| Morro de Nosso Senhor do Bonfim | |
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Morro do Bonfim | |
Morro do Bonfim visto a partir da linha férrea, na Reta de Santanense (Itaúna). | |
| Ponto mais alto | |
| Coordenadas | 20° 03′ 21,71006″ S, 44° 34′ 54,79092″ O |
| Altitude | 1 050 m |
| Geografia | |
| Localização | |
| Município | |
O Morro de Nosso Senhor do Bonfim, popularmente conhecido como Morro do Bonfim, é uma formação rochosa antiga localizada em Itaúna, Minas Gerais. O morro é um dos pontos mais altos do município, ficando próximo ao centro da cidade, voltado ao norte em relação à Praça Dr. Augusto Gonçalves. No alto dele, existe uma igreja em homenagem ao Senhor do Bonfim, patrimônio municipal tombado, uma estação meteorológica, além de várias antenas de serviços de comunicação. É Parte do Circuito Turístico Verde da Trilha dos Bandeirantes.
O Morro do Bonfim fica ao norte da sede do município de Itaúna, perto do trevo entre as rodovias MG-050 e MG-431. A distância em relação à Matriz de Sant'Ana é de 1700 metros, similar à da estrada entre o pé da elevação e a capela do Senhor do Bonfim.
Assim como boa parte do território de Itaúna, o Morro do Bonfim é caracterizado pela Mata Atlântica, sendo nele aplicável a Lei da Mata Atlântica, de 2012, que determina a preservação especial desse bioma.
Já a formação rochosa que constitui o morro é extremamente antiga, de composição ígnea. Na realidade, todo o terreno da cidade em si de Itaúna é parte de um só corpo ígneo, denominado Tonalito Itaúna, o qual é circundado por complexos de granito e diorito, os quais abrangem parte da área do município, bem como vários municípios limítrofes, em especial os da região de Divinópolis. Portanto, tem-se que o Morro do Bonfim é descrito como um granitoide intensamente deformado, o que pode ser percebido pela forma mais arredondada de seu cume, o que indica uma intensa erosão. Em terrenos do tipo, não sendo o Bonfim uma exceção, são muito comuns deslizamentos de terra.
O terreno do morro foi formado no eon Arqueano, mais precisamente durante a era do Neoarqueano, entre 2,8 e 2,5 bilhões de anos atrás.
Para acessar o morro, existe uma estrada pavimentada que parte da MG-050, passa pela Capela e segue até a Estação Meteorológica.
| Capela de Nosso Senhor do Bonfim | |
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Fachada da Capela | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Arquitetura colonial do Brasil (Barroco Jesuítico Tardio) |
| Arquiteto | Tenente José Ribeiro Azambuja |
| Religião | Catolicismo Romano |
| Diocese | Diocese de Divinópolis |
| Geografia | |
| País | |
| Cidade | |
| Coordenadas | 20° 03′ 21,71006″ S, 44° 34′ 54,79092″ O |
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O Morro do Bonfim sempre teve papel na religiosidade de Sant'Ana do São João Acima e de Itaúna. Hoje com esse nome, ele era anteriormente conhecido como Morro de Santa Cruz, devido à instalação de um cruzeiro no alto dele, que perdurava desde os tempos dos bandeirantes. No entanto, em 1853, frades barbôneos franciscanos, vindos da Península Itálica, dentre outras recomendações, como a troca dos oragos das matrizes, determinaram a construção de uma capela em homenagem ao Senhor do Bonfim. O pedido, atendido, ficou de responsabilidade do tenente-coronel José Ribeiro Azambuja, que providenciou uma obra simples, mas significativa. Como o morro, e, por conseguinte, a Igreja, ficavam dentro de um território particular, não houve nem interferência nem ajuda por parte das autoridades eclesiásticas. A cruz que nomeava o morro foi preservada, mas, infelizmente, ruiu na década de 1960, sendo substituída por uma nova, feita de concreto.
A festa da Santa Cruz continuou a ser celebrada no alto do morro, que agora contava com uma igreja, a qual era frequentemente revitalizada durante o século XX. Além do novo cruzeiro, o sino foi instalado durante a década de 1980.
No entanto, com o advento do terceiro milênio, a capela passou a ser esquecida pelas autoridades e pela comunidade itaunense. O abandono culminou no fatídico incêndio da madrugada do dia 16 de outubro de 2014. Com características de ação criminosa, segundo os bombeiros, o fogo destruiu o teto e o assoalho da capela, além de comprometer a estrutura das paredes. O processo da reconstrução durou praticamente três anos, com a reabertura acontecendo em 27 de março de 2017.
A capela integra a paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com sede no bairro Padre Eustáquio, e conta com a celebração da Santa Missa no último domingo de cada mês.
Mesmo sendo edificada no período imperial, o estilo da construção é colonial, remetendo às primeiras construções barrocas levantadas pelos jesuítas no começo da ocupação do interior do Brasil. O pé-direito da capela é de aproximadamente seis metros. O telhado é dividido em três: o da nave principal, o do altar e o da sacristia, sendo que aquele e esse têm duas águas, enquanto este apenas uma. A cobertura, que contém eira e beira, é sustentada por ripas de madeira e é composta por telhas de cerâmica, ao estilo colonial. Já as paredes são feitas de adobe e revestidas somente com reboco, com madeiras ajudando a dilatar sem trincá-los. No interior, o altar mor é rente à parede (estilo retábulo), sem grandes ornamentações típicas do ciclo do ouro. O piso atual é feito de madeira, na parte do altar, e de cimento queimado no restante da edificação.
Ao redor, existem 14 capelinhas, usadas para a via sacra.
De acordo com João Dornas Filho, durante a Guerra do Paraguai, houve uma campanha dos Voluntários da Pátria em Pitangui, cidade da qual Sant'Ana do São João Acima era distrito. Para tentar fugir do serviço militar, conta-se que um jovem, de nome Evaristo Cunha, fugiu e passou vários dias escondido na capela do Bonfim, para escapar da luta contra Solano.