| Parides neophilus | |||||||||||||||||||||
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Fotografia do macho de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia. | |||||||||||||||||||||
Fotografia da fêmea de P. neophilus, subespécie anaximenes, em voo, buscando o néctar das flores, na Bolívia. | |||||||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
Parides neophilus (Geyer, 1837) | |||||||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||||||
As diversas subespécies da borboleta P. neophilus são encontradas em grande parte da Região Neotropical (em verde), ausentes em grande parte da Região Nordeste do Brasil. | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
Priamides neophilus Geyer, 1837 Papilio eupales Gray, [1853] Papilio eurybates Gray, [1853] Papilio olivencius Bates, 1861 Papilio anaximenes C. Felder & R. Felder, 1862 Papilio neophilus Rothschild & Jordan, 1906 Papilio schuppi Röber, 1927 Battus (Parides) neophilus napoensis Varea, 1975 (IUCN/Markku Savela) | |||||||||||||||||||||
Parides neophilus (denominada popularmente, em inglês, Neophilus cattleheart ou spear-winged cattle heart: na tradução para o português, "borboleta-coração-de-boi-de-asa-de-lança") é uma espécie de inseto da ordem Lepidoptera; uma borboleta neotropical da família Papilionidae; suas sete subespécies distribuídas na América do Sul, da Colômbia e Equador à Venezuela, onde ocorre P. neophilus parianus, até o norte a Argentina, onde a subespécie P. neophilus eurybates é encontrada; sendo considerada uma espécie pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) devido à ampla extensão territorial de seu habitat. Suas lagartas se alimentam de espécies de plantas do gênero Aristolochia (Aristolochia colombiana; A. trilobata), conhecidas como "papo-de-peru" ou "jarrinha" e que contém compostos secundários de alcaloides tóxicos para seus predadores.
Parides neophilus foi descrita em 1837 por Carl Geyer na página 46 do volume V da obra de Jacob Hübnerː Zuträge zur Sammlung exotischer Schmettlinge, classificada com o nome "Priamides Neophilus" (sic), com seu espécime-tipo provindo do Suriname e ilustrado em vista superior e lateral ("Fig. 997. 998."); oferecido pelo "Sr. Roger".
Ambos os sexos desta borboleta são típicos do gênero Parides, dotados de asas anteriores e posteriores pretas e possuindo manchas cor-de-rosa nas asas posteriores, sempre mais extensas, em direção à base das asas, nos machos. Enquanto as fêmeas são dotadas de uma mancha branca e difusa no centro das asas anteriores, os machos possuem uma mancha de escamas verde-metálicas brilhantes em suas asas anteriores, sendo uma bela visão quando vistos voando freneticamente ao redor dos arbustos floridos. As lagartas, de cor bordô com áreas amareladas, são providas de osmetério para a defesa.
Com asterisco (*) estão as espécies registradas para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira; entre parênteses os cientistas que tiveram os nomes originais de seus gêneros modificados para Parides).
A ampla distribuição continental dessa espécie evita o seu risco de extinção e inclui Argentina; Bolívia; Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins); Colômbia; Equador; Guiana Francesa; Guiana; Paraguai; Peru; Suriname; Trinidad e Tobago; Venezuela.