Jean Hill

Jean Hill
Outros nomesLady In Red (Dama de Vermelho)
Conhecido(a) porTestemunha do assassinato de John F. Kennedy
NascimentoNorma Jean Lollis
11 de fevereiro de 1931
Ferguson, Oklahoma, EUA
Morte7 de novembro de 2000 (69 anos)
Dallas, Texas, EUA
Local de sepultamentoGrove Hill Memorial Park
CônjugeBill Hill (c. 1951; divorciada 1964)
Filhos2
EducaçãoWewoka High School
Alma materUniversidade Batista de Oklahoma
OcupaçãoProfessora

Norma Jean Lollis Hill (11 de fevereiro de 1931 – 7 de novembro de 2000) foi uma americana que testemunhou o assassinato do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy em Dallas, Texas, em 22 de novembro de 1963. Hill ficou conhecida como a "Lady in Red" ("Dama de Vermelho") devido à longa capa de chuva vermelha que usava naquele dia, conforme visto na filmagem do assassinato feita por Abraham Zapruder. Professora de profissão, ela atuou como consultora no filme JFK (1991), de Oliver Stone, e foi coautora do livro JFK: The Last Dissenting Witness, em parceria com Bill Sloan.

Hill foi uma crítica constante do relatório oficial da Comissão Warren desde a sua divulgação e, em 1992, escreveu em coautoria o livro intitulado The Last Dissenting Witness. Nessa obra, ela afirmou que o depoimento que lhe foi atribuído perante a Comissão Warren havia sido fabricado pela própria comissão — uma alegação também feita por outras pessoas em relação aos depoimentos prestados à Comissão Warren.

Antecedentes e início da vida

Hill nasceu e cresceu em Ferguson, Oklahoma. Após o divórcio de seus pais em 1943, ela se mudou com o pai para Wewoka, Oklahoma, onde mais tarde concluiu o ensino médio na Wewoka High School. Após a formatura, Hill ingressou na Universidade Batista de Oklahoma. Ela abandonou os estudos dois anos depois, após se casar com Bill Hill. O casal teve dois filhos, Jeanne e Billy. Mais tarde, Hill retomou os estudos universitários e obteve um diploma em ensino fundamental em 1955. Ela trabalhou como professora em Oklahoma City até 1962, quando a família se mudou para Dallas devido ao emprego de Bill Hill na Science Research Associates.

Pouco depois de se mudarem para Dallas, Hill e o marido se separaram. Para sustentar a si mesma e aos filhos, Hill conseguiu um emprego como professora na rede pública de ensino de Dallas. O divórcio de Jean e Bill Hill foi oficializado em agosto de 1964.

Testemunha ocular do assassinato de John F. Kennedy

Hill estava presente, juntamente com sua amiga Mary Moorman, em frente à colina gramada e foi uma das testemunhas que mais perto se encontravam da limusine presidencial no momento em que disparos foram feitos contra o presidente Kennedy. Moorman pode ser vista no filme de Zapruder tirando fotos que, segundo Hill, foram posteriormente confiscadas e tiveram as imagens apagadas (tornadas brancas) por pessoas desconhecidas.[carece de fontes]? No quadro 313 do filme de Zapruder, quando Kennedy foi atingido na cabeça por um tiro, Hill estava a apenas 6,4 metros (21 pés) de distância, à esquerda e ligeiramente atrás dele. Em seu depoimento à Comissão Warren, ela relatou que um agente do Serviço Secreto lhe disse, logo após o ataque, que outro agente — que observava a cena do prédio do tribunal — vira uma bala atingir o solo "aos meus pés" e levantar detritos. Hill também foi uma das várias testemunhas que afirmaram ter visto, ao final do atentado, fumaça pairando perto da cerca de madeira na extremidade da colina gramada.[carece de fontes]?

Hill disse à Comissão Warren que achava que os tiros vinham da direção da colina gramada.

Ela afirmou ainda que, após o assassinato, viu um homem correndo das proximidades do Texas School Book Depository em direção à área da cerca de madeira. Após observar esse homem, Hill atravessou a rua e foi uma das muitas testemunhas e autoridades que correram em direção à colina gramada logo após o fim dos disparos.

A Sra. Jean L. Hill declarou que, após cessarem os tiros, viu um homem branco vestindo um sobretudo marrom e um chapéu correndo para o oeste, afastando-se do prédio do Depósito em direção aos trilhos da ferrovia. Posteriormente, ao ver uma foto de Jack Ruby após o assassinato de Lee Harvey Oswald, ela declarou acreditar que ele era o homem que vira correndo. É possível ver no filme de Zapruder que ela estava claramente olhando na direção do Texas School Book Depository enquanto o presidente estava bem à sua frente, o que parece corroborar seu relato de que estava olhando para alguém correndo logo após o assassinato. Não há outras testemunhas que afirmem ter visto um homem correndo em direção aos trilhos da ferrovia. O exame de todos os filmes disponíveis da área após o tiroteio, a reanálise das entrevistas com pessoas nas proximidades do local e as entrevistas com membros do Departamento de Polícia de Dallas e do Gabinete do Xerife do Condado de Dallas não conseguiram corroborar a lembrança da Sra. Hill nem revelar a identidade do homem por ela descrito.

