

O meio ambiente, também chamado de ambiente natural ou mundo natural, compreende todos os elementos bióticos e abióticos que ocorrem na natureza, ou seja, que não são artificiais. O termo costuma ser aplicado à Terra ou a partes do planeta. Abrange as interações entre todas as espécies vivas, o clima, o tempo e os recursos naturais que afetam a sobrevivência humana e a atividade econômica. Seus componentes podem ser divididos em dois grupos:
O ambiente construído compreende os espaços em que os seres humanos transformaram profundamente a paisagem, como as áreas urbanas e as terras convertidas para a agricultura. Mesmo intervenções que parecem menos extremas, como construir uma cabana de barro ou instalar um sistema fotovoltaico no deserto, tornam artificial o ambiente modificado. Muitos animais também constroem estruturas que melhoram o ambiente em que vivem. Como essas construções não são humanas, as barragens de castores e os cupinzeiros são considerados naturais.
Não há ambientes absolutamente naturais na Terra. O grau de naturalidade costuma variar de forma contínua, de 100% natural em um extremo a 0% no outro. As extensas alterações ambientais provocadas pela humanidade no Antropoceno afetaram profundamente todos os ambientes naturais. Entre elas estão as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição por plásticos e outros produtos químicos no ar e na água. Os componentes de um mesmo ambiente também podem ter graus diferentes de naturalidade. Em uma área agrícola, por exemplo, a composição mineralógica do solo é bastante semelhante à de um solo florestal sem perturbações, mas sua estrutura é muito diferente.
No Brasil, a Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei n.º 6.938, de 31 de agosto de 1981, define meio ambiente como "o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas". A lei foi regulamentada pelo Decreto n.º 99.274, de 6 de junho de 1990.
Em Portugal, a Lei de Bases do Ambiente de 1987 definiu ambiente como o conjunto dos sistemas físicos, químicos e biológicos, de suas relações e dos fatores econômicos, sociais e culturais com efeitos diretos ou indiretos, imediatos ou posteriores, sobre os seres vivos e a qualidade de vida humana. Essa lei foi revogada pela Lei n.º 19/2014, de 14 de abril.
As constituições vigentes de ambos os países reconhecem expressamente o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado.

As ciências da Terra geralmente distinguem quatro esferas, a litosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera, que correspondem, respectivamente, às rochas, à água, ao ar e à vida. Alguns cientistas também distinguem a criosfera, correspondente ao gelo, como uma parte da hidrosfera, e a pedosfera, correspondente ao solo, como uma esfera ativa em que se misturam componentes das demais. Ciências da Terra, também chamadas de geociências ou ciências geográficas, é o nome dado ao conjunto das ciências que estudam o planeta Terra. Suas quatro disciplinas principais são a geografia, a geologia, a geofísica e a geodésia. Elas usam a física, a química, a biologia, a cronologia e a matemática para compreender, de forma qualitativa e quantitativa, as principais áreas ou esferas da Terra.
Para um organismo, o ambiente compreende as condições em que vive e os seres vivos com os quais interage. Os fatores bióticos abrangem organismos da mesma espécie e de outras espécies, com relações como competição, predação e parasitismo. Os fatores abióticos são as condições não vivas, como temperatura, disponibilidade de água, salinidade, pH e luz. Cada organismo tolera certos intervalos dessas condições, e essa tolerância varia entre as espécies.
A crosta terrestre é a camada sólida mais externa do planeta e difere química, física e mecanicamente do manto abaixo dela. A litosfera compreende a crosta e a parte mais externa e rígida do manto. Grande parte da crosta se formou por processos ígneos, nos quais o magma esfria e se solidifica em rocha. O manto sob a litosfera recebe calor do decaimento de elementos radioativos. Embora seja sólido, seu material se deforma e flui lentamente por convecção. Esse movimento desloca as placas litosféricas e dá origem à tectônica de placas. Os vulcões resultam principalmente da fusão de material da crosta em subducção ou da ascensão de material do manto nas dorsais oceânicas e nas plumas mantélicas.
A maior parte da água se encontra em corpos de água naturais de diferentes tipos.
Um oceano é uma grande massa de água salgada e um componente da hidrosfera. Cerca de 71% da superfície terrestre, uma área de aproximadamente 362 milhões de quilômetros quadrados, é coberta pelo oceano global, uma massa contínua de água que costuma ser dividida em oceanos e mares menores. Mais da metade dessa área tem profundidade superior a 3.000 metros. A salinidade oceânica média é de cerca de 35 partes por mil, ou 3,5%, e quase toda a água do mar tem salinidade entre 30 e 38 partes por mil. Embora recebam nomes distintos, os oceanos formam uma única massa interligada de água salgada, chamada de oceano mundial ou global. Os fundos oceânicos profundos ocupam mais da metade da superfície terrestre e estão entre os ambientes naturais menos modificados. Os continentes, os arquipélagos e outros critérios delimitam parcialmente as divisões oceânicas. Em ordem decrescente de tamanho, são o Pacífico, o Atlântico, o Índico, o Antártico e o Ártico.
Um rio é um curso de água natural, geralmente de água doce, que flui em direção a um oceano, lago, mar ou outro rio. Alguns rios se infiltram no solo e secam completamente antes de alcançar outro corpo de água.

