Rali Dakar | |
|---|---|
| Categoria | Rali-Raid |
| País ou região | Europa e África (1979-2007) América do Sul (2009-2019) Arábia Saudita (2020–) |
| Temporada inaugural | Rali Dakar de 1979 |
| Equipes | 409+142 (2022) |
| Website oficial | www.dakar.com |
| Temporada atual | |
| Rali Dakar de 2026 | |
O Rali Dakar (ou simplesmente O Dakar; anteriormente conhecido como Rali Paris-Dakar) é a mais longa prova de rali do mundo. A maioria dos eventos desde o início em 1978 foi realizada em Paris, França, e seguindo até Dakar, Senegal, mas devido à falta de segurança na Mauritânia, os organizadores cancelaram a disputa em 2008, realizando os eventos seguintes de 2009 a 2019 na América do Sul. A edição de 2020 foi realizada na Arábia Saudita e desde então é realizada todos os anos no mesmo país. A competição é aberta a participantes amadores e profissionais, sendo os amadores representando cerca de oitenta por cento dos participantes.
O rali é um evento de resistência off-road. O terreno que os competidores percorrem é muito mais difícil do que o usado nos ralis convencionais, e os veículos usados são veículos off-road. A maioria das seções especiais competitivas são off-road, cruzando dunas, lama, grama de camelo e rochas entre outras. As distâncias de cada estágio percorrido variam de distâncias curtas até 800–900 km por dia.


A prova teve a sua primeira edição em 1979 (com início a 26 de dezembro de 1978), um ano após Thierry Sabine se perder no deserto (quando participava do rali Abidjan-Nice, de motocicleta) e decidir que aquele seria um bom percurso para um rali regular.
De início, o rali partia sempre de Paris e terminava em Dakar, interrompendo-se a prova por um dia para fazer a travessia do mar do Mediterrâneo. Contudo, devido a razões políticas, de segurança, de patrocínios e outros fatores, a prova, incluindo o local de partida e de término, têm variado ao longo dos anos. Por exemplo, devido aos conflitos armados na Argélia, não tem havido passagens pelo seu território nas últimas edições.
A prova de 1994 foi a única vez em que o rali foi de ida e regresso a Paris. Devido a queixas do chefe do governo municipal de Paris, o local de chegada teve de ser alterado, da avenida dos Campos Elísios em Paris, para o parque Disneyland Paris. Isto levou a organização a escolher rotas distintas nos anos seguintes:
O primeiro Paris–Dacar partiu a 26 de dezembro de 1978. Dos 170 participantes de saíram de Paris, apenas 69 chegaram a Dacar. O evento reúne pelo menos 500 veículos, entre carros, motos e caminhões.
O percurso muda a cada ano (já variou de 8 500 a 15 000 km). Em 2003, o rali largou de Marselha, na França, e passou pela Espanha, Tunísia e Líbia até chegar em Sharm El Sheikh, às margens do rio Vermelho, no Egito.
O Rali Dakar 2008 foi cancelado a 4 de janeiro de 2008, devido ao receio de ataques terroristas. Isso causou sérias dúvidas sobre o futuro do rali. Vários jornais chamaram o cancelamento de uma "sentença de morte" para a corrida. Chile e Argentina se ofereceram para sediar o evento, juntamente com a República Checa, ou Hungria na Europa Central. A ASO (entidade organizadora) decidiu finalmente estabelecer a competição Dakar Series, cujo primeiro evento foi o 2008 Rali da Europa Central (Hungria-Roménia), entre 20 de abril e 26 de abril de 2008.

Em 2009 foi a primeira vez que o Rali Dakar se disputou em terra Sul-americanas. O evento de 2009 foi realizada no Chile e na Argentina, entre 3 de janeiro e 18 de janeiro de 2009. A competição manteve-se na América do Sul desde então. Após a primeira edição sul-americana, o novo figurino do Rali parece agradar à maior parte das Marcas e Pilotos envolvidos não só pela segurança, como pela dificuldade e diversidade do trajecto e pela forte presença de público ao longo das etapas, sendo que dificilmente regressará a África num futuro próximo.
Em 2010 e 2011, o rali voltou a ser na Argentina e no Chile. Em 2012 um novo país é visitado pela caravana do Rali Dakar: Peru, terminando o rali na sua capital Lima. A edição de 2013 foi uma inversão do percurso de 2012 iniciando-se no Peru, passando pelo Chile e terminando na Argentina. Em 2014 a caravana do Dakar passou pela primeira vez na Bolívia, enquanto em 2015 realizou-se apenas na Argentina e Bolívia, sendo o primeiro Dakar na América do Sul que não passou pelo Chile.
