
Fauna é o termo coletivo para a vida animal de uma determinada região ou de um período de tempo. O termo correspondente para plantas é flora e para fungos é funga. Flora, fauna, funga e outras formas de vida são coletivamente chamados de biota.
Zoólogos e paleontólogos geralmente usam o termo fauna para se referir a uma coleção de animais tipicamente encontrados em um período específico ou lugar específico, por exemplo a “Fauna do Deserto de Sonora” ou “a fauna de Burgess Shale”.
Paleontólogos se referem a uma sequência de cerca de 80 estágios de fauna, que são séries de rochas contendo fósseis similares. O estudo dos animais de uma determinada região é chamado de faunística.

O nome vem da deusa romana Fauna, deusa da terra e da fertilidade, do deus romano Fauno e dos espíritos da floresta relacionados, chamados faunos. As três palavras são cognatas do nome do deus grego Pã, e panis é o equivalente moderno grego de fauna (πανίς ou, mais precisamente, πανίδα).
Fauna é também o nome dado aos livros que catalogam animais. O termo foi usado pela primeira vez por Lineu, da Suécia, como título de sua obra de 1746 Fauna Suecica.
A fauna pode ser classificada em quatro grupos principais: animais silvestres, exóticos, domésticos e sinantrópicos.


A fauna brasileira é reconhecida como a mais diversa do mundo, com predominância de animais de pequeno porte, e muitas espécies ainda não foram catalogadas.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Brasil abriga cerca de 120 mil espécies de invertebrados e cerca de 8930 espécies de vertebrados, incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes de água doce e salgada.
O Ministério do Meio Ambiente também aponta que o país possui mais de 100 mil espécies catalogadas, tanto vertebrados quanto invertebrados. No entanto, segundo o "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção", publicado pelo ICMBio em 2018, 1.173 espécies brasileiras estão ameaçadas de extinção.
A primeira lista de espécies em risco foi publicada em 1968, e desde então, o número de espécies ameaçadas tem aumentado, devido principalmente à ocupação humana, caça, pesca e tráfico ilegal. Mesmo com leis ambientais e fiscalização, mais de 12 milhões de animais são contrabandeados anualmente, com 70% destinados ao mercado internacional.
O Parque Ecológico de São Carlos Dr. Antônio Teixeira Viana, é especializado na preservação e manejo da fauna silvestre da América do Sul, dando mais ênfase às espécies ameaçadas de extinção.