| Língua cristã Papiá kristáng | ||
|---|---|---|
| Pronúncia: | crioula de papear "cristão" | |
| Outros nomes: | português de Malaca crioulo de Malaca malaquês | |
| Falado(a) em: | Singapura, Malásia | |
| Região: | Sudeste Asiático | |
| Total de falantes: | Entre 900 e 2150 | |
| Família: | Crioulos de base portuguesa Crioulos malaio-portugueses Malásia Língua cristã | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | -- | |
| ISO 639-2: | --- | |
| ISO 639-3: | mcm
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| Linguasphere: |
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A língua cristã, português de Malaca, crioulo de Malaca, malaquês, papiá kristáng ou simplesmente papiá, é uma língua crioula de base portuguesa com estrutura gramatical próxima do malaio, falado na Malásia e em Singapura pelos descendentes dos colonizadores portugueses e suas famílias miscigenizadas. Papiá é a pronúncia crioula de papear, i.e., falar, conversar, dizer. Kristáng é a pronúncia de "cristão", posto que a maioria dos falantes do citado crioulo seguiam a religião cristã, oficial em Portugal e seus domínios coloniais ultramarinos.
Um crioulo comum é a língua Kristang, que é uma mistura de português e do dialeto local em Malaca. Kristang se originou em 1511, quando os comerciantes portugueses que chegaram a Malaca precisavam encontrar uma língua comum para mergulhar na cultura e facilitar o comércio.
Diferentemente do que se diz nas histórias da comunidade kristáng em Malaca, a dança do vira não foi introduzida pelos primeiros colonizadores portugueses chegados nas caravelas, mas sim por padres lusitanos enviados nas décadas de 40 e 50 pelo governo português para assistir religiosamente a comunidade crioula e transmitir-lhes um pouco da cultura portuguesa metropolitana.
Seu endônimo Papia Kristang é tirado do português papear cristão ("conversar com cristão"). O elemento papia do nome é cognato com Papiamento, outro crioulo de base portuguesa falado nas Índias Ocidentais Holandesas.
Existem duas etimologias diferentes para a palavra Kristang. A primeira é histórica e derivada da palavra portuguesa Cristão, que significa cristão.
Isso é advindo através da prática acadêmica ocidental da pesquisa linguística histórica, também através de uma compreensão das conexões muito visíveis no cristianismo e podem entender facilmente como as mudanças morfológicas e fonológicas na palavra Cristão deram origem à palavra Kristang.
No entanto, desde 28 de novembro de 2022, existe uma segunda opção etimológica para interpretar a palavra Kristangnow através da pesca dos sonhos, pelo qual o lexema Kristang é reinterpretado como um calque morfológico da palavra grega xρυσός (crisos), que significa 'ouro', e a palavra holandesa steen, que significa 'pedra'. Além do português e do malaio, as duas línguas mais conhecidas que contribuem para a gramática e o léxico de Kristang, que por si só é uma língua crioula ou indígena mista, a contribuição holandesa tanto para a língua Kristang quanto para a nossa cultura e identidade também tem sido significativa, mas muitas vezes não é tão abertamente reconhecida na esfera pública.
A língua tem cerca de 800 falantes em Malaca, dos quais 100 são falantes plenos, do total de 1000 a 2000 que constituem a comunidade actual kristáng na cidade. Há também alguns falantes em Kuala Lumpur e Singapura devido à emigração, havendo menos de 100 falantes fluentes em Singapura e não se conhecendo o estado da língua em Kuala Lumpur. O kristáng é também falado por alguns imigrantes e seus descendentes no Reino Unido, para onde alguns se mudaram após a independência, e também na Austrália, em particular na cidade de Perth, que é um destino popular de retornados na comunidade.
A língua encontra-se ameaçada, com baixa transmissão para a juventude, perdendo importância social para o inglês e o malaio, tendo esforços de revitalização encontrado dificuldades na pandemia do Covid-19.
O Kristang é uma língua crioula de base portuguesa falada principalmente na Malásia e em Singapura. Em Malaca, estima-se que haja cerca de 750 falantes, enquanto em Singapura o número é menor, com aproximadamente 100 falantes. Além disso, pequenas comunidades de falantes podem ser encontradas em outras regiões, como em Perth, na Austrália.
A disseminação do Kristang está intimamente ligada às comunidades de descendentes de portugueses e malaios, conhecidas como "Eurasians" ou "Kristang". Essas comunidades surgiram a partir do século XVI, durante o período colonial português na região. Com o tempo, houve migrações dessas comunidades para outras áreas, contribuindo para a formação de pequenas diásporas de falantes de Kristang.
