Capa da edição de setembro de 2020 | |
| Editor-chefe | Jeffrey Goldberg |
|---|---|
| Ex-editores | James Bennet |
| Categoria | |
| Frequência |
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| Circulação | Total: 1.107.293 (2024) |
| Editora | Laurene Powell Jobs |
| Fundador(a) |
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| Fundação | 1857 |
| Primeira edição | 1 de novembro de 1857 (como The Atlantic Monthly) |
| Empresa | Emerson Collective |
| País | Estados Unidos |
| Baseada em |
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| Idioma | Inglês |
| Sítio | theatlantic |
| ISSN | 1072-7825 (impresso) 2151-9463 (web) |
| OCLC | 936540106 |
The Atlantic é uma revista e editora multiplataforma estadunidense sediada em Washington, D.C.. Fundada em 1857, em Boston, com o nome The Atlantic Monthly, começou como uma revista literária e cultural que publicava comentários de escritores sobre educação, a abolição da escravidão e outras questões políticas da época. A publicação reúne artigos sobre política, relações internacionais, negócios e economia, cultura e artes, tecnologia e ciência.
A revista foi mensal até 2001, quando publicou 11 edições. Desde 2003, publicou dez edições por ano. A palavra "Monthly" deixou de aparecer na capa a partir da edição de janeiro/fevereiro de 2004, e o nome foi oficialmente alterado em 2007. Em 2024, anunciou que voltaria à periodicidade mensal em 2025. Em 2024, Adrienne LaFrance era a editora-executiva do site, Jeffrey Goldberg era o editor-chefe e Nicholas Thompson era o diretor-executivo.
A revista foi comprada em 1999 pelo empresário David G. Bradley, que a transformou em uma publicação editorial generalista voltada principalmente a leitores nacionais interessados em assuntos públicos e a "líderes de opinião". Em 2017, ele vendeu uma participação majoritária à Emerson Collective, organização de Laurene Powell Jobs. Em 2024, a revista ultrapassou um milhão de assinantes e passou a operar com lucro, três anos depois de ter perdido US$ 20 milhões em um único ano e demitido 17% de sua equipe.

No outono de 1857, Moses Dresser Phillips, editor de Boston, criou The Atlantic Monthly. O projeto da revista tomou forma durante um jantar no Parker House Hotel, em Boston, narrado por Phillips em uma carta:
| “ | Preciso lhe contar sobre um pequeno jantar que ofereci há cerca de duas semanas. Talvez seja apropriado dizer que sua origem foi o desejo de conversar com meus amigos literatos sobre um projeto literário de certa amplitude, cujos detalhes guardarei até você chegar. Mas, quanto à reunião: meus convites foram apenas para R. W. Emerson, H. W. Longfellow, J. R. Lowell, sr. Motley (o homem da "República Holandesa"), O. W. Holmes, sr. Cabot e sr. Underwood, nosso homem das letras. Imagine seu tio à cabeceira de uma mesa dessas, com convidados assim. Os nomes acima foram os únicos convidados, e todos compareceram. Sentamo-nos às três da tarde e levantamo-nos às oito. O tempo gasto foi cerca de quatro horas e trinta minutos maior do que costumo empregar nesse tipo de ocupação, mas, intelectualmente, foi de longe o período mais rico que já vivi. Deixando a mim e ao "homem das letras" fora do grupo, creio que você concordará comigo que seria difícil reunir em qualquer outra parte do país o mesmo número de pessoas de erudição tão reconhecida... Cada um é conhecido dos dois lados do Atlântico e lido além dos limites da língua inglesa. | ” |
Naquele jantar, Phillips apresentou sua ideia para a revista:
| “ | O sr. Cabot é muito mais sábio do que eu. O dr. Holmes consegue escrever versos mais engraçados do que eu. O sr. Motley escreve história melhor do que eu. O sr. Emerson é filósofo, e eu não. O sr. Lowell conhece os velhos poetas melhor do que eu. Mas nenhum de vocês conhece o povo americano tão bem quanto eu. | ” |
Entre os fundadores da revista estavam Francis H. Underwood e os escritores W. E. B. Du Bois, Ralph Waldo Emerson, Oliver Wendell Holmes, Henry Wadsworth Longfellow, Harriet Beecher Stowe e John Greenleaf Whittier. James Russell Lowell foi seu primeiro editor. Stowe foi convidada para o jantar, mas recusou porque seriam servidas bebidas alcoólicas. Ainda assim, assinou, ao lado de Herman Melville e Nathaniel Hawthorne, o manifesto que estabelecia os objetivos da publicação, e The Atlantic a inclui entre seus fundadores.
