| Oren Ambarchi | |
|---|---|
Ambarchi em 2007 | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 1969 Sydney, Austrália |
| Gêneros | Música experimental, improvisação livre |
| Ocupação | Músico, compositor |
| Instrumentos | Guitarra, bateria |
| Período em atividade | anos 1990–presente |
| Gravadoras | Touch, Tzadik Records, Editions Mego, Drag City [en], Black Truffle |
| Página oficial | orenambarchi |
Oren Ambarchi (Sydney, 1969) é um músico e compositor australiano de música experimental, cujo trabalho se centra sobretudo na exploração da guitarra. A sua música combina eletrónica, improvisação, minimalismo e a fisicalidade do rock, em peças longas construídas sobre tons graves de guitarra. Gravou para editoras como a Touch, a Editions Mego e a Drag City [en], e dirige a sua própria editora, a Black Truffle. Colaborou com músicos como Keiji Haino, Jim O'Rourke, Sunn O))), Fennesz e Merzbow [en].
Ambarchi nasceu em Sydney, em 1969, numa família de judeus sefarditas originária do Iraque. Na adolescência aprendeu a tocar bateria, dedicando-se inicialmente ao free jazz. Mudou-se depois para Nova Iorque, onde estudou numa escola judaica ortodoxa em Brooklyn; nesse período, a música de Morton Feldman [en], Alvin Lucier [en], John Zorn e Keiji Haino levou-o a pegar na guitarra.
De regresso à Austrália, influenciado pela cena noise japonesa, formou com o baterista Robbie Avenaim o grupo de noise/punk Phlegm e, mais tarde, os Menstruation Sisters. Zorn convidou-o a atuar no festival Radical Jewish Culture de 1993, e em 1999 a editora de Zorn, a Tzadik, lançou o álbum em duo com Avenaim The Alter Rebbe's Nigun. Em 1994, os dois organizaram o evento What Is Music?, que se tornou um festival anual.
A carreira a solo começou em 1998 com Stacte, gravado em casa num só take. Seguiram-se, pela editora britânica Touch, Insulation (1999) e Suspension (2001). O registo ao vivo Triste recebeu em 2003 uma menção honrosa na categoria de música digital do Prix Ars Electronica. Em Grapes from the Estate (Touch, 2004) usou harmónica de vidro, cordas, sinos, piano, bateria e percussão; In the Pendulum's Embrace (2007) foi apresentado como o seu «gémeo sombrio». Em 2005 participou no álbum Black One dos Sunn O))), com quem também atuou frequentemente ao vivo.
Em 2012 lançou, entre outros discos, Audience of One, uma suíte em quatro partes. Em 2014 gravou Shade Themes from Kairos com Stephen O'Malley e Randall Dunn, para a Drag City, e lançou Quixotism pela Editions Mego, com a participação de Thomas Brinkmann [en], John Tilbury [en] e da Orquestra Sinfónica da Islândia [en]. Quixotism figurou na lista dos 50 melhores lançamentos de 2014 da revista The Wire, e, segundo a biografia oficial do músico, a Pitchfork nomeou-o nesse ano artista experimental do ano. Hubris (Editions Mego, 2016) contou com contribuições de Ricardo Villalobos [en] e Arto Lindsay, entre outros. Em maio de 2019, um festival de três dias no Café Oto, em Londres, assinalou o seu 50.º aniversário e os dez anos da sua editora, a Black Truffle, que conta com mais de 90 lançamentos, entre os quais vários concertos do trio de Ambarchi com Keiji Haino e Jim O'Rourke, que atua anualmente em Tóquio. Em agosto de 2019 foi capa da The Wire (n.º 426).
Em 2022 a Drag City editou Ghosted, gravado em Estocolmo com Johan Berthling e Andreas Werliin, e o álbum a solo Shebang, com músicos como Jim O'Rourke, Chris Abrahams e Julia Reidy. O trio com Berthling e Werliin prosseguiu com Ghosted II (2024) e Ghosted III (2025).