O Kristang não possui uma diversidade significativa de dialetos internos reconhecidos. No entanto, existem variações linguísticas influenciadas por fatores geográficos e sociais, especialmente entre as comunidades de Malaca e Singapura. Essas variações refletem as influências locais e as interações com outras línguas presentes nessas regiões.
Em relação às línguas relacionadas, o Kristang pertence ao grupo das línguas crioulas de base portuguesa. Dentro desse grupo, está associado ao crioulo malaio-português, que inclui outras variantes crioulas desenvolvidas em áreas do Sudeste Asiático sob influência portuguesa. Essas línguas compartilham características linguísticas devido à base lexical portuguesa combinada com estruturas gramaticais e vocabulário de línguas locais.
A preservação e revitalização do Kristang enfrentam desafios devido ao número reduzido de falantes e à influência predominante de outras línguas na região. Esforços comunitários e acadêmicos têm sido implementados para promover o ensino e o uso do Kristang, com o intuito de assegurar a continuidade dessa língua e cultura únicas.
Interessados em dominar o estratégico estreito de Malaca, por onde escoavam as especiarias oriundas das Filipinas, de Timor-Leste, das Ilhas Molucas e de Macau, os portugueses se apossaram da região em 1511, estabelecendo uma feitoria e um forte, posteriormente tomados pelos Países Baixos por iniciativa da Companhia das Índias Orientais. Ulteriormente toda a região e zonas próximas cairiam sob administração britânica, assim permanecendo até a Segunda Guerra Mundial, quando esteve sob fortes ataques da expansão nipónica no sueste asiático. Atualmente faz parte da Malásia.
Ao chegarem a Malaca, os portugueses se depararam com a cultura Penang, fruto da mestiçagem entre comerciantes chineses e malaias. Paulatinamente, o português se mesclou com o malaio e palavras de origem chinesa. Desta fusão das três línguas surge o papiá kristáng, crioulo de base portuguesa com influências fonéticas e gramaticais dos substratos chinês e malaio. A comunidade de falantes descende principalmente de casamentos entre navegadores portugueses e mulheres locais malaias, assim como de um certo número de migrantes vindos de Goa, eles próprios de ascendência indo-portuguesa.
O kristáng teve uma influência substancial no Patuá macaense, a língua crioula falada em Macau, dado à migração substancial de Malaca após a região ser ocupada pelos holandeses. Mesmo após Portugal perder Malaca e quase todo o contacto em 1641, a comunidade kristáng largamente preservou a sua língua. Devido a melhores condições de vida e trabalho em Singapura, centenas de falantes de Papiá kristáng fixaram-se no país vizinho e levaram o crioulo consigo; porém, com os casamentos com singapureanos a tendência é ao desaparecimento do kristáng em Singapura. Em Malaca a comunidade crioulófona falante de papiá kristáng conta com escola e associação. Foi publicado um dicionário de português-papiá kristáng, e o crioulo e sua comunidade foram tema de um artigo da Revista de Cultura do Instituto da Cultura de Macau.
O Kristang originou-se no século XVI, após a conquista de Malaca pelos portugueses em 1511. A interação entre os colonizadores portugueses e a população local malaia resultou em casamentos mistos e na formação de uma comunidade mestiça conhecida como "Kristang". Essa comunidade desenvolveu uma língua crioula que incorporava elementos do português e do malaio.
Com a chegada dos holandeses em 1641 e, posteriormente, dos britânicos, a influência portuguesa diminuiu, mas a comunidade Kristang manteve sua identidade linguística e cultural. No entanto, ao longo dos séculos XIX e XX, fatores como a urbanização, a educação em línguas dominantes e a migração contribuíram para o declínio do uso do Kristang.
A documentação do Kristang começou no século XIX, com missionários e linguistas registrando aspectos da língua e da cultura Kristang. Um dos primeiros trabalhos significativos foi a publicação de um dicionário e uma gramática por W. G. Shellabear em 1885. Desde então, diversos estudos acadêmicos têm sido realizados para documentar e analisar a língua, visando sua preservação e revitalização. W. G. Shellabear em 1885
Tradicionalmente, o Kristang era transmitido oralmente dentro das famílias e comunidades. Com o declínio no número de falantes, iniciativas de revitalização têm sido implementadas. Em Singapura, por exemplo, o projeto "Kodrah Kristang" oferece aulas de Kristang para a comunidade, buscando reverter o processo de perda linguística e promover o uso da língua entre as novas gerações. Kodrah Kristang
A fonologia do Kristang apresenta consoantes e vogais simples, pensando na origem. O sistema fonológico inclui um conjunto de consoantes e vogais bem definido.
