Marcelo Aro | |
|---|---|
Marcelo Aro, em 2019. | |
| Secretário Estadual de Governo de Minas Gerais | |
| Período | 20 de fevereiro de 2025 até a 2 de abril de 2026 |
| Governador | Romeu Zema |
| Antecessor(a) | Gustavo Valadares |
| Sucessor(a) | Castellar Neto |
| Secretário Estadual de Casa Civil de Minas Gerais | |
| Período | 29 de abril de 2023 até 20 de fevereiro de 2025 |
| Governador | Romeu Zema |
| Deputado Federal por Minas Gerais | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2015 até 1.º de fevereiro de 2023 |
| Vereador de Belo Horizonte | |
| Período | 1.º de janeiro de 2013 até 1.º de fevereiro de 2015 |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 12 de junho de 1987 (39 anos) Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil |
| Partido | PHS (2007-2019) PP (2019-presente) |
| Profissão | jornalista advogado |
Marcelo Guilherme de Aro Ferreira (Belo Horizonte, 12 de junho de 1987) é um jornalista, advogado, mestre em direito constitucional e político brasileiro filiado ao Progressistas.
Marcelo é filho do deputado estadual Zé Guilherme e da vereadora de Belo Horizonte Professora Marli. Sua família controla a Federação Mineira de Futebol (FMF) desde 1966, quando o Coronel José Guilherme Ferreira assumiu o controle da Federação no contexto da Ditadura Militar. O Coronel passou décadas no controle da Federação e posteriormente passar o controle para seu filho Edmar Guilherme Ferreira, tio de Marcelo. Atualmente, seu irmão Adriano Aro é o presidente da FMF e Marcelo ocupa o posto de vice-presidente.
Começou sua carreira política como vereador em Belo Horizonte, aos 25 anos, eleito em 2012 com 9.412 votos.
Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55ª legislatura (2015-2019), pelo PHS, com 87.113 votos, representando 0.86% do total de votos válidos.
Em 17 de abril de 2016, Marcelo votou a favor do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.
No dia 12 de setembro de 2016, não compareceu ao plenário da Câmara Federal para votar na sessão que decidiu pela cassação de Eduardo Cunha.
Em novembro de 2016, Marcelo Aro foi defensor das 10 medidas contra a corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal. Foi o único deputado federal mineiro que votou a favor do projeto original, votando contra os destaques apresentados pelos outros parlamentares como crime de responsabilidade a juízes e promotores.
Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.
Em agosto e outubro de 2017 votou duas vezes contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.
Em janeiro de 2018, assumiu a presidência do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), após o afastamento de Eduardo Machado.
Em 2019, mudou-se para para o Progressistas (PP).
Marcelo Aro recebeu ao menos 6,9 milhões de reais via orçamento secreto, medida utilizada no Governo Bolsonaro para garantir apoio parlamentar. O deputado votou a favor da PEC dos Precatórios, que permitiu a ampliação do orçamento secreto.
Em seu segundo mandato, o deputado ausentou-se na votação sobre a autonomia do Banco Central e sobre a cassação do mantado de Flordelis. Votou contra o afrouxamento de regras da reforma da previdência para professores e a favor de afrouxamento similar para policiais; votou a favor da reforma da previdência. Votou a favor da privatização da Eletrobrás e dos Correios.
Marcelo Aro votou a favor do aumento do valor fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões.
Em 2022, concorreu ao Senado pelo PP, ficando em terceiro lugar, com 19,68% dos votos válidos.
Em abril de 2023 foi anunciado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que seria secretário-chefe da Casa-Civil.
Após ser anunciado pelo governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência Romeu Zema (NOVO) como seu indicado para concorrer ao Senado Federal nas eleições de 2026, foi transferido da Secretaria Estadual de Casa Civil para a Secretaria Estadual de Governo pelo chefe do executivo estadual afim de otimizar a articulação política do governo com o parlamento.
Marcelo tomou posse no cargo em 20 de fevereiro de 2025 em cerimônia no Palácio da Liberdade, substituindo oficialmente Gustavo Valadares (MOBILIZA).
Em abril de 2026, ele renunciou a Secretaria Estadual de Governo para concorrer ao Senado.
Nas eleições de 2026, Aro era inicialmente um dos nomes indicados para concorrer ao Senado na chapa de reeleição do governador Mateus Simões (PSD), sucessor de Romeu Zema. A composição, no entanto, começou a se desgastar após a filiação do senador Carlos Viana ao PSD, em abril de 2026, o que ameaçou o espaço de Aro na disputa pela Câmara Alta.
Em 30 de julho de 2026, Aro comunicou a Mateus Simões que articulava uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais, o que selou o rompimento político entre os dois, até então aliados no grupo ligado ao ex-governador Romeu Zema. Simões classificou a decisão como uma traição e afirmou ter recebido a notícia com "decepção".
A movimentação de Aro em direção ao Palácio Tiradentes ocorreu em meio à indefinição sobre a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), então líder nas pesquisas para o governo do estado. Em 3 de agosto de 2026, em meio ao luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, Cleitinho anunciou que não disputaria o cargo, alegando falta de condições emocionais para a campanha naquele momento. Com a desistência, Aro passou a ser apontado como opção natural para o vácuo aberto na disputa, avaliado por setores do PP, do PL e do Republicanos como possível palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais.
Em 5 de agosto de 2026, no entanto, a Federação União Progressista (formada por União Brasil e PP, partido de Aro) oficializou o apoio à reeleição de Mateus Simões, com Danilo de Castro (União Brasil) na vice, frustrando a articulação de Aro ao Executivo estadual. Com isso, Aro retomou a candidatura ao Senado, agora de forma avulsa, ao lado dos também candidatos Carlos Viana (PSD) e Marco Antônio Costa, o "Superman" (Novo), sem coligação formal para a vaga.
Após o desfecho, Aro intensificou as críticas a Simões, afirmando que o governador havia se comprometido a apoiá-lo no Senado mas optou por sustentar Carlos Viana, e chegou a dizer que Simões "tem carisma de geladeira".
Ao mesmo tempo, Aro passou a defender publicamente a candidatura de Cleitinho ao governo, pedindo que a direção nacional do Republicanos reconsiderasse a decisão de barrar o senador antes do prazo final de registro de chapas, em 15 de agosto, e apontando-o como o nome de maior potencial eleitoral para unificar o campo de direita em Minas Gerais.
Na noite de 7 de agosto de 2026, o Republicanos recuou do veto e confirmou Cleitinho como candidato ao governo de Minas Gerais, com Luís Eduardo Falcão na vice. No mesmo evento, foi selada uma aliança cruzada entre os dois: Cleitinho declarou apoio à candidatura de Aro ao Senado, enquanto Aro passou a atuar pela candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes (mesmo pertencendo à Federação União Progressista, que formalmente apoiava Mateus Simões). Dias depois, Aro reafirmou a aliança: "Sou candidato ao Senado e o meu governador é Cleitinho e Falcão".
| Ano | Eleição | Partido | Candidato a | Votos | % | Resultado | ref. |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2012 | Municipal de Belo Horizonte | PHS | Vereador | 9.412 | 0,75% | Eleito | |
| 2014 | Estadual de Minas Gerais | Deputado Federal | 87.113 | 0,86% | Eleito | ||
| 2018 | Estadual de Minas Gerais | 107.219 | 1,06% | Eleito | |||
| 2022 | Estadual de Minas Gerais | PP | Senador | 2.025.573 | 19,70% | Não Eleito | |
| 2026 | Estadual de Minas Gerais | 2.387.973 | 11,63% | Não Eleito |