A primeira edição de The Atlantic saiu em novembro de 1857. No terceiro ano, a revista já era publicada pela editora bostoniana Ticknor and Fields, que mais tarde passou a fazer parte da Houghton Mifflin. Em 1878, The Atlantic incorporou The Galaxy, revista mensal concorrente criada doze anos antes pelos irmãos William Conant Church e Francis P. Church. The Galaxy havia publicado obras de Mark Twain, Walt Whitman, Ion Hanford Perdicaris e Henry James. Em 1879, The Atlantic mantinha escritórios em Winthrop Square, em Boston, e no número 21 da Astor Place, em Nova Iorque. Nos séculos XIX e XX, a revista também publicou o The Atlantic Monthly Almanac anual.
A revista foi comprada em 1908 pelo então editor Ellery Sedgwick e permaneceu em Boston. A Atlantic Monthly Press foi fundada em 1917 e, por muitos anos, funcionou em parceria com a Little, Brown and Company. Entre os livros publicados estavam Drums Along the Mohawk (1936) e Blue Highways (1982). A editora foi vendida em 1986 e passou a integrar a Grove Atlantic como selo editorial.
Em 1980, a revista foi adquirida por Mortimer Zuckerman, empresário do setor imobiliário e fundador da Boston Properties, que se tornou presidente de seu conselho. Em 27 de setembro de 1999, Zuckerman transferiu a propriedade da revista para David G. Bradley, dono do National Journal Group, voltado à cobertura de Washington, D.C. e do governo federal. Bradley havia prometido não transferir a revista para Washington, e ela permaneceu em Boston pelos cinco anos e meio seguintes.
Em abril de 2005, os responsáveis pela publicação anunciaram que a redação deixaria sua sede de longa data no número 77 da North Washington Street, em Boston, para se juntar às divisões de publicidade e circulação da empresa em Washington, D.C. Em agosto, Bradley disse ao The New York Observer que a mudança não tinha como objetivo economizar dinheiro. A economia imediata, entre US$ 200.000 e US$ 300.000, seria relativamente pequena e absorvida pelos gastos com indenizações. O objetivo era criar um centro em Washington no qual os principais profissionais das publicações de Bradley pudessem trabalhar em conjunto sob a Atlantic Media Company. Poucos integrantes da equipe de Boston aceitaram a mudança, e Bradley iniciou uma busca aberta por uma nova equipe editorial.
Em 2006, Bradley contratou James Bennet, então chefe da sucursal de Jerusalém do The New York Times, como editor-chefe. Também contratou Jeffrey Goldberg e Andrew Sullivan como escritores da revista. Em 2008, Jay Lauf entrou para a organização como editor e vice-presidente. Em 2017, era editor e presidente da Quartz. No início de 2014, Bennet e Bob Cohn tornaram-se copresidentes de The Atlantic. Cohn passou a ser o único presidente em março de 2016, quando Bennet foi escolhido para comandar a página editorial do The New York Times. Goldberg foi nomeado editor-chefe em outubro de 2016.
