Maria Bonomi
Biografia
Neta de Giuseppe Martinelli, construtor do primeiro arranha-céu da América Latina, o Edifício Martinelli, datado de 1929, emigrou para o Brasil em 1946, fixando-se em São Paulo. Filha de mãe brasileira, Georgina Martinelli Bonomi e pai italiano Ambrógio Bonomi, a família deixa a Europa no rastro da Segunda Guerra Mundial.
Por volta de 1946-1947 Maria passa a estudar no Colégio Des Oiseaux, onde conclui o colegial clássico. Em 1950 Georgina a leva até o ateliê de Lasar Segall que, após averiguar a pasta da iniciante, telefona para a pintora Yolanda Mohalyi, solicitando que ela guie a futura artista. Com Yolanda Mohalyi, Maria Bonomi continua a desenhar e já dá início ao uso do guache, do lavis e do óleo.
É válido ressaltar que, desde tenra idade, Maria Bonomi estava inserida nos circuitos da arte. Nesse momento, os amigos pessoais da família passarão a ser em breve algumas das personalidades mais importantes do país: Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e Ciccillo Matarazzo.
Em 1952, a artista viaja para Europa, hospeda-se com seu tio Ginetto Luigi Bonomi e visita ateliês e coleções de arte da Itália, convivendo com colecionadores, restauradores e artistas, entre eles Marino Marini, Mario Sironi e Alberto Magnelli. Futuramente, é através de seu tio que Maria conhece, em Roma, o artista Enrico Prampolini.
Entre 1953-1954 a artista volta ao Brasil, prosseguindo seus estudos com Karl Plattner, ajudando-o mais adiante na execução do Painel das Folhas, junto de Wesley Duke Lee.
Por volta de 1954-1955 Maria conhece Lívio Abramo e após insistências, como conta Maria, ele a aceita como aprendiz. A partir daí inicia-se lixando madeira, afiando instrumental e imprimindo as matrizes de Abramo em papel arroz; após esse contato com o material de xilogravura ela começa a gravar em linóleo, gradativamente prosseguindo para a gravura em madeira, de fio e de tôpo.
Em 1956 Maria escreve um artigo que é publicado na XXe Siècle (Paris) intitulado "Rencontre Avec Sophie Tauber-Arp". viaja novamente para a Europa e em 1957 passa a visitar o ateliê de Emilio Vedova em Veneza, na Itália. Junto dele, frequenta museus e galerias da Áustria, Bélgica e Holanda. Partindo da Europa, Bonomi vai para os Estados Unidos (possivelmente no final de 1957). Nesse mesmo ano, acompanhada de Henri Zerner, começa a frequentar o ateliê gráfico de Tânia Grossman, onde habitualmente encontrava Rauschenberg, Jasper Johns, Lee Bontecou e Lee Krasner, pintora abstrata norte-americana e viúva de Pollock.
Por volta de 1958, iniciou o curso Museum Training I com o professor Weinberger, oferecido pela New York University e desenvolvido majoritariamente nas dependências do Metropolitan Museum of Art. Na mesma época, cursou Advanced Graphic Arts com Hans Müller e Fine Arts com Meyer Schapiro, ambos na Columbia University. Ainda naquele ano, estudou com o artista chinês Seong Moy e, em junho, recebeu uma bolsa da Ingram-Merril Foundation para frequentar o Pratt-Contemporaries Graphic Art Centre, centro de estudos gráficos vinculado ao Pratt Institute, em Nova Iorque.
De volta ao Brasil, em 1959, frequenta a oficina de gravura em metal de Johnny Friedlaender (1912-1992), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Em 1960, em São Paulo, funda o Estúdio Gravura, com Lívio Abramo, de quem foi assistente até 1964. Em 1961, Bonomi se casa com o diretor Antunes Filho e tem um filho no ano seguinte chamado Cássio Luis Bonomi Antunes. Conectada com o universo das peças teatras que o diretor produz, a artista cria juntamente ao marido um programa de televisão intitulado "TV Arte", onde convida personalidades do mundo artístico. Dentre elas estão: Hilda Hilst, Arcângelo Ianelli, Dora Vasconcellos e Viveca Lindfors. O programa fora veiculado pela emissora Excelsior, que deixou de existir.
