| Mary Moorman | |
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Mary Moorman no escritório do Xerife do Condado de Dallas, na noite do assassinato | |
| Nascimento | Mary Ann Boshart 05 de agosto de 1932 (94 anos) |
| Cônjuge | Donald G. Moorman (c. 1952; div. 1973) Gary Krahmer (c. 1980) |
| Filhos | 1 |
Mary Ann Moorman (nascida Boshart; 5 de agosto de 1932) é uma americana que, por acaso, fotografou o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, uma fração de segundo depois de ele ter sido baleado fatalmente na cabeça em Dallas, Texas. O homem do distintivo — que teóricos da conspiração afirmam ser um dos assassinos de Kennedy — aparece, supostamente, em outra fotografia tirada por ela naquele dia.
Mary Ann Moorman nasceu como Mary Ann Boshart. Ela se casou com Donald G. Moorman em 1952 e divorciou-se dele em 1973. Mais tarde, casou-se com Gary Krahmer em 1980.

Em 22 de novembro de 1963, o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, foi assassinado em Dallas, Texas.
Moorman relatou que seu filho de 11 anos (Richard Don Moorman, 1952–2003) queria ver Kennedy, mas não pôde comparecer devido à escola. Ela disse que prometeu tirar uma foto para ele.
Moorman estava posicionada no gramado, a cerca de 2 pés (61 cm) ao sul do meio-fio da Elm Street, na Dealey Plaza, exatamente em frente à colina gramada e à estrutura de concreto da Pérgula Norte, onde Abraham Zapruder e sua assistente, Marilyn Sitzman, estavam durante o assassinato. Moorman afirmou que saiu do gramado em direção à rua para tirar uma foto com sua câmera Polaroid. Zapruder pode ser visto sobre a pérgula na fotografia de Moorman, com a limusine presidencial já tendo passado pela linha de visão entre Zapruder e Moorman.
Tanto Moorman quanto sua amiga, Jean Hill, podem ser vistas claramente no filme de Zapruder. ntre os quadros 315 e 316 do filme de Zapruder, Moorman tirou uma fotografia Polaroid — a quinta daquele dia — que mostrava a limusine presidencial com a área da colina gramada ao fundo.
A fotografia de Moorman registrou o disparo fatal na cabeça que matou o presidente Kennedy. No momento em que ela fez a foto, aproximadamente um sexto de segundo após o presidente Kennedy ser atingido na cabeça, no quadro 313 do filme de Zapruder, Moorman estava posicionada atrás e à esquerda do presidente, a cerca de 15 pés (5 m) da limusine presidencial. Em uma entrevista para a televisão, Moorman relatou que, logo após o assassinato, houve três ou quatro disparos em rápida sucessão, que tiros continuaram sendo disparados após o disparo fatal na cabeça e que ela estava na linha de fogo. Mais tarde, no documentário da PBS de 2013 intitulado Kennedy Half Century, ela afirmou estar perto o suficiente para ouvir Jackie Kennedy exclamar que John havia sido baleado.
Moorman foi entrevistada para o documentário de 1967 de Mark Lane, Rush to Judgment. Em 1969, ela testemunhou no julgamento de Clay Shaw. Em 1988, apareceu no documentário The Men Who Killed Kennedy. Ela é interpretada por Sally Nystuen no filme JFK (1991), de Oliver Stone. Em 2013, Moorman tentou vender a Polaroid original por meio da casa de leilões Cowan's Auctions, em Cincinnati. Esperava-se que a foto fosse vendida por um valor entre 50.000 e 75.000 dólares, mas não atingiu o preço mínimo estipulado. Moorman já havia tentado vender a foto à Sotheby's, em Nova Iorque, mas a casa de leilões considerou o item "sensível demais para ser leiloado". Naquele mesmo ano, ela expressou sua opinião sobre o assassinato; estava convencida de que Kennedy havia sido morto como resultado de uma conspiração. "Eu realmente não sei o que aconteceu exatamente, mas sei que certamente há muito mais nessa história que não foi contado", disse ela. "Eu esperava que isso viesse à tona ainda durante a minha vida, mas quem sabe? Muita coisa foi ocultada pelo governo; qualquer coisa pode acontecer e ser escondida. Oswald provavelmente não agiu sozinho; ele provavelmente teve cúmplices. Eu realmente acho que foi uma conspiração".
O que quer que tenha sido captado ao fundo da fotografia de Moorman tem sido objeto de intenso debate. No pequeno monte gramado, alguns afirmam identificar até quatro figuras humanas distintas, enquanto outros descartam essas imagens indefinidas, considerando-as apenas árvores ou sombras. Com frequência, uma das figuras é chamada de "Badge Man" (Homem do Distintivo), pois parece assemelhar-se a um policial uniformizado portando um distintivo. Outros alegam ver Gordon Arnold, um homem que afirmou ter filmado o assassinato a partir daquela área, um homem usando capacete de obra e um homem de chapéu atrás da cerca de madeira.
Moorman declarou ter ouvido um disparo quando a limusine passou por ela e, em seguida, outros dois tiros — "pow, pow" — no momento em que a cabeça do presidente foi atingida. Ela afirmou não ter conseguido determinar a origem dos disparos e que não viu ninguém na área que parecesse ser o possível assassino. Moorman foi entrevistada pelo Departamento do Xerife do Condado de Dallas e pelo FBI. Ela foi convocada pela Comissão Warren para depor, mas, devido a uma torção no tornozelo, não pôde ser ouvida. Nunca mais foi contatada pela comissão.