Hill afirmou ter recebido ameaças de morte e que os cabos de freio de seu automóvel foram cortados após o assassinato. Ela se via como uma sobrevivente que escapara das "mortes misteriosas" que teriam vitimado outras testemunhas do assassinato.[carece de fontes]?

Em seu livro de 2004, Conspiracy Narratives in Roman History, Victoria Emma Pagán, professora de Estudos Clássicos da Universidade da Flórida, comparou Hill a Hispala Faecenia, afirmando que ambas tinham conhecimento de uma vasta conspiração, teriam sido ameaçadas de agressão física caso não apoiassem as versões oficiais e teriam sido consideradas pouco confiáveis ​​pelas autoridades "em razão de seu baixo status social". Pagán escreveu que Hill manteve silêncio por 15 anos devido a "'acidentes' que vitimaram outras testemunhas" e, por fim, desafiou o relatório oficial motivada por "fortes convicções patrióticas". Gary Mack, curador do Sixth Floor Museum at Dealey Plaza, afirmou que as alterações no relato de Hill ao longo do tempo levaram alguns pesquisadores do assassinato de Kennedy a considerá-la uma "testemunha controversa".

Vida posterior

Relata-se que Hill evitou a exposição pública por quase 25 anos após depor perante a Comissão Warren. Ela continuou trabalhando no sistema de escolas públicas de Dallas até se aposentar, alguns anos antes de falecer.

Hill fez uma aparição no documentário de Jack Anderson de 1988, American Expose: Who Killed JFK?. Mais tarde, atuou como consultora no filme JFK (1991), de Oliver Stone, sendo interpretada na obra pela atriz Ellen McElduff. Em 1992, Hill e o jornalista de Dallas Bill Sloan lançaram o livro JFK: The Last Dissenting Witness. Stone escreveu o prefácio da obra. A Publishers Weekly descreveu The Last Dissenting Witness como uma obra "frequentemente envolvente, por vezes exasperante" e afirmou que a história de Hill é "salutar para aqueles que nutrem um respeito excessivo pela autoridade oficial". Nos últimos anos de sua vida, Hill falou a diversos grupos sobre sua experiência em relação ao assassinato de Kennedy e aos desdobramentos controversos do evento. Ela também foi entrevistada para o documentário de 1992 Beyond 'JFK': The Question of Conspiracy.

Morte

Em 7 de novembro de 2000, ela faleceu devido a complicações de uma doença sanguínea no Parkland Memorial Hospital, em Dallas, o mesmo hospital para o qual Kennedy foi levado às pressas após ser baleado mortalmente. O Parkland Memorial Hospital é também o local onde morreram Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, e Jack Ruby, o homem que matou Oswald. Hill está sepultada no Grove Hill Memorial Park, em Dallas.

Referências

Geral

Sloan, Bill; Jean Hill (1992). JFK: The Last Dissenting Witness. Gretna, Louisiana: Pelican Publishing Company. ISBN 1-58980-672-7. Consultado em 26 de fevereiro de 2012 

Específicas

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «'Lady in Red' JFK assassination witness dies at 69». CNN.com. Reuters. 9 de novembro de 2000. Consultado em 20 de julho de 2014
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 DeShong, Rae D. (10 de novembro de 2000). «Eyewitness to JFK assassination». Pittsburgh Post Gazette. p. C14. Consultado em 20 de julho de 2014 Reproduzido do Dallas Morning News.
  3. ↑ Groden, Robert J.; Livingstone, Harrison Edward (1989). High Treason: The Assassination Of President John F. Kennedy: What Really Happened. [S.l.]: Conservatory Press. pp. 67, 197. ISBN 0-941401-01-4
  4. ↑ Sloan, Bill; Hill, Jean (23 de setembro de 2010). JFK: The Last Dissenting Witness. [S.l.]: Pelican Publishing. pp. 48–49. ISBN 978-1-4556-0670-2
  5. ↑ Sloan p.49
  6. ↑ Sloan p.93
  7. ↑ Sloan p.143
  8. ↑ Comissão Warren, Volume VI, p. 212.
  9. ↑ Relatório da Comissão Presidencial sobre o Assassinato do Presidente Kennedy, p. 640
  10. ↑ Pagán, Victoria Emma (2004). Conspiracy Narratives in Roman History. [S.l.]: University of Texas Press. pp. 67–69. ISBN 0-292-70561-1
  11. ↑ Frewin, Anthony (1993). The Assassination of John F. Kennedy: An Annotated Film, TV, and Videography, 1963-1992. [S.l.]: Greenwood Press. p. 64
  12. 1 2 3 Publishers Weekly (1º de março de 1992). «JFK». Publishers Weekly. Consultado em 20 de julho de 2014
  13. ↑ Sengupta, Sounak (11 de janeiro de 2024). «Beyond JFK: The Question of Conspiracy Streaming: Watch & Stream Online via Hulu». Yahoo
  14. ↑ «Ruby Buried in Chicago Cemetery Alongside Graves of His Parents». The New York Times. 7 de novembro de 1967. p. 15
  15. ↑ «Ruby Called 'Avenger' at Rites in Chicago». The Los Angeles Times. 7 de janeiro de 1967. p. 4
  16. ↑ «Ruby Services Limited to Family, Few Friends». The Los Angeles Times. 5 de janeiro de 1967. p. 20

Ligações externas