| Parmales | |
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| Ordem: | Parmales |
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| Sinónimos | |
Parmales é uma ordem de microalgas marinhas da classe Bolidophyceae, com distribuição cosmopolita nos oceanos e mares. Caracterizam-se por apresentarem uma parede celular composto por 5-8 placas de sílica interligadas com formas distintas.
A etimologia do nome vem de parma o termo utilizado pelos romanos para designar um escudo redondo pequeno utilizado pela infantaria e cavalaria, numa alusão às placas de sílica que recobrem as Parmales.
Este grupo de organismos foi inicialmente considerado como pertencente ao grupo dos Choanoflagellata com lorica, mas estudos posteriores mostraram que pertencem a um filo inteiramente separado pois a presença de cloroplastos coloca-os entre os heterocontes (Stramenopiles) fotossintéticos.
O grupo é dividido em duas categorias morfológicias distintas: (1) a forma bolidófita nua e móvel; e (2) a forma não móvel e recoberta por placas de sílica. A forma bolidófita carece de placas de sílica e possui dois flagelos desiguais inseridos ventralmente, com morfologia vagamente reminiscente de Chlamydomonas. A forma não móvel (parmelana) é similar às diatomáceas, já que é recoberta por placas de sílica. Estas placas são usadas para dividir as Parmales em géneros distintos com base no número e localização das placas de sílica. Ao contrário das diatomáceas, as Parmales são capazes de crescer em ambientes em que a disponibilidade de ácido silicíco em solução é factor limitante, porque a síntese das placas de sílica não está directamente ligada ao crescimento ou à reprodução.
As Parmales alimentam-se activamente de nanofitoplâncton, especialmente dos géneros Prochlorococcus e Synechococcus, e são um dos mais importantes predadores dessas cianobactérias em águas oligotróficas. Essa heterotrofia desenvolvida por este grupo serve como um passo importante na base da cadeia trófica oceânica conhecida por «circuito microbiano».
As Parmales têm distribuição natural em todos os oceanos do mundo. No entanto, a sua densidade populacional é consistentemente baixa (10-100 células/ml) e representam, quanto muito, cerca de 3% do fitoplâncton presente. São mais abundantes em águas polares e subárcticas, mas também são capazes de crescer em locais tropicais e subtropicais.
As Parmales são encontradas na parte superior da coluna de água, na zona eufótica, onde permanecem em flutuação sem dificuldade devido ao seu pequeno tamanho. Actualmente, não se sabe se eles têm mecanismos activos para regular a flutuabilidade.
Fósseis de membros do grupo Parmales foram encontrados na Fossa Meso-Americana em sedimentos datados de meados a finais do Quaternário. Fósseis mais antigos foram relatados, mas não são verificáveis.
O clado Parmales foi inicialmente colocado entre as Chrysophyceae, mas estudos de genética molecular realizados em 2016 mostram que o grupo pertence às Bolidophyceae. Com a sua presente circunscrição taxonómica o agrupamento integra: