Messerschmitt Bf 109

Messerschmitt Bf 109
Caça
Predefinição:Info/Aeronave
Um Messerschmitt Bf 109E que participou da Batalha da Grã-Bretanha fotografado em Michigan, EUA, 2006.
Descrição
Tipo / Missão Caça multiuso
País de origem Alemanha Nazista Alemanha Nazi
Fabricante Bayerische Flugzeugwerke
Messerschmitt AG
Período de produção 1936-1958
Quantidade produzida 33.984
Desenvolvido em Hispano Aviación HA-1112
Avia S-199
Primeiro voo em 29 de maio de 1935 (91 anos)
Introduzido em Fevereiro de 1937
Aposentado em 8 de Maio de 1945 - Luftwaffe
27 de Dezembro de 1965 - Força Aérea Espanhola
Tripulação 1
Especificações
Performance
Velocidade máxima 608 km/h (328 kn)
Notas
Ver Variantes e Especificações para visualizar dados específicos de cada variante.

O Messerschmitt Bf 109, por muitas vezes referido de Me 109, é um caça multiuso que foi fabricado na Alemanha. Projetado por Willy Messerschmitt e por Robert Lusser, na década de 1930, teve a designação Bf 109 emitida pelo Ministério da Aviação do Reich por representar a empresa de desenvolvimento Bayerische Flugzeugwerke, denominada Messerschmitt após ser comprada por Willy Messerschmitt. Foi um dos primeiros caças verdadeiramente modernos, incluindo características como a fuselagem toda de metal, cabine de pilotagem fechada e trem de aterragem retráctil, sendo alimentado por um motor V12 invertido com refrigeração líquida.

O Bf 109 viu pela primeira vez o serviço operacional durante a Guerra Civil Espanhola e continuou em serviço no alvorecer da era dos jatos, no fim da Segunda Guerra Mundial, durante a qual foi a espinha dorsal da força de combate da Luftwaffe, sendo a partir de 1941 constantemente complementado com o Focke-Wulf Fw 190. Após a guerra, continuou a prestar serviço pelas forças aéreas espanhola, israelita, checoslovaca, iugoslava e suíça.

Originalmente concebido para ser um interceptador, os modelos posteriores foram desenvolvidos para cumprir quase todas as tarefas imagináveis, servindo como caça de escolta para bombardeiros, caça-bombardeiro, caça de uso noturno e diurno, caça para qualquer condição meteorológica, ataque ar-solo e como aeronave de reconhecimento. Graças a esta versatilidade e desempenho, o BF 109 foi o caça mais produzido da história, com um total de 34 984 aeronaves produzidas. Foi o avião preferido do maior ás da aviação da história do combate aéreo, Erich Hartmann, com 352 vitórias confirmadas durante a guerra.

Apesar das milhares de unidades produzidas (sendo o 3º avião mais produzido da segunda guerra) e de ser pilotado pelos maiores ases da aviação da história, no dia da capitulação alemã a 8 de Maio de 1945 (Dia da Vitória na Europa), menos de 500 exemplares estavam em qualquer condição para voar. Outrora uma das armas mais temidas durante uma era de tumultos, perdas e bravura sem precedentes, o Bf 109 é hoje um valioso artefato em museus por todo o mundo.

Design e Desenvolvimento

Origem

Messerschmitt Bf109 V1.
Ajuste do mecanismo sincronizador de disparo das armas de um caça Bf 109. O sincronizador permitia o disparo das armas sem que seus projéteis atingissem e danificassem as pás da hélice durante seu giro.

Durante o ano de 1933, o Technisches Amt(C-Amt) e o departamento técnico da Reichsluftfahrtministerium (RLM - "Ministério da Aviação do Reich") concluíram uma série de projetos de pesquisa para o futuro do combate aéreo. O resultado dos estudos foi quatro grandes linhas de aeronaves:

O Rüstungsflugzeug III foi destinado a ser um interceptador de curto alcance, substituindo o Arado Ar 64 e o Heinkel He 51 que estavam em serviço. No final de Março de 1933, a RLM publicou os requisitos táticos para um caça de assento único, no documento L.A 1432/33.

O Caça precisava ter uma velocidade máxima de 400 quilômetros a uma altitude de 6 000 metros (19 690 pés), a ser mantido por 20 minutos, enquanto tendo uma duração total de voo de 90 minutos. A altitude crítica de 6 000 metros era para ser alcançada até não mais de 17 minutos, e o caça tinha que ter um teto operacional de 10 000 metros. Esse desempenho era para ser fornecido pelo novo motor Junkers Jumo 210, com cerca de 522 kW (700 hp). Em se tratando de poder de fogo, ele poderia ser armado com um canhão de 20 milímetros MG C/30 montado no motor, próximo do cubo da hélice como um "Motorkanone" (gíria para "canhão de motor"), duas metralhadoras MG 17 montadas no capô do motor ou uma metralhadora leve MG FF com dois MG 17. Também foi especificado que a carga nas asas deveriam ficar abaixo dos 100 kg/m². O desempenho foi avaliado com base no nível de velocidade, taxa de subida e a capacidade de manobra, nessa ordem.

