| Melancolia | |
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| Melancholia | |
Cartaz de lançamento original. | |
2011 • cor • 129 min | |
| Género | drama, suspense, ficção científica |
| Direção | Lars von Trier |
| Produção | Meta Louise Foldager Louise Vesth |
| Produção executiva | Peter Aalbæk Jensen Peter Garde |
| Roteiro | Lars von Trier |
| Elenco | Kirsten Dunst Charlotte Gainsbourg Alexander Skarsgård Brady Corbet Cameron Spurr Charlotte Rampling Jesper Christensen John Hurt Stellan Skarsgård Udo Kier Kiefer Sutherland |
| Direção de fotografia | Manuel Alberto Claro |
| Direção de arte | Simone Grau Roney |
| Efeitos especiais | Peter Hjorth |
| Figurino | Manon Rasmussen |
| Edição | Molly Malene Stensgaard |
| Companhias produtoras | Zentropa Entertainments Film i Väst Memfis Film Slot Machine Liberator Productions Arte France Cinéma Nordisk Film Filmstiftung Nordrhein-Westfalen |
| Distribuição | Nordisk Film (Escandinávia) |
| Lançamento | |
| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 9,4 milhões |
| Receita | US$ 21.788.107 |
Melancolia (do original em inglês: Melancholia) é um filme de drama e ficção científica de 2011 escrito e dirigido por Lars von Trier e estrelado por Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland, com Alexander Skarsgård, Brady Corbet, Cameron Spurr, Charlotte Rampling, Jesper Christensen, John Hurt, Stellan Skarsgård e Udo Kier em papéis coadjuvantes. A história do filme gira em torno de duas irmãs, uma das quais se casa pouco antes de um planeta errante colidir com a Terra. O filme é o segundo da chamada "Trilogia da Depressão", série de filmes extraoficialmente intitulada por von Trier, sendo precedido por Anticristo (2009) e sucedido por Ninfomaníaca (2013).
Melancolia estreou no Festival de Cinema de Cannes em 18 de maio de 2011, onde recebeu aclamação da crítica com Dunst vencendo o prêmio de Melhor Atriz do festival por sua atuação, que foi um ponto comum de elogio entre os críticos. Muitos críticos e estudiosos de cinema consideram o filme uma obra-prima. Junto com o filme anterior de von Trier, Dogville (2003), foi incluído na pesquisa de 2016 dos melhores filmes desde 2000 realizada pela BBC e desde então tem figurado em várias listas dos melhores filmes do século XXI.
A sequência de abertura do filme apresenta tomadas em câmera lenta extrema dos personagens principais, um cavalo desabando, pássaros caindo, borboletas, diferentes planetas e imagens da Terra colidindo com um planeta errante.
Justine casa-se com Michael em uma recepção realizada em um castelo pertencente a seu cunhado, John, e à sua irmã, Claire. O casal chega atrasado à cerimônia devido às dificuldades enfrentadas pela limusine para percorrer a estreita e sinuosa estrada rural que conduz à propriedade. Ao chegar, Justine observa uma estrela que brilha intensamente no céu. John, entusiasta da astronomia, explica que se trata de Antares.
Durante a recepção, os organizadores do casamento propõe aos convidados um jogo que consiste em adivinhar a quantidade de feijões contidos em uma garrafa. Enquanto Justine faz pouco caso do jogo, Michael arrisca um palpite. As festividades, porém, transcorrem de maneira cada vez mais conturbada. Os pais divorciados de Justine, Gaby e Dexter, discutem diante dos convidados, enquanto John e Claire se irritam com o comportamento da noiva, que se afasta repetidamente da celebração.
Jack, empregador de Justine, aproveita a ocasião para anunciar sua promoção a diretora de arte de sua agência de publicidade e exige que ela desenvolva um slogan para uma nova campanha ainda durante a festa. Justine, sentindo-se pressionada a assumir um papel que seus amigos e familiares escolheram para ela na vida, recai na depressão, doença da qual já sofria há muito tempo.
