Lucas Pavanato | |
|---|---|
| Deputado Federal por São Paulo | |
| Período | A tomar posse |
| Legislatura | 58.ª (2027–2031) |
| Vereador de São Paulo | |
| Período | 1º de janeiro de 2025 até a atualidade |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Lucas Pavanato de Oliveira |
| Nascimento | 12 de maio de 1998 (28 anos) Sorocaba, SP, Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Patricia Amanda Pavanato de Oliveira Pai: Eneias de Oliveira |
| Partido | PSC (2016–2020) NOVO (2020–2022) Republicanos (2022–2023) PL (2023–presente) |
| Religião | Evangélico pentecostal |
| Profissão | Político e youtuber |
Lucas Pavanato de Oliveira (Sorocaba, 12 de maio de 1998), é um político, administrador, empresário e criador de conteúdo brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Foi eleito vereador de São Paulo nas eleições municipais de 2024, com 161.386 votos, tornando-se o candidato mais votado para o cargo no município. Em 2026, foi eleito deputado federal por São Paulo com 3.038.438 votos, a maior votação já registrada para o cargo na história do estado.
Natural de Sorocaba, Lucas Pavanato ingressou no ativismo político na cidade de São José dos Campos, onde a família se radicou após seu pai Eneias de Oliveira ser empregado na Avibras Indústria Aeroespacial S/A. Seu envolvimento político se inicia na divisão local do Movimento Brasil Livre (MBL), que à época organizava atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Posteriormente, mudou-se para São Paulo, onde assumiu a coordenação estadual do movimento. Acompanhou Fernando Holiday em seu rompimento com o MBL em 2021.
Pouco depois, estabeleceu-se em São Paulo, assumindo a coordenação estadual do mesmo grupo. Acompanhou Fernando Holiday quando este rompeu com o movimento em 2021. Filiado ao Partido Novo, disputou uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo nas eleições de 2022, conquistando 36.258 votos e a suplência.
Em 25 de julho de 2023, Lucas Pavanato filiou-se ao Partido Liberal (PL) durante uma cerimônia realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. O evento também marcou a filiação do então vereador Fernando Holiday e contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. A solenidade reuniu apoiadores do ex-presidente, que discursou durante o encontro.
Em 17 de agosto de 2023, Lucas Pavanato esteve na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) para gravar um vídeo com estudantes. A visita terminou em um tumulto, durante o qual um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que acompanhava Pavanato e estava fora de serviço, sacou uma arma de fogo.
Segundo relatos de estudantes, o agente teria apontado a arma para um dos presentes, versão contestada por Pavanato. O influenciador afirmou que ele e seus acompanhantes foram agredidos por estudantes e que o guarda sacou a arma em reação às agressões. A Universidade de São Paulo divulgou uma nota repudiando o episódio e solicitando a apuração dos fatos. O caso foi registrado no 93º Distrito Policial como ameaça e lesão corporal.
Nas eleições municipais de 2024, Lucas Pavanato concorreu ao cargo de vereador de São Paulo pelo Partido Liberal (PL). Aos 26 anos, foi eleito com 161.386 votos, tornando-se o candidato a vereador mais votado da capital paulista e de todo o Brasil naquele pleito. Na cidade de São Paulo, sua votação foi superior à de Ana Carolina Oliveira (Podemos), segunda colocada, que recebeu 129.563 votos.
O resultado representou uma das maiores votações individuais já registradas para o cargo de vereador no país. Em entrevista à CNN Brasil após a eleição, Pavanato atribuiu o desempenho à sua atuação nas redes sociais e reconheceu o apoio de aliados políticos, entre eles Jair Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Na ocasião, também apresentou propostas relacionadas à defesa de valores conservadores e ao combate ao que denominou ideologia de gênero na Câmara Municipal.
