Macroelongatoolithus é um oogênero de ovos grandes de dinossauros terópodes, que representam os ovos de ovirraptorossauros cenagnatídeos gigantes. Eles são conhecidos na Ásia e na América do Norte. Historicamente, diversas ooespécies foram atribuídas a Macroelongatoolithus, no entanto, elas são todas consideradas atualmente como uma única ooespécie: M. carlylensis.

"Oolithes [en]" carlylensis foi descrito em 1970 [en] por James Jensen [en]. Em 1998 [en], O. carlylensis foi transferido para um novo oogênero, Boletuoolithus, que foi então classificado como um Esferoolitídeo [en]. Macroelongatoolithus foi descrito primeiramente em 1995 [en] por Li et al., com uma única ooespécie: M. xixiaensis. O gênero foi classificado na oofamília Elongatoolithidae. Mais tarde, no mesmo ano, Wang e Zhou descreveram a espécie Longiteresoolithus xixiaensis, a qual colocaram numa nova oofamília, Macroelongatoolithidae. Estas três ooespécies são atualmente consideradas sinônimas e, em geral, classificadas em Elongatoolithidae. Uma vez que M. carlylensis foi nomeado em primeiro lugar, ele tem prioridade [en], mas o nome foi corrigido para M. carlylei para seguir as disposições da ICZN.

Os ovos de Macroelongatoolithus são mais notáveis por seu tamanho grande. Possuem no mínimo 34 cm de comprimento, embora os maiores espécimes tenham mais de 60 cm de comprimento. Eles também são muito alongados, sendo geralmente cerca de três vezes mais longos que largos. Muitas vezes são encontrados em grandes ninhadas de até 26 ovos, com os ovos formando um anel de 2 a 3,3 metros de diâmetro. A casca tem tipicamente entre 1,38 mm e 4,75 mm de espessura.
Como outros elongatoolitídeos, a casca de ovo de Macroelongatoolithus é dividida em duas camadas estruturais, e a camada exterior (chamada de camada contínua) não se divide em unidades distintas de casca, ao contrário de outras oofamílias. Em Macroelongatoolithus, o limite entre a camada contínua e a camada mamilar (a camada interna da casca de ovo, também designada como camada cônica) é ondulado, contudo se encontra claramente definido. A proporção da espessura das duas camadas varia de 2:1 a 8:1.
A ornamentação da superfície das cascas dos ovos é variável, mesmo em um único ovo. É geralmente lineartuberculada (nódulos que formam cristas lineares), ramotuberculada (nódulos que formam cadeias irregulares e sinuosas) ou dispersituberculada (nódulos dispersos).
Os espécimes de Macroelongatoolithus apresentam extrema variabilidade em tamanho, formato e microestrutura, até mesmo em ovos postos por um único indivíduo. Como exemplo, em uma única ninhada, o comprimento dos ovos pode oscilar por vários centímetros. A grande variabilidade observada deve-se provavelmente ao seu grande tamanho.
Macroelongatoolithus possui uma história parataxonômica complexa. Várias ooespécies foram descritas, mas atualmente todas são consideradas sinônimas de M. carlylei. Embora ocasionalmente seja classificado em uma oofamília separada, Macroelongatoolithidae, há um consenso geral de que o gênero seja membro da Elongatoolithidae. Duas outras ooespécies também foram descritas: M. zhangi e M. goseongensis, mas ambas são agora consideradas sinônimas de M. carlylensis. O oogênero e a ooespécie Megafusoolithus qiaoxiaensis também são sinônimos juniores de Macroelongatoolithus carlylei.

