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Logotipo usado desde 4 de novembro de 2019 | |
| Tipo | Rede de televisão pública, não comercial e de sinal aberto |
| País | Estados Unidos |
| Área de transmissão | Estados Unidos, partes do Canadá e norte do México (somente por sinal terrestre) |
| Afiliadas | Mais de 350 emissoras integrantes |
| Sede | Condado de Arlington, Virgínia, Estados Unidos |
| Programação | |
| Idioma | inglês espanhol em programas selecionados, por faixa de áudio SAP |
| Formato de vídeo | HDTV 1080i Algumas emissoras transmitem a programação da PBS em 720p ou 1080p via ATSC 3.0 em certos mercados |
| Propriedade | |
| Proprietário | Emissoras públicas de televisão integrantes da PBS |
| Presidente | Paula Kerger (presidente e diretora-executiva) |
| História | |
| Fundação | 3 de novembro de 1969 |
| Fundador | Hartford N. Gunn Jr. John Macy James Day Kenneth A. Christiansen |
| Substituiu | National Educational Television (1952–1970) |
| Ligações | |
| Página oficial | www |
A Public Broadcasting Service (PBS) é uma emissora pública e rede de televisão não comercial de sinal aberto dos Estados Unidos, com sede em Arlington, na Virgínia.[falta página] A PBS é uma organização sem fins lucrativos e a principal fornecedora de programas educativos para emissoras de televisão pública dos Estados Unidos, distribuindo programas como Nature, Nova, Frontline, PBS NewsHour, Washington Week, Masterpiece, American Experience e produções infantis como Mister Rogers' Neighborhood, Sesame Street, Barney & Friends, Arthur, Curious George, The Magic School Bus e outras. Algumas emissoras também fornecem sinal a áreas do Canadá.
A PBS é financiada por uma combinação de contribuições pagas pelas emissoras integrantes, campanhas de arrecadação, patrocínios corporativos e doações de fundações privadas e cidadãos. Desde sua criação, em 1969, até 2025, também recebeu recursos da Corporation for Public Broadcasting (CPB). Toda proposta de financiamento de programas fica sujeita a normas destinadas a impedir que o financiador exerça controle sobre o conteúdo. A PBS possui mais de 350 emissoras de televisão integrantes, muitas pertencentes a instituições educacionais, organizações sem fins lucrativos independentes ou vinculadas a um distrito escolar público ou instituição de ensino superior, além de órgãos pertencentes ou relacionados a governos estaduais.

A PBS foi criada em 3 de novembro de 1969 por Hartford N. Gunn Jr., presidente da WGBH, John Macy, presidente da CPB, James Day, último presidente da National Educational Television (NET), e Kenneth A. Christiansen, chefe do departamento de radiodifusão da Universidade da Flórida. Fred Friendly participou das negociações sobre a interconexão que levaram à criação da PBS em 1969.
As operações começaram em 5 de outubro de 1970. A PBS assumiu muitas das funções de sua antecessora, a NET, que mais tarde se fundiu com a emissora WNDT, de Newark, em Nova Jérsia, para formar a WNET. Em 1973, a PBS se fundiu com a Educational Television Stations. Na mesma época, os grupos criaram o National Public Affairs Broadcast Center, mais tarde chamado National Public Affairs Center for Television, que fornecia notícias e programas sobre assuntos nacionais ao serviço. O grupo foi incorporado à emissora WETA-TV em 1972.
Logo após a revelação pública do escândalo Watergate, em 17 de maio de 1973, a comissão do Senado dos Estados Unidos responsável pela investigação iniciou suas audiências. A PBS transmitiu os procedimentos em todo o país, com Robert MacNeil e Jim Lehrer como comentaristas. Embora as três redes comerciais de alcance nacional também cobrissem as audiências, a PBS as retransmitia no horário nobre. Durante sete meses, as transmissões noturnas integrais despertaram grande interesse público e deram maior visibilidade à então jovem rede PBS.
Em 1974, a PBS lançou a National Station Program Cooperative, empreendimento conjunto destinado ao financiamento de programas para emissoras públicas de televisão. A Corporation for Public Broadcasting e a Fundação Ford possuíam participações minoritárias. Em 1976, o sistema foi alterado para que as emissoras públicas de televisão detivessem a maior parte do controle, enquanto a CPB e a Ford mantiveram participações menores e recursos financeiros na forma de subsídios gerais irrestritos para programação. Em 1977, as emissoras públicas passaram a controlar integralmente a Station Program Cooperative, podendo financiar programas por completo.

Em 1981, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) começou a permitir que a PBS aceitasse logotipos corporativos em mensagens de reconhecimento de financiadores, usadas principalmente por patrocinadores, fundações e organizações. Essas mensagens evoluíram em 1982 para formas de divulgação comercial, principalmente de patrocinadores.
Em 1988, foi apresentada à PBS uma proposta ratificada em julho de 1989. A expressão usada nas mensagens de reconhecimento, "public television stations", era considerada genérica demais para o público e foi substituída por "viewers like you", "espectadores como você". Dois anos depois, uma proposta para 1990 determinou que programas de 1991 como os especiais de comédia de Mark Russell, Sesame Street, Washington Week in Review, Wall Street Week, Mister Rogers' Neighborhood, Austin City Limits, Nova e Nature passassem a creditar automaticamente a Corporation for Public Broadcasting em suas mensagens de financiamento, embora a maioria tenha abandonado a prática no fim da década de 1990.
Em 1994, The Chronicle of Philanthropy publicou os resultados de um estudo de grande escala sobre popularidade e credibilidade de organizações beneficentes e sem fins lucrativos. A PBS ficou em 11.º lugar entre mais de cem instituições pesquisadas na classificação de "organização beneficente ou sem fins lucrativos mais popular dos Estados Unidos". Entre os americanos com mais de 12 anos, 38,2% escolheram as respostas "adoro" ou "gosto muito" para a PBS.
