InterCement Brasil

InterCement Brasil
Razão socialInterCement Brasil S.A.
Nome(s) anterior(es)Cimpor Cimentos do Brasil S.A. (1997-2012)
Empresa de capital fechado
AtividadeCimento
Fundação25 de abril de 1974 (1974-04-25)
Fundador(es)Sebastião Camargo
SedeSão Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s)Fábricas instaladas em Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo
PresidenteSergio Faifman
ProdutosCimento
Marcas
CertificaçãoISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001
Websitebrasil.intercement.com

A InterCement Brasil é uma empresa brasileira do setor de cimento, com sede em São Paulo. A companhia iniciou suas atividades em 1974 e possui mais de cinco décadas de atuação no mercado brasileiro. Atualmente, conta com 14 unidades industriais, das quais 10 estão ativas na produção de cimento, além de uma rede de centros de distribuição. A empresa comercializa seus produtos por meio das marcas Cauê, Goiás e Zebu e atende diferentes segmentos do mercado da construção, com produtos ensacados destinados ao varejo e cimento a granel comercializado para clientes como concreteiras, construtoras, indústrias e projetos de infraestrutura.

História

Em 1974, o Cimento Cauê, fundada em 1953 em Pedro Leopoldo, Minas Gerais inaugurou sua primeira fábrica de cimentos da empresa fora do estado em Apiaí, no interior de São Paulo.

Em 1993, inaugura a sua segunda fábrica em Bodoquena, no Mato Grosso do Sul.

Em 1997, o grupo Camargo Corrêa, comprou o Cimento Cauê. Também no mesmo ano, o grupo português Cimpor entrou no Brasil e comprou as fábricas no país: a Cisafra em Campo Formoso, na Bahia e a Serrana nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Em 1999, a Cimpor adquiriu as fábricas do grupo Brennand nos estados da Paraíba, Alagoas e Goiás.

Em 2010, um consórcio formado entre os grupos brasileiros Camargo Corrêa e Votorantim adquiriu participações na portuguesa que pertenciam a Teixeira Duarte e Lafarge, respectivamente. No mesmo ano, os dois grupos fizeram uma troca de ativos na Cimpor, ficando a Camargo Corrêa como a única controladora. Dois anos depois, a compra foi analisada e aprovada pelo CADE. A sua competidora Votorantim ficou com os ativos da Cimpor no Brasil (com uma única fábrica no estado de Santa Catarina), Espanha, Peru, China, Índia, Turquia, Marrocos e Tunísia e a Camargo Corrêa ficou com os ativos da empresa portuguesa também no Brasil (em algumas partes), Moçambique, África do Sul e no Egito formando assim a InterCement. Em 2019, a Cimpor foi vendida para o grupo turco OYAK, passando a empresa continuar suas operações em Portugal, Cabo Verde, Costa do Marfim e Camarões. A operação brasileira da InterCement permaneceu sob controle do grupo Camargo Corrêa, que posteriormente adotou o nome Mover Participações.

Em 2024, a InterCement e sua controladora Mover entraram com pedidos de recuperação judicial no Brasil, em um processo de reestruturação financeira da companhia. Em 2025, o plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores e homologado pela Justiça e, em 6 de abril de 2026, foi concluída a implementação do plano de recuperação judicial e a mudança de controle da companhia. A Mover deixou de ser controladora da InterCement Brasil, e a nova estrutura acionária passou a ter como principais acionistas a LATCEM, veículo de investimentos liderado pelo empresário argentino Marcelo Mindlin, a Redwood Capital Management e fundos administrados pela Moneda Patria Investments.[10]

Referências

  1. ↑ Santiago, Carlos Henrique (18 de abril de 1997). «Camargo Corrêa compra Cauê em MG». Folha de S.Paulo. Consultado em 21 de maio de 2025. Cópia arquivada em 29 de novembro de 2025
  2. ↑ Moherdaui, Bel (9 de setembro de 1999). «Cimpor compra três fábricas brasileiras». Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 26 de abril de 2026
  3. ↑ Souza Ribeiro, Rafael (10 de fevereiro de 2010). «Camargo Corrêa compra 22% de participação na Cimpor por € 1 bilhão». InfoMoney. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2026
  4. ↑ «Votorantim compra 17,3% da Cimpor que pertenciam à Lafarge». Gazeta do Povo. 3 de fevereiro de 2010. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 26 de abril de 2026
  5. ↑ Friedlander, David (10 de outubro de 2010). «Camargo Corrêa torna-se maior acionista da Cimpor». Exame. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2026
  6. ↑ «Cade aprova compra da Cimpor pela Camargo Corrêa». Gazeta do Povo. 4 de julho de 2012. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2026
  7. ↑ «Grupo turco Oyak deve pagar US$795 milhões por unidades da InterCement em Portugal e Cabo Verde». UOL. 26 de outubro de 2018. Consultado em 7 de abril de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2026
  8. ↑ Andrade, Vinícius; Belotti Azevedo, Giovanna (4 de dezembro de 2024). «InterCement pede recuperação judicial com R$ 14,2 bilhões em dívidas». Bloomberg Línea Brasil. Consultado em 7 de abril de 2026

Ligações externas