Inglingos

Casa dos Inglingos
Estado  Suécia
 Noruega
Título
Origem
Fundador Ínguino
Fundação século I a.C.
Atual soberano
Último soberano Haldano, o Negro
Dissolução século IX
Linhagem secundária
Ínguino, o primeiro rei da Casa dos Inglingos
A primeira página do poema Beovulfo, onde são referidos alguns reis da Dinastia dos Inglingos

Os Inglingos ou Ynglings (em sueco: Ynglingaätten; em norueguês: Ynglingeætten) são uma dinastia de reis suecos e noruegueses - alguns lendários e alguns históricos - que teriam governado entre os séculos I e IX, inicialmente em Uppsala, na Suécia, e mais tarde na Noruega.

A dinastia dos reis Ynglings (Ynglingaätten), está listada na Lista dos reis Ynglings (Ynglingatal) e retratada na Saga dos Ynglings (Ynglingasagan).

O nome desta dinastia mitológica poderia derivar de Yngve-Frej (um dos nomes do deus Freir) e ing (descendente), significando assim "descendente de Yngve".

Depois de terem reinado, primeiro na Suécia do século I ao VII, teriam então sido expulsos pelo rei dano Ivar Braço Longo. Os sobreviventes teriam fugido para a Värmland e depois para a Noruega, onde teriam continuado a reinar nos séculos VIII e IX.
Seus membros mais antigos são certamente lendários, com as fontes assumindo sua ascendência entre os deuses do panteão nórdico. Os reis mais recentes, porém, são mais "históricos" e aparecem referenciados em mais obras.[carece de fontes]?

A narrativa dos Inglingos está baseada na Lista dos Inglingos do século IX, e aparece depois em outras fontes medievais escandinavas dos séculos X ao XIII, nomeadamente em antigos poemas, sagas e crónicas, como a Saga dos Inglingos, o Livro dos Islandeses, a História da Noruega e Beovulfo.

Lista dos Inglingos

A fonte mais antiga é a Lista dos Inglingos, um poema de finais do século IX escrito pelo escaldo (poeta) norueguês Tiodolfo de Hvinir que descreve a linhagem da dinastia dos reis noruegueses desde seus ancestrais divinos até o relativamente obscuro rei Ragualdo, o Muito Honrado, primo do rei norueguês Haroldo Cabelo Belo (c. 850 – c. 933). A Lista dos Inglingos, escrita na Noruega, conecta a dinastia real norueguesa não só aos deuses como também à célebre Casa dos Inglingos de Upsália, tendo assim uma função propagandística. Lista dos Inglingos foi usada como modelo para o poema Háleygjatal, que comemora os ancestrais dos jarls de Lade desde Odim até Haquino, o Poderoso (m. 995), com fins propagandísticos similares.[carece de fontes]?

Saga dos Inglingos

Por sua vez, a Lista dos Inglingos foi utilizada como fonte pelo escritor islandês Esnorro Esturleu para a sua Saga dos Inglingos, a parte introdutória da crónica Heimskringla (História dos reis da Noruega) do início do século XIII. A obra de Esnorro descreve os Inglingos como sendo descendentes dos deuses nórdicos. De acordo com Esnorro, os suecos foram inicialmente governados por Odim, seguido de Niordo e finalmente Frei (ou Ínguino), o primeiro rei inglingo, que fez de Upsália sua capital. Seu filho, Fliolmo, é o primeiro rei que aparece na Lista dos Inglingos, e a partir deste ponto a obra de Esnorro segue fielmente a Lista dos Inglingos.

Beovulfo

Alguns dos reis Inglingos aparecem também no poema épico anglo-saxão Beovulfo. Assim, o rei Ótaro escandinavo é Otere no poema anglo-saxão, e seu filho Adelo aparece como Eadgils. Em ambas fontes, Adelo combate seu tio, o rei Alo (Onela em Beovulfo), na Batalha do Gelo, onde Alo é morto pelo sobrinho.[carece de fontes]?

Lista de reis

A diversidade das fontes, aliada às suas diferenças e incongruências, resulta numa lista aproximada, que não coincide totalmente com as outras listagens existentes. Os primeiros onze reis - desde o rei-deus Odim (Odin) até Dagero, o Sábio - são lendários, e os outros a seguir - de Agne a Olavo, o Desbravador - têm variados graus de historicidade. Apenas dois deles - Hugleico e Ótaro Corvo de Madeira - são considerados personagens provavelmente históricas.[carece de fontes]?

Reis-deuses

Reis imaginários

Reis com alguma base histórica

Anundo e Ingoldo, o Malfeitor

Ramo da Varmlândia

Ramo norueguês

Ver também

Referências

  1. ↑ Weber 1853, p. 351.
  2. ↑ Langer 2018.
  3. ↑ Neves 2019.
  4. ↑ Palamin, Flávio Guadagnucci. «EDDA EM PROSA, SNORRI STURLUSON E SUAS INFLUÊNCIAS CRISTÃS» (PDF). ANAIS DO III ENCONTRO NACIONAL DO GT HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH. ANAIS DO III ENCONTRO NACIONAL DO GT HISTÓRIA DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES – ANPUH. Snorri Sturluson. Consultado em 21 de fevereiro de 2024. contos sobre os reis noruegueses, comecando pela lendária dinastia sueca dos Ynglings (p. 4)
  5. ↑ Oliveira, João Bittencourt de. «BEOWULF: O HERÓI, OS MONSTROS E A BÍBLIA» (PDF). XXII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA. 3-3-O dragão. Consultado em 21 de fevereiro de 2024. Esta saga narra a parte mais antiga da história da dinastia dos Ynglings (p. 288)
  6. ↑ SILVA, FÁBIO BALDEZ (2014). «A Saga de Harald Harfager e o papel dos feitos guerreiros na construção de um rei escandinavo no século IX». Harald Harfager e a unificação norueguesa: um estudo da guerra e seus elementos culturais na era Viking (Século IX) (PDF) (Dissertação de Graduacão). Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. p. 23. Essa dinastia era a dinastia dos Ynglings, que tem sua saga também escrita em Heimskringla por Snorri Stulurson (p. 23)
  7. 1 2 Lindkvist 2018.
  8. ↑ Lagerqvist 2004, p. 7.
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  12. ↑ Thomas Lindkvist. «Ynglingaätten» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 9 de novembro de 2025
  13. ↑ Terje Bratberg. «Ynglingeætten» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Consultado em 9 de novembro de 2025
  14. ↑ Ayoub, Munir Lufte (2013). «5 – A criacão do mito». Gođkynningr:o rei escandinavo como ponte entre deuses e homens (PDF) (Dissertação de Mestrado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. p. 116, 120. Yngve-Freyr seria o deus que daria nome à linhagem real dos Ynglings (p.116); linhagem dos Ynglings seja apenas uma adaptacão medieval de um antigo mito (p.120)
  15. ↑ Svensson, Alex (2010). «Ynglingaätten – Till omkring år 800». Sveriges Regenter. Under 1000 år (em sueco). Estocolmo: Svenskt militärhistoriskt bibliotek. p. 23-29. 159 páginas. ISBN 9789185789696
  16. ↑ Thomas Lindkvist. «Ynglingaätten» (em sueco). Nationalencyklopedin – Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 20 de fevereiro de 2024
  17. ↑ Skre 2007, p. 407-408.
  18. ↑ Neijmann 2006, p. 33.
  19. ↑ Vries 1942, p. 131.
  20. ↑ Esnorro Esturleu 2011, p. 3.
  21. ↑ Lindow 2001, p. 16, 25.

Bibliografia

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