| Hybodus | |
|---|---|
| Hybodus hauffianus | |
| Hybodus hauffianus Fêmea (acima) e macho (abaixo) | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Chondrichthyes |
| Ordem: | †Hybodontiformes |
| Família: | †Hybodontidae |
| Gênero: | †Hybodus Agassiz, 1837 |
| Espécie-tipo | |
| †Hybodus reticulatus Agassiz, 1837 | |
| Espécie | |
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O género Hybodus (do grego antigo ὗβος - corcunda e ὀδούς - dente) é um género de peixe cartilagíneo extinto, semelhante ao tubarão, da família Hybodontidae e encontra-se bem representado no registo fóssil da Ásia, Europa, África e América do Norte por restos esqueléticos, dentes isolados e espinhos tanto das barbatanas dorsais como cefálicos. Este grupo de tubarões foi muito comum nos oceanos e sobretudo em águas costeiras do Mesozóico, tolerando bem águas de baixa salinidade. A sua distribuição temporal vai desde o final do Pérmico até ao Cretácico Superior



Na sua definição actual o tubarão do género Hybodus faz prova de uma grande longevidade, pois parece ter existido durante toda a era Mesozóica sendo simultaneamente muito comum nos mares de todo o globo. Não sendo de grande dimensão, cerca de 2 metros, tinha no entanto a clássica silhueta de um tubarão com duas barbatanas dorsais antecedidas por acerados espinhos, provavelmente para defesa. A julgar pela dentição e aparelho bucal, deveria alimentar-se de variada alimentação como peixes e outras presas escorregadias como Belemnites, algo que se pode observar no exemplar de Holzmaden (ver foto), um animal superficialmente semelhante ás lulas, já extinto, e que povoava os mares de então. Ecologicamente seria portanto um carnívoro nectónico.
Tendo, como todos os selácios, um esqueleto pouco mineralizado e constituído sobretudo de cartilagem, os vestígios ósseos que nos chegaram são escassos e é sobretudo sobre as diferenças entre dentes e espinhos isolados que a literatura científica se apoiou para distinguir as várias espécies descritas.
Este animal partilhou os oceanos com o grupo origem dos modernos tubarões, os neoselácios, mantendo no entanto um presença constante e aparentemente de sucesso até ao final do período Cretácico.
O género Hybodus tem sido atribuído a bastantes vestígios fósseis, na grande maioria fragmentos de espinhos e dentes isolados, que nem sempre correspondem ao descrito e originalmente ilustrado no trabalho monográfico de Louis Agassiz (1833-1844) , tendo sido realçado o carácter vago de muitas determinações e descrições .
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