
A Linha de Controlo Real (em inglês: Line of Actual Control; LAC) no contexto da disputa de fronteira sino-indiana, é uma linha de demarcação nacional que separa o território controlado pela Índia do território controlado pela China. O conceito foi introduzido pelo primeiro-ministro chinês Zhou Enlai em uma carta de 1959 a Jawaharlal Nehru como a "linha na qual cada lado exerce controle real", mas rejeitado por Nehru por ser incoerente. Posteriormente, o termo passou a se referir à linha formada após a Guerra Sino-Indiana de 1962.
Com cerca de 4 057 km de comprimento, atravessa o território dos estados indianos do norte: a oeste Ladaque e Caxemira, no centro Utaracanda e Himachal Pradexe, e a leste Siquim e Arunachal Pradexe. O primeiro-ministro da China em 1959, Zhou Enlai, foi o primeiro a usar o termo para se referir à fronteira numa carta dirigida a Jawaharlal Nehru, então primeiro-ministro da Índia, em 24 de outubro de 1959.
Numa carta datada de 7 de novembro de 1959, Zhou disse a Nehru que a LAC consistia na "Linha McMahon a leste e a linha em que cada estado exerce o seu controlo no oeste. Durante a a guerra entre a China e a Índia em 1962, Nehru afirmou desconhecer a localização da linha: "Não tem sentido a oferta chinesa de retirar-se 20 km do que chamam "Linha de Controlo Real". O que é essa "linha de controlo"? Será a linha que criaram com a sua agressão desde inícios de setembro? Avançar 40 ou 60 km numa patente agressão militar e oferecer uma retirada de ambos os lados de 20 km é uma manipulação que não engana ninguém." Zhou respondeu que a LAC era "basicamente a linha de controlo que existia entre a China e a Índia em 7 de novembro de 1959. Definindo-a de forma concreta, no setor oeste coincidia com a chamada linha McMahon, e nos setores central e este coincidia com a linha de uso tradicional que tem sido consistentemente sinalizada pela China."
O termo "LAC" adquiriu um reconhecimento legal nos acordos entre a China e a Índia assinados em 1993 e 1996. O acordo de 1996 estabelece que "Nenhuma atividade de nenhum estado ultrapassará a linha de controlo real."