| Cinnamomum verum Caneleira-verdadeira | |||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Classificação científica | |||||||||||||||||
| |||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
| |||||||||||||||||


Cinnamomum verum, comummente conhecida como caneleira-verdadeira e frequentemente designada pelo seu sinónimo taxonómico Cinnamomum zeylanicum, é uma espécie de pequenas árvores perenifólias da família das Lauráceas, nativa do Sri Lanka, sendo uma das espécies de cuja casca se produz a canela.
Além do nome «caneleira-verdadeira», esta espécie dá ainda pelos seguintes nomes comuns: canela, caneleira, canela-do-ceilão e caneleira-do-ceilão.
Cinnamomum verum é uma pequena árvore com 10–15 metros de altura, com folhas de forma ovado-oblonga, com 7–18 cm de comprimento. As flores, que ocorrem em inflorescências do tipo panículas, com coloração esverdeada e um odor distinto. O fruto é uma drupa com 1 cm de comprimento, de coloração púrpura quando madura, contendo uma única semente.
O Sri Lanka continua a deter 80–90% da produção mundial de Cinnamomum verum, que é também comercialmente cultivado nas ilhas Seychelles e em Madagáscar.
A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada na culinária como condimento e aromatizante e na preparação de certos tipos de chocolate e licores. O sabor e aroma intensos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído.
A canela é conhecida desde da Antiguidade Clássica e foi tão valorizada que era considerada um item a ser presenteado a monarcas e outros dignitários.
É mencionada em Êxodo 30:23, quando Deus ordenou a Moisés o uso da canela (em hebraico: קִנָּמוֹן qinnāmôn) e cássia, e em Provébios 7:17-18, quando é referido que o leito nupcial é perfumado com mirra, aloé e canela. Também se encontra mencionada por Heródoto e outros escritores clássicos europeus.
No início do século XVI, era trazida por comerciantes portugueses directamente do Ceilão (atual Sri Lanka, no sul da Ásia), chegando um quilograma a valer dez gramas de ouro. O comércio português no Oriente foi perdido progressivamente para a Companhia das Índias Orientais, holandesa, que se assenhoreou dos entrepostos portugueses na região a partir de 1638. As margens da ilha estão repletas dessa planta, relatou um capitão holandês, e é a melhor de todo o Oriente: quando uma pessoa está no litoral, pode-se sentir o aroma a oito léguas de distância.
Garcia da Orta, no seu Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, de 1563, arengou sobre os benefícios e propriedades medicinais da canela, desmistificando as especulações que ainda persistiam no mundo ocidental, desde os tempos de Heródoto, sobre quais seriam as verdadeiras origens da especiaria:
| “ | "A canela é a segunda cortiça da árvore, porque tem duas cortiças, como o sobreiro, que tem cortiça e casca. [...] É muito gentil mezinha para o estômago, e para tirar a dor da cólica que é procedente de causa fria; porque tira a dor de improviso, como eu muitas vezes vi. Faz o rosto vermelho, e de boa cor; tira o mau cheiro da boca: certamente que pera Portugal é muito boa mercadoria, se a levassem em quantidade que abastasse; porque, além de ser muito medicinal, é saborosa e boa pera temperarem os comeres, como fazem na Índia." | ” |
Sendo uma especiaria muito mais cara do que a cássia, nativa da China e da Birmânia, normalmente serve-lhe de substituto. A casca do tronco de ambas as especiarias é facilmente distinguível.
Há estudos que indicam que o uso de canela na quantidade de uma colher de chá diariamente reduz significativamente o açúcar no sangue e melhora a taxa de colesterol (LDL e triglicerídeos). Os efeitos, que podem ser conseguidos ao utilizar canela em chás, beneficiam também diabéticos. Não se sabe ao certo se o consumo de canela é eficaz no combate à hipertensão arterial. Há três estudos em andamento avaliando a questão do efeito na pressão sanguínea.
Pesquisas realizadas por Saulo Capim, professor do Instituto Federal Baiano, descobriram que do óleo de canela se obtém uma substância analgésica, semelhante à morfina e sem efeitos colaterais, que serve para alívio da dor e diminuição de infecções em geral. Pesquisadores na UFBA e Universidade Federal de Santa Cruz também conseguiram sintetizar três substâncias analgésicas e anti-inflamatórias a partir daquele óleo.
Existem diversos cultivares de Cinnamomum verum, pertencentes a tipos discerníveis pelo aroma e sabor da sua casca:
A espécie apresenta uma vasta sinonímia, a qual inclui:
(species Cinnamomum zeylanicum), bushy evergreen tree of the laurel family (Lauraceae) native to Bangladesh, Sri Lanka (Ceylon), the neighboring Malabar coast of India, and Myanmar (Burma), and also cultivated in South America and the West Indies for the spice consisting of its dried inner bark. The bark is widely used as a spice due to its distinct odor.