Desde meados da década de 2000, pesquisas da Roper Opinion Research, da GfK, encomendadas pela PBS, têm colocado repetidamente o serviço como a instituição nacional em que os americanos mais confiam. Um estudo da Nielsen realizado em 2016–2017 constatou que 80% dos domicílios americanos com televisão assistiam a programas da rede no decorrer de um ano. A PBS, porém, não responde por toda a programação exibida pelas emissoras públicas. Uma parcela considerável pode vir de suas próprias integrantes, entre elas WGBH-TV, WETA-TV, WNET, WTTW, WQED, WHYY-TV e Twin Cities PBS, além da American Public Television e de produtores independentes. A diferença entre as origens dos programas é uma fonte frequente de confusão entre espectadores.
Em dezembro de 2009, a PBS aderiu aos relatórios de medição de audiência da Nielsen e passou a constar dos índices de horário nobre e diários da empresa, ao lado das grandes redes comerciais de sinal aberto.
Em maio de 2011, a PBS anunciou que passaria a inserir quatro intervalos durante episódios de Nature e Nova. Os intervalos continham mensagens de financiadores corporativos e fundações, chamadas de outros programas e vinhetas de identificação. Os episódios passaram a ser divididos em segmentos de até 15 minutos, em vez de serem exibidos continuamente durante 50 a 55 minutos. A estratégia começou no outono daquele ano, com a intenção de levar os intervalos a outros horários da grade caso o modelo funcionasse.
Também em 2011, a PBS lançou aplicativos móveis para iOS e Android que permitiam assistir a vídeos completos em dispositivos móveis.
O canal por assinatura "PBS UK" foi lançado no Reino Unido em 1 de novembro de 2011 com documentários americanos provenientes da PBS. Para deixar mais claro o tipo de conteúdo exibido, passou a se chamar "PBS America" em 4 de julho de 2012. O canal passou depois a ser oferecido em outras partes da Europa e na Austrália.
Em 28 de fevereiro de 2012, a PBS e a AOL lançaram Makers: Women Who Make America, série documental digital sobre mulheres que alcançaram posições de destaque em setores historicamente dominados por homens, entre eles guerra, comédia, exploração espacial, negócios, Hollywood e política.
A PBS teve dificuldade inicial para competir em participação de mercado com mídia online como o YouTube. Em um discurso de 2012 a 850 executivos de emissoras integrantes, Jason Seiken, então vice-presidente sênior de mídia digital, advertiu que a PBS corria o risco de perder espaço para estúdios do YouTube como a Maker Studios. Na apresentação, mais tarde lembrada como um "momento seminal" para a televisão pública, Seiken apresentou sua ideia para uma nova forma de produção de vídeos digitais. Os dirigentes das emissoras apoiaram a proposta, e ele criou a PBS Digital Studios, que passou a produzir vídeos educativos com linguagem menos convencional, definida por Seiken como "qualidade PBS com sensibilidade do YouTube". O primeiro sucesso do estúdio, uma versão com Auto-Tune do tema de Mister Rogers' Neighborhood, esteve entre os dez vídeos mais virais do YouTube em 2012. Em 2013, as visualizações mensais de vídeos em PBS.org haviam subido de 2 milhões para 250 milhões, o tráfego do site superava o dos sites da CBS, NBC e ABC, PBSKids.org havia se tornado o site infantil de vídeo dominante nos Estados Unidos, e a PBS recebeu mais prêmios Webby em 2013 do que qualquer outra empresa de mídia no mundo.
Em 8 de maio de 2013, episódios completos de programas de horário nobre, notícias e atrações infantis da PBS passaram a ser oferecidos no reprodutor de streaming Roku. A programação aparece no Roku em canais separados para conteúdo "PBS" e "PBS Kids". Parte do conteúdo só está disponível a assinantes do benefício para membros PBS Passport.
Em 1 de julho de 2016, Prime Video e PBS Distribution firmaram um acordo de vários anos pelo qual produções do PBS Kids disponíveis em outros serviços de streaming foram transferidas para o Prime Video.
A PBS Distribution se associou à MultiChoice para lançar o PBS Kids em 22 de maio de 2019 nas plataformas por assinatura DStv e GOtv em sua área de atuação na África Subsaariana. Em meados de 2021, o canal foi incluído na plataforma australiana Foxtel.
Em 29 de julho de 2019, durante a apresentação de verão da Television Critics Association dedicada à PBS, foi anunciado que o serviço de distribuição multicanal YouTube TV começaria a oferecer a programação da PBS e de suas emissoras integrantes no outono daquele ano. Cada emissora poderia optar por colocar no serviço seu canal tradicional com a grade completa recebida pelo Google por sinal aberto, oferecer uma transmissão própria para o YouTube TV com substituições de programas sem direitos digitais, ou usar uma transmissão fornecida pela PBS, com personalização local limitada e sem programação local ou campanhas de arrecadação.
Em 2019, a PBS anunciou que mudaria sua sede para outro edifício do complexo Crystal Gateway, permanecendo em Crystal City, na Virgínia. A mudança foi realizada em 2020. O edifício recebeu no topo uma placa da PBS visível da Richmond Highway.
Em 4 de agosto de 2020, o Prime Video acrescentou o pacote "PBS Documentaries". A PBS oferecia então nos Estados Unidos quatro seleções de programação com assinaturas separadas: "PBS Documentaries", "PBS Living", também disponível na Apple TV, "PBS Masterpiece", também oferecida no Canadá, e "PBS KIDS". No Reino Unido, um pacote de documentários "PBS America" passou a ser oferecido pelo Prime Video.
Em 3 de setembro de 2020, a PBS começou a oferecer gratuitamente a transmissão ao vivo de suas emissoras integrantes em seu site, nos sites das emissoras, em televisores inteligentes e em aplicativos móveis. Apenas um pequeno grupo de emissoras não possuía transmissão ao vivo. Jefferson Graham, do USA Today, chamou a oferta de "provavelmente a melhor relação custo-benefício do streaming".