A partir dos anos 1970, passa a dedicar-se também à escultura. Produz também grandes painéis para espaços públicos, sendo amplamente reconhecida e aclamada por suas obras, nacional e internacionalmente.
Por volta de 1972, passa a explorar novas possibilidades para a matriz de gravura, criando peças em poliéster colorido, entre elas Solombras, em homenagem à poeta Cecília Meireles. Também desenvolveu desenhos para azulejos destinados às Indústrias Matarazzo e estampas para tecidos da Rhodia, participando de projetos que reuniram importantes artistas brasileiros, entre eles Fayga Ostrower.
Com base em suas experiências em cenografia e artes gráficas, Bonomi tem seus projetos de arte pública marcados pela monumentalidade. Entre 1974-1976 realizou seu primeiro grande trabalho em concreto, o altar da igreja Mãe do Salvador (igreja da Cruz Torta), em São Paulo.
Em 1999, defende sua tese de doutorado Arte Pública. Sistema Expressivo/Anterioridade, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).
Em 2001, foi agraciada com a comenda da Ordem do Rio Branco e, em 25 de outubro de 2010, recebeu a Ordem do Ipiranga, no grau Grande Oficial, pelo Governo do Estado de São Paulo.
A artista foi uma das personagens reais retratadas pelos autores Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral na minissérie Um Só Coração, exibida em 2004 pela Rede Globo, tendo sido interpretada pela atriz Maria Luísa Mendonça.
Bonomi desenvolveu projetos de ilustração de livros em parceria com escritoras com quem também matinha laços de amizade, como Cecília Meireles e Hilda Hilst. As obras resultantes dessas colaborações estão Qadós e Ou Isto ou Aquilo. A artista ainda faz parte do desenvolvimento do livro O Elogio da Xilo - Situações Xilográficas, em conjunto com Haroldo de Campos, resultando em um conjunto de gravuras e textos.
Exposições
Maria Bonomi participou ao longo de sua trajetória de importantes mostras coletivas nacionais e internacionais, consolidando sua projeção no circuito artístico brasileiro e estrangeiro. Sua presença em exposições de grande destaque teve início na década de 1950, quando integrou a III Bienal de São Paulo (1955); I Biennale de Paris, Musée d'Art Moderne (1959); V Bienal de São Paulo. Onde expôs juntamente a outras artistas abstratas, como: Edith Behring; Ione Saldanha; Maria Leontina; Sheila Brannigan; Lygia Clark; Yolanda Mohalyi e entre outros.
Nos anos seguintes participou da IX Bienal de São Paulo (1967), mais uma vez acompanhada de outras artistas como Fayga Ostrower e Felícia Leirner. Esteve também na V Bienal de Paris (1967) e a II Bienal Nacional de Artes Plásticas (1968).
Na década de 1970, participou da XXXVI Bienal de Veneza (1972), da XII Bienal de São Paulo (1973) e da 9° Bienal Internacional de Gravura do Japão (1974-1975), ao passo que também integrou exposições voltadas à difusão da gravura brasileira em instituições nacionais e internacionais. Em 1985, representou o Brasil na 16° Bienal Internacional de Artes Gráficas de Ljubljana, na então Iugoslávia.
A partir dos anos 2000, esteve presente em diversas bienais dedicadas à gravura e às artes visuais na América Latina, incluindo a Bienal de Gravura de Santo André, a Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, a Bienal de Miniaturas Gráficas Luisa Palácios, a Bienal Argentina de Gráfica Latinoamericana e a Bienal Barro de América. Além disso, também esteve presente na 2° Bienal Internacional de Arte de Pequim (2005) e da II Bienal Internacional Ceará de Gravura (2006).
Nos decênios subsequentes sua produção continuou a ser apresentada em exposições coletivas de destaque, entre elas mostras organizadas por instituições como o Sesc, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Em 2017, participou da 32° Bienal de Artes Gráficas de Ljubljana, e, em 2018, da 5° Bienal Internacional de Gravura de Araraquara. Em 2024, integrou a 60° Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, destacando sua relevância no cenário artístico ainda atualmente.