O ano de 2017 trouxe um novo país para o Dakar: o Paraguai.
A mudança do Rali Dakar não foi consensual, continuando a existir quem defenda o seu regresso às suas origens: Dakar. Assim, um conjunto de pessoas ligadas ao Todo-terreno Mundial, entre elas o ex-campeão Jean-Louis Schlesser decidiram criar uma nova competição que recria Rali Dakar pré-2008, o África Eco Race.
Depois das dificuldades sentidas pela organização para realizar a edição de 2019 (face às recusas de Chile e Argentina em pagar os valores pedidos pela ASO) que acabou por realizar apenas no Peru, a ASO percebeu que o modelo sul-americano estava esgotado. Face à impossibilidade de voltar ao percurso original (devido à África Eco Race e também pela hostilidade dos governos locais à ASO devido à decisão de levar a prova para América do Sul), foram avançadas três possibilidades: Argélia, Angola/Namíbia e Arábia Saudita. A 4 de abril de 2019 foi revelado que o Dakar iria mesmo realizar-se a partir de 2020 na Arábia Saudita, num acordo com a duração de 5 anos.
Até 2021, 31 pilotos morreram em prova. Juntando ainda não pilotos, entre elementos da organização, jornalistas e espetadores, o número ascende aos 70. No ano inicial Patrice Dodin perdeu o controlo da sua moto no arranque da etapa que fazia a ligação entre Agadez-Tahoua e sofreu ferimentos que se viriam a revelar mortais.
O holandês Bert Oosterhuis morreu em 1982, seguindo-se o francês Jean-Noël Pineau, o japonês Yasuo Kaneko, o italiano Giampaolo Marinoni e o francês Jean-Claude Huger até 1988 — todos eles motociclistas que não resistiram aos ferimentos de quedas ou de embates com outras viaturas. O dia 9 de janeiro de 1988 foi dos mais negros da história do Dakar, com as mortes do holandês Kees van Loevezijn (e restante equipa na prova de camiões) e do francês Patrick Canado (automóveis) na mesma etapa. Foi também nessa década que Thierry Sabine, o criador do Rali Dakar (na altura uma prova que ligava Paris a Dakar), morreu num acidente de helicóptero com cinco pessoas, entre as quais o cantor Daniel Balavoine.
A década de 90 trouxe mais sete mortes de pilotos do Dakar mas nem todas foram no seguimento de acidentes com motos, automóveis ou camiões: em 1991, o francês Chales Cabannes acabou por ser atingido por uma bala perdida numa etapa no Mali quando levava o seu camião e não resistiu aos ferimentos; em 1996, o também francês Laurent Gueguen atravessou com o seu camião uma mina em Marrocos e acabou por morrer, ao contrário dos restantes tripulantes que conseguiram escapar ilesos (sendo que, na altura, foi levantada a hipótese de ser ainda uma mina restante da Segunda Guerra Mundial, algo que não demorou a cair por terra quando se percebeu que era mais um vestígio da guerra entre os rebeldes da Frente Polisário e o exército marroquino).
Este século, o período entre 2005 e 2007 foi particularmente fatídico, com cinco mortes em prova em apenas três anos, entre os quais o antigo bicampeão italiano Fabrizio Meone, que fazia a sua última corrida da carreira e acabou por falecer numa etapa na Mauritânia (sendo que o dia seguinte acabou por ser cancelado por se entender que não existiam condições para prosseguir a competição de imediato). Na América do Sul, para onde a prova se mudou em 2009, o francês Pascal Terry foi a primeira vítima numa história trágica: esteve desaparecido apesar de ter enviado um sinal de socorro, todos achavam que teria regressado à caravana e foi encontrado dias depois sem vida. O argentino Jorge Andrés Martínez Boero, o francês Thomas Bourgin, o belga Eric Palante e o polaco Michał Hernik foram as outras mortes até 2015, todos em acidentes na prova de motos. Em 2020 morreu o piloto português Paulo Gonçalves e o holandês Edwin Straver. Em 2021 medidas de segurança foram tomadas, mas o Dakar 2021 faz uma vitima fatal o piloto de moto Pierre Cherpin.
