| OpenBSD | |
|---|---|
| Versão do sistema operativo BSD | |
Área de trabalho do OpenBSD 6.1 | |
| Produção | Equipe do OpenBSD |
| Modelo | Open Source |
| Lançamento | 1 de outubro de 1996 (30 anos) |
| Versão estável | 7.9 (19 de maio de 2026) |
| Repositório | |
| Núcleo | Monolítico |
| Licença | BSD |
| Estado de desenvolvimento | |
| Ativo | |
| Página oficial | www |
O OpenBSD é um sistema operacional livre da família UNIX, multiplataforma. Seu time de desenvolvedores enfatiza a portabilidade, padronização, correção e segurança. Ele suporta emulação binária da maioria dos binários de SRV4 (Solaris), FreeBSD, Linux, SunOS e HP-UX e funciona nas plataformas alpha, amd64, armish, hp300, hppa, i386, landisk, luna88k, mac68k, powerpc, mvme68k mvme88k, sgi, sparc, sparc64, vax e zaurus.
Os binários e fontes do OpenBSD permitem livre distribuição, segundo uma licença do tipo BSD. Isto inclui a permissão de reutilizar qualquer parte do código fonte do OpenBSD, tanto para uso pessoal quanto para propósitos comerciais. Não existe nenhuma outra restrição posterior àquelas implicadas pela licença original do OpenBSD. Ele pode ser livremente usado em ambientes doméstico, acadêmico, instituições governamentais, organizações sem fins lucrativos e organizações comerciais.
O site do OpenBSD apresenta uma referência de destaque ao histórico de segurança do sistema. Até junho de 2002, ele exibia a frase:
| “ | Cinco anos sem uma falha remota na instalação padrão! | ” |
Em junho de 2002, Mark Dowd, da Internet Security Systems, divulgou um erro no código do OpenSSH que implementava a autenticação desafio–resposta. Essa vulnerabilidade na instalação padrão do OpenBSD permitia que um invasor obtivesse acesso remoto à conta de root, o que era extremamente grave não apenas para o OpenBSD, mas também para o grande número de outros sistemas operacionais que utilizavam o OpenSSH naquela época. Esse problema exigiu que o slogan no site do OpenBSD fosse ajustado para:
| “ | Um buraco remoto na instalação padrão, em quase 6 anos! | ” |
A frase permaneceu inalterada com o passar do tempo, até 13 de março de 2007, quando Alfredo Ortega, da Core Security Technologies, divulgou uma vulnerabilidade remota relacionada à rede. A citação foi posteriormente alterada para:
| “ | Apenas duas vulnerabilidades remotas na instalação padrão -- em um tempão! | ” |
Essa afirmação foi criticada porque a instalação padrão contém poucos serviços em execução, e muitos casos de uso exigem serviços adicionais. Além disso, como a árvore de ports contém software de terceiros não auditado, é fácil para os usuários comprometerem a segurança ao instalar ou configurar incorretamente pacotes. No entanto, o projeto afirma que o slogan é intencionado para se referir à instalação padrão e que, sob esse critério, está correto.
Uma das ideias fundamentais por trás do OpenBSD é a busca por sistemas simples, limpos e seguros por padrão. A instalação padrão é bastante mínima, o que, segundo o projeto, garante que os usuários iniciantes “não precisem se tornar especialistas em segurança da noite para o dia”, o que está de acordo com as práticas de código aberto e de auditoria de código, consideradas elementos importantes de um sistema de segurança. Serviços adicionais devem ser habilitados manualmente, para que os usuários pensem primeiro nas implicações de segurança.
Em 15 de dezembro de 2010 o líder do projeto, Theo de Raadt, publicou um e-mail de Gregory Perry, antigo desenvolvedor, onde este afirmava que o FBI havia-lhe forçado a inserir um backdoor no código do IPSEC do sistema operacional. A veracidade do relato, até o momento, não foi confirmada.
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