Em 1 de julho de 2021, um canal da PBS dedicado a Julia Child foi acrescentado ao Pluto TV e ao Tubi nos Estados Unidos.
Os canais "PBS Antiques Roadshow", "Julia Child", "Antiques Road Trip" e "PBS Nature" foram acrescentados a plataformas americanas de televisão gratuita por streaming com publicidade, ou FAST, em janeiro de 2023. Antiques Road Trip passou depois a ser oferecido na Austrália. Os canais "PBS Food", nos Estados Unidos, e "PBS History", no Reino Unido e na Austrália, estrearam em algumas plataformas FAST no fim de 2023.
O canal "PBS Retro" entrou na grade de televisão ao vivo do Roku nos Estados Unidos em 23 de abril de 2024, exibindo programas do PBS Kids das décadas de 1970, 1980 e 1990. O canal "PBS Science" passou a ser oferecido na Austrália em 2024. O canal também está disponível no Reino Unido e na Irlanda.
Em 1 de agosto de 2025, a Corporation for Public Broadcasting, da qual a PBS recebia parte de seu financiamento, anunciou que encerraria suas operações após perder integralmente os recursos federais por causa da Rescissions Act of 2025.
Em setembro de 2025, a PBS anunciou uma redução de 15% em seu quadro de funcionários, com o corte de cerca de cem postos, entre eles 34 demissões imediatas. A decisão respondeu a uma queda de US$ 1,1 bilhão no financiamento federal da radiodifusão pública para 2026 e 2027. Os cortes vieram após a eliminação do financiamento da CPB a partir de 1 de outubro de 2025 e a perda de uma verba educacional no começo daquele ano, fatores que levaram a uma queda de 21% na receita da PBS.
Apesar de ser uma organização sem fins lucrativos e uma rede de televisão educativa, a PBS atua na distribuição de programas. Ela fornece conteúdo televisivo e serviços relacionados às emissoras integrantes, que em conjunto são proprietárias da rede. Diferentemente das afiliadas de redes comerciais, cada emissora sem fins lucrativos integrante da PBS responde por sua própria programação local, como notícias, entrevistas, programas culturais e atrações de assuntos públicos dirigidas ao mercado ou estado que atende, complementando o conteúdo fornecido pela PBS e por outros distribuidores de televisão pública.
Na estrutura de uma rede de televisão comercial, as afiliadas cedem parte de seu tempo local de publicidade em troca da programação nacional e recebem da rede uma parcela da receita publicitária. As integrantes da PBS, ao contrário, pagam pelos programas adquiridos e distribuídos pela organização nacional. Esse modelo lhes dá mais liberdade na definição de suas grades locais do que as afiliadas comerciais. Os horários das séries distribuídas pela PBS podem variar bastante entre mercados. Isso pode gerar atritos, pois as emissoras procuram manter sua autonomia local enquanto a PBS tenta divulgar uma grade nacional coerente. A rede adota, porém, uma política chamada "common carriage", pela qual a maioria das integrantes deve exibir os programas nacionais do horário nobre em uma grade comum, facilitando sua promoção nacional. A direção da KCET, então integrante de Los Angeles, citou divergências financeiras e de programação sem solução entre os motivos para deixar a PBS em janeiro de 2011, depois de mais de quarenta anos. A emissora voltou à rede em 2019.
Embora a PBS tenha uma grade definida, em especial no horário nobre, as emissoras integrantes podem colocar os programas distribuídos pela rede em outros horários ou simplesmente não exibi-los. Poucas transmitem toda a programação disponível, e a maioria desloca o horário de parte dos programas. Depois que a PBS aceita uma atração para distribuição, ela, e não a emissora que a produziu, mantém os direitos exclusivos de retransmissão durante um período acordado. Os fornecedores preservam o direito de comercializar a propriedade intelectual do programa em meios que não envolvam radiodifusão, como DVDs, livros e, em alguns casos, produtos licenciados pela PBS.
A programação noturna e de horário nobre da PBS reúne artes, com Great Performances, dramas como Masterpiece, Downton Abbey e American Family: Journey of Dreams, ciência com Nova e Nature, história com American Experience, American Masters, History Detectives e Antiques Roadshow, música com Austin City Limits e Soundstage, assuntos públicos com Frontline, PBS NewsHour, Washington Week e Nightly Business Report, filmes independentes e documentários como P.O.V. e Independent Lens, reformas residenciais com This Old House e entrevistas com Amanpour & Company, Tavis Smiley e The Dick Cavett Show. Em 2012, a PBS começou a organizar grande parte do horário nobre por gêneros. As séries dramáticas, por exemplo, ficaram concentradas aos domingos, e os programas ligados à ciência, às quartas-feiras.
Ao contrário de sua contraparte no rádio, a National Public Radio, a PBS não possui um núcleo central de produção de programas nem uma divisão própria de notícias. Toda a programação distribuída pela PBS, seja de notícias, documentários ou entretenimento, é criada por outras entidades ou, com frequência, produzida sob contrato com elas. A WGBH-TV, de Boston, é um dos maiores produtores de programação educativa para televisão. Entre seus programas estão American Experience, Arthur, produzido com a canadense CINAR, Masterpiece Theatre, Nova, Antiques Roadshow e Frontline, além de atrações infantis e de estilo de vida. Programas jornalísticos são produzidos pela WETA-TV, responsável pelo PBS NewsHour em Washington, D.C., pela WNET em Nova York e pela WPBT em Miami. A WNET, de Newark e Nova York, produz ou distribui programas como Secrets of the Dead, Nature e Cyberchase. A PBS também trabalha com outras redes, como a CNN International, que coproduz Amanpour & Company com a WNET.