O inventário consonantal do Kristang inclui os seguintes fonemas:
| Bilabial | Labiodental | Dental | Alveolar | Pós-alveolar | Palatal | Velar | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Plosiva | /p/ /b/ | /t/ /d/ | /k/ /ɡ/ | ||||
| Nasal | /m/ | /n/ | /ɲ/ | /ŋ/ | |||
| Fricativa | /f/ /v/ | /s/ /z/ | /ʃ/ /ʒ/ | ||||
| Aproximante | /j/ | /w/ | |||||
| Aproximante lateral | /l/ |
Os fonemas /ʃ/ e /z/ ocorrem principalmente em empréstimos do português. A consoante /ŋ/ ocorre geralmente em posição final de sílaba e é frequente em palavras de origem malaia.
O sistema vocálico do Kristang é composto por cinco vogais:
| Anterior | Central | Posterior | |
|---|---|---|---|
| Fechada | /i/ | /u/ | |
| Semifechada | /e/ | /o/ | |
| Aberta | /a/ |
As vogais podem ocorrer em encontros vocálicos, formando ditongos, principalmente em palavras de origem portuguesa. Ditongos comuns incluem /ai/, /au/ e /oi/.
Parece que as vogais nasais portuguesas /ĩ/, /ẽ/, /ɐ/, /ũ/, /õ/ como tais não aparecem em kristang. Assim pode-se dizer, resumidamente, que em vez das vogais nasais encontramos uma vogal oral + a consoante nasal velar /ŋ/,representado na escrita como ng.
O Kristang não é uma língua tonal; ou seja, o tom não é utilizado para distinguir significados entre palavras.
Alguns fenômenos fonológicos ocorrem no Kristang, incluindo: - **Elisão**: Algumas vogais átonas (vogais sem ênfase/entonação) podem ser omitidas na fala rápida. - **Redução vocálica**: As vogais médias podem ser reduzidas em sílabas não tônicas (que são as sílabas sem ênfase/entonação). - **Palatalização**: Em alguns casos, sons alveolares podem se tornar palatais em contato com vogais anteriores.
A estrutura silábica típica do Kristang segue o padrão Consoante-Vogal (CV), embora ocorram também sílabas com estruturas mais complexas, como CVC. Encontros consonantais no início das sílabas são raros e geralmente resultam de empréstimos linguísticos.
A acentuação do Kristang segue um padrão previsível, com a tonicidade no Kristang geralmente fixa na penúltima sílaba das palavras. No entanto, há exceções, especialmente em palavras emprestadas de outras línguas. A entonação é utilizada para expressar destaques em contextos (nuances) emocionais e estruturais na fala, similar ao que ocorre em outras línguas não tonais. O ritmo é geralmente silábico, semelhante ao português.
Existem variações dialetais no Kristang, especialmente entre as comunidades de Malaca e Singapura. Essas diferenças manifestam-se principalmente na pronúncia de certos fonemas e no léxico, influenciadas pelas línguas locais e pelo grau de contato com outras comunidades linguísticas. Algumas variações regionais e individuais ocorrem, especialmente na pronúncia de consoantes fricativas e nasais. Em algumas variedades, /ʃ/ pode ser realizado como [s], e /ŋ/ pode ser substituído por [n] em certos contextos.
O Kristang é escrito predominantemente com o alfabeto latino em uma ortografia semipadronizada. A escrita segue a direção horizontal da esquerda para a direita. Como um crioulo baseado no português, a ortografia do Kristang frequentemente reflete a fonologia da língua de maneira relativamente fonética, embora haja algumas variações entre diferentes comunidades de falantes.