No início de seu mandato, em janeiro de 2025, Lucas Pavanato anunciou ter reunido assinaturas suficientes para solicitar a criação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara Municipal de São Paulo. Os requerimentos foram protocolados em 6 de janeiro e tratavam da atuação de movimentos ligados à habitação e de organizações atuantes na região da Cracolândia. A obtenção das assinaturas não implicava a instalação automática das comissões, que dependia dos procedimentos regimentais da Câmara.
Em 14 de janeiro de 2025, Lucas Pavanato realizou uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, e registrou a visita em vídeo. Segundo reportagem da Revista Oeste, o vereador procurou um médico que havia iniciado seu turno às 19h e não estava na unidade quando Pavanato chegou, por volta das 21h. O profissional retornou às 22h40 e afirmou que havia saído para jantar às 21h30.
Após apresentar uma denúncia, Pavanato levou o caso ao Ministério Público de São Paulo, que, em 7 de abril de 2025, determinou a abertura de investigação por suspeita de inserção de dados falsos em sistema de informações. A decisão também mencionou inconsistências entre os registros de ponto e os horários informados pelo médico.
Em 21 de janeiro de 2025, Lucas Pavanato participou de uma manifestação de mototaxistas em frente à sede da Prefeitura de São Paulo contra a proibição do serviço de transporte de passageiros por motocicletas na cidade. Durante o ato, o vereador criticou a posição do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e defendeu a regulamentação da atividade.
Pavanato também apresentou o Projeto de Lei 17/2025, em coautoria com o vereador Kenji Ito (Podemos), que propunha regulamentar o transporte remunerado de passageiros por motocicletas intermediado por aplicativos. A proposta foi debatida posteriormente em audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ), em junho de 2025.
Em 29 de maio de 2025, durante uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo sobre a regulamentação do transporte de passageiros por motocicletas, Lucas Pavanato se envolveu em um confronto físico com Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP. Após Pavanato se referir ao dirigente como o "sindicalista pelego mais rejeitado pela categoria que diz representar", Santos se aproximou do vereador e o segurou pelo colarinho, sendo contido por agentes de segurança. O episódio provocou a interrupção temporária da sessão e levou ambos a procurar a polícia, com acusações relacionadas ao ocorrido. Em fevereiro de 2026, a imprensa noticiou a condenação do dirigente sindical pelo episódio, com possibilidade de recurso.
Instalada em maio de 2025, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões da Câmara Municipal de São Paulo foi criada para investigar possíveis omissões de órgãos públicos municipais na fiscalização da perturbação do sossego, especialmente no combate a festas clandestinas. Lucas Pavanato integrou a comissão como relator, ao lado dos vereadores Rubinho Nunes (União Brasil), presidente; Kenji Ito (Podemos), vice-presidente; Amanda Paschoal (PSOL), Cris Monteiro (Novo), Luna Zarattini (PT) e Sargento Nantes (PP).
Durante os trabalhos, Pavanato solicitou a convocação de artistas ligados ao funk para prestar esclarecimentos à comissão, entre eles MC Dricka e MC Pipokinha. As convocações receberam cobertura da imprensa e geraram questionamentos de vereadoras da comissão, que apontaram o risco de criminalização do funk. Integrantes da CPI contestaram essa interpretação e defenderam a investigação de possíveis irregularidades relacionadas à realização de bailes clandestinos.
Em 1º de abril de 2026, a comissão aprovou seu relatório final por cinco votos favoráveis e dois contrários. O documento apontou falhas na atuação de órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e descreveu dificuldades de articulação entre as subprefeituras e o Programa de Silêncio Urbano (PSIU) no atendimento a denúncias de perturbação do sossego. O relatório foi encaminhado a órgãos de controle para análise das questões levantadas.
Em junho de 2025, a imprensa passou a apontar Lucas Pavanato como um dos possíveis candidatos do Partido Liberal (PL) à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Segundo a CNN Brasil, a direção nacional da legenda avaliava nomes com potencial para atrair votos em São Paulo, incluindo Pavanato, que havia sido o vereador mais votado da capital paulista nas eleições municipais de 2024.