À medida que a festa avança pela madrugada, Justine entra em conflito com Jack, demite-se diante dele e, posteriormente, rompe o casamento com Michael. Após a partida dos convidados, Claire é informada pelos organizadores de que havia exatamente 678 feijões na garrafa e que nenhum dos participantes havia acertado a quantidade.
Na manhã seguinte, enquanto cavalgava com Claire, Justine percebe que Antares desapareceu do céu.

Algum tempo depois, Justine retorna à propriedade de John e Claire em um estado ainda mais grave de depressão. Ela apresenta dificuldades para sair da cama e é incapaz de se alimentar adequadamente. Enquanto isso, a aparente ausência de Antares é explicada pela passagem de um planeta errante chamado Melancolia, que surgiu por trás do Sol e passou diante da estrela, ocultando-a.
John afirma que, segundo os cálculos científicos, Melancolia passará próxima à Terra sem colidir com o planeta. Claire, porém, acompanha ansiosamente a trajetória de Melancolia pela internet e encontra uma teoria segundo a qual, após passar pela Terra, o planeta retornaria e entraria em rota de colisão. John tenta tranquilizá-la, embora secretamente tome providências para garantir o abastecimento de comida e gasolina.
À medida que Melancolia se aproxima da Terra, Claire torna-se cada vez mais angustiada, enquanto Justine demonstra crescente indiferença diante da possibilidade de destruição do planeta. Ela afirma a Claire que "toda a vida na Terra é má" e merece morrer, além de declarar que não existe outra forma de vida no universo. Quando Claire pergunta como pode ter certeza disso, Justine responde que simplesmente "sabe das coisas". Ela também revela que sabia que havia 678 feijões na garrafa utilizada no jogo durante sua festa de casamento, embora ninguém tivesse descoberto a quantidade correta. Naquela noite, Claire segue Justine até a floresta e a encontra nua, contemplando o céu sob o brilho de Melancolia.
Nos dias seguintes, uma série de acontecimentos incomuns ocorre na propriedade. A eletricidade é interrompida, o mordomo deixa de comparecer ao trabalho, os cavalos do estábulo ficam inquietos, fenômenos semelhantes ao fogo de Santelmo são observados e as condições climáticas mudam de maneira imprevisível. Inicialmente, Melancolia passa pela Terra sem causar a colisão prevista, aparentemente confirmando os cálculos de John e dos cientistas. No entanto, a interação gravitacional entre os dois planetas altera a trajetória de Melancolia, que retorna e passa novamente pela órbita terrestre, desta vez em rota de colisão.
Ao perceber que a colisão é inevitável, John comete suicídio por meio de uma overdose de comprimidos. Claire esconde sua morte do restante da família e tenta fugir da propriedade com seu filho, Leo, mas os veículos da família não funcionam. Ela então propõe que ela, Justine e Leo passem os últimos momentos juntos no terraço, à luz de velas e bebendo vinho. Justine rejeita a ideia, considerando-a absurda.
Em vez disso, Justine tranquiliza Leo e sugere que os três construam uma "caverna mágica" utilizando galhos de árvores. Pouco antes da colisão, Justine, Claire e Leo entram na estrutura improvisada e dão as mãos. Enquanto Justine e Leo permanecem aparentemente tranquilos diante da destruição iminente, Claire entra em pânico e se entrega ao desespero. Melancolia finalmente colide com a Terra, envolvendo a propriedade e seus ocupantes em um intenso mar de chamas. A colisão destrói os dois planetas, encerrando a vida na Terra.
"Em um filme de James Bond, esperamos que o herói sobreviva. Mesmo assim, a trama pode ser emocionante. E algumas coisas podem ser empolgantes justamente porque sabemos o que vai acontecer, mas não como vai acontecer. Em Melancolia, é interessante ver como os personagens que acompanhamos reagem à medida que o planeta se aproxima da Terra".