| Ano | Trajecto | Quads | SSVs (UTVs até 2022) | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Piloto | Marca e Modelo | Piloto Navegador |
Marca e Modelo | ||
| 2009 | Buenos Aires– Valparaiso– Buenos Aires |
Yamaha | |||
| 2010 | Buenos Aires– Antofagasta– Buenos Aires |
Yamaha | |||
| 2011 | Buenos Aires– Arica– Buenos Aires |
Yamaha | |||
| 2012 | Mar del Plata– Arica– Lima |
Yamaha Raptor 700 | |||
| 2013 | Lima- Tucumán– Santiago |
Yamaha | |||
| 2014 | Rosário- Salta– Valparaíso |
Yamaha | |||
| 2015 | Buenos Aires– Iquique- Buenos Aires |
Yamaha | |||
| 2016 | Buenos Aires– Uyuni- Rosário |
Yamaha | |||
| 2017 | Assunção– La Paz– Buenos Aires |
Yamaha Raptor 700 | Polaris RZR 1000 XP | ||
| 2018 | Lima– La Paz– Córdoba |
Yamaha Raptor 700 | Can Am | ||
| 2019 | Lima–Lima | Yamaha Raptor 700 | Can-Am | ||
| 2020 | Gidá–Riade–Qiddiya | Yamaha Raptor 700 | Can-Am Maverick | ||
| 2021 | Gidá–Hail | Yamaha Raptor 700 | Can-Am | ||
| 2022 | Hail–Gidá | Yamaha Raptor 700 | Can-Am XRS | ||
| 2023 | Iambo–Damã | Yamaha Raptor 700 | Can-Am XRS | ||
| 2024 | Alulá–Iambo | Yamaha Raptor 700 | Polaris RZR Pro R | ||
| 2025 | Bisha–Shubaytah | Não atribuída | Polaris RZR Pro R | ||
| Ano | Trajecto | Light Prototypes | Clássicos | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Piloto Navegador |
Marca e Modelo | Piloto Navegador |
Marca e Modelo | ||
| 2021 | Gidá–Hail | Can-Am | Sunhill Buggy | ||
| 2022 | Hail–Gidá | Can-Am XRS | Toyota Land Cruiser HDJ80 | ||
| 2023 | Iambo–Damã | Can-Am Maverick XRS | Toyota Land Cruiser HDJ80 | ||
| 2024 | Alulá–Iambo | Taurus T3 Max | Toyota Land Cruiser HDJ80 | ||
| 2025 | Bisha–Shubaytah | Taurus T3 Max | Toyota Land Cruiser HDJ80 | ||
Source:
| Ano | 1º | 2º | 3º | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipa | Camião | Equipa | Camião | Equipa | Camião | |
| 1979 | Pinzgauer | UNIC | UNIC | |||
| 1980 | Sonacome | MAN | Sonacome | |||
| 1981 | ALM-ACMAT | Ford | Mercedes-Benz | |||
| 1982 | Mercedes-Benz | Mercedes-Benz | DAF | |||
| 1983 | Mercedes-Benz | Volvo C303 | DAF | |||
| 1984 | Mercedes-Benz | Mercedes-Benz | MAN | |||
| 1985 | Mercedes-Benz | DAF | Mercedes-Benz | |||
| 1986 | Mercedes-Benz | MAN | Pegaso | |||
| 1987 | DAF | Tatra | LIAZ | |||
| 1988 | Tatra | LIAZ | Tatra | |||
| 1989 | Categoria não disputada | |||||
| 1990 | Perlini | Perlini | Tatra | |||
| 1991 | Perlini | Kamaz | Tatra | |||
| 1992 | Perlini | Perlini | Tatra | |||
| 1993 | Perlini | Sarlieve Diamante | Perlini | Gimbre Versino | Mercedes-Benz | |
| 1994 | Tatra | Hino | Perlini | |||
| 1995 | Tatra | Hino | Tatra | |||
| 1996 | Kamaz | Tatra | Tatra | |||
| 1997 | Hino | Hino | Hino | |||
| 1998 | Tatra | Hino | Tatra | |||
| 1999 | Tatra | Kamaz | Tatra | |||
| 2000 | Kamaz | Tatra | Kamaz | |||
| 2001 | Tatra | Hino | MAN | |||
| 2002 | Kamaz | Tatra | Hino | |||
| 2003 | Kamaz | Tatra | Kamaz | |||
| 2004 | Kamaz | Kamaz | DAF | |||
| 2005 | Kamaz | Hino | Mercedes-Benz | |||
| 2006 | Kamaz | MAN | Kamaz | |||
| 2007 | MAN | Kamaz | Tatra | |||
| 2008 | Rali cancelado | |||||
| 2009 | Kamaz | Kamaz | GINAF | |||