As emissoras integrantes da PBS retransmitem muitos dramas de época, comédias e programas de ficção científica britânicos, adquiridos da BBC e de outras fontes. Entre eles estão Downton Abbey, Alô, Alô, Are You Being Served?, The Benny Hill Show, Red Dwarf, The Fall and Rise of Reginald Perrin, Father Ted, Fawlty Towers, Harry Enfield & Chums, Keeping Up Appearances, Monty Python's Flying Circus, Mr. Bean, The Vicar of Dibley, a exibição original de Doctor Who e Sherlock. Há também bastante troca de conteúdo. A BBC e emissoras britânicas como o Channel 4 cooperam com emissoras da PBS em produções exibidas nos dois lados do Atlântico. Programas canadenses, australianos e de outros países aparecem com menor frequência, como The Red Green Show, distribuído pelo sindicato Executive Program Services. Distribuidores de televisão pública tendem a oferecer esse tipo de conteúdo diretamente às emissoras públicas americanas.
A PBS não é a única distribuidora de programação de televisão pública para essas emissoras. Outras distribuidoras nasceram de organizações que mantinham redes regionais pouco centralizadas de televisão pública na década de 1960. A American Public Television, de Boston, anteriormente chamada Eastern Educational Network e American Program Service, entre outros nomes, também distribui grande quantidade de conteúdo a emissoras não comerciais dos Estados Unidos. A National Educational Telecommunications Association, antes chamada SECA, é outra distribuidora, com programas como The Shapies e Jerry Yarnell School of Fine Art. As próprias emissoras também produzem atrações locais, algumas das quais passam depois a ter distribuição nacional pela PBS ou por outras empresas.
Reprises, em especial de programas americanos que não foram originalmente produzidos para a televisão pública, são pouco comuns na PBS e em suas integrantes. A principal exceção é The Lawrence Welk Show, exibido continuamente em reprises pela PBS, por intermédio da Oklahoma Educational Television Authority, quase todos os fins de semana desde 1986. Reprises de atrações criadas para a televisão pública são frequentes, principalmente de antigos programas da PBS cujos apresentadores se aposentaram ou morreram, como The Joy of Painting e Mister Rogers' Neighborhood. Programas infantis, como Clifford the Big Red Dog e DragonflyTV, este último também distribuído à televisão comercial, recebem muitas reprises. Em 2020 e 2021, a PBS foi a emissora de sinal aberto de alguns especiais da franquia Peanuts, sublicenciados pela Apple. O acordo não foi renovado em 2022.
Lançado como PTV em 11 de julho de 1994, PBS Kids é a marca dos programas infantis exibidos pela PBS. O canal PBS Kids, lançado em 1999 e mantido até 2005, foi financiado em grande parte pela operadora de satélite DirecTV. O canal original encerrou as operações em 26 de setembro de 2005 e deu lugar ao PBS Kids Sprout, canal comercial de televisão digital a cabo e satélite criado como empreendimento conjunto entre PBS, Comcast, Sesame Workshop e Apax Partners. A NBCUniversal, adquirida pela Comcast em 2011, comprou em 2012 as participações dos demais sócios. O bloco original de programação infantil permaneceu na PBS, ocupando períodos diurnos e, em algumas emissoras, as manhãs dos fins de semana. Muitas integrantes também mantêm redes infantis locais 24 horas por dia em subcanais digitais, com conteúdo do PBS Kids. Uma nova versão do PBS Kids Channel estreou em 16 de janeiro de 2017. Em 2019, PBS Kids era o único bloco de programação infantil da televisão aberta dos Estados Unidos.
Como os programas infantis distribuídos pela PBS buscam educar e entreter seu público, a rede e suas emissoras há muito seguem as diretrizes de programação educativa da Comissão Federal de Comunicações, criadas em resposta à Children's Television Act de 1990. Muitas integrantes também transmitiram historicamente programas de educação a distância e outros conteúdos instrucionais, em geral durante o dia. Com a televisão digital, que permite levar esses programas a subcanais em vez de ocupar o sinal principal da PBS, ou distribuí-los apenas pela internet, muitas emissoras e redes substituíram a educação a distância por atrações infantis ou outros programas.
Em fevereiro de 2023, a duração diária do bloco PBS Kids foi reduzida de treze para oito horas. Antes, a programação abrangia atrações anteriores e posteriores ao horário escolar. A nova grade ficou concentrada nas manhãs, liberando as tardes para um público mais geral e acompanhando a migração da programação infantil para serviços de streaming sob demanda.
O PBS Kids também exibiu séries importadas, entre elas produções britânicas originalmente transmitidas pela BBC e pela ITV. Por intermédio da American Public Television, muitas emissoras da PBS começaram a exibir a série australiana Raggs em 4 de junho de 2007. Alguns programas apresentados na faixa infantil da PBS ou distribuídos diretamente às emissoras públicas foram depois licenciados para canais comerciais, entre eles Ghostwriter e The Magic School Bus.
Muitas emissoras e redes integrantes da PBS transmitem localmente esportes de escolas de ensino médio e universidades. Entre elas estão Mississippi Public Broadcasting, ligada às competições da MHSAA, Georgia Public Broadcasting, que cobre a GHSA, Maine Public Broadcasting Network, com a MPA, Iowa PBS, com a IGHSAU, Nebraska Public Media, com a NSAA, e WKYU-TV, que transmite os Western Kentucky Hilltoppers. A partir da década de 1980, a rede nacional da PBS deixou de transmitir esportes com frequência, sobretudo porque os direitos de transmissão ficaram cada vez mais caros, em especial para organizações sem fins lucrativos com capacidade limitada de gerar receita. A criação de redes de conferências universitárias, como MountainWest Sports Network em 2006, Big Ten Network em 2007 e, mais tarde, Pac-12 Network e as redes SEC Network e ACC Network da ESPN, levou essas conferências a controlar os direitos das equipes de suas universidades, restringindo o uso desse conteúdo por emissoras da PBS, inclusive quando ligadas às próprias universidades.
De 1976 a 1989, a KQED produziu uma série de partidas da Bundesliga sob o título Soccer Made in Germany, narrada por Toby Charles. A PBS também transmitiu torneios de tênis e futebol americano da Ivy League. Entre os comentaristas de futebol americano estiveram Upton Bell, Marty Glickman, Bob Casciola, Brian Dowling, Sean McDonough e Jack Corrigan. Outros programas esportivos incluíram séries de entrevistas como The Way It Was e The Sporting Life.
