| Isabel de Castro e Andrade | |
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| Nascimento | Isabel de Castro y Andrade 1528 Ponte d'Eume |
| Morte | 1582 (53–54 anos) Ponte d'Eume |
| Cidadania | Espanha |
| Progenitores |
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| Cônjuge | Rodrigo de Moscoso Osorio y Álvarez de Toledo |
| Filho(a)(s) | Marianna de Castro Osorio, Lope de Moscoso Osorio y Castro |
| Ocupação | escritora |
Isabel de Castro e Andrade, condessa de Altamira, nascida em Pontedeume provavelmente em 1528 e falecida na mesma vila em 1582, foi uma nobre e escritora galega.
Pouco se conhece da sua vida. Era a filha mais nova de Fernando Ruiz de Castro Osorio, quarto conde de Lemos. Em 1555 casou com Rodrigo de Moscoso Osorio, quem herdara o condado de Altamira, de quem ela recebeu o título. É conhecido a ela alguma obra poética em castelhano e mais um único soneto em galego, que é uma das poucas peças literárias cultas que se conservam dos Séculos Escuros. O soneto, datado de 1578, está dedicado ao escritor castelão Alonso de Ercilla, com ocasião da publicação da segunda parte da sua obra épica La Araucana.
Soneto de Dona Isabel de Castro e Andrade à Dom Alonso de Ercilla
máis que quantas hoge ha de gloria dina,
pois na prosperidade e na ruína
sempre envexadas estás, nunca envexosa.
Se enresta o ilustre Afonso a temerosa
lança, se arranca a espada que fulmina,
creio que xulgareis que determina
só o conquistar a terra belicosa.
Faraa, mais nâo temais essa mao forte,
que, se vos tira a liberdade e a vida,
ela vos pagará ben largamente.
Que, a troco dúa breve e honrada morte,
co seu divino estilo,