-von Trier sobre sua decisão de revelar o final no início do filme
Melancolia teve suas concepções durante crises depressivas que Lars Von Trier sofreu ao longo da vida. A ideia para o filme surgiu durante uma sessão de terapia que o diretor frequentou durante o tratamento de sua depressão. Um terapeuta disse a von Trier que pessoas deprimidas tendem a agir com mais calma do que outras sob forte pressão, porque já esperam que coisas ruins aconteçam. Von Trier então desenvolveu a história não primordialmente como um filme de desastre e sem qualquer ambição de retratar a astrofísica de forma realista, mas como uma forma de examinar a psique humana durante um desastre.
A ideia de uma colisão planetária foi inspirada por sites com teorias sobre tais eventos. Von Trier decidiu desde o início que ficaria claro desde o princípio que o mundo realmente acabaria no filme, para que o público não se distraísse com o suspense da incerteza. O conceito das duas irmãs como personagens principais desenvolveu-se através de uma troca de cartas entre von Trier e a atriz espanhola Penélope Cruz. Cruz escreveu que gostaria de trabalhar com von Trier e falou com entusiasmo sobre a peça As Criadas, de Jean Genet. Como von Trier posteriormente tentou escrever um papel para a atriz, as duas criadas da peça evoluíram para as irmãs Justine e Claire em Melancolia. Grande parte da personalidade da personagem Justine foi baseada no próprio von Trier. O nome da personagem foi inspirado no romance Justine (1791), do escritor Marquês de Sade.
O filme foi produzido pelo estúdio de cinema Zentropa da Dinamarca, com apoio de coprodução de sua subsidiária na Alemanha, da Memfis Film da Suécia, da Slot Machine da França e da Liberator Productions. A produção recebeu 7,9 milhões de coroas dinamarquesas do Instituto de Cinema da Dinamarca, 600 mil euros da Eurimages e 3 milhões de coroas suecas do Instituto Sueco do Cinema. Financiamentos adicionais foram fornecidos pelas empresas Film i Väst, DR, Arte France, CNC, Canal+, BIM Italy, Filmstiftung Nordrhein-Westfalen, Sveriges Television e Nordisk Film & TV-Fond. O orçamento total foi de 52,5 milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 9 milhões de dólares).
Inicialmente, esperava-se que Cruz interpretasse o papel principal, mas ela desistiu quando o cronograma de filmagens de outro projeto foi alterado. Von Trier então ofereceu o papel a Kirsten Dunst, que o aceitou. Dunst havia sido sugerida para o papel pelo cineasta americano Paul Thomas Anderson em uma conversa sobre o filme entre ele e von Trier.

As filmagens principais começaram em 22 de julho e terminaram em 8 de setembro de 2010. As cenas internas foram filmadas nos estúdios da Film i Väst em Trollhättan, Suécia. Foi a quarta vez que von Trier filmou naquela cidade. As tomadas externas incluíram a área ao redor do Palácio de Tjolöholm, em Halland, Suécia. Melancolia foi gravado digitalmente com câmeras Arri Alexa e Phantom. Von Trier empregou seu estilo de direção habitual, sem ensaios; em vez disso, os atores improvisaram e receberam instruções entre as tomadas. A câmera foi inicialmente operada por von Trier e, em seguida, deixada para o diretor de fotografia Manuel Alberto Claro, que repetiu os movimentos de von Trier. Claro disse sobre o método: "[von Trier] quer experimentar as situações pela primeira vez. Ele encontra uma energia nas cenas, presença, e compensa com a estética fotográfica". O diretor explicou que o estilo visual que ele almejava em Melancolia era "um choque entre o que é romântico, grandioso e estilizado, e alguma forma de realidade", que ele esperava alcançar através da câmera na mão. Ele temia, no entanto, que o filme pendesse demais para o romântico por causa do cenário do casamento luxuoso e do castelo, que ele chamou de "super kitsch".
