Parauapebas | |
|---|---|
| Hino | |
| Lema | Força e Trabalho |
| Gentílico | parauapebense |
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| Coordenadas: 6° 04′ 04″ S, 49° 54′ 07″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Pará |
| Municípios limítrofes | Marabá, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte e São Félix do Xingu |
| Distância até a capital | 700 km |
| Fundação | 1976 (50 anos) |
| Emancipação | 10 de maio de 1988 (38 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Aurélio Ramos de Oliveira Neto (Aurélio Goiano) (Avante, 2025–2028) |
| • Vereadores | 17 |
| Área | |
| • Total IBGE/2023 | 6 885,865 km² |
| Altitude | 150 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2025) | 305 771 hab. |
| Densidade | 44,4 hab./km² |
| Clima | Tropical semiúmido (Aw) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 68515-000 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,715 — alto |
| • Posição | PA: 3º |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 26 421 066,67 mil |
| • Posição | PA: 2º |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 98 646,44 |
| Sítio | www.parauapebas.pa.gov.br (Prefeitura) www.parauapebas.pa.leg.br (Câmara) |
Parauapebas é um município brasileiro do estado do Pará, localiza-se na Região Norte do Brasil. a uma distância de 700 km até a capital Belém. Nas últimas décadas tornou-se um importante polo urbano, financeiro e comercial do sudeste do estado juntamente com Marabá, possui 305 771 habitantes e é a quarta maior cidade do Pará sendo superada apenas por Belém, Ananindeua e Santarém. Em 2020, se tornou a cidade mais rica do estado e a segunda da Região Norte superando a capital Belém com um Produto Interno Bruto de R$ 38.014.863,23 Bilhões.
O nome do município é uma referência ao Rio Parauapebas. "Parauapebas" é um termo de origem tupi que significa "afluente raso do rio grande", através da junção de pará (rio grande), 'y (rio) e peb (achatado), ou "papagaio baixo", através da junção de parauá (papagaio) e peb (achatado).
Habitados desde tempos imemoriais por povos indígenas, Parauapebas possui forte ligação com os povos caiapós-xicrins e caiapós-cararaôs. Todos falam variantes das línguas caiapó que, por sua vez, pertencem ao tronco linguístico macrojê. A Terra Indígena Xicrin do Cateté é uma das mais importantes áreas de preservação do Pará, e é o território dos povos xicrins.
Com a descoberta de uma das maiores reservas minerais do mundo na Serra dos Carajás nos anos 1960 e o direito concedido à empresa Vale S.A. (antigamente Companhia Vale do Rio Doce) de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, esta empresa construiu uma rodovia asfaltada com cerca de 200 km entre a cidade de Marabá e as instalações da empresa.
Essa estrada, inicialmente conhecida como Estrada PA Carajás, foi posteriormente transferida ao estado do Pará, passando a ser denominada de PA-275. Ela foi concluída em 1976, alcançando a altura do rio Parauapebas. Vários colonos utilizaram esta via para iniciar pequenas lavouras às margens da estrada em terras de onde atualmente está instalado o município de Parauapebas, formando os primeiros passos da colonização.
No âmbito do Projeto Grande Carajás, a Vale construiu um núcleo urbano ao lado do povoado para abrigar seus funcionários. Nesses, incluem-se os que viriam trabalhar nas obras da Estrada de Ferro Carajás, iniciadas em 1981 e que ligaria a província mineral ao Porto da Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão. O vilarejo que abrigava os trabalhadores da construção era composto de vários cortiços às margens do rio Verde. Este acabou por pegar o nome do acidente geográfico para si, tornando-se o mais antigo bairro da cidade.
A empresa iniciou ainda a construção de uma infraestrutura básica, com escola, delegacia, hospital, prédio da administração e rede elétrica para a Vila Permanente de Carajás, no alto da Serra dos Carajás. Na época, a distrito de Parauapebas já acumulava mais de 20 000 habitantes.
Em 1985, o presidente brasileiro José Sarney inaugurou a Estrada de Ferro Carajás, também construída pela Vale S.A..
Um plebiscito realizado em abril de 1988, com a participação de 16 mil eleitores (82% do eleitorado), aprovou a emancipação de Parauapebas com 99% dos votos favoráveis. O município foi oficialmente criado em 10 de maio de 1988 pela Lei Estadual nº 5.443, mediante desmembramento de área do município de Marabá, sendo instalado no ano seguinte. Ainda em 1988, Faisal Salmen, do PTB, foi eleito o primeiro prefeito da cidade.
