| Mercury 13 | |
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Mercury 13, Mercúrio 13 ou Treze Mulheres do Projeto Mercury foram treze mulheres americanas que, entre 1959 e 1960, participaram num programa de pesquisa financiado por iniciativa privada, conduzido pelo médico William Randolph Lovelace II, contratado pela NASA, com objetivo de testar e selecionar mulheres para voos espaciais . A primeira participante, a piloto Geraldyn "Jerrie" Cobb, ajudou Lovelace a identificar e recrutar as demais. As participantes foram submetidas com sucesso aos mesmos testes fisiológicos que os astronautas selecionados pela NASA para o Projeto Mercury. Embora Lovelace tenha chamado o projeto de Programa Mulher no Espaço, as treze mulheres ficaram conhecidas posteriormente como as "Mercury 13" – um termo cunhado em 1995 em comparação com as sete astronautas do Projeto Mercury.

Na década de 1960, algumas dessas mulheres estavam entre aquelas que pressionaram a Casa Branca e o Congresso para incluir mulheres no programa de astronautas. Em 1963, Clare Boothe Luce escreveu um artigo para a revista Life divulgando as mulheres e criticando a NASA pela falha em incluir mulheres no programa de astronautas.
As 13 do Projeto Mercury não foram admitidos no programa de astronautas, nunca treinaram em grupo e só foram ao espaço a 20 de julho de 2021, quando uma delas, Wally Funk, voou a bordo da missão suborbital New Shepard 4 da Blue Origin, no voo 16, aos 82 anos de idade.
A história dessas mulheres foi contada em livros, exposições e filmes, incluindo o documentário Mercury 13, produzido pela Netflix em 2018.

Treze mulheres foram aprovadas nos mesmos exames físicos da Fase I que a Fundação Lovelace havia desenvolvido como parte do processo de seleção de astronautas da NASA. Essas treze mulheres foram:
Aos 41 anos, Jane Hart era a candidata mais velha e mãe de oito filhos. Wally Funk era o mais jovem, com 23 anos Marion e Janet Dietrich eram irmãs gémeas.