Tem sido sugerido que a Bayerische Flugzeugwerke originalmente não tenha sido convidada para participar da competição devido à pessoal animosidade entre Willy Messerschmitt e o diretor da RLM, Erhard Milch. No entanto, uma pesquisa recente feita por Willy Radinger e Walter Shick indica que este pode não ter sido o caso, sendo assim as empresas Arado, Heinkel e a Bayerische Flugzeugwerke receberam o contrato de desenvolvimento do L.A 1432/33 ao mesmo tempo, em fevereiro de 1934. Uma quarta empresa, a Focke-Wulf, recebeu uma cópia do contrato de desenvolvimento somente em setembro de 1934. O motor era para ser o novo Junkers Jumo 210, mas com a condição de ser intercambiável com o mais poderoso e menos desenvolvido Daimler-Benz DB 600. Cada empresa foi convidada a entregar três protótipos para testes no final de 1934.

Imagens

Operadores

 Bulgaria
Croácia Estado Independente da Croácia
 Finlândia

Alemanha Nazista Alemanha Nazista

 Hungary

Reino de Itália Itália

República Social Italiana

Um Me 109 alemão.
Roménia
Checoslováquia Checoslováquia
EslováquiaRepública da Eslováquia
EspanhaEstado espanhol
Suíça
Iugoslávia
 Israel

No Brasil

No Brasil o Messerschmitt Bf 109 nunca esteve em operação, havendo apenas um exemplar no país, em exposição no Museu TAM, em São Carlos, estado de São Paulo. Uma iniciativa particular, o autodenominado projeto Brazilien Messerschmitt, intentou construir uma réplica em escala 1:1 de um Bf 109 versão G2.

Versões

Bf 109 Z-1 ( Zwillinge = "gêmeos").

Diversas versões do Bf 109 foram produzidas:

Desvantagens

Os pilotos da Luftwaffe reclamavam de seu cockpit muito apertado, tornando voar no BF 109 claustrofóbico, mas alguns pilotos diziam que isso era uma vantagem, já que ao entrar no aparelho a única coisa que se vinha a mente era derrubar inimigos. Também era crônico o problema de aterrissagem do Me-109 devido ao pequeno espaço entre os dois trens de pouso, o que o fez difícil de decolar e aterrissar, causando muitos acidentes. Mesmo assim o caça foi a espinha dorsal da Luftwaffe na II Guerra Mundial e ainda lutou em vários conflitos no pós-guerra, sendo construído pela AVIA da Tchecoslováquia, com grande número desta produção utilizados por árabes e israelenses nos diversos conflitos iniciais no oriente médio.

Referências

  1. 1 2 3 4 Nowarra 1993, p. 189.
  2. 1 2 Green 1980, pp. 7, 13.
  3. ↑ Kaplan, Philip. Fighter Aces of the Luftwaffe in World War II. Pen and Sword, 2007, pág. 105, (em inglês) ISBN 9781844154609 (23 de janeiro de 2016).
  4. ↑ Ltda, Inner Editora. «Os aviões mais produzidos da Segunda Guerra». AERO Magazine. Consultado em 25 de fevereiro de 2021
  5. ↑ Zobel and Mathmann 1995, p. 3.
  6. 1 2 3 4 5 Ritger 2006, p. 6.
  7. ↑ Kobel and Mathmann 1997, p. 3.
  8. ↑ Beaman and Campbell 1980, p. 13.
  9. ↑ "List of Israeli Air-to-Air Victories 1948-1966." Arquivado em 9 de junho de 2009, no Wayback Machine. acig.org.
  10. ↑ «BE 109 no Museu da TAM»
  11. ↑ Web Archive(do original UOL) - Brazilien Messerschmitt. Acessado em 23/06/2018.
  12. ↑ Messerschmitt Bf 109 E–F series. Autor: Robert Jackson. Bloomsbury Publishing, 2015, pág. 18, (em inglês) ISBN 9781472804907 Adicionado em 23/06/2018.
  13. ↑ Luftwaffe39-45 - Messerschmitt Bf 109 (Variantes e Subtipos). Acessado em 23/06/2018.

Ligações externas

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Messerschmitt Bf 109
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