A água de um rio costuma correr por um canal formado pelo leito entre as margens. Rios maiores muitas vezes têm uma planície de inundação mais ampla, formada pelas águas que transbordam do canal. Essas planícies podem ser muito largas em relação ao canal do rio. Os rios fazem parte do ciclo hidrológico. Suas águas geralmente vêm da precipitação, por meio do escoamento superficial, da recarga de aquíferos, das nascentes e da liberação de água armazenada em geleiras e mantos de neve.
Rios pequenos recebem nomes como córrego, riacho e ribeirão. Sua corrente fica confinada ao leito e às margens. Os córregos também formam corredores ecológicos entre habitats fragmentados, favorecendo a conservação da biodiversidade. O estudo dos córregos e dos cursos de água em geral é chamado de hidrologia de superfície.
Um lago, do latim lacus, é uma massa de água que ocupa o fundo de uma depressão do relevo. Uma massa de água é chamada de lago quando fica no interior de um continente, não faz parte de um oceano e é maior e mais profunda que uma lagoa.
Os lagos naturais da Terra geralmente ficam em áreas montanhosas, em zonas de rifte e em regiões com glaciações em curso ou recentes. Outros ocupam bacias endorreicas ou acompanham o curso de rios maduros. Em certas partes do mundo, há muitos lagos devido aos padrões irregulares de drenagem deixados pela última era glacial. Na escala do tempo geológico, todos os lagos são temporários, pois acabam preenchidos lentamente por sedimentos ou drenados para fora da bacia que os contém.
Uma lagoa é um corpo de água parada, natural ou artificial, geralmente menor que um lago. Há muitos tipos de lagoas artificiais, como os jardins aquáticos ornamentais, os viveiros para criação comercial de peixes e as lagoas solares usadas para armazenar energia térmica. Lagoas e lagos diferem dos córregos pela velocidade da corrente. Nos córregos, a corrente é facilmente observada. Lagoas e lagos têm microcorrentes provocadas por diferenças de temperatura e correntes moderadas geradas pelo vento. Essas características distinguem as lagoas de outras formas do relevo aquático, como os poços de rios e as poças de maré.
Os seres humanos alteram a água de diferentes maneiras, entre elas a modificação de rios por barragens e canalização, a urbanização e o desmatamento. Essas intervenções afetam o nível dos lagos e as condições das águas subterrâneas, além de provocar poluição da água, poluição térmica e poluição marinha. A modificação direta dos canais, com a construção de barragens e reservatórios, muda a direção dos rios e o percurso da água. As barragens permitem formar reservatórios e gerar energia hidrelétrica, mas podem prejudicar o ambiente e a vida silvestre. Elas impedem a migração de peixes e o deslocamento de organismos rio abaixo. A urbanização afeta o ambiente ao provocar desmatamento e modificar o nível dos lagos e as condições das águas subterrâneas, entre outros efeitos. O desmatamento costuma acompanhar a urbanização e pode causar inundações, reduzir a vazão dos cursos de água e alterar a vegetação ribeirinha. Sem água suficiente, as árvores se deterioram, o que diminui a oferta de alimento para os animais da região.