A tabela a seguir apresenta os principais grafemas utilizados na escrita do Kristang, seus correspondentes fonemas em AFI e exemplos de pronúncia baseados em sons equivalentes no português.
| Grafema | Fonema(s) (AFI) | Exemplo de pronúncia |
|---|---|---|
| A | /a/ | "casa" (PT) |
| B | /b/ | "bola" (PT) |
| C | /k/, /s/ | "casa" (PT, /k/), "cima" (PT, /s/) |
| D | /d/ | "dado" (PT) |
| E | /e/, /ɛ/ | "tempo" (PT, /e/), "pé" (PT, /ɛ/) |
| F | /f/ | "faca" (PT) |
| G | /ɡ/, /ʒ/ | "gato" (PT, /ɡ/), "gelo" (PT, /ʒ/) |
| H | ∅ (silencioso) | Sem som próprio |
| I | /i/ | "lindo" (PT) |
| J | /ʒ/ | "jogo" (PT) |
| K | /k/ | Como "kilo" (PT) |
| L | /l/ | "lago" (PT) |
| M | /m/ | "mão" (PT) |
| N | /n/ | "nuvem" (PT) |
| O | /o/, /ɔ/ | "povo" (PT, /o/), "sol" (PT, /ɔ/) |
| P | /p/ | "pato" (PT) |
| Q | /k/ | "quilo" (PT) |
| R | /r/, /ɾ/ | "rato" (PT, /r/), "caro" (PT, /ɾ/) |
| S | /s/, /z/ | "sapo" (PT, /s/), "casa" (PT, /z/) |
| T | /t/ | "teto" (PT) |
| U | /u/ | "luz" (PT) |
| V | /v/ | "vida" (PT) |
| X | /ʃ/, /ks/ | "xícara" (PT, /ʃ/), "táxi" (PT, /ks/) |
| Z | /z/ | "zebra" (PT) |
O Kristang usa poucos diacríticos na escrita cotidiana, mas alguns textos mais formalizados podem empregar acentos para distinguir vogais abertas e fechadas:
´ (agudo): Indica vogal aberta, como em é (/ɛ/) e ó (/ɔ/).
ˆ (circunflexo): Indica vogal fechada, como em ê (/e/) e ô (/o/).
1. Dígrafos: Certos sons são representados por combinações específicas de letras:
"ch" representa /ʃ/ (como em "chave" em português).
"nh" representa /ɲ/ (como em "banho" em português).
"lh" representa /ʎ/ (como em "milho" em português).
2. Tonicidade: A acentuação gráfica pode ser usada em materiais didáticos para marcar sílabas tônicas, mas na prática cotidiana, a tonicidade é geralmente determinada pelo contexto.
3. Omissão de letras: Algumas palavras podem ser escritas de maneira simplificada para refletir a pronúncia coloquial, como "ngka" para "nunca" e "ke" para "quê".
O sistema de escrita do Kristang não é rigidamente padronizado, o que resulta em variações ortográficas entre diferentes textos e comunidades de falantes.
A língua Kristang, uma língua crioula de base portuguesa falada principalmente em Malaca, apresenta características gramaticais que refletem sua origem portuguesa e as influências das línguas locais. A seguir, descreve-se as principais características gramaticais dessa língua.
Kristang possui artigos definidos e indefinidos para indicar se algo é específico ou não.
Artigos definidos: "o" (masculino) e "a" (feminino), usados para referir-se a algo específico ou já conhecido pelo falante e ouvinte.
Artigos indefinidos: "um" (masculino) e "uma" (feminino), usados para referir-se a algo não específico ou desconhecido.
Os pronomes possessivos em Kristang são usados para indicar posse e geralmente seguem a mesma estrutura dos pronomes pessoais, com a adição de um possessivo. Eles concordam em gênero e número com o objeto possuído.
Exemplo:
"minha casa" (minha casa) "seu carro" (seu carro)
Os pronomes pessoais em Kristang, assim como em outras línguas, são usados para referir-se às pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa). Estes pronomes variam por número (singular e plural) e podem ser divididos da seguinte maneira:
1ª pessoa: yo (singular), mus (plural)
2ª pessoa: bos (singular), bolota (plural)
3ª pessoa: eli (singular), olotu (plural)
Em relação ao português, há diferença na segunda e na terceira pessoa do plural.
Os verbos em Kristang são conjugados para indicar o tempo, modo, aspecto, pessoa e número. O sistema verbal é relativamente simples em comparação com o português, mas mantém aspectos importantes de sua origem portuguesa.
Kristang distingue entre passado, presente e futuro. O tempo passado é marcado pela partícula "já", enquanto o futuro é indicado pela partícula "mai". O presente pode ser expresso sem marcação explícita ou por meio do uso do verbo "ta" (estar) seguido do verbo principal.
Exemplo:
"Eu já comeu" (Eu comi)
"Eu ta comendo" (Eu estou comendo)
"Eu mai come" (Eu comerei)
O modo indicativo é o mais utilizado, mas o subjuntivo também aparece em contextos de desejo ou hipótese, assim como o imperativo, utilizado para dar ordens ou pedidos.