O conselho de administração governa a PBS e define suas políticas. É composto por 27 pessoas: catorze diretores profissionais, que são dirigentes de emissoras, doze diretores gerais externos e o presidente da PBS. Os integrantes do conselho cumprem mandatos de três anos sem remuneração. As emissoras da PBS elegem os catorze diretores profissionais. O próprio conselho escolhe os doze diretores gerais, nomeia o presidente e diretor-executivo da PBS, e todos os seus integrantes elegem os dirigentes internos.
Em março de 2015, a PBS tinha 354 emissoras integrantes nos cinquenta estados, no Distrito de Colúmbia e em quatro possessões americanas. Com isso, era a única organização de televisão americana, comercial ou não comercial, com emissoras parceiras licenciadas em todos os estados. Nenhuma das cinco grandes redes comerciais, por comparação, possui afiliadas em todos os estados em que a PBS tem integrantes, entre eles Nova Jérsia. O alcance nacional estimado da PBS era de 93,74% dos domicílios dos Estados Unidos, ou 292.926.047 americanos com pelo menos um aparelho de televisão.
As emissoras da PBS costumam ser operadas por organizações sem fins lucrativos, órgãos estaduais, autoridades locais, como conselhos municipais de educação, ou universidades na cidade onde possuem licença. A organização lembra o modelo inicial da televisão comercial americana, no qual emissoras afiliadas eram frequentemente controladas por empresas sem outras estações ou com poucas estações em outras partes do país. Em alguns estados, as emissoras da PBS podem formar uma única "sub-rede" regional, como Alabama Public Television e Arkansas PBS. Nesse modelo, a programação da PBS e outros conteúdos partem da emissora de origem para outras estações de potência integral que funcionam como satélites e para repetidoras de baixa potência em outras áreas. Um estado pode ser atendido por uma rede regional e, ao mesmo tempo, possuir emissoras integrantes independentes em determinada cidade. É o caso da KBDI-TV, em Denver, que não pertence à rede estadual Rocky Mountain PBS, cuja estação principal e integrante primária da PBS em Denver é a KRMA-TV.
Ao contrário do modelo comercial, no qual a programação de uma rede costuma ficar restrita a uma única emissora por mercado, a PBS pode ter mais de uma integrante em uma mesma área. KOCE-TV, KLCS e KVCR-DT, por exemplo, pertencem a organizações diferentes e atuam como integrantes da PBS no mercado de Los Angeles. A KCET era a integrante principal da região até deixar a PBS em janeiro de 2011, quando foi substituída pela KOCE. A KCET voltou à PBS em 2019, elevando para quatro o número de integrantes na região de Los Angeles.
Nesses casos, a PBS utiliza o Program Differentiation Plan, que divide em percentuais quantos programas distribuídos pela organização cada integrante pode incluir em sua grade. Em geral, uma parcela maior da programação da PBS é destinada à integrante principal e uma quantidade menor às secundárias. Diferentemente de emissoras públicas de muitos outros países, a PBS não pode ser proprietária das estações que transmitem seus programas. Por isso, está entre as poucas organizações de programação televisiva sem emissoras próprias. Essa estrutura deriva das origens das emissoras da PBS e de questões ligadas ao licenciamento da radiodifusão americana.
A maioria das integrantes da PBS produziu ao menos algum programa distribuído nacionalmente. A programação regular da transmissão nacional é produzida por um grupo menor de emissoras, entre elas:
| Rede | Observações |
|---|---|
PBS Kids |
Bloco de programação dedicado a programas infantis. O bloco era chamado PTV Park. Uma rede 24 horas foi lançada em 1999, encerrada em 2005 e retomada em 2017. |
| PBS Satellite Service | Transmissão alternativa de 24 horas com uma combinação de programas escolhidos do serviço principal da PBS, também oferecida em pacotes de operadoras de satélite. |
A PBS separou algumas redes de suas operações principais, muitas vezes em parceria com outras empresas de mídia. PBS YOU, serviço de educação a distância e programas instrutivos, funcionou entre 2000 e 2006 e foi em grande parte sucedido pela Create, rede de formato semelhante pertencente à American Public Television. O PBS Kids Channel de 24 horas teve duas versões na era da televisão digital. A primeira funcionou de 1999 a 2005 e foi substituída pelo PBS Kids Sprout. A segunda estreou em 2017. A World iniciou suas operações em 2007 como serviço administrado pela PBS e passou depois à gestão da American Public Television.
A PBS também reorganizou seu sistema de transmissão por satélite, transformando a HD02, ou PBS West, em uma transmissão com atraso destinada ao fuso horário do Pacífico, em vez de uma versão em alta definição do antigo sinal principal em definição padrão. A PBS Kids Go! chegou a ser proposta como substituta da primeira versão do PBS Kids Channel, de 1999 a 2005, mas os planos para a nova rede foram abandonados em 2006. A programação da PBS Satellite Service também é usada por algumas emissoras ou redes regionais para preencher a madrugada, em especial por aquelas que passaram a transmitir 24 horas por dia a partir do fim da década de 1990. Essa programação substitui atrações provenientes de outros distribuidores públicos ou reprises locais. As chamadas de programas exibidas no sinal por satélite anunciam as atrações como transmissões da PBS e deixam espaços nos quais as emissoras integrantes podem inserir informações locais de horário.
Alguns ou todos esses serviços podem ser recebidos em pacotes digitais de muitas operadoras de cabo, por receptores de satélite de sinal aberto ligados ao PBS Satellite Service e por operadoras de satélite por assinatura. Com exceção do Sprout, parte desses serviços, entre eles canais de integrantes e redes da PBS, não firmou contratos com distribuidores multicanais por internet, como Sling TV e o extinto PlayStation Vue. Com a transição para a televisão digital aberta, muitos desses serviços também passaram a ser oferecidos como canais de definição padrão em subcanais digitais, enquanto a HD02, ou PBS West, funciona como uma segunda transmissão em alta definição. Como não há publicidade convencional, a identificação dessas redes costuma aparecer no encerramento dos programas, incluindo a sequência de vinhetas da campanha "Be More".