O prelúdio de Tristan und Isolde, do maestro Richard Wagner, fornece o tema musical principal do filme, e o uso, por von Trier, de uma sequência inicial semelhante a uma abertura antes do primeiro ato é uma técnica intimamente associada a Wagner. Essa escolha foi inspirada por uma seção de 30 páginas de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, onde o escritor conclui que o prelúdio de Wagner é a maior obra de arte de todos os tempos. Melancolia usa música mais do que qualquer outro filme de von Trier desde Forbrydelsens Element, de 1984. Em algumas cenas, o filme foi editado no mesmo ritmo da música. Von Trier disse: "É como um videoclipe. É para ser vulgar". Von Trier também apontou paralelos entre o uso de Wagner no filme e a edição do filme em relação à música e à estética da Alemanha nazista.
Os efeitos visuais foram fornecidos por empresas da Polônia, Alemanha e Suécia sob a supervisão de Peter Hjorth. O estúdio Platige Image, da Polônia, que já havia trabalhado com von Trier em Anticristo, criou a maioria dos efeitos vistos na sequência de abertura do filme; as primeiras instruções foram dadas por von Trier no verão de 2010, após o que uma equipe de 19 artistas de efeitos visuais trabalhou no projeto por três meses.
Em sua declaração como diretor, von Trier escreveu que começara a se arrepender de ter feito um filme tão refinado, mas que esperava que ele contivesse algumas falhas que o tornariam interessante:
"Eu desejava mergulhar de cabeça no abismo do romantismo alemão. Mas não é isso apenas outra forma de expressar derrota? Derrota ao mínimo denominador comum cinematográfico? O romantismo é abusado de todos os tipos de maneiras infinitamente tediosas em produtos convencionais."
A premiere de Melancolia ocorreu no Festival de Cannes de 2011, onde o filme foi exibido na competição em 18 de maio. A conferência de imprensa após a exibição ganhou considerável publicidade. Scott Roxborough, da revista The Hollywood Reporter, escreveu que "Von Trier nunca foi muito politicamente correto e suas conferências de imprensa em Cannes sempre parecem uma rotina de stand-up sombria, mas na conferência de imprensa de Melancolia ele elevou isso a outro nível, jogando uma granada em qualquer senso de decoro público". Von Trier primeiro brincou sobre trabalhar em um filme pornográfico hardcore que estrelaria Dunst e Gainsbourg. Quando questionado sobre a relação entre as influências do romantismo alemão em Melancolia e a própria herança alemã de von Trier, o diretor mencionou que havia sido criado acreditando que seu pai biológico era judeu, apenas para descobrir na vida adulta que seu pai verdadeiro era alemão. Ele então fez piadas sobre judeus e nazistas, disse que entendia Adolf Hitler e admirava o trabalho do arquiteto Albert Speer, e anunciou em tom de brincadeira que era nazista. O Festival de Cinema de Cannes emitiu um pedido oficial de desculpas pelas declarações no mesmo dia e esclareceu que von Trier não era nazista nem antissemita, declarando o diretor como persona non grata no dia seguinte. Como consequência, von Trier ficou proibido de se aproximar a menos de 100 metros das imediações do festival naquele ano. Apesar da medida, o diretor permaneceu em Cannes e continuou a conceder entrevistas relacionadas à divulgação de Melancolia.
Em 26 de maio de 2011, o filme foi lançado na Dinamarca pela Nordisk Film. Lançado em 57 telas, o filme estreou em terceiro lugar nas bilheterias do país. Um total de 50.000 ingressos foram vendidos na Dinamarca. Foi lançado no Reino Unido e na Irlanda em 30 de setembro, na Alemanha em 6 de outubro e na Itália em 21 de outubro. A Magnolia Pictures adquiriu os direitos de distribuição para a América do Norte e o filme foi lançado em 11 de novembro na região, com um lançamento pré-cinematográfico em 13 de outubro para aluguel por meio de fornecedores da Direct TV, como Vudu e Amazon. No Brasil, a Califórnia Filmes distribuiu o filme, lançando-o nos cinemas em 5 de agosto de 2011.