O aspecto é geralmente expresso com verbos auxiliares como "ta" (em curso) ou "já" (completado), refletindo a continuidade ou a conclusão de uma ação.
Kristang segue uma ordem básica de frases do tipo Sujeito-Verbo-Objeto (SVO), semelhante ao português. No entanto, a flexibilidade da língua permite que, em algumas situações, a ordem da frase seja alterada para dar ênfase a certos elementos da sentença.
Exemplo:
"Eu ta come peixe" (Eu estou comendo peixe)
"Peixe eu ta come" (Peixe, eu estou comendo)
O alinhamento morfossintático de Kristang é do tipo nominativo-acusativo, em que o sujeito de um verbo intransitivo e o agente de um verbo transitivo são tratados da mesma forma, enquanto o objeto do verbo transitivo é marcado de maneira distinta.
O vocabulário apresenta forte influência do português arcaico, juntamente com elementos do malaio e de outras línguas da região. Como exemplo, umas expressões comuns e um poema de Malaca a seguir:
Tradução em português:
Kristang possui três sistemas de contagem divididos entre os de base-10, base-12 e base-16. Os "nanamba" são base-10, os "lusembra" são base-12 e os diseides são base-16. Kristang é o único idioma do mundo com três sistemas de contagem separados atualmente.
| # | Nominu (Nominal) | Ordieru (Ordinal) |
|---|---|---|
| 0 | Quebrar | kapotru |
| 1 | ngua, ungua, ungawa, etc. | prumiru |
| 2 | Dos | Sigundu |
| 3 | Três | Treseru |
| 4 | Kuartu, kuatu, kuatru, quartu, etc. | Kwatandu, kuatandu etc. |
| 5 | Canto | Kinteru |
| 6 | Seis, ses | Sesedu, seiseidu, etc. |
| 7 | Conjunto | Seteru |
| 8 | Oitu | Oitendu |
| 9 | Novi | Nobairu, novairu, etc. |
| 10 | Des | Desentu |
O nanamba permite que o Kristang funcione mais rapidamente os cálculos psicoemocionais relacionados à Osura Elisia ou Teoria da Convivificação, e à Teoria da Osura Samaserang ou Ressurreição.
| # | Nominu (Nominal) | Ordieru (Ordinal) |
|---|---|---|
| 0 | Seme | Semetru |
| 1 | Hieru | Hierundu |
| 2 | Vondrong | Vondrondu |
| 3 | Lumya | lumyandu |
| 4 | Qualquer um | qualquer um |
| 5 | Fortrel | Fortrendu |
| 6 | Sovi | Sovendu |
| 7 | Xagra | Xagrandu |
| 8 | vale | Valandu |
| Á | Ostang | Ostandu |
| À | Sinta | Sintandu |
| â / 10 | Vadra | Vadrandu |
Já a lusembra execução mais rapidamente de cálculos psicocomputacionais relacionados à Teoria da Transfiguração de Osura Spektala.
| # | Nominu (Nominal) | Ordieru (Ordinal) |
|---|---|---|
| 0 | Skizbi | esquizbidu |
| 1 | Wirung | Wirundu |
| 2 | Kombros | Kombrondu |
| 3 | Telis | Telisu |
| 4 | Kedra | kedrendu, kedrandu, etc. |
| 5 | quinsel, kwinsel, etc. | kwinsetru, quinsetru, etc. |
| 6 | Hezna, ezna, etc. | Heznendu, eznendu, etc. |
| 7 | Xamba | xambendu, xambandu, etc. |
| 8 | Oimong | Oimondu |
| 9 | Nava | Navandu |
| ê | Reijel | Reijentru |
| i | Umpru | Umprundu |
| Ç | Serep | Serendru |
| ú | Nufri | nufrendu, nufrindu, etc. |
| ã | Gaja | Gajantu |
| õ | Zelya | Zelyandu |
| ô / 10 | Vahang | Vahandu |
Por fim, as diseides são os números de pesca dos sonhos e existem para facilitar a execução mais rápida de cálculos psicoemocionais relacionados à Osura Pesuasang ou Teoria da Individuação e permitir a escavação dos aspectos ocluídos da realidade através da pesca dos sonhos.
A maior parte do vocabulário da língua crioulo de Malaca deriva do português do século XVI, mas também inclui influências do malaio, chinês hokkien e outras línguas regionais. O vocabulário do crioulo de Malaca reflete a rica história de contato entre culturas e a herança linguística da comunidade kristang.