Norbert Elias

Norbert Elias
Norbert Elias
Nascimento22 de junho de 1897
Breslávia, Baixa Silésia
Morte1 de agosto de 1990 (93 anos)
Amsterdã, Países Baixos
SepultamentoWestgaarde
Nacionalidadealemã
CidadaniaReino Unido, Alemanha
Alma mater
OcupaçãoSociólogo
Distinções
  • Grã-cruz do Mérito com Estrela da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha
  • Comandante da Ordem de Orange-Nassau
  • Prêmio Theodor W. Adorno (1977)
  • Grã-Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha (1986)
  • honorary doctor of the University of Strasbourg-II (1987)
  • Premio Nonino (1990)
Empregador(a)Universidade de Bochum, London School of Economics, universidade de Bielefeld, Universidade de Leicester
Orientador(a)(es/s)Richard Hönigswald
Obras destacadasO Processo Civilizador
Principais interessesSociologia, Filosofia e Psicologia
Placa afixada na casa onde Norbert Elias viveu em Breslávia

Norbert Elias (Breslávia, 22 de junho de 1897 – Amsterdã, 1 de agosto de 1990) foi um sociólogo alemão. Elias é um dos principais representantes da sociologia dos processos, também conhecida como sociologia das figurações ou Sociologia Figuracional.

Vida

De família judaica, teve de fugir da Alemanha nazista, exilando-se em 1933 na França, antes de se estabelecer na Inglaterra, onde passou grande parte de sua carreira. Todavia, seus trabalhos em alemão tardaram a ser reconhecidos e ele viveu de forma precária em Londres antes de obter em 1954 um posto de professor na Universidade de Leicester.

Suas obras focaram a relação entre poder, comportamento, emoção e conhecimento na História. Devido a circunstâncias histórico-políticas, Elias permaneceu durante um longo período como um autor marginal, tendo sido redescoberto por uma nova geração de teóricos nos anos 70, quando se tornou um dos mais influentes sociólogos de todos os tempos.

Sua tardia popularidade pode ser atribuída à sua concepção de grandes redes sociais, que encontrou aplicação nas sociedades ocidentais pós-modernas, onde a presença da ação individual não pode ser negligenciada. De fato, a demasiada ênfase na estrutura sobre o indivíduo em vigor até então começava a ser duramente criticada.

A obra mais importante de Elias foram os dois volumes de O Processo Civilizatório. Originalmente publicado em 1939, foi virtualmente ignorado até sua republicação em 1969, quando o primeiro volume foi traduzido ao inglês. Este primeiro volume traça os acontecimentos históricos do habitus europeu, ou seja, a estrutura psíquica individual moldada pelas atitudes sociais. Elias demonstrou como os padrões europeus pós-medievais de violência, comportamento sexual, funções corporais, etiqueta à mesa e formas de discurso foram gradualmente transformados pelo crescente domínio da vergonha e do nojo, atuando para fora de um núcleo cortesão etiqueta. O autocontrole era cada vez mais imposto por uma rede complexa de conexões sociais desenvolvidas por uma autopercepção psicológica que Freud cunhou como "super-ego." O segundo volume de O processo civilizatório aborda as causas destes processos e os reconhece nas cada vez mais centralizadas e diferenciadas interconexões na sociedade.

Quando a obra de Elias foi acolhida por grandes setores da intelectualidade, inicialmente sua análise do processo social foi mal compreendida e tomada como uma forma de darwinismo social. Com leituras posteriores, esta ideia foi deixada e sua obra foi entendida a partir de uma outra chave de pensamento sobre o processo social.

Obras

Em sua obra, Nobert Elias fala que em um determinado bairro ao chegar um novo grupo de integrantes (ou indivíduo) há uma imediata exclusão destes por parte da população que já dominava essa área, pelo simples fato deste não fazerem parte de suas zonas de conforto. Gerenciando assim, no bairro, um crescente aumento no número de gangues e de criminosidade, resultante da exclusão dos outsiders.

Referências

  1. 1 2 3 4 5 Gestel, Joannes Van (2018). Norbert Elias and the Analysis of History and Sport: Systematizing Figurational Sociology. Oxon: Routledge. ISBN 978-1-351-21265-6
  2. 1 2 3 4 5 Robert van Krieken, Norbert Elias, Key Sociologists series, London: Routledge, 1998.
  3. ↑ Carneiro, Erica Mariosa (10 de abril de 2022). «Habitus e o sequestro do eu-nós». Blogs de Ciência da Unicamp. Consultado em 18 de abril de 2022

Fontes

Ligações externas