| 2010 | Kamaz | Kamaz | GINAF | |||
| 2011 | Kamaz | Kamaz | Kamaz | |||
| 2012 | Iveco | Iveco | Kamaz | |||
| 2013 | Kamaz | Kamaz | Kamaz | |||
| 2014 | Kamaz | Iveco | Kamaz | |||
| 2015 | Kamaz | Kamaz | Kamaz | |||
| 2016 | Iveco | Kamaz | Iveco | |||
| 2017 | Kamaz | Kamaz | Iveco | |||
| 2018 | Kamaz | MAZ | Kamaz | |||
| 2019 | Kamaz | Kamaz | Iveco | |||
| 2020 | Kamaz | Kamaz | MAZ | |||
| 2021 | Kamaz | Kamaz | Kamaz | |||
| 2022 | Kamaz | Kamaz | Kamaz | |||
| 2023 | Iveco | Iveco | Iveco | |||
| 2024 | Iveco | Praga | Iveco | |||
| 2025 | Iveco | Iveco | Iveco | |||
| Ano | 1º | 2º | 3º | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipa | Marca | Equipa | Marca | Equipa | Marca | |
| 2021 | Can-Am | Yamaha | Pinch Racing | |||
| 2022 | Can-Am | Can-Am | OT3 | |||
| 2023 | Can-Am | Can-Am | OT3 | |||
| 2024 | Taurus | Taurus | Can-Am | |||
| 2025 | Taurus | Taurus | Taurus | |||
| Ano | 1º | 2º | 3º | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipa | Marca | Equipa | Marca | Equipa | Marca | |
| 2021 | Sunhill Buggy | Mitsubishi Montero | Renault Trucks | |||
| 2022 | Toyota Land Cruiser HDJ80 | Mercedes ML | Mercedes G-320 | |||
| 2023 | Toyota Land Cruiser HDJ80 | Toyota Land Cruiser HDJ80 | Toyota Land Cruiser BJ71 | |||
| 2024 | Toyota Land Cruiser HDJ80 | Nissan Pathfinder | Toyota Land Cruiser BJ71 | |||
| 2025 | Toyota Land Cruiser HDJ80 | Nissan Terrano Pick-Up | Land-Rover Series III | |||
| Rank | Piloto | Anos | Vitórias | Categorias |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 1991, 1992, 1993, 1995, 1997, 1998 (Motos), 2004, 2005, 2007, 2012, 2013, 2016, 2017, 2021 (Carros) | 14 | Motos / Carros | |
| 2 | 2000, 2002, 2003, 2004, 2006, 2010, 2011 | 7 | Camiões | |
| 3 | 1988, 1994, 1995, 1998, 1999, 2001 | 6 | Camiões | |
| 4 | 1979, 1980, 1982, 1986, 1987 | 5 | Motos | |
| 2005, 2007, 2010, 2012, 2013 | Motos | |||
| 2006, 2009, 2011, 2014, 2015 | Motos | |||
| 2011, 2015, 2019, 2022, 2023 | Carros | |||
| 8 | 1987, 1989, 1990, 1991 | 4 | Carros | |
| 1988, 1990, 1994, 1996 | Motos | |||
| 2013, 2017, 2018, 2019 | Camiões | |||
| 2010, 2018, 2020, 2024 | Carros | |||
| 12 | 1981, 1983 (Motos), 1992 (Carros) | 3 | Motos / Carros | |
| 1981, 1984, 1986 | Carros | |||
| 1994, 1995, 1996 | Carros | |||
| 1999, 2000, 2003 | Motos | |||
| 2010, 2013, 2016 | Quads | |||
| 2014, 2018, 2020 | Quads | |||
| 2019, 2021 (SSV), 2022 (Light Prototypes) | SSV / Light Prototypes | |||
| 19 | 1982, 1983 | 2 | Camiões | |
| 1984, 1985 | Motos | |||
| 1992, 1993 | Camiões | |||
| 1999, 2000 | Carros | |||
| 2001, 2002 | Motos | |||
| 2002, 2003 | Carros | |||
| 2004 (Motos), 2014 (Carros) | Motos / Carros | |||
| 2005, 2009 | Camiões | |||
| 2011, 2012 | Quads | |||
| 2012, 2016 | Camiões | |||
| 2016, 2019 | Motos | |||
| 2014, 2020 | Camiões | |||
| 2017, 2022 | Motos | |||
| 2021, 2022 | Camiões | |||
| 2021, 2023 | Motos | |||
| 2022 (SSV), 2023 (Light Prototypes) | SSV/Light Prototypes | |||
| 2022, 2023 | Quads | |||
| 2020, 2024 | Motos | |||
| 2021, 2024 | Quads | |||
| 2024, 2025 | Camiões | |||
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