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| Alejandro Jodorowsky | |
|---|---|
Jodorowsky em 2010 | |
| Nome completo | Alejandro Jodorowsky Prullansky |
| Pseudônimo(s) | Alejandro Jodorowsky |
| Outros nomes |
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| Nascimento | |
| Nacionalidade | chileno |
| Cidadania | |
| Etnia | judeu asquenaze |
| Progenitores | Mãe: Sara Felicidad Prullansky Arcavi Pai: Jaime Jodorowsky Groismann |
| Parentesco |
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| Cônjuge | Pascale Montandon (c. 2010) |
| Filho(a)(s) |
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| Ocupação | |
| Período de atividade | 1948-presente |
| Gênero literário | |
| Movimento literário | |
Alejandro Jodorowsky Prullansky (Tocopilla, 17 de fevereiro de 1929) é um diretor, ator, poeta, escritor (filmes e histórias em quadrinhos) e psicólogo ("psicomago", como se autodenomina) chileno-francés.
Alejandro Jodorowsky nasceu no Chile filho de pais judeus ucranianos oriundos de Yekaterinoslav (atual Dnipro) e Elisavetgrad (atual Kropyvnytskyi) no Império Russo (atual Ucrânia). Seu pai, Jaime Jodorowsky Groismann, era um comerciante e era abusivo com sua esposa Sara Felicidad Prullansky Arcavi, e certa vez a acusou de flertar com um cliente. Furioso, ele a agrediu e estuprou, engravidando-a, o que levou ao nascimento de Alejandro. Em 1947 sua família mudou-se para Santiago, onde ele estudou na universidade. Nessa época já trabalhava como palhaço de circo e artista de marionetes.
Em 1953 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau. Trabalhou com Maurice Chevalier e fez seu primeiro filme, "La Cravate", até há pouco tempo dado como perdido. Também em Paris ele conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique em 1962.
O grupo multimídia, que homenageava o deus grego Pan, fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Nesse período, Jodorowsky escreveu diversos livros e peças teatrais. No final dos anos 1960, dirigiu peças de vanguarda em Paris e na Cidade do México. Também criou a tira de história em quadrinhos "Fabulas Panicas", e fez seu primeiro filme "de verdade" - Fando y Lis, em 1967, baseado em uma peça de Arrabal.
Em 1970, Jodorowsky lançou "El Topo", um faroeste surrealista criativo e vanguardista. Graças a seu mais ilustre fã, o beatle John Lennon, o filme foi muito comentado e distribuído na América, alcançando status de "cult". Em 1973, lança "The Holy Mountain".

Em 1975, retorna à França, onde tenta fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna", de Frank Herbert, que teria a participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H. R. Giger, Dan O'Bannon e Moebius. O financiamento do filme foi retirado, e o romance acabou sendo filmado nos Estados Unidos por David Lynch.
Entretanto, ainda inspirados pela história de Duna, Jodorowsky e Möebius criam a série de ficção científica em história em quadrinhos L'Incal (O Incal, no Brasil) em 1983. As HQs contam a história do detetive particular John Difool, que recebe o poderoso cristal, Incal Branco. O objeto em suas mãos é muito disputado pelas diversas facções desse universo: os alienígenas, o governo, os rebeldes e uma seita tecnológica que adora o Incal Escuro. Muito da storyboard de Duna é encontrada nessa saga de quadrinhos.
Em 2019 ele lança os quadrinhos The Sons of El Topo, escrito por ele e ilustrado por José Ladrönn. Idealizada em vários volumes (o número definitivo ainda não é sabido), esta graphic novel centrada numa releitura metafísica do Velho Oeste, com tradições judaicas e Nietzsche, em uma espécie de continuação de um de seus filmes mais famosos, El Topo.
O filme seguinte de Jodorowsky foi Tusk, de 1978, a história da amizade entre uma garota e um elefante.
No início dos anos 1980, Jodorowsky dedica-se a escrever histórias em quadrinhos, em diversas parcerias, a mais famosa delas com Moebius, e também continuou escrevendo livros.
Em 1989 volta ao cinema com "Santa Sangre", que foi muito elogiado pela crítica e teve boa distribuição. Em 1990 dirigiu Omar Shareef e Peter O'Toole em "The Rainbow Thief".