O território de Parauapebas foi desmembrado para a criação de dois novos municípios, Água Azul do Norte em 1991 e Canaã dos Carajás em 1994, cujas sedes situam-se a uma distância rodoviária de cerca de 175 km e 65 km da sua sede municipal, respectivamente. Estas emancipações reduziram a área do município a menos da metade do território original.
Entre 2011 e 2015 o município esteve em evidência após denúncias de corrupção e escândalos políticos. Um dos esclândalos ocorreu após tornar se público o conteúdo de uma carta assinada por Roger Agnelli, presidente da Vale, endereçada à presidente Dilma Roussef, onde ele expressava sua preocupação de que a compensação de exploração mineral (royalties) estaria envolvida em tratativas políticas pouco claras, e que haveria desvio de verbas na prefeitura de Parauapebas. Entre 2005 e 2010 o muncípio recebeu cerca de 700 milhões provientes do Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), e continuava com indicadores socioeconômicos aquéns do esperado. Um contrato entre a prefeitura, na gestão de Darci José Lermen, e o escritório de assessoria jurídica Pazinato Advogados Associados dava à empresa 20% dos royalties da CFEM (majoritariamente recolhidos da Vale). Outras denúncias de corrupção se tornaram públicas em 2012, mas sem comprovação suficiente para sustentar investigações. Em maio de 2015, o vereador Odilon Rocha (Partido Solidariedade) causou forte polêmica nacional ao declarar em plenário que o salário de cerca de R$ 10 mil era insuficiente e que, "se o vereador não for corrupto, mal se sustenta durante o mês". No mesmo ano, Rocha foi preso por fraudes licitatórias e renunciou ao mandato legislativo.
Em 2015, no "verão amazônico", Parauapebas passou pela maior período baixa pluviosidade registrada na história, causando uma seca sem precedentes no principal curso d'água de abastacimento da cidade, o rio Parauapebas.
Desde sua fundação, a cidade de Parauapebas vem se destacando por uma forte taxa de crescimento populacional, passando da condição de uma pequena vila à um grande centro populacional em poucas décadas. Grande parte deste crescimento ocorreu a partir de um intenso fluxo migratório, principalmente vindos do Maranhão e do proprio Pará, mas também de outros estados do Nordeste, além de Goiás, Minas Gerais e Sul.
Segundo o IBGE, a cidade foi uma das cinco que mais cresceram no Brasil entre os Censo de 2010 e 2022. Sua população em 2025 estava estimada em 305 771 habitantes.
Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 43,49% evangélicos ou protestantes, 38,74% católicos, 0,45% espíritas, 0,16% umbandistas ou candomblecistas, 0,07% religião tradicional, 4,44% outras religiões, 12,5% irreligiosos, 0,06% desconhecidos e 0,08% não declarados.
A estrutura político-administrativa do município de Parauapebas é composta pelo poder executivo, chefiado por um prefeito eleito por sufrágio universal, o qual é auxiliado diretamente por secretários municipais nomeados por ele, e pelo poder legislativo, institucionalizado pela Câmara Municipal, órgão colegiado de representação dos munícipes que é composto por vereadores também eleitos por sufrágio universal.
Parauapebas tem uma história politica relativamente recente, tendo conquistado sua emancipação politica após um plebiscito popular no ano de 1988. A primeira eleição foi realizada ainda no mesmo ano, com Faisal Salmen, do Partido Trabalhista Brasileiro, escolhido para o cargo de prefeito. Faisal foi posteriormente eleito para exercer o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Pará após vencer as eleições de 1998 e 2002.

Nos primeiros anos de existência já era possível observar uma relação política complexa entre os governantes de Parauapebas, então uma pequena cidade carente localizada aos pés da Serra dos Carajás e a Companhia Vale do Rio Doce, gigante da mineração operando um projeto altamente lucrativo no município. Diferentes prefeitos teriam a tarefa de negociar royalties e investimentos com a companhia.
Na Eleição municipal de Parauapebas em 1992, Francisco Alves de Souza, mais conhecido como Chico das Cortinas, foi eleito prefeito, pelo Partido Liberal. Natural do Maranhão, Chico chegou a cidade ainda antes da emancipação, como fornecedor da CVRD.
A Eleição municipal 1996 foi vencida por Bel Mesquita, então esposa do ex-prefeito Faisal Salmen que teve sua candidatura indeferida. Filiada ao PSDB, Bel foi reeleita prefeita na eleição seguinte, e depois conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados do Brasil em 2006.
Em 2004, Darci Lermen do Partido dos Trabalhadores (PT) venceu a disputa para a prefeitura, com mais de 63% dos votos, em uma eleição que contou ainda com a participação de dois ex-prefeitos, Faisal e Chico das Cortinas. Professor, natural do Rio Grande do Sul, Lermen foi ainda reeleito em 2008.