Embora não pertençam à PBS nem sejam controladas por ela, outras redes públicas são oferecidas por emissoras integrantes. As três abaixo também são distribuídas pela PBS via satélite.
| Canal | Programação | Origem |
|---|---|---|
| Create | Programas educativos e artísticos | American Public Television |
| World | Notícias e documentários | |
| First Nations Experience | Programação indígena | San Bernardino Community College District |
De 2002 a 2011, a integrante WNED-TV, de Buffalo, no estado de Nova York, operou a ThinkBright TV, serviço retransmitido por emissoras do norte do estado. Redes estaduais também mantêm subcanais de assuntos públicos com cobertura contínua de acontecimentos no governo estadual e de procedimentos legislativos e judiciais, de forma semelhante à cobertura do governo federal feita pela C-SPAN. Muitas emissoras da PBS transmitiram a MHz Worldview, da MHz Networks, até 2020, quando a empresa anunciou que o canal seria encerrado em 1 de março daquele ano. Muitas dessas emissoras migraram depois para a World e para a First Nations Experience.
Outro modelo relacionado é o da rede estadual, em que um conjunto de emissoras de um estado transmite simultaneamente uma grade única produzida em uma instalação central. Essas redes podem ter subcanais especializados próprios.
A PBS apresentou seu primeiro logotipo pictórico em 1971. Ele trazia as iniciais da rede em várias cores, com a letra P desenhada para lembrar a silhueta de um rosto humano. O desenho foi criado por Ernie Smith e Herb Lubalin, do escritório Lubalin Smith Carnase. O P com rosto humano criado por Lubalin, chamado internamente de "Everyman" e mais conhecido como "P-Head", tornou-se a base dos logotipos seguintes da PBS. Antes disso, a PBS usava a expressão "Public Broadcasting Service" em letras maiúsculas sem serifa, com as cores primárias da NET, em uma vinheta exibida de 1970 até a introdução do P em 1971.
Em 1984, a PBS lançou outra versão do logotipo, desenhada por Tom Geismar, da Chermayeff & Geismar. O escritório considerava que o logotipo de Lubalin se parecia demais com os das três redes comerciais dominantes e procurou "desenvolver um símbolo que pudesse expressar o conceito mais inclusivo de 'televisão pública'". O "P" Everyman de Lubalin foi invertido para olhar à direita e seu contorno repetido em sequência para representar uma "multidão" de pessoas. O símbolo passou então a ser chamado de "Everyone". A repetição dos rostos também foi interpretada como uma referência ao multiculturalismo e ao caráter público da missão da PBS.
O logotipo é usado em formas diferentes desde então. A partir de 1998, o desenho de Geismar passou a aparecer em branco dentro de um círculo.
Em 4 de novembro de 2019, por ocasião dos cinquenta anos da rede, a PBS apresentou uma identidade visual reformulada pela consultoria Lippincott, criada para funcionar melhor em plataformas digitais. O desenho de Geismar recebeu ajustes, e uma nova fonte sem serifa feita sob medida, chamada PBS Sans, foi encomendada para o logotipo e outros elementos gráficos. Ela substituiu a fonte de serifa quadrada usada no logotipo desde 1984. Azul-elétrico e branco foram adotados como cores corporativas. A rede deu flexibilidade às integrantes para implantar a identidade, mas deixou de permitir que o símbolo fosse exibido sem o nome PBS. Algumas emissoras passaram a incluir PBS no próprio nome pela primeira vez, como a Wisconsin Public Television, que adotou a denominação PBS Wisconsin. A PBS concedeu verbas a pelo menos cem integrantes para cobrir custos da mudança de identidade.
A PBS recebeu elogios de críticos pela diversidade de sua programação. Tim Goodman, do The Hollywood Reporter, apontou a exibição de Downton Abbey pela PBS como uma mudança na reputação da rede e na diversidade de sua programação. Goodman escreveu ainda que "chegou a hora de a PBS brilhar" e chamou a rede de "uma fonte inesgotável de riquezas... Isso não é ótimo?". Stevenonymous, do BuzzFeed, escreveu que "a PBS deixou de ser só televisão". David Zurawik, do The Baltimore Sun, escreveu: "Se você quer um motivo para acreditar na PBS... aqui está".
Mekeisha Madden Toby, do TheWrap, escreveu que "há muito do que gostar... na PBS". Kristen McQuinn, do Book Riot, escreveu que "a PBS é incrível em todos os sentidos". Caroline Framke, da Variety, escreveu que "ainda não há quem supere a PBS". Alyssa Rosenburg, do The Washington Post, chamou a PBS de "um fio que nos une... atravessando nossa cultura". Margaret Renkl, do The New York Times, escreveu: "Ao tentar nos unir... a PBS ainda pode nos salvar".
Margie Barron, do Entertainment Today, escreveu que "a PBS segue como um farol... que inspira". Uma pesquisa da Marketing & Research Resources colocou a PBS como o "veículo de mídia nº 1 em confiança por 19 anos consecutivos". Em 2021, a rede recebeu catorze indicações ao News & Documentary Emmy Award, mais que qualquer outra organização. Matt Roush, do TV Insider, escreveu que "a PBS é e sempre foi uma luz forte". Sobre o programa PBS Arts, Rob Owen, do Pittsburgh Post-Gazette, escreveu: "Um presente para os espectadores".
Como 53% a 60% da receita da televisão pública provinha de contribuições privadas de membros e de subsídios, a maioria das emissoras solicita doações individuais por meio de campanhas de arrecadação, campanhas de promessas de contribuição e teletons, que interrompem a programação habitual. A prática pode incomodar espectadores porque a grade normal costuma ser substituída por especiais destinados a um público maior, como programas musicais voltados à geração baby boomer e atrações sobre finanças, saúde e motivação. Nesses eventos, os programas são muitas vezes interrompidos por segmentos de seis a oito minutos nos quais os espectadores são convidados a doar para a emissora integrante da PBS.