Premiações na Bienal Internacional de Arte de São Paulo:
Ao longo da década de 1960, destacou-se nas premiações das Bienais Internacionais de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição João A. da Costa Dória na V Bienal (1959), o Prêmio Aquisição Drury's S/A na VII Bienal (1963) e o prêmio de Melhor Gravador Nacional na VIII Bienal (1965).
Nas Bienais Internacionais de São Paulo, além de Maria Bonomi, outras artistas brasileiras também foram premiadas ao longo das diferentes edições, especialmente nas décadas de 1950 e 1960. Entre essas artistas estão Tarsila do Amaral, Maria Leontina, Maria Martins, Elisa Martins da Silveira, Felícia Leirner, Fayga Ostrower, Zélia Salgado, Lygia Clark, Yolanda Mohaly, Isabel Pons, Anna Letycia Quadros, Sheila Brannigan, Liuba Wolf e Wega Nery.
Exposições Individuais
- 1956 - Gravuras e Monografias. Maria Bonomi. MAM SP
- 1958 - Maria Bonomi. Roland de Aenlle Gallery, Nova Iorque.
- 1959 - Woodcuts. Maria Bonomi of Brazil. Pan American Union, Washington.
- 1959 - Maria Bonomi. Gravuras 1957 - 1959. Galeria do Ibeu, Rio de Janeiro.
- 1959 - Maria Bonomi. Gravuras 1957 - 1959. Galeria Ambiente, São Paulo.
- 1959 - Maria Bonomi. Gravuras 1957 - 1959. Instituto Cultural Brasil Estados Unidos, Belo Horizonte.
- 1959 - Maria Bonomi. Gravuras 1957 - 1959. MARGS.
- 1965 - Maria Bonomi - Brasilien - Farbholzschnitte. Galeria 61, Klagenfurt.
- 1966 - Gravuras de Maria Bonomi. Petite Galerie, Rio de Janeiro.
- 1966 - Gravuras de Maria Bonomi. Galeria Cosme Velho, São Paulo.
- 1967 - Maria Bonomi. Xilograbados. Misión Cultural Brasileña, Asunción.
- 1970 - Maria Bonomi. Galerie Buchholz, München.
- 1971 - Maria Bonomi. Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo.
- 1971 - Xilografias de Maria Bonomi. MAM RJ.
- 1972 - M.S.2 Maria Bonomi. Exposição de Módulos Solombras. Tecnologia de Salvatore Iannaccone. Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo.
- 1975 - Xilografias (Transamazônica e China, série incompleta) 1973 - 1974 - 1975. Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo.
- 1975 - Xilografias (Transamazônica e China, série incompleta) 1973 - 1974 - 1975. Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
- 1975 - Xilografias (Transamazônica e China, série incompleta) 1973 - 1974 - 1975. Galeria Oscar Seraphico, Brasília.
- 1976 - Gravuras de Maria Bonomi. Galeria Guignard, Belo Horizonte.
- 1977 - Gravuras de Maria Bonomi. Galeria Guignard, Porto Alegre.
- 1980 - Muestra Litografica de Maria Bonomi 1978 - 1980. Casa Taller Galeria de Arte, Asunción.
- 1984 - Epigramas Maria Bonomi. Biombos Haron Cohen. Galeria Múltipla de Arte, São Paulo.
- 1986 - Maria Bonomi. Galeria Múltipla de Arte, São Paulo.
- 1991 - Maria Bonomi. Pinacoteca de São Bernardo do Campo.
- 1991 - Maria Bonomi. Xilograbados. Litografia. Galeria de Arte do Centro de Estudos Brasileiros, Asunción.
- 1994 - Arte Integrada. Forma Loja de Móveis, São Paulo.
- 1994 - Xilografias de Maria Bonomi. Centro de Arte Moderna, Lisboa.
- 1996 - Identikit da Medusa. Espaço Cultural Monte Líbano, São Paulo.
- 1997 - Maria Bonomi. Palácio do Governo, São Paulo.
- 1999 - Cerix by Maria Bonomi. Galeria São Paulo, São Paulo.