As eleições para prefeito em 2012 foram vencidas por Valmir Queiroz Mariano, do Partido Social Democrático. Concorrendo a reeleição em 2016, acabou derrotado por Darci Lermen, que retornou ao comando da prefeitura de Parauapebas, desta vez filiado ao PMDB. Lermen seria ainda reeleito em 2020, sendo o prefeito mais longevo da história da cidade.
Parauapebas atingiu pela primeira vez o número de 200 mil eleitores registrados no ano de 2024, o que abriu a possibilidade da realização de eleição municipal em dois turnos, de acordo com a legislação eleitoral brasileira. Na Eleição municipal de 2024, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, conhecido como Aurélio Goiano, do Avante, foi eleito prefeito ainda no primeiro turno com 92 mil votos (58% do total). Radialista e ex-vereador, Aurélio teve como vice-prefeito Chico das Cortinas do PRD.
A Câmara Municipal de vereadores de Parauapebas é a instituição que representa o poder legislativo municipal. A sua composição é formada por dezessete vereadores, eleitos pelo voto direto com sistema proporcional. A 10ª Legislatura teve início em 1º de janeiro de 2025 e se estende até o final de 2028 com seguinte composição:
A presidência da Câmara Municipal está sob o comando do vereador Anderson Moratório para o biênio 2025-2026.

A atividade mineradora é desenvolvida principalmente na Mina de Ferro de Carajás, da Vale, sob a supervisão de Joabe. A extração do minério de ferro representa a principal fonte de recursos do município: emprega cerca de 8 000 pessoas diretamente e cerca de 20 000 indiretamente. Além do minério de ferro, destaca-se a extração dos minérios de manganês e de ouro. A Vale exportou 3,8 bilhões de dólares estadunidenses em minérios em 2008, levando o município a atingir a oitava colocação entre os maiores municípios exportadores do país.
A atividade agrícola no município de Parauapebas é pouco expressiva e é, quase em sua totalidade, desenvolvida em pequenas propriedades familiares. Os produtos agrícolas com maior participação no produto interno bruto do município são abacaxi, tomate e mandioca, com rendimento de cerca de 20 000 000 de reais por ano cada (2005).
De janeiro a dezembro de 2013, o município de Parauapebas foi o que mais exportou, com US$ 10,079 bilhões de embarques ao exterior.
A principal rodovia de Parauapebas é a PA-275, aberta na década de 70 para dar acesso à Serra de Carajás, à partir dela é possível também acessar a BR-155, fazendo a ligação rodoviária com as cidades de Redenção e Marabá. Atualmente a PA-275 recebe o nome de Rodovia Dr. Faisal Salmen, em homenagem ao primeiro prefeito de Parauapebas.
Parauapebas é o ponto de partida de uma importante ferrovia nacional, a Estrada de Ferro Carajás. Com quase 900km de extensão, liga a Serra dos Carajás ao Porto do Itaqui, em São Luís no Maranhão. Operada pela mineradora Vale S.A., tendo como principal função o transporte de minério de ferro. Também saem trens com transporte de passageiros, com mais de 400 mil embarques em 2025.

A cidade é servida pelo Aeroporto de Carajás, de onde saem voos comerciais regulares para Belém, São Luís e Belo Horizonte operados pela Azul Linhas Aéreas e Gol Linhas Aéreas.
A espanhola Aena Internacional assumiu a concessão do aeroporto em 2024, sendo também responsável pela gestão de outros 14 aeroportos no Brasil. Em 2026, foram inauguradas novas áreas de chech-in e embarque, ampliando a capacidade de transporte do aeroporto.
O Aeroporto bateu recorde em 2025, com 158 mil passageiros transportados. Mantendo um crescimento expressivo também no ano seguinte, registrando 133 mil passageiros apenas no primeiro semestre, ficando assim entre os dez aeroportos mais movimentados da Região Norte.


Além de ensino básico e profissionalizante, Parauapebas conta com quatorze instituições de Ensino Superior, com destaque para os campi da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade do Estado do Pará (UEPA), e uma unidade do Instituto Federal do Pará (IFPA).
Além de faculdades privadas, dentre as quais METROPOLITANA, FADESA, FAMAP, Anhanguera, UNOPAR, FVC, UNIP, MASTER, Uniasselvi, UNISA.
|título= (ajuda)|título= (ajuda)|url= (ajuda) (PDF). Estimativa Populacional 2025. Consultado em 23 de outubro de 2025