Em 28 de julho de 2017, The Atlantic anunciou que Laurene Powell Jobs havia adquirido a participação majoritária por meio da Emerson Collective. Peter Lattman, integrante da organização, foi imediatamente nomeado vice-presidente do conselho de The Atlantic. David G. Bradley e a Atlantic Media mantiveram uma participação minoritária na venda. Em maio de 2019, a jornalista de tecnologia Adrienne LaFrance tornou-se editora-executiva. Em dezembro de 2020, Nicholas Thompson, ex-editor-chefe da Wired, foi nomeado diretor-executivo.
Em 2022, The Atlantic transferiu seus escritórios para The Wharf, no bairro Southwest Waterfront, em Washington, D.C.


Como revista literária, The Atlantic publicou obras de muitos autores ao longo de sua existência. Foi a primeira publicação a imprimir textos dos abolicionistas Julia Ward Howe, com "Battle Hymn of the Republic" em 1 de fevereiro de 1862, e William Parker, cuja narrativa de escravizado "The Freedman's Story" saiu em fevereiro e março de 1866. Também publicou "The New Education", de Charles William Eliot, uma defesa de reformas práticas no ensino superior. O artigo antecedeu a eleição de Eliot para a presidência da Universidade Harvard, em 12 de março de 1869. A revista publicou ainda trabalhos de Charles W. Chesnutt antes que ele os reunisse em The Conjure Woman, de 1899.
A revista também publicou textos especulativos que inspiraram o desenvolvimento de novas tecnologias. Um exemplo é o ensaio "As We May Think", de Vannevar Bush, publicado em julho de 1945, que inspirou Douglas Engelbart e, mais tarde, Ted Nelson no desenvolvimento da moderna estação de trabalho e da tecnologia de hipertexto.
A publicação acompanhou mudanças culturais ao longo do século XX. Entre os escritores que surgiam na década de 1920, Ernest Hemingway teve o conto "Fifty Grand" publicado na edição de julho de 1927. Em agosto de 1963, no auge do movimento pelos direitos civis, a revista publicou a defesa da desobediência civil de Martin Luther King Jr., "Letter from Birmingham Jail", sob o título "The Negro Is Your Brother".
No século XXI, The Atlantic passou a publicar com frequência reportagens longas e entrevistas com pessoas em evidência. Entre suas matérias de capa estiveram "Why Women Still Can't Have It All", de Anne Marie Slaughter, em 2012, e "A Case for Reparations", de Ta-Nehisi Coates, em 2014. Em 2015, "Obama Doctrine", de Jeffrey Goldberg, foi amplamente discutida pela imprensa estadunidense e recebeu respostas de líderes de outros países.
Em 2 de agosto de 2023, foi anunciado que Goldberg, editor-chefe de The Atlantic desde 2016, seria o décimo apresentador do programa jornalístico Washington Week, da PBS. A revista também entrou em uma parceria editorial com o programa, que passou a se chamar Washington Week with The Atlantic, em moldes semelhantes à colaboração anterior com o National Journal. O primeiro episódio com o título ampliado e Goldberg como apresentador foi transmitido em 11 de agosto de 2023.
Em 2022, os escritores e colaboradores frequentes da edição impressa incluíam James Fallows, Jeffrey Goldberg, Ta-Nehisi Coates, Caitlin Flanagan, Jonathan Rauch, McKay Coppins, Gillian White, Adrienne LaFrance, Vann R. Newkirk II, Derek Thompson, David Frum, Jennifer Senior, George Packer, Ed Yong e James Parker.
The Atlantic raramente declarou apoio a candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Fez isso cinco vezes em sua existência:
Depois da vitória de Trump na eleição de novembro de 2016, a revista tornou-se uma crítica frequente de seu governo. Em março de 2019, uma matéria de capa do editor Yoni Appelbaum defendeu o impeachment de Trump: "É hora de o Congresso julgar se o presidente tem condições de exercer o cargo." Em setembro de 2020, publicou uma reportagem baseada em fontes anônimas que afirmava que Trump se referira a militares estadunidenses mortos como "perdedores". Trump chamou a matéria de "história falsa" e disse que a revista estava morrendo.