Mensagens de reconhecimento a financiadores são exibidas no fim de cada programa e diferem dos comerciais tradicionais em alguns aspectos. Cada mensagem precisa ser aprovada de acordo com normas específicas. Entre as regras, essas mensagens não podem fazer avaliações qualitativas nem conter uma chamada à ação.
Uma transmissão de 1982 do programa Let Poland be Poland, da Agência de Informações dos Estados Unidos, sobre a lei marcial declarada na Polônia em 1981, foi condenada por emissoras da Europa Oriental comunista, que a chamaram de propaganda "provocativa e anticomunista", em meio à oposição daqueles regimes a críticas às suas ações ou ideologia.
Em 1999, pelo menos três emissoras públicas de televisão foram descobertas vendendo ou trocando suas listas de endereços com o Comitê Nacional Democrata. Pelas regras do Internal Revenue Service, organizações sem fins lucrativos não podem participar de atividades políticas partidárias. Dirigentes da Corporation for Public Broadcasting condenaram a prática e abriram uma investigação. As emissoras envolvidas ficavam em Nova York, Boston e Washington.
Programas individuais exibidos pela PBS também foram alvo de campanhas organizadas por pessoas e grupos contrários ao conteúdo, entre elas uma campanha da então secretária de Educação dos Estados Unidos Margaret Spellings, em 2005.
Em setembro de 2003, Kenneth Tomlinson foi escolhido presidente do conselho da CPB. Ele criticou a PBS e a NPR pelo que alegava ser um "viés liberal". Suas iniciativas provocaram reclamações sobre pressão política.
Para contrabalançar parcialmente o que Tomlinson via como programas inclinados à esquerda, de junho de 2004 a julho de 2005 a PBS exibiu Tucker Carlson: Unfiltered, apresentado pelo comentarista conservador Tucker Carlson. De setembro de 2004 a dezembro de 2005, transmitiu também The Journal Editorial Report, com Paul Gigot, editor conservador da página de editoriais do The Wall Street Journal. Em dezembro de 2004, Bill Moyers deixou sua posição regular na PBS, afirmando que havia sofrido pressão política para alterar o conteúdo de seu programa e que Tomlinson mantinha uma "vendeta" contra ele.
Em maio de 2005, dois deputados democratas pediram ao inspetor-geral da CPB que investigasse as denúncias de interferência política. O relatório do inspetor-geral, divulgado em novembro de 2005, apontou possível interferência política em decisões de pessoal. Entre as evidências estavam mensagens de correio eletrônico entre Tomlinson e a Casa Branca que mostravam que ele "era fortemente motivado por considerações políticas ao preencher o cargo de presidente/diretor-executivo", preenchido em junho de 2005 pela ex-copresidente do Comitê Nacional Republicano Patricia Harrison. Tomlinson deixou o conselho da CPB em 3 de novembro de 2005.
Em janeiro de 2025, o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, ordenou uma investigação sobre os patrocínios corporativos de emissoras integrantes da PBS e da NPR, para apurar possíveis violações das normas da FCC que proíbem emissoras não comerciais de transmitir publicidade. Em março, a Permanent Subcommittee on Investigations do Senado abriu uma investigação sobre a apuração determinada por Carr.
Em 1981, o Congresso alterou a Communications Act of 1934 para permitir que titulares de licenças não comerciais oferecessem serviços e instalações mediante remuneração, desde que isso não interferisse na prestação de serviços públicos de telecomunicações. Em 1984, a FCC adotou, com base nessa alteração, uma política que autorizava emissoras não comerciais a transmitir mensagens de reconhecimento de empresas com fins lucrativos que fizessem doações ou fornecessem financiamento institucional.
A FCC proibiu essas mensagens de conter determinados elementos, como promoção dos produtos, serviços ou atividades do financiador, comparações ou avaliações qualitativas de produtos, preços, chamadas à ação ou incentivos à compra, venda ou locação. A comissão, porém, costuma dar às emissoras não comerciais margem para avaliar o próprio cumprimento das regras, não estabeleceu limite específico para a duração das mensagens e permitiu logotipos e slogans para identificar o financiador, informações sobre localização e telefone, descrições neutras de linhas de produtos ou serviços, marcas, nomes comerciais e listas de produtos e serviços. As regras da FCC e a proibição de recebimento de publicidade por emissoras não comerciais valem apenas para mensagens transmitidas por radiodifusão e não para seus sites. A alteração de 1981 também criou uma comissão temporária para procurar outras fontes de recursos para a radiodifusão pública e estudar, por meio de experiências limitadas, a possibilidade de receita publicitária. Em seu relatório final, de 1983, a comissão concluiu que havia pouca perspectiva de arrecadação publicitária em escala suficiente e recomendou a continuidade das dotações do Congresso para a CPB.
Em 2012, a CPB publicou um relatório solicitado pelo Congresso que incluía análise de mercado da Booz & Company. O estudo constatou que o financiamento corporativo correspondia a menos de um quinto da receita das emissoras públicas de televisão e rádio e havia caído bastante depois da Grande Recessão. Junto com o relatório de 1983 e um relatório de 2007 do Government Accountability Office voltado especificamente à televisão pública, o documento da CPB concluiu que era improvável haver crescimento suficiente da receita de patrocínio corporativo. A liberação de publicidade para emissoras públicas não compensaria a perda de financiamento federal e provavelmente reduziria o apoio de outras fontes. O relatório também concluiu que nenhuma alternativa à dotação federal da CPB sustentaria o serviço público de radiodifusão no mesmo nível. Uma análise de dados da CPB publicada pelo Pew Research Center em agosto de 2023 constatou que a receita de financiamento institucional das integrantes da NPR ficou quase estável de 2008 a 2021 e terminou abaixo do nível de 2009, depois da recessão ligada à pandemia de COVID-19. O financiamento corporativo do PBS NewsHour correspondeu a 17% a 23% da receita total entre 2015 e 2022.
