Entrada do Instituto de Química de São Carlos | |
| Sigla | IQSC |
|---|---|
| Fundação | 19 de maio de 1994 |
| Tipo | Unidade publica de ensino superior, pesquisa e extensão. |
| Instituição mãe | Instituto de Física e Química de São Carlos da Universidade de São Paulo |
| Orçamento anual | R$ 77.288.441 (2026) |
| Diretor(a) | Prof. Dr. Daniel R. Cardoso |
| Vice-diretor(a) | Profa. Dra. Elisabete M. Assaf |
| Localização | Av. Trabalhador São Carlense, 400 São Carlos, SP, |
| Campus | Unidade São Carlos |
| Página oficial | https://www5.iqsc.usp.br/ |
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O Instituto de Química de São Carlos (IQSC) é uma unidade pública de ensino, pesquisa e extensão universitária de ciencia química pura e aplicada, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), localizado no campus São Carlos. O processo de independência do Instituto de Química foi o resultado de décadas de evolução acadêmica e administrativa dentro do campus de São Carlos, culminando em sua separação formal do hoje extinto Instituto de Física e Química de São Carlos em 19 de maio de 1994. Atualmente, o IQSC opera em uma área de, aproximadamente, 20.700 metros quadrados, de forma administrativamente distinta do Instituto de Química (IQ-USP) localizado na capital paulista, consolidando-se como um centro de excelência em ensino e pesquisa no interior do estado de São Paulo.
O Instituto possui uma relevância consolidada tanto no cenário nacional quanto no internacional, destacando-se pela excelência de seu corpo docente, produtividade científica e parcerias estratégicas no Brasil e no exterior. Nacionalmente, o IQSC é reconhecido como um dos principais centros de formação e pesquisa em química pura e aplicada. Seus cursos de graduação recebem frequentemente a avaliação máxima (5 estrelas), e seus programas de pós-graduação mantêm a nota 7, a pontuação máxima atribuída pela CAPES. O instituto apresenta, de forma consistente, uma das maiores produções científicas per capita entre todas as unidades da USP. O IQSC sedia o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos (INCT-ALIM), que reúne mais de 100 pesquisadores de diversas regiões do país para focar na segurança alimentar e avaliação de riscos à saúde. Em 2026, mais de 10 pesquisadores do IQSC foram incluídos no ranking World Best Scientists da plataforma Research.com, representando uma parcela significativa dos cientistas da USP e do Brasil com maior impacto acadêmico. O ex-vice-diretor do instituto, Professor Dr. Hamilton Varela é graduado pelo Instituto Fritz Haber da sociedade Max Planck, na Alemanha.
A projeção global do instituto é evidenciada por prêmios individuais de prestígio e colaborações com instituições de renome mundial. Tendo alguns de seus docentes sendo os primeiros pesquisadores da América Latina a receber o Giorgio Nota Award (2026), uma das distinções mais importantes do mundo na área de cromatografia, além de pesquisadores membro da da Royal Society of Chemistry em Londres, sendo uma das mais prestigiadas sociedades cientificas do mundo. O IQSC mantém colaborações de alto impacto, como pesquisas desenvolvidas em conjunto com a Faculdade de Medicina de Harvard para tratamentos inovadores contra o câncer de mama. Além disso, abriga o ACS USP Student Chapter, em parceria com a American Chemical Society, a maior sociedade científica de química do mundo, sediada nos Estados Unidos.
O instituto desenvolve tecnologias com potencial global, como um fertilizante de vidro sustentável (em parceria com a Embrapa) e métodos inovadores para baratear a fabricação de sensores químicos. Pesquisas do IQSC-USP são frequentemente destaque em revistas internacionais de alto impacto. Um estudo recente sobre fungos na citricultura foi eleito o melhor artigo de 2025 da revista da American Chemical Society. Outros destaques incluem a publicação de sensores para Parkinson e Alzheimer e a presença de 11 docentes no ranking dos melhores cientistas. Pesquisas realizadas no instituto frequentemente ilustram periódicos internacionais de elite tais como a Nature.
O Instituto de Química de São Carlos ganhou grande notoriedade nacional, em meados de 2016, devido à polêmica da Fosfoetanolamina sintética, substância que ficou popularmente conhecida como a "pílula do câncer". Embora o instituto seja um centro de excelência em diversas áreas, esse episódio gerou uma crise institucional e jurídica sem precedentes. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) investiu milhões para realizar testes independentes, cujos resultados iniciais indicaram que a ação antitumoral da molécula era nula ou muito fraca. O caso da "pílula de São Carlos" chegou a ser tema de editorial na prestigiada revista Nature, que criticou a distribuição da substância sem supervisão e testes clínicos adequados. . Após a polêmica envolvendo a distribuição não autorizada na década de 1990 e nos anos 2000, o instituto interrompeu a fabricação e reafirmou a exigência de testes clínicos rigorosos para o registro de medicamentos.
A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) foi fundada em 1953, possuindo um Departamento de Física. Em 1971, com o advento da reforma universitária, desdobrou-se o Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC). O Instituto de Química de São Carlos (IQSC) foi criado em 1994, com a separação do antigo IFQSC. Desta forma, surgiu também o IFSC - Instituto de Física de São Carlos.
A instituição é um dos membros da Fundação de Apoio à Física e à Química (FAFQ).
A faculdade mantém os cursos de Bacharelado em Química e Licenciatura em Ciências Exatas.
O IQSC é formado pelo Departamento de Físico-Química (DFQ) com os seguintes grupos de pesquisa: biofísica, bioquímica, cristalografia, cromotografia, física molecular, química analítica e tecnologia de polímeros, química inorgânica e analítica, química quântica, radioquímica e química ambiental e pelo Departamento de Física e Química Molecular (DQFM) com foco nas áreas de eletroquímica, fotoquímica, físico-química Orgânica e materiais eletroquímicos e métodos eletroanalíticos.
O Instituto de Química de São Carlos (IQSC) é a instituição-sede para concessão na região de bolsas de estudo no Brasil e no exterior e recursos para o desenvolvimento de pesquisa apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Até o início de 2021 já tinham sido realizados e publicados 553 trabalhos científicos, e outros 30 estavam em andamento. Foram concedidas até o mesmo período 883 bolsas no Brasil e outras 109 em outros países.
Pesquisadores do Instituto em parceria com a Biolinker desenvolveram um teste rápido e de baixo custo para a identificação de pacientes com Covid-19. O método utiliza uma gota de sangue do paciente, o agente do teste é produzido por nanopartículas de ouro e pedaço da proteína spike do SARS-CoV-2, a tecnologia é conhecida como DNA recombinante.