Um estudo de 2025 do Pew Research Center sobre diferenças de escolaridade entre o público de 30 grandes veículos de notícias dos Estados Unidos encontrou em The Atlantic a maior proporção de leitores com formação universitária: 62% de seu público tinha pelo menos um bacharelado.
Em 2005, a revista recebeu um National Magazine Award na categoria de ficção.
Em junho de 2006, o Chicago Tribune incluiu The Atlantic entre as dez melhores revistas em língua inglesa e a chamou de "avó dos periódicos, com 150 anos", por manter seus leitores "informados e atentos", com matérias de capa como a disputa então prevista em torno de Roe v. Wade. O jornal também elogiou seções regulares como "Word Fugitives" e "Primary Sources", chamando-as de "barômetros culturais".
Em 2016, a American Society of Magazine Editors, ASME, escolheu o periódico como revista do ano. Em 2022, autores da revista receberam Prêmios Pulitzer na categoria de reportagem especial. Em 2022, 2023 e 2024, The Atlantic recebeu o prêmio de excelência geral da ASME.
The Atlantic passou a ter presença on-line pela AOL em 1993. Em 1995, criou o site independente The Atlantic Monthly on the Web, que passou a se chamar "Atlantic Unbound" em 1997.
Em 2011, os sites de The Atlantic incluíam TheAtlanticWire.com, voltado ao acompanhamento de notícias e opiniões e lançado em 2009, e TheAtlanticCities.com, site independente criado em 2011 e dedicado a cidades e tendências urbanas em diferentes partes do mundo.
Em dezembro de 2011, TheAtlantic.com lançou um novo canal de saúde, que passou a reunir a cobertura de alimentação e temas ligados a mente, corpo, sexo, família e saúde pública. O lançamento foi comandado por Nicholas Jackson, que antes dirigia o canal Life e havia entrado no site para cobrir tecnologia. TheAtlantic.com também ampliou o uso de narrativas visuais com o blog fotográfico "In Focus", editado por Alan Taylor.
Em 2015, TheAtlantic.com abriu uma seção própria de ciência, e, em janeiro de 2016, reformulou e ampliou sua seção de política em meio à campanha presidencial daquele ano nos Estados Unidos.
The Atlantic manteve um paywall que limitava o acesso aos assinantes da edição impressa até janeiro de 2008, quando o retirou durante um patrocínio do Goldman Sachs. Um perfil publicado pelo Mashable em dezembro de 2011 afirmou que o tráfego dos três sites havia ultrapassado 11 milhões de visitantes únicos mensais, aumento de 2.500% desde a retirada do paywall no início de 2008.
Um novo paywall deveria entrar em testes em janeiro de 2018, mas o projeto foi adiado até setembro de 2019 enquanto eram concluídas melhorias na plataforma e contratações. Leitores sem assinatura passaram a ter acesso a cinco artigos gratuitos por mês.
Em 2025, o site usava um modelo freemium com quatro níveis. Todos os assinantes pagos tinham acesso ilimitado aos artigos, inclusive ao arquivo e às versões narradas, além de outros recursos. O plano pago básico era "Digital". O nível "Print & Digital" incluía exemplares físicos da revista, e a assinatura "Premium" oferecia acesso sem publicidade por US$ 120 anuais.
Em 2009, a revista lançou The Atlantic Wire como um site independente de agregação de notícias. A proposta era oferecer uma seleção editada de notícias e opiniões publicadas na internet, na imprensa, no rádio e na televisão. No lançamento, publicava artigos de opinião de diferentes partes do espectro da imprensa e resumia as posições de cada debate. Mais tarde, passou a publicar notícias e reportagens próprias.
Entre as seções regulares estavam "What I Read", sobre os hábitos de consumo de mídia de pessoas do entretenimento, do jornalismo e da política, e "Trimming the Times", em que o editor da seção resumia o melhor conteúdo do The New York Times. The Atlantic Wire adotou o nome The Wire em novembro de 2013 e foi reincorporado a The Atlantic no ano seguinte.