A Executive Order 14290, intitulada "Ending Taxpayer Subsidization of Biased Media", foi assinada pelo presidente Donald Trump em 1 de maio de 2025. Ela determinava o fim do financiamento federal da NPR, rede de rádio, e da PBS, rede de televisão, pela Corporation for Public Broadcasting e por órgãos federais. A ordem alegava que as duas organizações apresentavam cobertura jornalística tendenciosa em violação à Public Broadcasting Act of 1967 e afirmava que o financiamento público de notícias era "ultrapassado, desnecessário e prejudicial à aparência de independência jornalística" no mercado de mídia dos Estados Unidos.
Dirigentes da CPB, da PBS e da NPR publicaram comunicados afirmando que a ordem executiva era ilegal à luz da Public Broadcasting Act e disseram que procurariam formas de manter a programação enquanto contestavam a medida. Em 27 de maio, a NPR e três emissoras públicas de rádio processaram o governo Trump pelo corte de financiamento determinado na ordem, afirmando que a medida violava a Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos. Em 30 de maio, a PBS também processou o governo Trump pelo encerramento do financiamento federal previsto na ordem.
Antes da emissão da ordem executiva, a CPB já havia processado o governo Trump em 28 de abril, depois que Trump tentou demitir três dos cinco integrantes do conselho da organização. A CPB também processou a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) em março de 2025 por suspender recursos destinados ao Next Generation Warning System Grant Program, ligado ao Integrated Public Alert and Warning System.
A FEMA liberou os recursos em 24 de abril. Em 8 de junho, o juiz federal Randolph Moss rejeitou um pedido de liminar da CPB no processo sobre as tentativas de demissão, porque a organização havia alterado seu estatuto com base na lei de corporações sem fins lucrativos do Distrito de Colúmbia para impedir que qualquer autoridade, inclusive o presidente dos Estados Unidos, removesse um diretor sem o voto de dois terços dos demais. A mudança permitiu que os três diretores permanecessem nos cargos. Em 15 de julho, o governo Trump apresentou outro processo para retirar os mesmos diretores da CPB.
Em 31 de março de 2026, Moss decidiu a favor dos autores e bloqueou a ordem com fundamento na Primeira Emenda. Na decisão, escreveu: "É difícil conceber prova mais clara de que uma ação do governo é direcionada a pontos de vista dos quais o presidente não gosta e que busca sufocar".
Na década de 1990, a PBS entrou em uma disputa sobre os direitos de licenciamento para vídeo doméstico com a Pacific Arts Corporation, empresa de multimídia pertencente ao ex-guitarrista do The Monkees Michael Nesmith.
Em 1990, a Pacific Arts obteve um contrato com a PBS para distribuir em VHS o catálogo anterior de programas sob a marca PBS Home Video. No começo da década de 1990, porém, Pacific Arts e PBS entraram em uma sequência de disputas. Nesmith e a Pacific Arts processaram a PBS por quebra de contrato, representação falsa intencional, ocultação intencional, representação falsa por negligência e interferência contratual. A PBS, por sua vez, processou Nesmith e a Pacific Arts por royalties não recebidos. Em 1994 e 1995, as ações se transformaram em uma disputa judicial de grande escala sobre os direitos e pagamentos. PBS, Nesmith e Pacific Arts levaram adiante pedidos e reconvenções de muitos milhões de dólares.
Os seis autores incluíam PBS, WGBH-TV, WNET, American Documentaries, de Ken Burns, Radio Pioneers Film Project e Children's Television Workshop. Eles cobravam dos réus Pacific Arts e Nesmith cerca de US$ 5 milhões em royalties, adiantamentos, garantias e taxas de licenciamento discutidas, ligadas a programas e ao uso do logotipo da PBS.
O custo do litígio levou a Pacific Arts a encerrar suas operações de distribuição e a suspender o uso do logotipo da PBS em seus vídeos. Embora o sistema de distribuição da empresa tivesse deixado de operar, os autores esperavam obter uma garantia financeira pessoal que Nesmith havia dado à PBS no contrato original de 1990.
Os casos foram julgados por júri em um tribunal federal de Los Angeles em fevereiro de 1999. Depois de três dias de deliberação, o júri decidiu por unanimidade a favor de Nesmith. O tribunal concedeu à Pacific Arts US$ 14.625.000 pela perda de sua biblioteca de direitos, além de US$ 29.250.000 em danos punitivos. Nesmith recebeu pessoalmente US$ 3 milhões, dos quais US$ 2 milhões eram danos punitivos. A soma concedida a Nesmith e Pacific Arts chegou a US$ 48.875.000. O júri também resolveu as disputas pendentes de licenciamento ao determinar que Pacific Arts e Nesmith pagassem cerca de US$ 1,2 milhão à American Documentaries por The Civil War, aproximadamente US$ 230 mil à WGBH-TV e US$ 150 mil à WNET.
Depois da decisão, Nesmith manifestou decepção pessoal com a PBS. A BBC News citou sua comparação: "É como descobrir que sua avó roubou seu aparelho de som. Você fica feliz por recuperá-lo, mas é triste descobrir que sua avó é uma ladra". A decisão não chegou a um tribunal de apelação. O valor final pago a Pacific Arts e Nesmith não foi divulgado e resultou de um acordo extrajudicial.
A PBS oferece às operadoras de telefonia móvel uma rota alternativa para a distribuição de alertas de emergência sem fio por meio de sua Warning, Alert and Response Network, ou WARN. Os alertas são enviados pela rede de satélite da PBS no AMC-21 às emissoras integrantes, que transmitem as mensagens por seus transmissores para recepção pelas operadoras em suas estações de telefonia celular.
A rede WARN é financiada por uma verba da National Telecommunications and Information Administration (NTIA).