A atmosfera terrestre sustenta o ecossistema do planeta. A gravidade mantém ao redor da Terra essa fina camada de gases. O ar seco contém cerca de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de argônio, gases inertes e dióxido de carbono. Os demais gases costumam ser chamados de gases-traço. A atmosfera contém gases de efeito estufa como dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e ozônio. Mesmo o ar filtrado contém traços de muitos outros compostos químicos. O ar também contém quantidades variáveis de vapor de água e suspensões de gotículas de água e cristais de gelo, visíveis como nuvens. Uma amostra de ar não filtrado pode conter pequenas quantidades de substâncias naturais, como poeira, pólen, esporos, gotículas de água do mar, cinzas vulcânicas e partículas de meteoroides. Também pode conter poluentes industriais, como cloro elementar ou em compostos, compostos de flúor, mercúrio elementar e compostos de enxofre, como o dióxido de enxofre, SO2.
A camada de ozônio reduz a quantidade de radiação ultravioleta, ou UV, que chega à superfície. Como essa radiação danifica facilmente o DNA, a camada protege a vida na superfície. A atmosfera também retém calor durante a noite e reduz os extremos diários de temperatura.
A atmosfera terrestre pode ser dividida em cinco camadas principais, delimitadas sobretudo pelo aumento ou pela diminuição da temperatura com a altitude. Da mais alta para a mais baixa, são elas:
Além das cinco camadas principais, delimitadas pela temperatura, há divisões baseadas em outras propriedades.

Os riscos do aquecimento global são estudados por uma extensa rede internacional de cientistas. Há preocupação crescente com seus possíveis efeitos de longo prazo sobre o ambiente natural e o planeta. Uma questão central é como as mudanças climáticas e o aquecimento causado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa, sobretudo dióxido de carbono, podem agir em conjunto e prejudicar o planeta, o ambiente natural e a existência humana. O planeta está aquecendo rapidamente devido à intensificação do efeito estufa. Os gases de efeito estufa absorvem e reemitem radiação infravermelha, retendo calor na atmosfera. A estrutura de suas moléculas permite movimentos vibracionais que participam dessa absorção, e parte da energia é emitida de volta em direção à superfície.
Esse aquecimento também provoca a perda de habitats naturais e a redução das populações de animais silvestres. Em 2001, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que reúne especialistas em clima de todo o mundo, projetou um aumento da temperatura média global entre 1,4 e 5,8 °C de 1990 a 2100, dependendo do cenário de emissões.
Os esforços se concentram cada vez mais na redução das emissões dos gases que provocam mudanças no clima e na adaptação ao aquecimento global. Essas estratégias buscam ajudar seres humanos, outros animais, plantas, ecossistemas, regiões e países a se ajustar aos seus efeitos. Entre as iniciativas de cooperação para enfrentar as mudanças climáticas e o aquecimento global estão:
Uma dificuldade é distinguir a dinâmica natural do ambiente das mudanças que ultrapassam sua variabilidade natural. Uma solução frequente é adotar uma visão estática, que desconsidera essa variabilidade. Esse método pode ser justificável ao examinar processos lentos em séries temporais curtas, mas se torna problemático quando processos rápidos são essenciais para o objeto de estudo.

O clima corresponde às características estatísticas da temperatura, da umidade, da pressão atmosférica, do vento, da chuva, da concentração de partículas atmosféricas e de outros elementos meteorológicos de uma região ao longo de períodos extensos. O tempo é o estado desses mesmos elementos em um dado momento ou em períodos de até duas semanas.
Os climas podem ser classificados pelas médias e pelos intervalos típicos de diferentes variáveis, geralmente a temperatura e a precipitação. O sistema de classificação mais usado foi desenvolvido por Wladimir Köppen. O sistema de Thornthwaite, em uso desde 1948, emprega a evapotranspiração, além de dados de temperatura e precipitação, para estudar a diversidade de espécies animais e os possíveis efeitos das mudanças climáticas.

O tempo é o conjunto dos fenômenos que ocorrem em uma região da atmosfera em determinado momento. A maior parte dos fenômenos meteorológicos ocorre na troposfera, logo abaixo da estratosfera. O termo tempo geralmente se refere às condições diárias de temperatura e precipitação, enquanto clima designa as condições atmosféricas médias ao longo de períodos mais extensos. Quando não há outra especificação, entende-se que o termo se refere ao tempo na Terra.
O tempo resulta de diferenças de densidade do ar entre lugares, causadas pela temperatura e pela umidade. Essas diferenças podem decorrer do ângulo de incidência solar, que varia com a latitude e a distância dos trópicos. O forte contraste de temperatura entre o ar polar e o tropical dá origem às correntes de jato. Os sistemas meteorológicos das latitudes médias, como os ciclones extratropicais, resultam de instabilidades no escoamento dessas correntes. Como o eixo de rotação terrestre é inclinado em relação ao plano orbital, a luz solar incide em ângulos diferentes ao longo do ano. Na superfície terrestre, as temperaturas anuais costumam ficar entre −40 e 40 °C. Ao longo de milhares de anos, mudanças na órbita terrestre alteraram a quantidade e a distribuição da energia solar recebida pelo planeta e modificaram o clima de longo prazo.
As diferenças de temperatura na superfície provocam diferenças de pressão. As altitudes mais elevadas são mais frias que as mais baixas devido às diferenças no aquecimento por compressão. A previsão do tempo aplica ciência e tecnologia para prever o estado da atmosfera em determinado lugar e momento futuro. A atmosfera é um sistema caótico, no qual pequenas alterações em uma parte podem crescer e produzir grandes efeitos no conjunto. Os seres humanos há muito tentam controlar o tempo, e atividades como a agricultura e a indústria modificaram involuntariamente os padrões meteorológicos.