Lucas Pavanato integrou a Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo, responsável pela análise de aspectos constitucionais, legais e regimentais das propostas legislativas. Durante sua atuação no colegiado, também foi designado relator de projetos submetidos à comissão.
Entre os projetos de sua autoria que avançaram na CCJ e tiveram repercussão na imprensa estão o Projeto de Lei 5/2025, que estabelece o sexo biológico como critério para a participação em competições esportivas oficiais no município, e o Projeto de Resolução 4/2025, que prevê a criação da Frente Parlamentar Antiwoke. Os respectivos pareceres de legalidade foram aprovados em outubro de 2025 e março de 2026, permitindo que as propostas seguissem para as etapas posteriores de tramitação.
Pavanato também se posicionou contra a ampliação do acesso ao aborto e defendeu propostas relacionadas à chamada “cultura da vida”. Em abril de 2025, durante reunião da CCJ que discutiu projetos sobre o tema, o vereador manifestou apoio a uma proposta voltada à conscientização sobre o direito à vida. Sua atuação na comissão também incluiu debates sobre políticas de gênero e direitos de pessoas trans.
Em outubro de 2025, Lucas Pavanato votou contra o projeto do prefeito Ricardo Nunes que atualizava os valores venais dos imóveis da cidade de São Paulo, medida que poderia impactar o cálculo do IPTU. Segundo o UOL, Pavanato foi o único vereador do PL a votar contra a proposta na primeira votação. Apesar dos votos contrários, o projeto foi aprovado em primeiro turno.
Em 4 de março de 2026, Lucas Pavanato realizou uma ação na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), instalando uma tenda com uma placa que afirmava “Aborto é assassinato”, com o objetivo declarado de debater o tema com estudantes. A iniciativa terminou em um confronto entre alunos e integrantes da equipe de segurança do vereador, com registro de pessoas feridas.
Durante a confusão, a então vereadora de Praia Grande Eduarda Campopiano (PL), que acompanhava Pavanato, também foi agredida. Segundo seu relato ao jornal O Estado de S. Paulo, um homem tomou seu celular e, quando ela tentou recuperá-lo, atingiu sua boca com o próprio aparelho. Estudantes também denunciaram agressões por integrantes da equipe de segurança do parlamentar, incluindo o uso de spray de pimenta. Um aluno precisou de atendimento hospitalar.
Pavanato afirmou que sua equipe agiu em legítima defesa, alegando que os participantes da ação haviam sido atacados. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a ocorrência foi registrada como vias de fato, enquanto a Universidade de São Paulo divulgou uma nota repudiando episódios de violência e defendendo a liberdade de expressão e o debate plural no ambiente acadêmico.
Em abril de 2026, Lucas Pavanato e o ex-lutador Felipe Sertanejo, ambos do Partido Liberal (PL), apresentaram uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a exposição Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade, realizada no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. Os políticos solicitaram a apuração de possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), alegando que a mostra apresentava conteúdos impróprios para menores de idade e possíveis referências ao crime organizado.
Em maio de 2026, a exposição foi encerrada antecipadamente, embora sua programação inicial previsse a permanência até agosto daquele ano. Segundo o Metrópoles, o MPSP confirmou a abertura de um procedimento preliminar para apurar a denúncia, com pedidos de informações ao museu e a órgãos públicos. O Ministério Público esclareceu, entretanto, que não havia determinado a interrupção da mostra. A administração do museu afirmou que a antecipação ocorreu para permitir a realização de outras exposições, enquanto integrantes da curadoria e pesquisadores criticaram a decisão, classificando-a como censura.
