade produzia componentes de aeronaves militares usadas para bombardear a Faixa de Gaza.
O ex-ministro das Relações Exteriores Robin Cook disse ter percebido no cargo que o presidente da BAE parecia possuir a chave da porta dos fundos da residência oficial do primeiro-ministro. Cook acrescentou que nunca vira o gabinete tomar uma decisão que incomodasse a empresa.
Nos Estados Unidos, a BAE Systems faz doações políticas a candidatos e organizações dos partidos Democrata e Republicano. Em 2016, seu comitê de ação política fez o segundo maior volume de contribuições entre as empresas estrangeiras, atrás apenas do UBS. A companhia suspendeu as doações em janeiro de 2021, depois do ataque ao Capitólio dos Estados Unidos. Os pagamentos recomeçaram em 30 de março, entre eles uma contribuição ao Comitê Senatorial Republicano Nacional.
Em outubro de 2025, The Guardian noticiou que a BAE Systems poderia enfrentar uma cobrança judicial de 187 milhões de libras por retirar o apoio técnico ao avião Advanced Turbo-Prop, ATP. A empresa queniana de carga aérea EnComm Aviation usava o modelo para levar ajuda humanitária ao leste da África. The Times afirmou que a BAE encerrara o apoio sem dar oportunidade de consulta ou participação aos interessados, apesar de dizer que o fizera.
E-mails e reuniões entre dirigentes da BAE e a EnComm levaram a operadora queniana a acreditar que o suporte ao ATP continuaria por pelo menos cinco anos.
Em maio de 2026, a EnComm Aviation apresentou uma ação de 120 milhões de libras contra a BAE Systems e chamou a retirada do apoio de algo quase sem precedentes na aviação. A autora alegou que a BAE descumprira o dever de não lhe causar perdas ao abandonar voluntariamente o suporte aos aviões. O processo veio depois de uma notificação extrajudicial enviada pelos advogados da EnComm.
A decisão da BAE teria provocado o cancelamento de contratos, entre eles um com o Programa Alimentar Mundial da ONU para levar ajuda a doze destinos na Somália.
A EnComm Aviation era a última operadora conhecida do ATP e se dedicava ao transporte de ajuda humanitária. A empresa investira quase 100 milhões de libras em um programa de desenvolvimento de longo prazo, que abrangia um simulador de voo completo do ATP. Suas aeronaves partiam do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, para missões na Somália, no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo. Desde 2023, a EnComm retirara do armazenamento de longa duração da West Air Sweden doze células de ATP, dez cargueiros e dois aviões de passageiros.
during the Second World War it developed the cavity magnetron for radar
the new MBDA, the world's second largest missile manufacturer behind Raytheon
BAE owns the UK's only submarine-building yard at Barrow-in-Furness in Cumbria... Britain's Trident nuclear deterrent... is carried aboard four submarines.