Em agosto de 2011, The Atlantic criou seu canal de vídeo. Criado de início como agregador, o braço de vídeo, Atlantic Studios, transformou-se em um estúdio interno que produz séries sob encomenda e documentários próprios. Em junho de 2020, The Atlantic lançou seu primeiro documentário de longa-metragem, White Noise, sobre três ativistas da alt-right.
Em setembro de 2011, The Atlantic lançou CityLab, um site separado. Entre os cofundadores estava o teórico urbano e professor Richard Florida. O site dizia explorar e explicar "as ideias mais inovadoras e os problemas mais urgentes enfrentados pelas cidades e bairros do mundo". Em 2014, adotou o nome CityLab.com e passou a cobrir transporte, meio ambiente, equidade, vida e design. Entre suas seções estavam Navigator, apresentada como "um guia para a vida urbana", e Solutions, dedicada a soluções para problemas distribuídos por uma dúzia de temas.
Em 2015, CityLab e a Univision lançaram CityLab Latino, com jornalismo original em espanhol e traduções de reportagens da edição em inglês do CityLab.com. A página temática da Univision reúne como publicações mais recentes conteúdos de 2018.
No início de dezembro de 2019, a Atlantic Media vendeu CityLab à Bloomberg Media, que demitiu metade da equipe pouco depois. O site foi relançado em 18 de junho de 2020 com poucas mudanças além da nova identidade visual e da integração com outros produtos editoriais e com o terminal de dados da Bloomberg.
Em 2005, The Atlantic e o Instituto Aspen lançaram o Aspen Ideas Festival, evento realizado em Aspen, no Colorado, com programação que se estende por dez dias. A conferência anual reúne cerca de 350 apresentadores, 200 sessões e 3.000 participantes. O evento foi chamado de "quem é quem da política" por reunir com frequência formuladores de políticas públicas, jornalistas, lobistas e dirigentes de centros de pesquisa.
Em 14 de janeiro de 2013, o site de The Atlantic publicou conteúdo patrocinado promovendo David Miscavige, líder da Igreja da Cientologia. A revista já havia publicado publicidade com aparência de artigo, mas a peça recebeu críticas amplas. Os comentários da página eram moderados pela equipe de marketing, e não pela redação, e comentários críticos à igreja foram removidos. Mais tarde naquele mesmo dia, The Atlantic retirou o conteúdo do site e publicou um pedido de desculpas.
Em 2018, The Atlantic publicou a matéria de capa "When Children Say They're Trans", de Jesse Singal, produzida com uma consulta não divulgada ao 4thWaveNow. O Southern Poverty Law Center incluiu o grupo em um levantamento de atividades anti-LGBT. O artigo recebeu críticas de pessoas transgênero, de pais de crianças trans, de jornalistas e de outros pesquisadores. The Atlantic publicou depois uma série de respostas críticas.
Em 2019, a revista publicou uma reportagem sobre acusações contra o cineasta Bryan Singer que, nas palavras do jornalista Ben Smith, do The New York Times, "lançou a carreira do sr. Singer em uma espiral de queda". O texto havia sido contratado originalmente pela revista Esquire, mas os autores o levaram para The Atlantic devido ao que Smith chamou de postura "tímida" da Hearst Magazines. Goldberg disse: "Não há muita nuance aqui. Eles engavetaram uma reportagem que deveria ter sido publicada por interesse público, por razões desconhecidas."
Em junho de 2020, The Atlantic tornou-se alvo de uma ação judicial no Japão por difamação e invasão de privacidade relacionada ao artigo "When the Presses Stop", de Molly Ball, publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2018. Um acordo alcançado em janeiro de 2024 levou a remoções, correções e esclarecimentos no texto. O processo também levantou questões sobre verificação de fatos e procedimentos editoriais da revista.