Embora antigamente fossem apontados como sendo ovos de grandes tiranossaurídeos (como Tarbosaurus) devido ao seu enorme tamanho, as evidências relativas à estrutura do ovo e às provas de âmbito microestrutural indicam que se tratam de ovos de ovirraptorossauros gigantescos (como Beibeilong [en] ou Gigantoraptor). Os ovos de Macroelongatoolithus são bastante parecidos aos dos oviraptorídeos ( Elongatoolithidae), que se destacam especialmente devido a suas associações reprodutivas envolvendo ninho e adulto chocando os ovos, a indícios com embriões e ainda por causa dos ninhos distintos. Em 2017, o cenagnatídeo Beibeilong foi descrito, com base em um espécime embrionário (chamado "Baby Louie") associado a de 6 a 8 ovos de Macroelongatoolithus e ninho parcial. A descoberta de Beibeilong reforça ainda mais a conclusão de que os ovos pertencentes ao oogênero Macroelongatoolithus foram postos por ovirraptorossauros de grande porte, especificamente pelos cenagnatídeos, neste caso.
A condutância de gás das cascas dos ovos aponta que os ninhos de Macroelongatoolithus eram escondidos debaixo de vegetação ou em sedimentos. Tal como acontece nos demais elongatoolitídeos, os ovos pertencentes a Macroelongatoolithus são colocados em casais porque os seus genitores contavam com dois ovidutos eficientes, o que lhes conferia a possibilidade de parir de forma contígua os ditos dois ovos em um único ato. Os ninhos apresentam um número invulgarmente elevado de ovos, tendo em conta o tamanho corporal dos progenitores, o que poderá significar que várias fêmeas contribuíam para um único ninho. A associação de outros oviraptorídeos aos seus ovos sugere que os cuidados parentais intensivos eram característicos dos elongatoolitídeos.

Em 2018, Kohei Tanaka e sua equipe examinaram as ninhadas de numerosos espécimes de oviraptorossauros, incluindo as de Macroelongatoolithus, com o objetivo de estabelecer uma correlação entre a configuração do ninho, o tamanho corporal e o comportamento de incubação. Os resultados revelaram que a porosidade da casca dos ovos indica que os ovos de quase certamente todos os oviraptorossauros ficavam expostos no ninho, sem qualquer cobertura externa. Embora a maioria dos ninhos de oviraptossauros tenha os ovos dispostos de forma circular, a morfologia do ninho difere entre espécies menores e maiores, na medida em que o centro do ninho é altamente reduzido nas primeiras espécies e torna-se significativamente maior nas últimas. Esta configuração do ninho sugere que, enquanto os oviraptossauros menores provavelmente se sentavam diretamente sobre os ovos, um animal de grande porte, do tamanho de um Gigantoraptor, provavelmente se sentava na área desprovida de ovos. Tanaka e seus colegas salientaram que esta adaptação era benéfica para evitar o esmagamento dos ovos e poderia ter permitido algum contacto corporal durante a incubação nestes oviraptorossauros gigantes.

Os ovos de Macroelongatoolithus foram descobertos nos Estados Unidos, na China e na Coreia do Sul, englobando na idade entre os tempos e períodos do Cretáceo Inferior ao Maastrichtiano. Em termos mais específicos, eles são reconhecidos na América do Norte nas formações Cedar Mountain [en], Dakota [en], Kelvin [en] e Naturita [en], situadas no estado do Utah, na formação Wayan [en] em Idaho, na Formação Blackleaf [en] em Montana, na formação Thomas Fork [en] de Wyoming, e na formação Willow Tank [en] em Nevada. Na China, eles são reconhecidos nas formações Liangtoutang [en] e Chichengshan localizadas no condado de Tiantai [en], na província de Zhejiang, além das formações Gaogou [en], Sigou [en], Majiacun [en] e Zoumagang [en], localizadas na província de Henan. A sua existência é comprovada na Coreia do Sul na formação Goseong próximo a Tongyeong [en] e na formação Ilseongsan, localizada em Sinan [en], Jeolla do Sul.
A presença de Macroelongatoolithus nos Estados Unidos indica que provavelmente existia um oviraptossauro gigante na América do Norte durante o Cretáceo Superior. Além disso, o fato de terem sido encontrados tanto na Ásia como na América do Norte constitui uma prova de que houve um intercâmbio de fauna entre os dois continentes durante o Albiano e o Cenomaniano.