- 2000 - Maria Bonomi - Brazil/Graphics. Museum of Contemporary Art, Skopje.
- 2001 - Maria Bonomi. Galeria Joaquim Egídio, Campinas.
- 2002 - Ninfas e Náiades. Polo Cultural Adaly Coelho Passos, Caraguatatuba.
- 2002 - Maria Bonomi. Memorial da América Latina, São Paulo.
- 2003 - Tetraz. Centro Brasileiro Britânico, São Paulo.
- 2003 - A Xilogravura. Escritório de Arte Augusta, São Paulo.
- 2004 - Maria Bonomi. Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo.
- 2005 - Olhar Impertinente. Maria Bonomi. MAC USP.
- 2005 - Infecção da Memória. Maria Bonomi na BM&F. BM&F Brasil Espaço Cultural, São Paulo.
- 2005 - Maria Bonomi. Vestida de Luz, Cubierta de Blanco, para Viajar por el Mundo. Museo de Huelva.
- 2007 - De Viés Maria Bonomi. Museu Oscar Niemeyer, Curitiba.
- 2008 - Maria Bonomi: Jouissance Graphique. Centre de la Gravure et de l'Image imprimée, Bruxelas.
- 2008 - Maria Bonomi: Gravura Peregrina. Pinacoteca do Estado de São Paulo.
- 2009 - Maria Bonomi. Gallery 32, Londres.
- 2011 - Bonomi: entre e a gravura e a arte pública. Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília.
- 2012 - Maria Bonomi. Maison de l'Amérique Latine, Paris.
- 2013 - Maria Bonomi. Circulo de Bellas Artes, Madrid.
- 2014 - Circumstantiam Maria Bonomi - VÃO. SESC Belenzinho, São Paulo.
- 2014 - O Elogio da Xilo, de Maria Bonomi. Casa das Rosas, São Paulo.
- 2015 - Maria Bonomi. FAPESP, São Paulo.
- 2016 - Maria Bonomi. Galerie Du Griffon, Neuchatel.
- 2017 - As Bibliotecas de Maria Bonomi. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, São Paulo.
- 2025 - 90 anos de Maria Bonomi. Museu Casa da Xilogravura, Campos do Jordão.
- 2025 - Maria Bonomi: A Arte de Amar, A Arte de Resistir. Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Exposições coletivas recentes
- 2017 - 32° Bienal de Artes Gráficas de Liubliana.
- 2017 - 1° Trienal Internacional de Artes Gráficas de Livno. Livno, Bósnia e Herzegovina.
- 2017 - A Arte em Bronze 2017. Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Piracicaba (SP).
- 2017 - Bestiário. Centro Cultural São Paulo.
- 2017 - Exposição Comemorativa dos 30 Anos do Museu. Casa da Xilogravura, Campos do Jordão (SP).
- 2018 - Oito Décadas de Abstração Informal. Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro.
- 2018 - Oito Décadas de Abstração Informal. MAM SP.
- 2018 - Artistas no Acervo da Caixa. Galeria Acervo, Caixa Cultural Brasília.
- 2018 - Graphias 15 anos. Casa da Gravura, São Paulo.
- 2018 - Tribuna Gráfica. Museu de Arte de Cluj-Napoca. Romênia.
- 2018 - 5° Bienal Internacional de Gravura. Casa da Cultura, Araraquara (SP).
- 2019 - O Jardim. Casa Roberto Marinho, Rio de Janeiro.
- 2020 - Proximidades Desiguais. Espaço Pavão Cultural, Campinas.
- 2020 - Stones from Other Montains: 2020 International Outstanding Printmaking Artists Works Exhibition. Printmaking Museum, Shenzhen.
- 2020 - 2° Trienal Internacional de Artes Gráficas em Livno. Livno, Bósnia e Herzegovina.
- 2021 - Da Humanidade: 100 Artistas do Acervo. MAB/FAAP, São Paulo.
- 2021 - Um Celeiro de Artistas. MAB/FAAP, São Paulo.
- 2021 - Constelação Clarice. IMS, São Paulo.
- 2021 - A Memória é uma Invenção. MAM RJ.
