| María Manuela | |||||
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| Condessa de Montijo | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 24 de fevereiro de 1794 Málaga, Espanha | ||||
| Morte | 22 de novembro de 1879 (85 anos) Carabanchel, Espanha | ||||
| Sepultamento | Cemitério de San Lorenzo e San José, Madrid, Espanha | ||||
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| Marido | Cipriano de Palafox y Portocarrero, 8.º Conde de Montijo | ||||
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| Casa | Portocarrero (por casamento) | ||||
| Pai | William Kirkpatrick | ||||
| Mãe | Marie Françoise de Grevignée | ||||
María Manuela Kirkpatrick, Condessa de Montijo (Málaga, 24 de fevereiro de 1794 – Carabanchel, 22 de novembro de 1879) foi uma nobre espanhola. Era mãe da imperatriz Eugénia de Montijo e ancestral do atual Duque de Alba.
Ela nasceu em Málaga, na Espanha, filha de um escocês expatriado, William Kirkpatrick, comerciante de vinhos e cônsul dos Estados Unidos da América, e de sua esposa nascida em Liège, Marie Françoise de Grevignée, cuja irmã Catherine casou-se com o diplomata francês Mathieu de Lesseps.
María era brilhante, vivaz e talentosa. Em 15 de dezembro de 1817, casou-se com Dom Cipriano de Palafox y Portocarrero, Conde de Teba, nascido em 1785 e falecido em 1839, posteriormente Conde de Montijo, Marquês de Algava, Duque de Granada e Duque de Peñaranda, um grande de Espanha, bonapartista e veterano das Guerras Napoleônicas. Tiveram um filho, Francisco, chamado Paco, que morreu jovem, e duas filhas:
Na década de 1830, Manuela e as meninas mudaram-se para Paris para sua educação. Ali ela renovou sua relação com George William Frederick Villiers, posteriormente Conde de Clarendon, de quem se diz ter sido amante. Manuela também manteve sua amizade com Prosper Mérimée, a quem conhecera na Espanha e que demonstrou grande interesse na educação das meninas. Manuela foi a fonte de Mérimée para a história de Carmen.
Em 1837, Manuela mudou-se brevemente para a Inglaterra para continuar a educação de suas filhas, mas logo retornou a Paris. Após a morte de seu marido e talvez decepcionada com o casamento de Villiers com uma dama inglesa, Manuela passou a levar uma intensa vida social e dedicou-se à ambição de encontrar maridos adequados para suas filhas. Em 1844, Paca tornou-se esposa de um dos homens mais ricos da Europa, Jacobo Luis Fitz-James Stuart y Ventimiglia (1821-1881), 8.º Duque de Berwick, 8.º Conde de Tinmouth, 8.º Barão Bosworth, 8.º Duque de Liria e Xérica e 15.º Duque de Alba de Tormes. Eugénie teve um destino ainda mais notável. Orientada por sua mãe e por Mérimée, casou-se com Napoleão III, Imperador dos franceses.
Manuela viveu o suficiente para testemunhar a ascensão e a queda do Segundo Império Francês e morreu em Carabanchel alguns meses após a morte de seu neto Napoleão, Príncipe Imperial. Sua tataraneta Cayetana Fitz-James Stuart foi a nobre mais titulada do mundo.