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, 80% das 209 críticas são positivas, com o filme recebendo a classificação média de 7,5/10; o consenso crítico do site afirma: "Os truques dramáticos de Melancolia são mais óbvios do que deveriam ser, mas, fora isso, é uma vitrine para a atuação de Kirsten Dunst e para a visão profunda e visceral de Lars von Trier sobre depressão e destruição". De acordo com o Metacritic, o longa recebeu "aclamação universal", com base em uma pontuação média de 81/100 através de 40 críticos; em 2017, uma análise de dados das críticas do Metacritic feita pela versão britânica do portal Gizmodo descobriu que o filme era o mais controverso dos últimos anos.
A crítica Kim Skotte, do jornal dinamarquês Politiken, comparou o filme com os trabalhos anteriores do diretor:
"Há imagens — muitas imagens — em Melancolia que sublinham que Lars von Trier é um narrador cinematográfico único. A escolha do material e o seu tratamento sublinham a originalidade de Lars von Trier. Através do seu material e do seu visual, Melancolia cria fissuras, mas, ao contrário de Anticristo, não sinto que haja uma estaca de cerca na fissura que seja esmagada diretamente contra a carne. Sentamo-nos na nossa cadeira no cinema e, com uma ligeira admiração, acompanhamos o fim do mundo."
Ebbe Iversen, do também dinamarquês Berlingske, escreveu sobre o filme:
"É grandioso, é enigmático e, por vezes, bastante irritante. Mas é também uma obra visionária, que causa uma impressão gigantesca. De tempos em tempos, o filme flerta com o [estilo] kitsch, mas com Justine, interpretada por Kirsten Dunst, e Claire, interpretada por Charlotte Gainsbourg, como protagonistas, Melancolia é um filme ousado, irregular, indomável e absolutamente inesquecível."
O crítico Steven Loeb, do tablóide britânico Southampton Patch, escreveu:
"Este filme revelou o melhor de von Trier, bem como de sua estrela. Dunst está tão bem neste filme, interpretando uma personagem diferente de qualquer outra que já tenha tentado, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em maio passado. Mesmo que o filme em si não fosse a incrível obra de arte que é, a atuação de Dunst por si só já seria incentivo suficiente para recomendá-lo."
Sukhdev Sandhu escreveu de Cannes para o The Daily Telegraph que o filme "por vezes se aproxima de uma ópera tragicômica sobre o fim do mundo" e que "o apocalipse, quando chega, é tão belamente retratado que o filme consolida a qualidade de conto de fadas que seu cenário palaciano sugere". Sobre as atuações dos atores, Sandhu escreveu: "todos estão excelentes, mas Dunst está excepcional, tão absolutamente convincente no papel principal — atormentada, serena, uma sábia feroz — que parece um divisor de águas em sua carreira. Enquanto isso, Gainsbourg, para quem o fim do mundo deve parecer quase bucólico depois dos horrores que vivenciou em Anticristo, encontra em Claire uma fragilidade que garante que ela seja mais do que um mero bode expiatório para a sátira social". Sandhu levantou uma ressalva na crítica, na qual atribuiu ao filme a classificação máxima de cinco estrelas: "há, como sempre acontece com a obra de Von Trier, um certo determinismo intelectual que pode ser desagradável; ele ilustra em vez de explorar verdadeiramente as ideias". O crítico Peter Bradshaw, do britânico The Guardian, afirmou: "O comerciante de cordas Lars von Trier está de volta com um filme sobre o fim do mundo – mas não deve ser levado totalmente a sério", enquanto deu-lhe três estrelas de cinco em sua crítica.
Em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, um crítico cultural da revista americana The Atlantic descobriu que "a perspectiva de uma pessoa com mentalidade catastrófica, lançada em um estado de catástrofe real, talvez não encontre melhor expressão criativa" do que no filme. A BBC Culture afirmou que "provavelmente nenhum filme foi mais profundamente compassivo em sua representação de uma crise mental" e o título questiona se é "o melhor filme sobre depressão já feito".