- 2022 - Pan Technè. Espaço Cultural Correios Niterói, Rio de Janeiro.
- 2022 - Janelas da Arte. Exposição Online. INOVA USP, São Paulo.
- 2022 - Acervo em Movimento - Aquisições 2019 - 2022. MARGS.
- 2022 - Collections for a Solidary Future. Galerija Ravne, Slovenj Gradec - Eslovênia.
- 2023 - Murilo Mendes, poeta crítico: o infinito íntimo. MAM SP.
- 2023 - Gravura em Foco. Casa Boia, São Paulo.
- 2024 - Vision of Interaction: International Contemporary Printmaking Ecosystem. Museu de Gravura da China, Distrito de Longhua.
- 2024 - 60° Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza - Estrangeiros em Todo Lugar.
- 2024 - Acervo Marcelo Lunardi: diálogos na produção de gravuras de artistas mulheres. Galeria de Arte do Campus, Caxias do Sul (RS).
- 2024 - Anne Frank: Deixem-nos ser. Unibes Cultural, São Paulo.
- 2024 - Brasília: a Arte do Planalto. Museu Nacional da República, Brasília.
- 2024 - Arte Brasileira na Coleção Dalacorte. Atelier Livre, Vacaria (RS).
- 2025 - Vision of Interaction: International Contemporary Printmaking Ecosystem. Museu de Arte de Lianyungang, Jiangsu.
- 2025 - Afro Brasilidade, homenagem a dois Valentins e a um Emanuel. FGV, Rio de Janeiro.
- 2025 - Brasil das múltiplas faces. Itaú Cultural, São Paulo.
- 2025 - Bardi 125 - uma autobiografia em casa. Casa de Vidro, São Paulo. A expografia tem como destaque obras das artistas e amigas Bonomi e Lina Bo Bardi.
- 2026 - 4° Exposição Internacional de Arte de Calcutá.
Homenagem à Imigração Italiana no Brasil
Em 2025, Maria Bonomi criou uma escultura especial para o Prêmio Ciccillo Matarazzo per Italiani nel Mondo, comemorando os 150 anos da imigração italiana no Brasil. A obra, em bronze e aço, simboliza a fusão entre o "velho mundo" e o "novo mundo", representando a jornada dos imigrantes italianos em busca de uma nova vida no país. Elementos como casas italianas, uma vela de navio e formas ascendentes evocam a esperança e a prosperidade dos que chegaram ao Brasil.
Galeria - Arte Pública
Epopéia Paulista, 2005 - concreto pigmentado, 7300 x 300cm - estação de metrô Luz, São Paulo.
Epopéia Paulista, 2005 - concreto pigmentado, 7300 x 300cm - estação de metrô Luz, São Paulo.
Etnias: do Primeiro e Sempre Brasil, 2008 - argila, bronze e alumínio, 5000 x 200 cm - Memorial da América Latina, São Paulo-SP.
Etnias: do Primeiro e Sempre Brasil, 2008 - argila, bronze e alumínio, 5000 x 200 cm - Memorial da América Latina, São Paulo-SP.
Etnias: do Primeiro e Sempre Brasil, 2008 - argila, bronze e alumínio, 5000 x 200 cm - Memorial da América Latina, São Paulo-SP.
Plexus, 2007 - Fundida em alumínio - 270x150x125 cm - 300kg.
Plexus, 2007 - Fundida em alumínio - 270x150x125 cm - 300kg.
Plexus - 2007 - Fundida em alumínio - 270x150x125 cm - 300kg.
A Construção de São Paulo, 1998 - concreto, duas faces de 300 x 600 cm por duas faces de 270 x 300 cm cada - estação de metrô Jardim São Paulo, São Paulo.
A Construção de São Paulo, 1998 - concreto, duas faces de 300 x 600 cm por duas faces de 270 x 300 cm cada - estação de metrô Jardim São Paulo, São Paulo.
A Construção de São Paulo, 1998 - concreto, duas faces de 300 x 600 cm por duas faces de 270 x 300 cm cada - estação de metrô Jardim São Paulo, São Paulo.
