| Hutis حوثيون | |
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| Ansar Allah أنصار الله | |
| Datas das operações | 1994–presente (armado desde 2004) |
| Líder(es) | Hussein Badreddin al-Houthi (morto em 2004) Abdul-Malik al-Houthi |
| Área de atividade | |
| Sede | Saná, |
| Ideologia | |
| Efetivo | 100 000 |
| Aliados |
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| Inimigos |
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| Religião | Zaidismo |
| Sítio oficial | www.mmy.ye |
| Motivos | Defender os interesses dos zaiditas Defender a independência do Iêmen Acabar com a influência da Arábia Saudita no Iêmen |
Hutis (em árabe: الحوثيون; romaniz.: al-Ḥūthiyyūn, em alusão ao nome dos seus dirigentes, Hussein Badreddin al-Houthi e seus parentes) é a denominação mais comum do movimento político-religioso Ançaralá, (em árabe أنصار الله, transl. Anṣār Allāh: 'apoiantes de Deus') majoritariamente xiita zaidita (embora inclua também sunitas) do noroeste do Iêmen.
Hussein Badreddin al-Houthi, líder do grupo, foi morto em setembro de 2004, por forças do exército iemenita. Outros integrantes da liderança huti, incluindo Ali al-Qatwani, Abu Haider, Abbas Aidah e Yousuf al-Madani (um genro de Hussein al-Houthi) também foram mortos pelas forças governamentais iemenitas.
Em 2014, apoderaram-se de uma grande parte do país, incluindo a capital Saná. Em março de 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar composta por cerca de 15 países, entre os quais os Emirados Árabes Unidos e o Egito, para derrotar os hutis e repor no poder o governo do presidente exilado Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi. Os hutis mantiveram o controle do antigo Iêmen do Norte.
Parte do grupo tem sido referida como um "poderoso clã", denominado Ash-Shabab al-Mu'min (em árabe, الشباب المؤمن; em português, Jovens Crentes)
Os hutis formaram-se como grupo político nos anos 1990, após a unificação do Iêmen (antes dividido em Iêmen do Norte e Iêmen do Sul). Antes da unificação, o Iêmen do Norte, de população maioritariamente zaidita, era uma república nacionalista árabe instalada nos anos 1960, após um golpe militar e uma longa guerra civil que pôs fim ao teocrático Reino do Iêmen, expulsando os imãs zaiditas, que haviam governado o território desde o final do século IX (ca. 897). Em 1990, quando ocorreu a unificação do país, o presidente do antigo Iêmen do Norte, Ali Abdullah Saleh, é eleito presidente da nova República do Iêmen.[carece de fontes]
O grupo tem origem no Fórum dos Jovens Crentes, uma organização religiosa e cultural cofundada em 1992. A maioria dos seus membros são zaiditas, um movimento religioso geralmente associado ao xiismo, mas alguns são sunitas. Foi em parte uma resposta à propagação do salafismo no Iêmen, financiado pela Arábia Saudita. Em 2004, o assassinato pelas forças de segurança iemenitas de um deputado e fundador do Fórum dos Jovens Crentes, Hussein al-Houthi, desencadeou a primeira insurreição huti contra o Estado.[carece de fontes]
Saleh manteve-se no cargo até 2012, quando foi destituído, na esteira de revoltas populares ocorridas durante a chamada Primavera Árabe — com apoio dos hutis, violentamente combatidos pelo seu governo.
Mais recentemente, porém, Saleh acabou por se aliar aos hutis, quando deflagrou a nova guerra civil, precipitada pela captura da capital iemenita, Saná, pelos insurgentes, o que obrigou o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi a sair do país.
Armado desde 2004, em 2005 o movimento contava com 1000 a 3000 combatentes; a partir de 2009, estimava-se que o número se cifrasse entre os 2000 e os 10 000. De acordo com Ahmed Al-Bahri, os hutis tinham um total de 100 000 a 120 000 seguidores, incluindo combatentes armados e partidários desarmados. Em 2022, o grupo tomou precauções, no sentido de evitar a disseminação da covid-19 no país, sendo um dos poucos países imunes à doença.
Os hutis afirmam que as suas ações são para a defesa da sua comunidade e contra a discriminação por parte do governo. O governo do Iêmen, por sua vez, acusa-os de querer derrubá-lo e instituir uma lei religiosa xiita, desestabilizar o governo e "fazer agitações sociais, movidas por sentimentos antiamericanos".
O governo iemenita também acusou os hutis de terem ligações a patrocinadores externos, especialmente com o governo iraniano. Por sua vez, os hutis rebateram essas acusações, afirmando que o governo iemenita é apoiado por agentes externos, particularmente a Arábia Saudita e a Al-Qaeda.
Em menos de um mês (de 26 de março a 13 de abril de 2015), os ataques contra os hutis produziram 3897 feridos e resultaram na morte de aproximadamente 2600 civis, incluindo um grande número de crianças e mulheres. A Arábia Saudita e os seus oito aliados árabes justificam os ataques pela necessidade de defender a legitimidade do presidente iemenita, Abdrabbuh Mansur Hadi, além de suprimir a ameaça que os hutis alegadamente representariam para a Arábia Saudita, e principalmente evitar que o Irã estenda a sua influência na região por meio dos rebeldes.