| Avibras Aeroco | |
|---|---|
| Razão social | Avibras Indústria Aerospacial S/A |
| Sociedade Anônima | |
| Atividade | Indústria bélica Indústria de defesa |
| Fundação | 1961 (65 anos) |
| Sede | São José dos Campos, SP, Brasil |
| Pessoas-chave | João Verdi de Carvalho Leite |
| Produtos | Sistemas de defesa aéreos, artilharia, veículos armados, equipamento de transporte, pintura automotriz e explosivos |
| Website | http://www.avibras.com.br |
Avibras Indústria Aeroespacial, agora Avibras Aeroco é uma empresa brasileira que projeta, desenvolve e fabrica produtos e serviços de defesa. Com sede na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, sua gama de produtos abrange tanto sistemas de artilharia e defesa antiaérea de aeronaves, foguetes e mísseis, como sistemas de armas ar-solo e superfície-superfície, incluindo sistemas de foguetes de artilharias, sistemas ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifunção de fibra óptica. Também fabrica veículos blindados.
A Avibras Aeroco também é fabricante de veículos de transporte civil por meio de uma divisão chamada Tectran, equipamentos de telecomunicações, equipamentos eletrônicos industriais (Powertronics), pintura automotiva e explosivos.
A Avibras foi uma das primeiras indústrias aeroespaciais surgidas na região de São José dos Campos em função da formação de recursos humanos especializados pelo ITA. A Avibras (de “aviões brasileiros”) foi criada em abril de 1961 por Olympio Sambatti, ao lado de José Carlos de Sousa Reis, Aloysio Figueiredo e João Verdi de Carvalho Leite, todos engenheiros recém-formados pelo ITA. Em seus anos iniciais, a empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave de treinamento para a Força Aérea Brasileira, o projeto Falcão, um monomotor de asa baixa e estrutura em material composto.
Nas décadas seguintes trabalhou no desenvolvimento em conjunto com o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) no desenvolvimento de diversos foguetes de sondagem.
Com o conflito entre Irã e Iraque, houve o primeiro grande contrato internacional para a empresa na área de defesa, o desenvolvimento do sistema ASTROS II, sistema de artilharia de saturação.

Em 18 de março de 2022, a empresa pediu pela terceira vez em sua história recuperação judicial por conta da pandemia de Covid-19. Mais de 400 funcionários foram demitidos. As dividas calculadas eram de 570 milhões de reais em 2022, e 700 milhões de reais em 2024.

Em abril de 2024, a DefendTex, empresa australiana, propôs adquirir a empresa, que tinha uma dívida de mais de 600 milhões de reais (ou cerca de 80 milhões de euros), dos quais 14,5 milhões eram devidos aos trabalhadores. Em junho, o governo australiano decidiu não apoiar financeiramente a DefendTex na aquisição da Avibras. A Norinco também estava interessada na Avibras, com 49% de participação, se a DefendTex não conseguisse levantar 70 milhões de dólares do Crédito do Governo Australiano para sua aquisição e transferir capacidade avançada de fabricação de mísseis do Brasil para a Austrália.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) apresentou em 18 de julho de 2024, na Câmara dos Deputados, uma proposta do Governo Federal para desapropriar o setor em 2 bilhões de reais para que o próprio governo brasileiro desse continuidade ao desenvolvimento dos projetos em andamento e novos.
Em 2026, a Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região assinaram o acordo para a quitação da dívida com os funcionários da empresa; assim, após 4 anos de paralisação de sua produção, ela voltou a operar assumindo um novo nome, Avibras Aeroco.
Em agosto, o Grupo J&F anunciou a aquisição da Nova AVB da controladora FIP Brasil Crédito, que comprou a Avibras no ano passado depois de tentativas frustradas de venda a investidores. A aquisição ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o valor da transação não foi divulgado.