Em 5 de fevereiro de 2024, The Atlantic rompeu com o colaborador Yascha Mounk depois que ele foi acusado de estupro. Mounk declarou que a acusação era "categoricamente falsa". Em 2025, dirigentes de segurança nacional do governo Trump incluíram por engano o editor Jeffrey Goldberg em uma conversa em grupo na qual organizavam e discutiam ataques militares contra os Hutis.
Em 1 de novembro de 2020, The Atlantic retratou o artigo "The Mad, Mad World of Niche Sports Among Ivy League-Obsessed Parents" após uma apuração do The Washington Post. Uma nota editorial de 800 palavras dizia: "Não podemos atestar a confiabilidade e a credibilidade da autora e, por isso, não podemos atestar a veracidade do artigo." A nota afirmava que a autora, a jornalista freelancer Ruth Shalit Barrett, havia deixado a equipe de The New Republic em 1999 em meio a acusações de plágio.
Em 7 de janeiro de 2022, Barrett processou a revista por difamação. A ação afirmava que The Atlantic havia deturpado o histórico profissional de Barrett e destruído sua carreira no jornalismo com as declarações públicas feitas a seu respeito. Em documentos judiciais, Barrett argumentou que a maneira como The Atlantic tratara acusações e erros em outro artigo, escrito por Molly Ball, mostrava inconsistência nos padrões editoriais e nas medidas de responsabilização da revista. Barrett sustentou que as imprecisões factuais e violações éticas apontadas no texto de Ball, alvo de outra ação por difamação que terminou em acordo e levou a retratações e correções, constituíam "transgressões muito mais numerosas e incomparavelmente piores" do que quaisquer erros atribuídos a seu próprio trabalho.
Em junho de 2025, após mediação, Barrett e The Atlantic chegaram a um acordo e pediram em conjunto o encerramento definitivo do processo. Registros judiciais mostram que, em 26 de junho, a revista atualizou sua nota editorial on-line para esclarecer que a fonte identificada pelo pseudônimo "Sloane" era anônima, que Barrett afirma ter optado por deixar The New Republic e que não pediu à revista que usasse um nome de autora inventado. A revisão também alterou a afirmação de que ela havia incentivado "pelo menos uma fonte" a mentir para "uma fonte". No dia seguinte, as partes apresentaram o acordo de extinção do processo na Justiça federal. Embora os termos não tenham sido divulgados nos autos, o The New York Times informou que The Atlantic concordou em pagar mais de US$ 1 milhão a Barrett. O TheWrap, citando o Times, também informou o pagamento. O artigo continua retratado e, conforme um porta-voz de The Atlantic, a nota editorial não receberá novas alterações.
No livro How to Sell a Genocide, de 2026, Adam H. Johnson criticou a cobertura de The Atlantic sobre a guerra de Gaza, caracterizando-a como especulação sobre o "dia seguinte" e como uma abordagem que atenuaria a gravidade de mortes em massa. Em 2024, em um artigo da New York sobre a trajetória de Ta-Nehisi Coates desde a publicação de "A Case for Reparations" em The Atlantic, Nathan Heller criticou a cobertura da revista sobre Israel e Palestina e escreveu que "as marcas da cobertura de The Atlantic incluem variações do aparentemente ilimitado 'direito de Israel de se defender'".
As publicações The New Arab, The New Republic e Al Jazeera Journalism Review, do grupo Al Jazeera, criticaram o artigo "The UN's Gaza Statistics Make No Sense", de Graeme Wood, sobretudo a afirmação de que "é possível matar crianças legalmente" sob as leis da guerra. Em 2024, The Nation criticou a cobertura de The Atlantic sobre protestos estudantis pró-Palestina e afirmou que a revista os havia retratado repetidamente como irracionais, militantes e intimidadores.
The Atlantic Monthly was founded in Boston in 1857 by Francis Underwood (an assistant to the publisher...