Em junho de 2026, Pavanato também votou contra o Projeto de Lei 466/2026, que previa a recomposição de 3,81% na remuneração dos servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP), referente à inflação acumulada entre março de 2025 e fevereiro de 2026. Ao comentar sua posição sobre o reajuste, o vereador utilizou a expressão “aumento da elite do funcionalismo público”. A proposta foi aprovada e posteriormente promulgada como lei.
Em julho de 2026, o Partido Liberal realizou sua convenção eleitoral em São Paulo, dando início à formalização de suas candidaturas para as eleições gerais daquele ano. Pavanato posteriormente concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, com o número 2211.
Em agosto de 2026, no início da campanha eleitoral, Pavanato teve um vídeo de propaganda retirado das redes sociais por determinação liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), após representação apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Na gravação, Pavanato se referia à parlamentar como “deputada travesti de Lula” e fazia críticas à sua atuação no Congresso Nacional, incluindo alegações sobre votações relacionadas a crimes hediondos e o uso de recursos públicos. A defesa de Hilton questionou a veracidade e o contexto das afirmações, além de alegar possível violência política de gênero. Em setembro, o TRE-SP reverteu a decisão anterior e autorizou a republicação do vídeo, considerando que o conteúdo estava inserido no âmbito da crítica política eleitoral.
Durante a campanha eleitoral de 2026, Pavanato utilizou as redes sociais para divulgar conteúdos políticos e humorísticos. Em 20 de agosto, publicou um vídeo em colaboração com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), utilizando uma música sertaneja e uma montagem com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma sátira que insinuava o envolvimento do petista em práticas criminosas.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, a publicação acumulou cerca de 1 milhão de curtidas e foi o conteúdo de maior engajamento de Flávio Bolsonaro na primeira semana de campanha analisada pelo jornal. A reportagem também registrou avaliações de especialistas sobre o alcance político desse tipo de conteúdo e possíveis questionamentos à luz da legislação eleitoral.
Em 4 de outubro de 2026, Lucas Pavanato foi eleito deputado federal por São Paulo com 3.038.438 votos, equivalentes a 12,82% dos votos válidos para o cargo no estado. Com o resultado, tornou-se o candidato a deputado federal mais votado da história paulista, superando o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1.843.735 votos nas eleições de 2018.
Na disputa nacional, Pavanato obteve a segunda maior votação para a Câmara dos Deputados em 2026, atrás de Nikolas Ferreira (PL-MG).
No dia seguinte à eleição, em entrevista à Folha de S.Paulo, Pavanato apresentou algumas das prioridades que pretendia defender na Câmara dos Deputados. Entre elas, destacou a articulação com senadores em favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a defesa da libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Também anunciou a intenção de apresentar propostas para reduzir a maioridade penal para 14 anos e revogar leis que classificou como identitárias. Nas áreas de educação e saúde, defendeu a ampliação de modelos de financiamento educacional por vouchers, a valorização do ensino básico, maior transparência nos serviços públicos de saúde e parcerias com a iniciativa privada.
Pavanato foi comentarista recorrente do programa Morning Show, da rádio Jovem Pan FM, em participações ao longo de 2022, além de participações recorrentes no programa Pânico.
Lucas Pavanato se define como conservador de direita, opondo-se à descriminalização das drogas e do aborto, além de se referir às políticas públicas de gênero e ações afirmativas como "agenda woke".
| Ano | Cargo | Partido | N.º | Coligação | Votos | Resultado | Ref. | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Total | % | P. | ||||||||
| 2022 | Deputado estadual de São Paulo | style="background:#ec671c;" | NOVO | 30555 | sem coligação | 36.258 | 0,16% | 115.º | Suplente | |
| 2024 | Vereador de São Paulo | rowspan="2" style="background:#30306C;" | PL | 22022 | sem coligação | 161.386 | 2,78% | 1.º | Eleito | |
| 2026 | Deputado federal de São Paulo | 2211 | sem coligação | 3.038.438 | 12,82% | 1.º | Eleito | |||
|título= (ajuda)|título= (ajuda)