A vida existe na Terra há cerca de 3,7 bilhões de anos. Todas as formas de vida conhecidas compartilham mecanismos moleculares fundamentais. Com base nessa observação, as teorias sobre a origem da vida procuram explicar a formação de um organismo unicelular primordial do qual toda a vida teria se originado. Há diferentes hipóteses para o caminho percorrido das moléculas orgânicas simples até formas pré-celulares de vida, protocélulas e metabolismo.
Embora não exista uma definição de vida aceita universalmente, os cientistas em geral reconhecem que sua manifestação biológica envolve organização, metabolismo, crescimento, adaptação, resposta a estímulos e reprodução. A vida também pode ser entendida simplesmente como o estado característico dos organismos. Na biologia, ciência dos seres vivos, "vida" é a condição que distingue organismos ativos da matéria inorgânica, com capacidade de crescimento, atividade funcional e mudanças contínuas que antecedem a morte.
A biosfera terrestre abriga muitas formas de vida, como plantas, animais, fungos, protistas, arqueias e bactérias. Esses organismos compartilham uma estrutura celular baseada em carbono e água, com organização interna elaborada e informação genética hereditária. Os seres vivos realizam metabolismo, mantêm a homeostase, crescem, respondem a estímulos e se reproduzem. Pela seleção natural, adaptam-se ao ambiente ao longo das gerações. Organismos de maior complexidade também podem se comunicar de diferentes maneiras.

Um ecossistema, também chamado de ambiente, é uma unidade natural formada por todas as plantas, os animais e os microrganismos de uma área, seus fatores bióticos, que interagem entre si e com os fatores físicos não vivos, ou abióticos, do ambiente.
A ideia central do conceito de ecossistema é que os seres vivos mantêm relações contínuas e interdependentes com todos os demais elementos do ambiente em que existem. Eugene Odum, um dos fundadores da ecologia, escreveu: "Qualquer unidade que contenha todos os organismos, isto é, a 'comunidade', de uma determinada área, interagindo com o ambiente físico de modo que um fluxo de energia produza uma estrutura trófica bem definida, diversidade biótica e ciclos de materiais, ou seja, trocas de materiais entre as partes vivas e não vivas do sistema, é um ecossistema".

O conceito de ecossistema humano questiona a dicotomia entre seres humanos e natureza e parte da ideia de que todas as espécies estão ecologicamente integradas umas às outras e aos componentes abióticos de seu biótopo.
Uma quantidade ou diversidade maior de espécies pode aumentar a resiliência de um ecossistema, pois há mais espécies capazes de responder às mudanças e, com isso, "absorver" ou reduzir seus efeitos. Isso pode atenuar uma perturbação antes que ela altere a estrutura do ecossistema para outro estado. Essa relação não é universal, e a diversidade de espécies, por si só, não garante que um ecossistema forneça bens e serviços de forma sustentável.
O termo ecossistema também pode se aplicar a ambientes criados ou modificados por seres humanos. Pode designar qualquer situação em que haja uma relação entre organismos vivos e seu ambiente. Restam poucas áreas da superfície terrestre sem contato humano, embora ainda existam áreas selvagens sem intervenção humana.
Os biomas reúnem comunidades de seres vivos em grandes áreas, com vegetação e condições ambientais semelhantes. Nos biomas terrestres, o clima, o solo e a vegetação predominante ajudam a distinguir essas áreas. Florestas, campos, desertos e tundras estão entre os tipos de biomas. Também há classificações que distinguem biomas de água doce e marinhos.

Os ciclos biogeoquímicos globais são essenciais à vida, sobretudo os da água, do oxigênio, do carbono, do nitrogênio e do fósforo.