Edifício Jorge Rizkallah Jorge, 1976 - S/Título, 1976 - concreto, Rua Bela Cintra, 440 x 6785 cm; Av. Paulista, 440 x 1805 cm - Edifício Jorge Rizkallah Jorge, São Paulo.
Edifício Jorge Rizkallah Jorge, 1976 - S/Título, 1976 - concreto, Rua Bela Cintra, 440 x 6785 cm; Av. Paulista, 440 x 1805 cm - Edifício Jorge Rizkallah Jorge, São Paulo.
Edifício Jorge Rizkallah Jorge, 1976 - S/Título, 1976 - concreto, Rua Bela Cintra, 440 x 6785 cm; Av. Paulista, 440 x 1805 cm - Edifício Jorge Rizkallah Jorge, São Paulo.
Referências
- ↑ LAUDANNA, Mayra. Maria Bonomi: da gravura à arte pública. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial, 2007.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>. Acesso em: 19 jun. 2026.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>.
- ↑ OLIVEIRA, Alecsandra Matias de. Poética da memória: Maria Bonomi e epopeia paulista. Tese (Doutorado em Artes) – Universidade de São Paulo, 2008.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>. Acesso em: 19 jun. 2026.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>. Acesso em: 19 jun. 2026.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/escritos_decenio_1950.asp>. Acesso em: 21 jun. 2026.
- ↑ OLIVEIRA, Alecsandra Matias de. Poética da Memória: Maria Bonomi e epopéia paulista. 2008. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
- ↑ Maria Bonomi. Disponível em: <https://mariabonomi.com.br/artista_biografia.asp>.
- ↑ Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Maria Bonomi
- ↑ «A artista plástica Maria Bonomi é homenageada no Palácio dos Bandeirantes». Memorial da América Latina. 4 de novembro de 2010. Consultado em 12 de março de 2018. Arquivado do original em 12 de junho de 2018
- ↑ «Maria Bonomi completa 90 anos defendendo a arte independente». VEJA SÃO PAULO. Consultado em 21 de junho de 2026
- ↑ MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO. Catálogo 3ª Bienal. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1955. Disponível em: https://bienal.org.br/biblioteca/catalogo-54/. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Exposições coletivas. Disponível em: Maria Bonomi – Exposições Coletivas. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO. V Bienal de São Paulo: catálogo geral. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1959. Disponível em: https://bienal.org.br/biblioteca/catalogo-52/. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO. V Bienal de São Paulo: catálogo geral. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1959. Disponível em: https://bienal.org.br/biblioteca/catalogo-52/. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO. Catálogo 11ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1971. Disponível em: https://bienal.org.br/biblioteca/catalogo-46/. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Exposições coletivas. Disponível em: http://www.mariabonomi.com.br/artista_exposicoes_coletivas.asp. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO. Catálogo / Catalogue 12ª Bienal. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1973. Disponível em: https://bienal.org.br/biblioteca/catalogo-catalogue-6/. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Exposições coletivas. Disponível em: http://www.mariabonomi.com.br/artista_exposicoes_coletivas.asp. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Exposições coletivas. Disponível em: http://www.mariabonomi.com.br/artista_exposicoes_coletivas.asp. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Exposições coletivas. Disponível em: http://www.mariabonomi.com.br/artista_exposicoes_coletivas.asp. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ BONOMI, Maria. Prêmios. Disponível em: http://www.mariabonomi.com.br/artista_premios.asp. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ Maria Bonomi. «Prêmios». Consultado em 22 junho 2026
- ↑ CERCHIARO, Marina Mazze. Escultoras e bienais: a construção do reconhecimento artístico no pós-guerra. 2020. Tese (Doutorado em Estética e História da Arte) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-17062021-114037/publico/2020_MarinaMazzeCerchiaro_VCorr.pdf. Acesso em: 22 jun. 2026.
- ↑ «Maria Bonomi». www.mariabonomi.com.br. Consultado em 21 de junho de 2026
- ↑ «Maria Bonomi». www.mariabonomi.com.br. Consultado em 22 de junho de 2026
- ↑ «Escultura de Maria Bonomi será entregue durante Prêmio Ciccillo Matarazzo». Estadão. Consultado em 13 de maio de 2025