A revista americana Film Comment classificou Melancolia em terceiro lugar na sua lista dos Melhores Filmes de 2011. O filme também recebeu 12 votos — sete de críticos e cinco de diretores — na pesquisa da Sight & Sound de 2012 para o British Film Institute sobre os melhores filmes de todos os tempos, tornando-se um dos poucos filmes do século XXI a aparecer entre os 250 melhores. Em 2016, o filme foi considerado o 43º melhor filme do século XXI, em uma pesquisa com 177 críticos de cinema de todo o mundo. Três anos depois, a revista estadunidense Time o listou como um dos melhores filmes da década de 2010, enquanto a francesa Cahiers du Cinéma o nomeou o oitavo melhor filme do mesmo período. O portal Vulture nomeou Melancolia o melhor filme da década em 2019. Em 2025, o longa ficou em 84º lugar na lista do The New York Times dos "100 Melhores Filmes do Século 21" e foi um dos filmes votados para a edição "Escolha dos Leitores" da lista, terminando em 118º lugar.
| Cerimônia | Data da cerimônia | Categoria(s) | Recipiente(s) | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| Festival de Cinema de Cannes | 11 a 22 de maio de 2011 | Palma de Ouro | Lars von Trier | Nomeado | |
| Melhor interpretação feminina | Kirsten Dunst | Venceu | |||
| Festival Internacional de Cinema de Hamptons | 13 a 17 de outubro de 2011 | Artista revelação | Alexander Skarsgård | Venceu | |
| Sociedade de Críticos de Cinema de Denver | 2 a 13 de novembro de 2011 | Melhor filme | Melancholia | Nomeado | |
| Melhor diretor | Lars von Trier | Nomeado | |||
| Melhor atriz | Kirsten Dunst | Nomeado | |||
| Prêmios do Cinema Europeu | 3 de dezembro de 2011 | Melhor filme | Melancholia | Venceu | |
| Melhor realizador | Lars von Trier | Nomeado | |||
| Melhor atriz | Kirsten Dunst | Nomeado | |||
| Charlotte Gainsbourg | Nomeado | ||||
| Melhor argumentista | Lars von Trier | Nomeado | |||
| Melhor diretor de fotografia | Manuel Alberto Claro | Venceu | |||
| Melhor editor | Molly Malene Stensgaard | Nomeado | |||
| Melhor direção de arte | Jette Lehmann | Venceu | |||
| Saturn Awards | 26 de julho de 2012 | Melhor atriz em cinema | Kirsten Dunst | Venceu | |
| Melhor atriz coadjuvante em cinema | Charlotte Gainsbourg | Nomeado | |||
| Melhor filme internacional | Melancholia | Nomeado | |||
| Associação Russa de Críticos de Cinema | 21 de dezembro de 2012 | Melhor filme em língua estrangeira | Nomeado |
Han vil opleve situationerne første gang. Han finder en energi i scenerne, nærvær, og gør op med fotoæstetikken.
Der er billeder – mange billeder – i 'Melancholia', som understreger, at Lars von Trier er en unik filmfortæller." "Valget af stof og behandlingen af det understreger Lars von Triers originalitet." "I kraft af sit stof og sit look sætter 'Melancholia' skel, men i modsætning til 'Antichrist' føler jeg ikke, der i skellet er en hegnspæl, der bliver banket direkte ned i kødet. Man sidder på sin række i biografen og følger mildt forundret med i verdens undergang.
Den er stor, den er gådefuld, og nu og da er den temmelig irriterende. Men den er også et visionært værk, som gør et gigantisk indtryk." "Undertiden bevæger filmen sig på kanten af kitsch, men med Kirsten Dunst som Justine og Charlotte Gainsbourg som Claire i spidsen er "Melancholia" en dristig, ujævn, uregerlig og helt uforglemmelig film.