É casado com a pintora francesa Pascale Montandon em 2010. Tem 4 filhos: Brontis, Cristóbal, Axel e Adan.
Dedicou grande parte de sua trajetória ao estudo do Tarot de Marseille, colaborando com a família Camoin na restauração do baralho histórico, trabalho publicado em conjunto com o livro La Via del Tarot. Sua contribuição para o estudo da iconografia original das cartas é reconhecida no campo da história do tarô.
Ele divide toda a estrutura das 78 cartas na revelação da carta 21 - Le Monde, que traduz todo o baralho, dividindo em 2 partes - ativo e receptivo, e céu e terra, e estas em 10 caminhos: 1 - Potência, 2 - Preparação, 3- Ação sem rumos, 4- Estabilidade, 5- transição, 6- Prazer, 7- Ação total, 8- Perfeição, 9- Evolução e 10- Fim e recomeço. E assim ele desvenda finalmente o verdadeiro propósito do Tarot.
| Ano | Título original | Título no Brasil | Direção | Roteiro | Produção | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1957 | La cravate | A Gravata | Sim | Sim | Sim | Curta-metragem |
| 1968 | Fando y Lis | Fando e Lis | Sim | Sim | Não | |
| 1970 | El Topo | El Topo | Sim | Sim | Não | Também compositor, figurinista e diretor de arte |
| 1973 | The Holy Mountain | A Montanha Sagrada | Sim | Sim | Sim | Também compositor, figurinista e diretor de arte |
| 1980 | Tusk | Tusk | Sim | Sim | Não | |
| 1989 | Santa Sangre | Santa Sangre | Sim | Sim | Não | |
| 1990 | The Rainbow Thief | O Ladrão do Arco-Íris | Sim | Não | Não | |
| 2013 | The Dance of Reality | A Dança da Realidade | Sim | Sim | Sim | |
| 2016 | Endless Poetry | Poesia sem Fim | Sim | Sim | Sim | |
| 2019 | Psychomagic, a Healing Art | Psicomagia: Uma Arte de Cura | Sim | Sim | Sim | Documentário |
| Ano | Título original | Título no Brasil | Papel | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1957 | La cravate | A Gravata | Ele mesmo | Curta-metragem |
| 1968 | Fando y Lis | Fando e Lis | Manipulador de marionetes | |
| 1970 | El Topo | El Topo | El Topo | |
| 1973 | The Holy Mountain | A Montanha Sagrada | O Alquimista | |
| 2002 | Cherif | Cherif | Profeta | |
| 2002 | Psicotaxi | Psicotaxi | Ele mesmo | Curta-metragem |
| 2003 | No Big Deal | No Big Deal | Pablo, o pai | |
| 2006 | Musikanten | Musikanten | Ludwig van Beethoven | |
| 2007 | Nothing Is as It Seems | Nada é Como Parece | Personagem sem nome | |
| 2011 | The Island | A Ilha | Jodo | |
| 2013 | Ritual: A Psychomagic Story | Ritual: Uma História de Psicomagia | Fernando | |
| 2013 | The Dance of Reality | A Dança da Realidade | Alejandro idoso | |
| 2016 | Endless Poetry | Poesia sem Fim | Alejandro idoso |
Documentary appearances
As Três Velhas foi apresentado no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, em 2008, como uma pró-estreia. Com direção de Maria Alice Vergueiro, tem em seu elenco, além da atriz, Luciano Chirolli, Henrique Stroeter, Willian Amaral. Conta a história de duas marquesas gêmeas, de 88 anos, que vivem recolhidas em sua mansão arruinada sob os cuidados da criada, de 100 anos. Assombradas pela imagem de um pai terrível e quase mortas de fome, revolvem a vida e fazem estranhas descobertas. Este espetáculo iconoclasta recebeu duas leituras críticas neste Festival, a primeira, de Alexandre Mate, que afirmava que o espetáculo fora uma surpreendente combinação do riso, do disforme e do poético em busca de um teatro tão intenso quanto efêmero e outra de Robson Camargo que destacava na montagem da diretora a "crítica cáustica à família" e o "bacanal de fraldas geriátricas".