Uma área selvagem geralmente é um ambiente natural da Terra que não sofreu grandes modificações pela atividade humana. A WILD Foundation a define como "as áreas naturais selvagens mais intactas e menos perturbadas que restam em nosso planeta, aqueles últimos lugares verdadeiramente selvagens que os seres humanos não controlam nem modificaram com estradas, dutos ou outras infraestruturas industriais". Áreas selvagens e parques protegidos ajudam a garantir a sobrevivência de certas espécies e permitem estudos ecológicos, conservação, isolamento voluntário e recreação. Essas áreas também são valorizadas por razões culturais, espirituais, morais e estéticas. Alguns autores que escrevem sobre a natureza entendem que elas são essenciais ao espírito humano e à criatividade.
O termo inglês wilderness, usado para essas áreas, deriva da ideia de um estado selvagem, fora do controle humano. Sua etimologia remonta ao inglês antigo wildeornes, derivado de wildeor, "animal selvagem", formado por wild, "selvagem", e deor, "animal" ou "cervo". Nesse entendimento, é o caráter selvagem de um lugar que o torna uma wilderness. A presença ou a atividade de pessoas não basta para retirar essa condição. Muitos ecossistemas habitados por seres humanos, no presente ou no passado, ou modificados por suas atividades ainda podem ser chamados de "selvagens". Essa definição abrange áreas em que os processos naturais ocorrem sem interferência humana muito perceptível.
A vida selvagem compreende todas as plantas, os animais e os demais organismos não domesticados. A domesticação de espécies silvestres para benefício humano ocorreu muitas vezes em todo o planeta e tem efeitos profundos sobre o ambiente, positivos e negativos. Há vida selvagem em todos os ecossistemas. Desertos, florestas tropicais, planícies e até as áreas urbanas mais desenvolvidas abrigam formas próprias de vida silvestre. No uso comum, o termo costuma se referir a animais sem contato com a civilização humana, mas os cientistas em geral reconhecem que as atividades humanas afetam a vida selvagem em todo o mundo.




A compreensão comum de ambiente natural está na base do ambientalismo, movimento político, social e filosófico que defende ações e políticas para proteger o que resta de natureza no ambiente, restaurá-la ou ampliar seu espaço. Embora áreas inteiramente selvagens sejam cada vez mais raras, há natureza silvestre, como florestas sem manejo, campos não cultivados, animais silvestres e flores espontâneas, em muitos lugares anteriormente habitados por seres humanos.
O ambiente fornece água potável, alimentos e matérias-primas, além de receber os resíduos e o calor liberados pela produção e pelo consumo. Essas funções têm limites. Os recursos minerais não se renovam na escala de tempo das atividades humanas, enquanto recursos como madeira e peixes dependem de sua capacidade de regeneração. A extração de recursos e o lançamento de resíduos podem degradar o ambiente quando ultrapassam sua capacidade de reposição ou de decomposição.
A avaliação de impacto ambiental procura prever os efeitos de obras e outros empreendimentos antes de sua execução. Em megaprojetos, a comparação entre as previsões e os efeitos observados depois da construção permite reconhecer falhas e aperfeiçoar as avaliações de projetos futuros.
Entre os objetivos que cientistas ambientais e ambientalistas costumam defender em benefício das pessoas e dos sistemas naturais estão:
A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, foi a primeira conferência mundial das Nações Unidas voltada ao meio ambiente. Os participantes aprovaram a Declaração de Estocolmo e um plano de ação. A criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente foi um dos resultados da conferência.
Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, aprovou a Agenda 21, um programa de ação para o desenvolvimento sustentável. A conferência também aprovou a Declaração do Rio e abriu à assinatura a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.
Em algumas culturas, o termo ambiente não tem sentido próprio, pois não há separação entre as pessoas e aquilo que entendem como mundo natural ou como o que está ao seu redor. Nos Estados Unidos e nos países árabes, muitas culturas nativas não reconhecem essa noção de "ambiente", e seus integrantes não se veem como ambientalistas.
[Um lago é] qualquer massa relativamente grande de água parada ou de movimento lento que ocupa uma bacia interior de tamanho apreciável. Não há definições precisas que distingam lagos, lagoas, pântanos e mesmo rios e outros corpos de água não oceânicos. Pode-se dizer, porém, que rios e córregos têm águas relativamente rápidas, que brejos e pântanos contêm quantidades relativamente grandes de gramíneas, árvores ou arbustos e que lagoas são relativamente pequenas em comparação com lagos. Em termos geológicos, lagos são corpos de água temporários.
uma massa de água doce ou salgada de tamanho considerável, cercada por terra.
Também é hora de reexaminar e mudar nossos comportamentos individuais, inclusive limitar nossa própria reprodução, idealmente, no máximo, ao nível de reposição...