| Parque Estadual da Mata Seca | |
|---|---|
| Categoria II da IUCN (Parque Nacional) | |
| País | Brasil |
| Estado | Minas Gerais |
| Região intermediária | Manga |
| Municípios | Manga Itacarambi |
| Área | 15,360,07 ha |
| Criação | 20 de dezembro de 2000 (25 anos) |
| Gestão | IEF-MG |
| Sítio oficial | Parque Estadual da Mata Seca |
| Coordenadas | 14° 51′ 04,598″ S, 43° 56′ 43,761″ O |
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O Parque Estadual da Mata Seca é uma unidade de conservação de proteção integral da esfera estadual mineira criada em 2000. O parque situa-se no norte do estado, entre os municípios de Manga e Itacarambi.
O Parque Estadual da Mata Seca foi criado pelo Decreto estadual n.º 41.479, de 20 de dezembro de 2000, e teve seus limites posteriormente ampliados pelo Decreto n.º 45.043, de 12 de fevereiro de 2009, quando passou a abranger cerca de 15 360 hectares. Como unidade de conservação de proteção integral (categoria II da UICN), sua implantação somou-se ao conjunto de áreas protegidas estabelecidas na região do médio rio São Francisco, no norte de Minas Gerais.
O parque localiza-se no norte de Minas Gerais, na margem esquerda do rio São Francisco, entre os municípios de Manga e Itacarambi, em região de clima semiárido. Ocupa uma planície marcada por lagoas marginais do São Francisco e abriga a maior área contínua de mata seca protegida no estado. Levantamentos pedológicos detalhados realizados na unidade identificaram solos associados à dinâmica fluvial do São Francisco, típicos de áreas de planície sujeitas a inundações sazonais.
O parque está localizado na margem esquerda do rio São Francisco, numa região de transição entre a caatinga e a mata seca, que deu origem ao nome da unidade. Juntamente com o Sistema de Áreas Protegidas de Jaíba, composta por outras seis unidades de conservação na margem direita do São Francisco, a unidade de conservação foi criada para proteger a fauna e a flora regionais, as nascentes dos rios e córregos da região, além de criar condições ao desenvolvimento de pesquisas e estudos. No parque, encontram-se grandes exemplares da árvore que é o símbolo da mata seca, a "barriguda" (Cavanillesia arborea), além de diversas espécies de cactáceas e crassuláceas.
O parque não está aberto à visitação, mas possui pontos turísticos de interesse, como a Caverna da Lavagem, trilhas, e as lagoas marginais do São Francisco.
A formação vegetal predominante é a floresta estacional decidual, conhecida regionalmente como "mata seca", caracterizada pela queda quase total das folhas durante a estação seca, e situada em zona de transição entre a caatinga e as florestas estacionais do norte mineiro. A diversidade de fitofisionomias do parque está associada a fatores edáficos e ao histórico de uso do solo, condições que influenciam a distribuição da vegetação ao longo da unidade.
Parte expressiva do território do parque corresponde a antigas fazendas que praticavam uso intensivo do solo, hoje em diferentes estágios de regeneração natural. Essa característica torna a unidade um importante sítio para estudos de sucessão ecológica em florestas tropicais sazonalmente secas, além de pesquisas sobre flora, fauna e solos da região. Levantamentos fitofisionômicos, pedológicos e faunísticos realizados na área contribuem para o conhecimento e o manejo das matas secas do norte de Minas. Entre os trabalhos faunísticos figuram levantamentos de grupos como os opiliões, utilizados como indicadores das condições ambientais das florestas deciduais.